sexta-feira, 11 de junho de 2010

Chá Amarelo

No Oriente, o consumo do chá verde é largamente utilizado e faz parte dos povos de países como China, Japão e Índia há pelo menos quatro mil anos, quando suas propriedades terapêuticas já eram conhecidas.

O hábito atravessou fronteiras e se estabeleceu também aqui no Brasil, onde as pessoas se sentem cada vez mais atraídas por seus benefícios à saúde e à promessa de auxílio ao emagrecimento que ele oferece. Agora, outro chá está ganhando a preferência dos consumidores: o chá amarelo.

Ele vem da mesma planta da qual é produzido o chá verde, a Camellia Sintesis. A diferença está na produção dele, que tem um processo de fermentação e secagem mais lentas, o que inclusive confere a cor amarelada às folhas. Isso proporciona algumas características mais funcionais, potencializando seus benefícios e trazendo um sabor mais doce e suave do que o do seu mais amargo e famoso "irmão", o que o torna ainda mais atraente.

“Sua ação contra os radicais livres combate também o envelhecimento precoce, protegendo a pele e prevenindo o aparecimento de rugas e acne, fortalece o sistema imunológico e proporciona disposição e bem-estar”

Os grandes responsáveis pelos benefícios desta planta são os polifenóis, moléculas que atuam mantendo a saúde das células. Além disso, a bebida também é repleta de catequinas, substâncias bactericidas e antioxidantes, que facilitam a absorção dos nutrientes pelo organismo, a eliminação de substâncias tóxicas ao corpo, como alguns tipos de bactérias, impedem a ação nociva dos radicais livres e diminuem a acidez do estômago.

O chá é eficaz, portanto, para o tratamento de úlceras e outros problemas estomacais, controla o colesterol, protege o coração, tem propriedades anticoagulantes, favorece quem tem alergias respiratórias e acredita-se que seja eficaz também na prevenção de diversos tipos de câncer. Sua ação contra os radicais livres combate também o envelhecimento precoce, protegendo a pele e prevenindo o aparecimento de rugas e acne, fortalece o sistema imunológico e proporciona disposição e bem-estar.

Sua fama de emagrecedor vem da aceleração que o chá promove no metabolismo e da capacidade de eliminar lipídios, as células de gordura. Mas não há comprovação científica que o chá seja capaz de reduzir peso.

Portanto, para quem quer emagrecer, é imprescindível ter consciência de que isso é também conseqüência de se cultivar a saúde em todos os aspectos, não só de receitas milagrosas. É preciso esforço e disciplina.

O melhor caminho é manter uma dieta equilibrada, bons hábitos alimentares, beber bastante água e praticar exercícios físicos regularmente. Fazendo isso, o saboroso chá amarelo com certeza agirá como um grande e eficaz aliado, e você poderá aproveitar mais todos os benefícios que ele tem a oferecer.

por Flavia Penedo
Fonte: Bolsa de Mulher

Qual a diferença?
Todos estes chás são preparados com as folhas de camellia sinensis. O que os difere é o cultivo, a colheita e o modo de processamento
por Paula Aftimus e Thaís Harari


Chá vermelho:
Passa por um processo de fermentação -e é nessa etapa que adquire sua coloração característica. Possui sabor forte, mas não tão amargo quanto o chá-verde nem tão suave quanto o branco.

Chá branco:
Leva esse nome porque as folhas com que é produzido - muito jovens e ainda não oxidadas - ainda estão cobertas por uma penugem esbranquiçada. O sabor é muito sutil se comparado ao dos outros chás.

Chá verde:
Aplica-se calor nas folhas - através de vapor ou utilizando bandejas quentes - a fim de frear o processo de oxidação. A bebida possui sabor acentuado e gosto vegetal marcante, chegando a ser um pouco amargo.

Chá amarelo:
Tem produção semelhante à do chá-verde, mas o processo de secagem é mais lento: as folhas repousam até ficarem amareladas. A coloração dourada ou acastanhada e o sabor mais suave que o do chá-verde são suas principais características.

Dicas quentinhas

- Depois do almoço, prefira o chá quente. Assim, ele dissolve a gordura mais rapidamente e facilita a digestão.
- Não reaqueça o líquido. Caso contrário, ele pode perder suas propriedades
antioxidantes.
- Evite tomar o chá à noite. Ele possui cafeína, um estimulante.
- Não se deixe enganar: como o nome já diz, a coloração da bebida deve ser amarela (levemente acastanhada).

Fonte: MdeMulher

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Juventude na Pele

                                                        imagem: http://www.abril.com.br/

Conheça as novidades estéticas que prometem rejuvenescer sem cirurgia
por Mônica Vitória

Os anos vão se acumulando e você começa a perceber aquelas ruguinhas desagradáveis surgindo no rosto, acompanhadas por uma leve papada no pescoço. Os braços também parecem meio flácidos... E de onde vieram essas manchas? Pois é, minha amiga, o tempo não perdoa. A idade está chegando e toda aquela pele lisinha e viçosa que você tinha vai, pouco a pouco, perdendo a jovialidade.

O envelhecimento é absolutamente normal e inevitável, mas é claro que nenhuma mulher fica feliz de se conformar com isso, não é? Felizmente, graças aos esforços da ciência e da tecnologia, este processo pode se tornar mais lento ou mesmo ser revertido alguns anos. E o melhor: sem precisar de cirurgia!

“Suaves, os peelings enzimáticos não apresentam riscos. Eles agem diretamente com os princípios ativos naturais, e com a finalidade de acelerar a síntese do colágeno” Entre os sinais do envelhecimento precoce estão: a perda de elasticidade, luminosidade e espessura da pele, e o surgimento de manchas, rugas e linhas de expressão, que se realçam cada vez mais.

Os especialistas alertam que é possível retardar este processo seguindo alguns cuidados diários e hábitos saudáveis - alimentação adequada, ingestão de água, atividades físicas e uso permanente de protetor solar. Mas, se isso não der muito certo ou você não for disciplinada o suficiente, peelings, ácidos, preenchimentos e tratamentos com laser podem ser a solução, mesmo que temporariamente.

A dermatologista Denise Barcelos, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Clínica Paula Bellotti, deixa claro que não existe nada que substitua, em termos de resultado, a cirurgia plástica. "Nenhum procedimento não-cirúrgico causa uma conservação 100% eficiente, principalmente em relação à flacidez. Há, no entanto, tratamentos preventivos que podem retardar uma possível intervenção mais invasiva", afirma a especialista.

Confira as alternativas das clínicas de estética para você dar aquele "upgrade" na fachada sem precisar entrar na faca:

Peeling
Uma das melhores opções anti-envelhecimento atuais é o peeling. O que muita gente não sabe é que ele pode ser feito de diversas maneiras e atingir profundidades diferentes. Rebeca Lemos, consultora de estética da Vip-Clinique, revela os que mais indica para as pacientes: "O peeling químico, à base de ácidos, pode ser feito com ácido retinóico, glicóico ou melanesse, variando com o tipo de pele e com o problema a ser tratado", descreve.

Segundo ela, todos os peelings agem de forma semelhante, provocando uma escamação da pele, o que elimina oleosidade, manchas, asperezas e linhas de expressão. "O que varia é a intensidade dos tratamentos: o de maçãs é mais superficial, o de cristal é intermediário, e o químico mais profundo - com ele é possível também tratar marcas de acne", especifica Rebeca.

A dermatologista Claudia Issa afirma que os peelings mais profundos são também os que oferecem mais riscos. "Eles exigem mais critério. Devem ser feitos preferencialmente em pacientes muito claras e com a pele já bastante envelhecida. O resultado é muito acentuado. Por isso, é melhor fazer vários tratamentos superficiais do que um profundo", recomenda.

Existem outras observações e cuidados que precisam ser tomados antes de qualquer tratamento. "Se tiver com alguma ferida, por exemplo, a paciente não deve fazer", aconselha a fisioterapeuta dermato-funcional Fátima Pazos, proprietária da Clínica Pazos, no Rio. A terapeuta estética Maria Regina Souza inclui na lista de contra-indicações o câncer, e aproveita para dar a dica: "O verão não é a melhor época do ano; os ambientes estão quentes e úmidos e isso pode causar problemas". Então, aproveite a chegada do inverno!

Os peelings mais leves, como o de cristal e o de maçãs, que têm ação nutritiva e antioxidante, não exigem nenhuma preparação da pele. Antes de fazer o peeling químico, porém, a paciente deve usar uma concentração pequena de ácido (indicado pelo dermatologista) em casa, nos quinze dias que antecedem o procedimento. Além disso, durante todo o tratamento é preciso se esconder do sol.

"No caso do peeling de cristal ou de maçã, é necessário evitar a exposição direta e usar diariamente um protetor solar. Já no caso do peeling químico, deve-se evitar completamente o sol (direta ou indiretamente) e usar um bloqueador. O cuidado em relação ao sol deve continuar por 20 dias após o fim do tratamento", adverte Rebeca Lemos.

Em alguns casos, a pele tratada com peeling pode ficar ressecada, precisando de hidratação. São recomendados, dependendo do grau de ressecamento, o uso de hidratantes em casa ou de máscaras feitas na clínica, como as de ouro e de maçã.

Entre os peelings superficiais, estão também o de chá verde, que controla a oleosidade e as acnes, o de café, que clareia e hidrata a pele, e o de tomate, que é rico em vitamina A e ameniza manchas escuras.

Os peelings enzimáticos são outra opção: "Suaves, não apresentam riscos. Eles agem diretamente com os princípios ativos naturais, e com a finalidade de acelerar a síntese do colágeno, ideal para pessoas que não têm tempo de cuidar da pele no dia-a- dia", sugere a terapeuta estética Maria Regina Souza.

O peeling de rubi é outra novidade, e envolve esfoliação, máscaras e aplicação de gel com cristais de rubi e outros ácidos clareadores. O tratamento permite idas à praia, desde que a paciente se proteja com protetores e chapéu.

Na primeira sessão de um peeling de cristal ou de frutas, por exemplo, já é possível perceber uma melhora na textura e no brilho da pele. No entanto, são indicadas pelo menos quatro sessões do tratamento para que ele surta efeito. O preço de um peeling de cristal ou de frutas está entre R$ 100 e R$ 300, enquanto o químico custa em torno de R$ 150. Os mais profundos são mais caros e variam conforme a indicação.

Há, ainda, um lançamento que está sendo adotado em alguns centros de estética - a luva condutora, que ajuda os profissionais a potencializar a ação dos produtos que ajudam a combater a flacidez e dar rejuvenescimento à pele.

Segundo Bianca Médola, especialista responsável pelo centro de estética do Veronezi Studio, no Rio de Janeiro, as luvas são veículos de ativação das células que receberão os produtos em seguida. A impermeabilização dos ativos fica por conta do manípulo, que ajuda a selar os ativos junto à pele. "A luva acorda as células para o tratamento e o manípulo é um veículo condutor para a introdução dos produtos. É simples e indolor", afirma Bianca.

O profissional usa uma luva de borracha por baixo de outra feita com material metalizado, que é ligada à tomada, acionando micro-correntes que fazem a ativação celular. A novidade promete eliminar ruga, mancha e flacidez em poucas sessões.

Laser e luz
A fisioterapeuta dermato-funcional Fátima Pazos afirma que, assim como o peeling é capaz de regenerar as células, o laser age profundamente nas camadas da pele. É possível retardar e amenizar os efeitos cronológicos através de procedimentos com lasers fracionados, que estimula a produção de colágeno, proteína que mantém a forma e impede a deformação dos tecidos. Entre os mais indicados atualmente, estão o Fraxel 1500, o Thermacool NTX e o Star Lux Deep IR.

O Fraxel 1500 é uma nova tecnologia que regenera a pele de dentro para fora, indicada para fotoenvelhecimento, rugas profundas ao redor da boca e olhos, cicatrizes de acne e manchas na pele do rosto, colo e mãos.

Com um pequeno número de sessões, é capaz de tratar alterações tanto da camada superficial (manchas), como da camada profunda (colágeno). Para que o tratamento seja eficaz, a recomendação é que se faça de três a cinco sessões, com intervalo de 15 a 30 dias entre elas.

A paciente sente uma sensação de calor semelhante a uma moderada exposição solar por cerca de uma hora. A pele pode ficar levemente avermelhada por três a sete dias e apresentar uma descamação leve.

“Pessoas muito morenas ou negras precisam ter cuidado. Muitas vezes, a luz pulsada e até mesmo os lasers não conseguem tratar os problemas deste tipo de pele”

O Star Lux é outro tipo de laser usado para o rejuvenescimento facial que pode, também, ser utilizado no corpo para tratamento de flacidez e celulite. "Ele estimula o colágeno e mantém o tônus da pele. Pode retardar bastante o uso de botox, por exemplo", diz a dermatologista Denise Barcelos. Por atingir a pele de forma mais profunda, o Star Lux também é utilizado no corpo.

A ponteira Deep IR é um infravermelho fracionado que penetra até seis milímetros na pele, promovendo a contração imediata do colágeno e melhorando a flacidez já na primeira sessão.

O procedimento pode ser feito na face, no pescoço, nos braços, nas pernas e no abdômen, é indolor, não-invasivo e permite ser aplicado em qualquer tipo de pele, durante todo ano, associado ou não a outros tratamentos. São necessárias de três a cinco sessões com intervalos quinzenais.

Já o Thermacool NTX é um método que utiliza a tecnologia de radiofreqüência, emitindo pulsos (ondas de calor) para reestruturar as fibras de colágeno e combater a flacidez. "Ele já existia há algum tempo, mas agora sofreu um upgrade, que permite que a máquina trabalhe mais profundamente que o Star Lux Deep IR", observa Denise Barcelos.

As novas ponteiras tornaram o procedimento mais rápido e indolor. A aplicação é única e pode ser realizada de seis em seis meses, por pessoas com todo tipo de pele. O Thermacool mantém o tônus da pele, dá mais firmeza e evita a flacidez. Denise alerta: a técnica não deve ser feita em gestantes e está proibida para pessoas com marca-passo.

A dermatologista Claudia Issa acrescenta na lista de métodos rejuvenescedores a luz intensa pulsada, aparelho que emite uma luz, mas não é um laser. Contudo, assim como nos procedimentos com laser, essa luz gera calor e atinge vários alvos na pele: a melanina (sardas e manchinhas), os vasos sanguíneos (microvarizes na face) e o colágeno (flacidez e rugas).

O tratamento, praticamente indolor, é realizado em quatro, cinco ou seis sessões, uma por mês. "Pessoas muito morenas ou negras precisam ter cuidado. Muitas vezes, a luz pulsada e até mesmo os lasers não conseguem tratar os problemas deste tipo de pele, e podem até mesmo causar o efeito inverso, pois há risco de se formarem manchas claras ou escuras", ressalta a cirurgiã plástica Célia Sampaio.

Durante e logo após as sessões de um procedimento com laser, os dermatologistas aconselham a paciente a evitar depilação (com exceção daquelas feitas com linha e pinça) e os cremes descolorantes.

A exposição ao sol também precisa ser controlada. Se forem bem feitos, os procedimentos podem rejuvenescer, dependendo do caso, de cinco a dez anos. Entretanto, a dermatologista Denise Barcelos lembra que o ideal é associar vários tipos de tratamentos para que ao resultado seja totalmente satisfatório. "Um só não resolverá todos os problemas de uma vez", reitera.

Preenchimento
O preenchimento é indicado para rugas (finas ou profundas) e depressões faciais em regiões onde a ação muscular é importante e a toxina botulínica não é recomendada - como é o caso do sulco que vai do nariz até o canto da boca. São injetadas substâncias orgânicas ou inorgânicas nestes locais, sendo o ácido hialurônico a mais comum.

A técnica costuma ser simples e segura, realizadas na própria clínica, com anestesia local ou tópica. Denise Barcelos, porém, faz uma ressalva: "O preenchimento serve como uma espécie de 'tapa-buraco' apenas".

Segundo a dermatologista Claudia Issa, o preenchimento pode ser temporário, que dura até nove meses; semi-permanente, com duração de dois a três anos; ou permanente. "Estes últimos costumam durar 'para sempre', mas são os mais perigosos, já que há mais chances de provocar reações no corpo", frisa a especialista.

A grande novidade em preenchimento, hoje, é o Radiesse, que é composto de hidroxiapatia de cálcio, substância presente no esmalte do dente e nos ossos. Quando aplicado, forma um ambiente que estimula a produção de colágeno e o crescimento tecidual, reconstruindo as camadas da pele.

"É o mais durável dos preenchimentos, além de não sair do lugar. Segundo
estudos clínicos, o tratamento aponta uma permanência de resultados de dois
a três anos"
, afirma a cirurgiã plástica Célia Sampaio.

O Radiesse é utilizado em aplicações reconstrutivas, cicatrizes, marcas de acnes, bochechas, lábios, atrofias, depressões celulíticas e sulcos mais profundos, entre outros. O produto, que não tem contra-indicações, é aprovado pelo FDA e já está sendo comercializado no Brasil.

Célia Sampaio, que trabalha com este método, garante que o procedimento é bem rápido (cerca de 15 minutos) e não exige nenhum medicamento além de uma pomada anestésica no local, antes da injeção. Custa aproximadamente R$ 2 mil.

Após qualquer tipo de preenchimento, é aconselhável ficar uma semana sem praticar nenhum exercício físico.

Outros métodos

Isogei facial: Este aparelho italiano promove uma eletro-estimulação
que tonifica e enrijece os músculos da face. O Isogei trabalha 26 pontos do rosto. O tratamento deve ter um mínimo de 12 sessões, feitas duas vezes por semana. Cada sessão custa cerca de R$ 90.

Transion facial: Assim como o Isogei, o Transion é um aparelho de eletro-estimulação que tonifica a musculatura do rosto, mas trabalhando grupos musculares como um todo. Faz uma espécie de "ginástica facial". O tratamento deve ter no mínimo 12 sessões e cada uma custa em torno de R$ 48.

Carboxiterapia facial: A carboxiterapia é um tratamento que consiste
na injeção de gás carbônico sob a pele, o que melhora a oxigenação e estimula a produção de colágeno e elastina, tratando a flacidez. Já na quarta sessão é possível ver resultados, mas é recomendável que se façam de 10 a 15 sessões. Cada uma delas dura em média 20 minutos e custa a partir de R$ 120. Deve ser aplicado por um médico.

Toxina botulínica: A toxina botulínica tipo A tem como objetivo eliminar o papel muscular do envelhecimento, inibindo impulsos nervosos que causam a contração de músculos faciais responsáveis pelas rugas de expressão. O efeito dura de quatro a seis meses e o preço varia de acordo com a abrangência da região tratada. Se houver sobras de pele, não é bom investir neste método. Cuidados: repousar por quatro horas, não fazer massagens nem atividade física nos dias posteriores.

Independentemente da idade, a cirurgiã plástica Célia Sampaio ressalta que qualquer procedimento deve ser iniciado com a indicação de um médico especialista: "É ele que vai avaliar qual a sua necessidade e que tratamentos você pode ou não fazer", finaliza.

Fonte: Bolsa de Mulher

Omegaterapia: para emagrecer com saúde


Os benefícios trazidos pelo consumo de alimentos que contêm "gordura ômega" não param de crescer. A novidade é que, em doses adequadas, ela elimina os quilos extras

por Rita Trevisan fotos Fabio Mangabeira


À primeira vista, parece um contrassenso um médico indicar ao seu paciente obeso, com problemas de colesterol, diabetes e alto risco cardiovascular, que aumente a porcentagem de gordura em seu cardápio diário. Pois é cada vez maior o número de profissionais da saúde, em todo o mundo, que adere à ideia de que uma dieta com quantidades adequadas de gorduras pode ajudar a recuperar a forma. E mais: a colocar todos os índices de colesterol, triglicérides e diabetes de novo nos eixos.

É claro que não estamos falando de qualquer tipo de gordura, mas sim das que atendem pelo nome de ômegas e que estão se tornando cada vez mais populares. "Trata-se de uma classe de alimentos com funções distintas. Até hoje, a maioria das pesquisas toma como base os ômegas 3, 6 e 9", explica o nutricionista Dennys Esper Cintra, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e um dos maiores estudiosos do assunto no País.

Cintra comandou uma pesquisa inédita, cujos resultados serão publicados no Journal of Clinical Investigation, reconhecido internacionalmente. Ele pesquisou os efeitos dos ômegas 3 e 9 no organismo de ratos e camundongos engordados em laboratório, com grandes quantidades de gordura saturada. E os resultados foram surpreendentes. "Administrei os dois compostos nos animais, que têm perfis genéticos diferentes. E nos dois grupos os resultados foram os mesmos: com uma dose baixa de ômegas, conseguimos reduzir significativamente a gordura visceral dos ratos e camundongos, ao mesmo tempo em que observamos o aumento do gasto energético dos animais", conta.

Embora já existam evidências da atuação dos ômegas na prevenção e no controle de diversas doenças, ainda não há estudos sobre as quantidades desse nutriente que precisam fazer parte da dieta.

Quilos a menos
A chave para entender a ação dos nutrientes, nas cobaias de laboratório, é justamente o potencial anti inflamatório dos ômegas 3 e 9. Funciona assim: os obesos apresentam uma inflamação do hipotálamo, ocasionada pelo consumo excessivo de calorias. O hipotálamo é a região do cérebro que capta os sinais emitidos pelos hormônios envolvidos na regulação da sensação de saciedade, entre eles a leptina e a insulina.

No caso dos obesos, no entanto, por mais que esses hormônios recebam a informação de que é hora de parar de comer - e que façam o caminho usual até o nosso centro nervoso, tentando transmitir a mensagem ao cérebro -, eles acabam perdendo a viagem, porque a inflamação da região impede uma comunicação eficaz. "Por isso, a obesidade é um mal tão difícil de tratar. Com o tempo, a pessoa perde totalmente o controle sobre a sensação de saciedade e vai comendo mais e mais, sem perceber que não precisa de tamanha quantidade de alimentos", explica Cintra.

Oferecendo doses de ômegas 3 e 9 aos animais - tanto na alimentação quanto por meio de injeções -, o pesquisador conseguiu diminuir a inflamação cerebral dos bichinhos, restaurando as funções desempenhadas pelos hormônios reguladores da fome. A perda de peso e a redução no porcentual de gordura, nos ratos e camundongos, permitiram um aumento do metabolismo basal e, como consequência, um gasto energético mais acelerado.

A partir deste estudo, o nutricionista e sua equipe preparam uma nova pesquisa, desta vez em humanos. "Estamos estudando 20 pacientes que fizeram cirurgia bariátrica, para redução de estômago. Avaliaremos as funções do hipotálamo desses voluntários, por meio de exames de ressonância
magnética, antes e depois da cirurgia. O objetivo é verificar se, em decorrência da obesidade, as reações do organismo são as mesmas observadas nos ratos e camundongos"
, diz. Os resultados do estudo devem ser divulgados ainda este ano.

Uma dieta que faz bem
Mas o principal apelo em favor de um cardápio que contemple as necessidades diárias de ômegas não é a pura e simples perda de peso.

Um estudo conduzido pela Universidade de Navarra acompanhou dois grupos de 32 pessoas interessadas em perder peso e submetidas a dietas restritivas. Um deles recebeu três porções semanais de peixes de água fria - ricos em ômega-3. Nestes últimos, a perda de peso foi mais significativa e as taxas de colesterol ruim -LDL - e triglicérides simplesmente despencaram.

Por aqui, os efeitos dos ômegas na redução desses índices também já foram comprovados. A farmacêutica Renata Gorjão, pósdoutorada em Fisiologia pela Universidade de São Paulo (USP), participou da aplicação de um estudo cujo objetivo era provar a relação entre o ômega-3 e as baixas nos níveis de colesterol e triglicérides. "Acompanhamos 15 pessoas que tinham taxas de colesterol total acima de 300 durante dois meses. Elas receberam suplementação diária de 3 g de ômega-3. A redução dos níveis de colesterol e de triglicérides foi superior a 50%", conta.

Uma queda dessas já justificaria a fama do composto, batizado de nutriente protetor do coração. Mas o ômega-3 tem ainda outra função importante. "Ele ajuda no controle da pressão e reduz o risco de formação de trombos (coágulos), que danificam os vasos e podem causar acidentes vasculares cerebrais ou infartos", explica a nutricionista Lis Proença Vieira, do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas de São Paulo.

E protege até o cérebro
Porém, as vantagens de se consumir os ômegas vão além. Estudos recentes, conduzidos em parceria por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), da Universidade Presbiteriana Mackenzie, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP/campus Ribeirão Preto) e da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) também provaram a ação do nutriente como neuroprotetor e coadjuvante nos tratamentos de epilepsia.

"Estudamos 14 pacientes com epilepsia, que se mostraram resistentes aos tratamentos clínicos. Observamos que, com a administração de ômega-3, em doses que variavam de 2 g a 3 g/dia, houve uma diminuição significativa da frequência de crises e uma melhora na qualidade de vida", explica a neurologista Marly de Albuquerque, doutora em Medicina pela Unifesp e professora da Faculdade de Medicina da UMC. E, nesse caso, também é a capacidade de combater inflamações o que coloca o nobre composto em evidência, já que pacientes com epilepsia apresentam problemas dessa natureza no tecido cerebral.

"Percebemos que o ômega, quando utilizado como coadjuvante, associado ao tratamento medicamentoso, pode ser capaz de diminuir a excitabilidade cerebral e ajudar a controlar e a prevenir crises", explica o neurofisiologista Fulvio Alexandre Scorza, professor de Neurologia e Neurocirurgia da Unifesp, que também fez parte do estudo.

Consuma com moderação
À procura de resultados tão positivos quanto estes, inúmeros pesquisadores, no Brasil e no mundo, aprofundam os conhecimentos sobre o valor terapêutico dos ômegas e a melhor forma de administrá-los. "Embora já existam evidências da atuação dos ômegas na prevenção e no controle de doenças, ainda não temos estudos conclusivos sobre as quantidades desse nutriente que precisam fazer parte da dieta, especialmente no caso da suplementação", diz Lis.

Por enquanto, as pesquisas, de modo geral, têm demonstrado que, com pequenas doses de ômega-3, entre 1 g a 3 g por dia, toda a saúde sai ganhando. Já a suplementação, ou mesmo o consumo de alimentos enriquecidos com ômegas, só deve ser feito com a orientação de um nutricionista.

"Ingerir uma quantidade muito maior de ômega-3 do que de ômega-6, por exemplo, pode provocar hemorragias", explica a nutricionista Natália Bertola Scudeler, da Le Nutre Consultoria Nutricional.

Ômega-3: facilita a perda de peso
Colabora para a vasodilatação e diminuição da viscosidade do sangue, promove redução do colesterol ruim (LDL) e triglicérides, mantém estáveis os níveis de pressão arterial e possui efeito antiagregante plaquetário e antitrombótico. Novas pesquisas indicam que ele facilita a perda de peso, afastando o risco das doenças associadas à obesidade.

Principais fontes: salmão, sardinha, atum, sementes de linhaça moídas e óleos de peixe, de soja, de canola e de linhaça.

Como consumir: a ingestão de ômega 3 deve ser de 1g/dia, ou seja, 7g por semana. Para se ter uma ideia de quanto isso representa na dieta, basta saber que consumir uma porção de 150g a 200g de peixe, de duas a três vezes na semana, já supre a necessidade de ômega 3 do organismo. Na linhaça, a porcentagem de ômega impressiona: em uma colher (sopa) da semente moída podem ser encontrados 2,9g!

Mas vale ficar atento: mesmo sendo considerada uma gordura do bem, convém não ultrapassar as doses diárias recomendadas.

Ômega-6: reduz o colesterol ruim
Diminui as taxas de colesterol total e do colesterol ruim (LDL). Porém, em excesso, colabora para a vasoconstrição - o estreitamento dos vasos. Tem efeito cicatrizante, agregante plaquetário e trombolítico - facilitando, portanto, a coagulação. Ou seja, o ômega-6 tem alguns efeitos que são completamente opostos ao ômega-3.

Principais fontes: óleos vegetais (girassol, milho, soja e canola) e sementes oleaginosas (castanhas, nozes, etc).

Como consumir: para obter todos os benefícios, é importante que os alimentos-fontes sejam consumidos em proporções adequadas. De modo geral, para cada cinco partes de ômega-6, deve-se consumir uma parte de ômega-3. É importante evitar os excessos: muito ômega-6 no organismo aumenta as chances de desenvolver processos inflamatórios e, consequentemente, problemas cardiovasculares.

Ômega-9: protege o colesterol bom
O consumo desse ômega colabora para a redução do colesterol total e do colesterol ruim (LDL), sem impactar o colesterol bom (HDL). Também desempenha um papel fundamental na síntese de hormônios que regulam a produção do colesterol no organismo.

Principais fontes: óleos vegetais (oliva, amendoim e canola), sementes oleaginosas, (castanhas e nozes) gergelim e abacate.

Como consumir: segundo os especialistas, ainda não há um consenso na recomendação diária estabelecida para a ingestão de ômega-9.


Comece agora a incluir os ômegas no seu cardápio
Para que você possa aproveitar todos os benefícios dos ômegas, as nutricionistas Beatriz Botequio e Luana Grabauskas, da Equilibrium Consultoria em Nutrição & Bem-Estar, montaram uma dieta de 1.400 a 1.500 kcal/dia que possibilita a perda de até 1 kg por semana.

Confira aqui as opções para os primeiros sete dias.

Fonte: Revista Viva Saúde

terça-feira, 8 de junho de 2010

Arroz no Prato


O arroz é uma ótima fonte de carboidratos, combustível que dá energia ao corpo, mas há diferenças nutricionais entre os vários tipos:

ARROZ BRANCO:
Tem pouco valor nutritivo porque, durante o polimento perdem-se as fibras e as vitaminas...

ARROZ INTEGRAL:
Conserva o farelo do grão e, por isso, é rico em fibras, minerais e vitaminas do complexo B...

ARROZ PARBOILIZADO:
Graças ao mergulho em água quente antes do polimento, o grão absorve parte dos nutrientes. É rico em cálcio.

ARROZ SELVAGEM:
Apesar do nome, não é arroz, mas sim um grão retirado de um tipo de gramínea. Tem bons teores de vitaminas do complexo B.




segunda-feira, 7 de junho de 2010

Cerveja Fortalece os Ossos das Mulheres...

Pesquisa aponta que hormônio presente na cerveja aumenta densidade óssea...


Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Extremadura, na Espanha, constatou que o fitoestrogênio, um dos principais componentes da cerveja, aumenta a densidade dos ossos femininos, prevenindo o organismo de doenças ósseas. A substância é um hormônio que tem ação semelhante ao do estrogênio no organismo feminino e pode ser encontrado em diversos alimentos como a soja e a cevada, por exemplo.

Doenças ósseas como a osteoporose ocorrem em função da redução da densidade dos ossos, deixando o paciente mais suscetível à fraturas. O problema é mais comum nas mulheres durante a menopausa, pois nessa fase há uma baixa na produção do estrogênio e, consequentemente, um desgaste ósseo maior já que o hormônio é responsável pela proteção dos ossos.

Para o estudo, foram recrutadas 1.700 voluntárias, com idade média de 48 anos. Todas eram consideradas consumidoras "leves" ou "moderadas" de cerveja, ingerindo cerca de 280 gramas da bebida por semana.

Após a comparação entre o ultrassom das voluntárias, constatou-se uma maior densidade óssea nos dedos das mãos das mulheres que bebiam cerveja quando comparadas com outro grupo que não consumia a bebida. Os resultados foram comparados, levando-se em conta fatores como peso, idade e a quantidade de consumo de álcool.

O hormônio evita a redução da densidade óssea, porém a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas também pode levar ao desgaste ósseo, por isso, os pesquisadores recomendam cautela na hora de consumir a cerveja.

Fonte: Minha Vida

Outros Artigos:
**Cerveja ajuda a fortalecer os ossos:
Segundo estudos prévios, uma cerveja por dia pode manter ossos quebradiços nos eixos, isto porque a bebida fermentada é rica em silício, um elemento que tem sido associado à saúde dos ossos e pode ajudar em seu crescimento também. Leia Mais... aqui

**Cerveja é boa para hidratar após exercício, diz estudo:
Boa notícia para quem gosta de uma cerveja gelada no fim do dia. Uma pesquisa da Universidade de Granada e do Conselho Superior de Investigações Científicas, ambos na Espanha, elegeu a cerveja como a bebida mais eficiente na hidratação do corpo, principalmente após a prática de atividades físicas. Leia mais... aqui

**Beber ajuda a não engordar:
As mulheres que estão dentro do peso considerado normal para sua estatura e idade e que consomem bebida alcoólica moderadamente correm menos risco de ganhar peso. Leia mais... aqui

**Cerveja: a causa da barriga saliente?
O nome já aponta o culpado: barriguinha de chopp. Mas será que este é realmente o vilão responsável pela gordura a mais na região abdominal? Leia mais... aqui

domingo, 30 de maio de 2010

31 de maio: Dia Mundial sem Tabaco

                 Dia Mundial sem Tabaco: Fumo mata 40% das mulheres com menos de 65 anos no Brasil

O tema de 2010, escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é gênero e tabaco com ênfase no marketing para as mulheres. No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos são causadas pelo consumo de tabaco.

O objetivo da campanha é alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco usa para atingir o público feminino e os males que o cigarro causa à saúde e ao meio ambiente. De acordo com a OMS, as mulheres hoje são o principal alvo da indústria do tabaco.

Segundo a OMS, o cigarro mata por ano mais de 5 milhões de pessoas - entre as quais, 1,5 milhão de mulheres. Se não forem tomadas medidas urgentes, alerta a OMS, o uso do tabaco poderá matar mais de 8 milhões de pessoas até 2030, dos quais 2,5 milhões serão mulheres. A maior incidência será entre as de baixa renda.

1 bilhão de fumantes
Atualmente, o mundo tem 1 bilhão de fumantes - entre eles, 200 milhões de mulheres. De acordo com a OMS, enquanto o tabagismo cai entre os homens, em alguns países aumenta o número de mulheres fumantes. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada em 2008, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, mostra que no Brasil o tabagismo está caindo. Entretanto, a queda é menor entre as mulheres do que entre os homens.

Nesta segunda-feira será aberta, na Câmara dos Deputados, em Brasília, a exposição Propagandas de Cigarro - Como a Indústria do Fumo Enganou as Pessoas. Serão apresentadas peças publicitárias impressas e filmes comerciais das marcas de cigarro veiculados entre as décadas de 1920 e 1950 nos Estados Unidos.

Tratamento de Lúpus

É, portanto, muito importante a ideia de manter controlada uma doença
que amanhã pode ser curável...

O Lupus apresenta como sintomas artrite, febre sem explicação, fadiga muscular, feridas vermelhas na pele que podem aparecer no nariz, na bochecha ou na face, orelhas, braços, ombros, peito e mãos. As pessoas com esta enfermidade são sensíveis à luz solar, as feridas na pele geralmente aparecem primeiramente ou pioram depois da exposição ao sol.

Esta doença promove grandes mudancas no sistema imunológico, pois ela produz anticorpos que reagem contra às células normais, podendo afetar a pele, articulaões, rins e outros órgãos. Em geral, a pessoa desencadeia uma reação alérgica a si própria. Por isso o lúpus é considerada uma doença auto-imune.

Descoberta de cientistas americanos abre portas para o tratamento de lúpus

Cientistas dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos descobriram que a ativação de basófilos, um tipo de leucócito do sistema imunológico, causa danos aos rins de ratos, em um experimento que pode ajudar a desenvolver novos tratamentos para o lúpus.

O lúpus é uma doença que afeta vários órgãos do corpo e para a qual não existe cura. A pesquisa dos institutos foi divulgada hoje pela revista "Nature Medicine" e foi dirigida pelo doutor Juan Rivera, diretor do Instituto Nacional de Artrites e Doenças Músculo- Esqueléticas e da Pele dos EUA (Niams, na sigla em inglês).

Rivera disse à Agência Efe que cerca de 1,5 milhão de americanos sofrem de lúpus e aproximadamente entre 60% e 70% apresentam sua forma mais grave. O doutor afirmou que as estatísticas sobre mortalidade são menos exatas, mas calculou que o número de mortes causadas pelo tipo mais grave chegue a "milhares" por ano.

"De 10% a 15% dos pacientes com o tipo mais grave morre de forma prematura devido a falhas renais, cardíacas ou de outros órgãos", disse Rivera. Sua equipe descobriu que ratos criados geneticamente para ter deficiência de uma proteína chamada Lyn kinase mostravam respostas exageradas a alérgenos e desenvolviam uma doença parecida ao lúpus de rim.

O estudo demonstra pela primeira vez neste tipo de rato como os basófilos ativados pelos anticorpos chamados imunoglobulina E (IgE) autorreativos podem melhorar os danos associados ao tipo mais grave de lúpus. A pesquisa mostra que os IgE autorreativos se colam à superfície dos basófilos, o que faz com que eles se concentrem nos nódulos do baço e da glândula linfática dos ratos e gerem mais anticorpos autorreativos.

Posteriormente, os pesquisadores examinaram mostras de sangue de 44 pessoas com o tipo mais grave da doença e descobriram a presença de IgE autorreativos, assim como um aumento dos basófilos, o que sugere potenciais benefícios terapêuticos.

Rivera disse que embora a descoberta de sua equipe "não sugira uma cura" para o tipo mais grave do lúpus, o estudo determinou "um processo não reconhecido no desenvolvimento da doença, o que abre uma nova área de pesquisa com potencial terapêutico".

"Prevemos que os possíveis tratamentos que podem resultar deste trabalho possam ajudar os pacientes a aproveitar suas vidas totalmente. Estes tratamentos devem reduzir a produção de anticorpos para atrasar ou prevenir a aparição do lúpus nephritis", acrescentou Rivera.

EFE

http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2010/5/descoberta_de_cientistas_americanos_abre_portas_para_tratamento_de_lupus_84899.html

O Tratamento do Lúpus Eritematoso Sistêmico

Para a grande maioria das pessoas, um tratamento efetivo pode minimizar os sintomas, reduzir as inflamações e manter as funções do corpo normais.

Medidas preventivas podem reduzir os riscos de uma crise. Para pacientes fotossensíveis, evitar (excessiva) exposição ao sol e/ou o uso regular de protetor solar, evita o aparecimento de erupções cutâneas. Exercícios regulares ajudam a prevenir a fraqueza dos músculos e fadiga. A imunização protege contra infecções específicas. Grupos de apoio, aconselhamento, conversas com familiares, amigos e médicos, podem ajudar a aliviar os efeitos do estresse. Não é necessário dizer que maus hábitos podem ser terríveis para pacientes com lúpus. Isso inclui fumar, consumo excessivo de álcool, tomar a medicação em excesso ou em dosagens abaixo da prescrita, além de adiar visitas regulares ao médico.

A focalização do tratamento é baseada em necessidades e sintomas específicos de cada pessoa. Pelo fato das características e do curso do lúpus variar significativamente de pessoa para pessoa, é importante enfatizar que uma avaliação médica constante é essencial para assegurar um diagnóstico e tratamento adequados.

Alimentação:

Apesar de não se ter muitos conhecimentos sobre os fatores nutricionais nos vários tipos da doença, ninguém questiona a necessidade de uma dieta bem balanceada. Dietas da moda, que pregam um excesso ou uma exclusão total de certos alimentos, trazem mais malefícios do que benefícios para qualquer doença, inclusive o lúpus. Os cientistas têm mostrado que os anticorpos e outras células do sistema imunológico podem ser seriamente afetadas por deficiências nutricionais. Assim sendo, desvios significativos de uma dieta balanceada podem provocar efeitos em uma rede tão complexa quanto o sistema imunológico. Têm surgido várias sugestões sobre alimentos no tratamento do lúpus, um exemplo é o óleo de peixe. Entretanto, essas dietas têm sido usadas apenas em cobaias com sucessos limitados e não devem ser considerados como fundamentais para uma pessoa.

Prognósticos:

A idéia de que o lúpus é uma doença fatal é uma das mais graves concepções errôneas sobre a doença. De fato, os prognósticos a respeito do lúpus são melhores do que nunca. Hoje, com um diagnóstico precoce e as atuais terapias, 80 a 90% das pessoas com lúpus podem esperar por uma vida normal se eles seguirem as instruções do seu médico, tomarem todos os medicamentos conforme prescritos, e souberem quando procurar por ajuda quando efeitos colaterais ou novas manifestações da doença aparecerem. Apesar de alguns pacientes terem duras recaídas e serem freqüentemente hospitalizados, muitas pessoas com lúpus jamais precisam de cuidados hospitalares.

As novas pesquisas trazem resultados inesperados a cada ano. Os progressos feitos no tratamento e no diagnóstico durante a última década são os maiores dos últimos cem anos! É, portanto, muito importante a idéia de manter controlada uma doença que amanhã pode ser curável.

Medicamento contra lúpus chega à fase final de testes; é o 1º em 50 anos

O laboratório farmacêutico britânico GlaxoSmithKline (GSK) e o americano Human Genome Sciences (HGS) anunciaram resultados positivos de ensaios clínicos de um tratamento contra o lúpus eritematoso, doença inflamatória crônica. Há 50 anos não é lançado no mercado um medicamento contra o lúpus. A doença atinge cerca de 5 milhões de pessoas, provoca dores intensas nas articulações, lesões na pele do rosto e problemas renais. Pode chegar aos sistemas nervoso e circulatório.

Depois de passar com sucesso a fase três dos ensaios clínicos, prévia à comercialização, o Benlysta (cujo nome científico é belimumab) pode ser o primeiro tratamento autorizado em décadas para os doentes de lupus, segundo a GSK e a HGS.

"Os resultados dos estudos mostraram que o belimumab, associado a um tratamento padrão, após 52 semanas tinha melhorado o estado dos pacientes, em comparação com os pacientes que tomaram só o tratamento padrão", afirmaram os dois laboratórios em um comunicado conjunto.

A eficácia do belimumab, geralmente bem tolerado pelos doentes, ocorre por causa de uma diminuição dos anticorpos típicos do lúpus e dos sintomas da enfermidade. A associação entre os dois laboratórios começou em 2006.

Será realizado um segundo ensaio de fase três em novembro. Depois, as empresas pretendem solicitar autorização das autoridades sanitárias para comercializar o medicamento nos Estados Unidos, na Europa e em outras regiões, no primeiro semestre de 2010.

"Benlysta é o primeiro medicamento desenvolvido especificamente para o lúpus que chegou à última etapa de testes clínicos com resultados positivos", sublinhou Carlo Russo, vice-presidente da unidade Biopharm da GSK.

O Estado de São Paulo

Fontes:
http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2010/5/descoberta_de_cientistas_americanos_abre_portas_para_tratamento_de_lupus_84899.html
http://www.camarpho.hpg.com.br/LOBO/tratamento.htm
http://www.panarello.com.br/site/pt/content/news/?id=39

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Os benefícios da Romã


Romã, mais que boa sorte! Você sabia que a Romã previne manchas solares? Confira os benefícios dessa fruta exótica.. A romã ou Punica granatum, pertence à família das punicáceas. Nativa e domesticada no Irã (antiga Pérsia) por volta de 2000 A.C., esta fruta foi levada pelos fenícios para o Mediterrâneo de onde se difundiu para as Américas, chegando ao Brasil pelas mãos dos portugueses.


Além de linda, essa fruta tem elevada quantidade de fitoquímicos, com destaque para antocianinas, ácido gálico, catequinas poderosos antioxidantes e além de outros nutrientes, tais como ferro, cálcio, cloro, cromo, cobre, magnésio, manganês, potássio, selênio, sódio, zinco, vitamina C, prolina, valina, metionina, serotonina.

Todas as suas partes (semente, suco, casca, folhas, flores, raízes) são aproveitáveis, isto é possuem propriedades farmacológicas:

• Leve ação estrogênica: torna seu consumo interessante para o climatério.

• Antioxidante: previne doenças cardíacas, tem ação semelhante ao do chá verde, sendo superior ao vinho tinto. Diminui o mau colesterol.

• Antiinflamatória: é indicada para artrite reumatóide, doenças inflamatórias intestinais, e da mucosa oral. Não afeta a função cardiovascular como acontece com alguns medicamentos antiinflamatórios. Também tem ação antibacteriana.

• Anticancerígena: diminui a proliferação e crescimento celulares, previne câncer de próstata, oral, cutâneo, mamário, pulmonar, cólon e leucemia.

• Hipertensão e Aterosclerose: O consumo diário de 50ml de suco de romã diminui a espessura da íntima média, além da redução da pressão arterial e da peroxidação lipídica, ou seja, a oxidação da gordura, gordura oxidada (é este tipo de gordura que entope os vasos).

Já o consumo de 240ml de suco de romã, age na redução da isquemia induzida por estresse.

• Diabetes: Ação hipoglicemiante (extrato da Punica) diminui a glicemia pela inibição da absorção de carboidratos.

• Beleza: A romã é rica em antioxidantes, que combatem os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce, leia-se flacidez cutânea, perda da elasticidade, rugas e manchas. 

Aumenta o fator de proteção do filtro solar que você aplica na pele, o ácido elágico potencializa os níveis de glutationa, antioxidante produzido pelo organismo e que protege as células da ação dos raios solares, fonte de radicais livres. Além disso, inibe a proliferação de melanócitos, prevenindo manchas de sol.

Tudo de bom!!!

Como consumir a Romã: Além de consumi-la em saladas de frutas ou como condimento de preparações salgadas, você pode se beneficiar usando-a em chás. O chá feito com as folhas de romã é usado na medicina contra irritação nos olhos, e o chá produzido com as cascas da fruta, para tratamento, na forma de gargarejo, de infecções de garganta..

Para aproveitar os benefícios da romã você também pode bater no liquidificador a casca, as sementes e a polpa com um pouco de água, coe e beba em seguida.

Fonte: EMEX

domingo, 23 de maio de 2010

O Glúten e a Doença Celíaca


A Lei 10.674 de 16/05/2003 sancionada pelo Presidente Luíz Inácio Lula da Silva, em vigor desde 16/05/2004 institui:
Art. 1º Todos os alimentos industrializados deverão conter em seu rótulo e bula, obrigatoriamente, as inscrições: "Contém Glúten" ou "Não Contém Glúten", conforme o caso.
§ 1º A advertência deve ser impressa nos rótulos e embalagens dos produtos respectivos assim como em cartazes e materiais de divulgação em caracteres com destaque, nítidos e de fácil leitura.
§ 2º As indústrias alimentícias ligadas ao setor terão o prazo de um ano, a contar da publicação desta Lei, para tomar as medidas necessárias ao seu cumprimento.

A doença celíaca é a razão da obrigatoriedade destas informações nos rótulos dos produtos industrializados...
Celíaca, doença de nome estranho e diagnóstico complicado, existe desde o século XI, mas apenas em 1950 foi comprovado o que realmente causava o problema. Também conhecida como enteropatia glúten-induzida, a doença celíaca é uma condição crônica que afeta principalmente o intestino delgado, causando atrofia das suas vilosidades da mucosa, causando prejuízo na absorção dos nutrientes, vitaminas, sais minerais e água. É provocada por uma intolerância permanente ao glúten, proteína encontrada no trigo, centeio, cevada, aveia e malte ou os seus derivados (farinha de trigo, pão, farinha de rosca, macarrão, bolachas, biscoitos, bolos entre outros).

O QUE É A DOENÇA CELÍACA?
É uma intolerância permanente ao Glúten que acomete indivíduos com predisposição genética.

A Doença Celíaca geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e  o terceiro ano de vida (Na introdução de alimentação à base de papinhas engrossadas com cereais proibidos, com bolachas, pão, sopinhas de macarrão...), podendo surgir em qualquer idade, inclusive no adulto.

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, podendo até não haver manifestação alguma, mas os mais comuns são: diarréia crônica, prisão de ventre, anemia, falta de apetite, vômito, emagrecimento, atraso no crescimento, alteração no humor, inchaço na barriga, dor abdominal e até osteoporose. Os doentes celíacos podem ainda apresentar dermatite herpetiforme, que se caracteriza pela presença de pequenas feridas ou bolhas na pele que coçam.

O QUE É GLÚTEN?
Glúten é uma proteína presente no trigo, aveia, centeio e cevada (deve-se também ter atenção ao malte, um derivado deste grão). O glúten confere elasticidade, plasticidade e adesividade, permitindo o crescimento, a maciez e boa textura das massas. De acordo com a Lei nº 8.543, de 23 de dezembro de 1992, é obrigatório informar nos rótulos dos alimentos a presença ou não de glúten nos alimentos, visto que diversas pessoas apresentam intolerância a essa proteína.

Algumas pessoas possuem intolerância permanente ao glúten, conhecida como doença celíaca, que acomete indivíduos com predisposição genética, pois não conseguem digerir esta proteína. A doença geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e o terceiro ano de vida, podendo surgir em qualquer idade, inclusive no adulto. A ingestão de alimentos com glúten por essas pessoas provoca lesões no intestino, causando deficiência na absorção de nutrientes, vitaminas, sais minerais e água. Estas lesões melhoram quando o glúten é retirado da alimentação. Os sintomas mais comuns da doença são diarreia crônica, vômitos, distensão abdominal, perda de peso, atraso no desenvolvimento da estatura, irritabilidade, anemia, osteoporose e desnutrição aguda, decorrentes da má absorção de nutrientes.

O tratamento da doença consiste em dieta isenta de glúten por toda a vida. Assim, os produtos derivados de trigo, centeio, cevada e aveia devem ser excluídos da dieta e substituídos por derivados de arroz, araruta, milho, além disso, os celíacos devem enriquecer a dieta com alimentos naturalmente sem glúten, como frutas, sucos naturais, verduras, legumes, leguminosas, açúcar, carnes e outros. É importante ressaltar que a dieta só deve ser adotada mediante supervisão médica ou de um nutricionista clínico.

FORMA CLÁSSICA:
Diarréia Crônica;

FORMA ATÍPICA:
*Baixa estatura;
*Anemia por deficiência de ferro refratária à ferroterapia oral, anemia por deficiência de folato e vitamina B12;
*Osteoporose;
*Hipoplasia do esmalte dentário;
*Artralgias ou artrites;
*Constipação intestinal refratária ao tratamento;
*Atraso puberal, irregularidade do ciclo menstrual;
*Esterilidade;
*Aborto de repetição;
*Ataxia, epilepsia (isolada ou associada a calcificação cerebral), neuropatia periférica, miopatia;
*Manifestações psiquiátricas (depressão, autismo, esquizofrenia);
*Úlcera aftosa recorrente;
*Elevação das enzimas hepáticas sem causa aparente;
*Fraqueza ou perda de peso sem causa aparente;
*Edema de aparição abrupta após infecção ou cirurgia;

GRUPOS DE RISCO:
*Familiares de primeiro grau de pacientes com doença celíaca;
*Anemia por deficiência de ferro refratária à ferroterapia oral;
*Redução da densidade mineral óssea;
*Atraso puberal ou baixa estatura sem causa aparente;
*Portadores de doenças auto-imunes como diabetes melito insulino dependente, tireoidite auto-imune, deficiência seletiva de IgA, síndrome de Sjögren, colestase auto-imune, miocardite auto-imune;
*Síndrome de Down;
*Síndrome de Turner;
*Síndrome de Williams;
*Infertilidade;
*História de aborto espontâneo;
*Dermatite herpetiforme (Pode ser considerada uma variante da doença celíaca em que o indivíduo apresenta lesões de pele pruriginosas, apresentando também intolerância permanente ao Glúten.)

COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO DA DOENÇA CELÍACA?
Através de exames sorológicos como os anticorpos antigliadina ou antiendomísio ou antitransglutaminase, os dois últimos mais precisos.

É Absolutamente Necessária a realização da biópsia do intestino delgado (BID) para estabelecer o diagnóstico da Doença Celíaca.

Não existem motivos que justifiquem iniciar dieta isenta de glúten sem realizar a biópsia. A mesma pode ser realizada por cápsula conforme a metodologia clássica, ou por endoscopia digestiva alta. Em ambos os casos é importante o envolvimento de profissionais habituados com o diagnóstico da doença celíaca, tanto para a obtenção dos fragmentos intestinais como para sua avaliação.

QUAL O TRATAMENTO?
O único tratamento consiste na dieta isenta de glúten por toda a vida.

O tratamento parece simples, porém inúmeros problemas podem levar o paciente a transgredir a dieta, como por exemplo:

*Desconhecimento dos cereais proibidos, assim como que o glúten deve sempre
ser excluído da dieta, não se podendo comer nem um pouquinho;

*Descrença quanto à quantidade dos cereais proibidos (qualquer quantidade de glúten é prejudicial e agressiva aos celíacos);

*Dificuldades financeiras, pois os alimentos permitidos são os de custo mais alto;

*Hábito do uso de farinha de trigo na alimentação (pão, macarrão, bolachas, biscoitos, bolos, empanados com farinha de trigo, farinha de pão ou de rosca);

*Falta de habilidade culinária para preparar alimentos substitutivos;

*Forte pressão da propaganda de alimentos industrializados
proibidos que leva ao consumo de tais produtos e,

*Rótulos ou embalagens que nem sempre contêm a composição
correta ou bem clara dos ingredientes.

****Posso comer****
É INFINITA A LISTA DE ALIMENTOS QUE O CELÍACO PODE COMER. SÓ PARA LEMBRAR...
CEREAIS: Milho, Arroz...
FARINHAS: Arroz, Mandioca, Milho, Fubá, Fécula de Batata, Fécula de Mandioca, Polvilho Doce, Polvilho Azedo...
GORDURAS: Gordura Vegetal, Óleos, Margarinas...
LATICÍNIOS: Leite, Manteiga, Queijos, Derivados...
CARNES e OVOS: Aves, Suínos, Bovinos, Caprinos, Miúdos, Peixes, Frutos do Mar...
HORTALIÇAS E LEGUMINOSAS: Folhosas, Legumes, Tubérculos (Feijão, Cará, Inhame, Soja, Grão de Bico, Ervilha, Lentilha, Batata, Mandioca...
FRUTAS: Todas, ao natural e sucos.
ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS

****Não posso comer****
NENHUM ALIMENTO QUE CONTENHA: TRIGO, AVEIA, CENTEIO, CEVADA e MALTE.

ATENÇÃO

*Qualquer quantidade de Glúten, por mínima que seja, é prejudicial para o celíaco;
*Leia com atenção todos os rótulos ou embalagens de produtos
industrializados e, em caso de dúvida, consulte o fabricante, se persistir a dúvida, não consuma;
*Não reutilize óleos onde foram fritos empanados com Farinha de Trigo ou Farinha de Rosca (feita de pão torrado);
*Não engrosse pudins, cremes ou molhos com Farinha de Trigo, use Amido de Milho;
*Não utilize as farinhas proibidas para polvilhar assadeiras ou formas.

A L E R T A
**Cuidado com peixes grelhados, pois, em muitos locais coloca-se Farinha de Trigo na grelha ou no peixe para evitar que ele grude na chapa ou grelha. Peça para mudar para Fubá ou Farinha de Mandioca; Muitos se esquecem que Farinha de Rosca ou Farinha de Pão também são alimentos proibidos. Ambos são derivados do pão confeccionado com Farinha de Trigo, por isso, cuidado com empanados.

Maiores informações sobre a Doença Celíaca
Acelbras - Associações de Celíacos do Brasil

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Técnicas para Amenizar a Cicatriz da Cesárea

É fato que o parto normal é melhor para o bebê e para a mãe. Mas, mesmo assim, muitas mulheres precisam (ou optam mesmo) pela cesariana. Fora toda a recuperação mais complicada, um dos problemas desse tipo de cirurgia é a cicatriz.

No entanto, não há motivo para grandes preocupações. "A maioria das chances é que a cicatriz fique ótima, especialmente após 12 meses do parto, pois hoje os médicos têm como uma de suas prioridades o resultado estético da cirurgia", afirma a dermatologista Ligia Kogos.

A especialista explica que o método utilizado para fechar o local aberto durante a cirurgia geralmente é eficaz. "Os pontos feitos com fio fino e delicado, na maior parte dos casos, passam por dentro da pele, o que chamamos sutura intradérmica. Para retirá-los cerca de uma semana ou 15 dias depois, o obstetra apenas puxará uma das pontas".

Mas mesmo com os avanços da medicina e um obstetra cuidadoso, a nova mamãe pode ter certas complicações estéticas. "Em algumas pacientes, dependendo da propensão do organismo, a cicatriz da cesárea pode inflamar e se tornar um quelóide ou uma cicatriz hipertrófica", explica Rubens Penteado, cirurgião plástico e diretor do Centro de Medicina Integrada, em São Paulo.

A cicatriz hipertrófica é apenas um engrossamento da cicatriz comum, enquanto o quelóide, menos comum, é uma cicatrização volumosa que às vezes ocorre em algumas partes do corpo, como barriga, tórax, braços e lóbulos da orelha. "O quelóide pode surgir espontaneamente ou após uma lesão tecidual decorrente de trauma ou infecção. Algumas vezes, um eventual fator desencadeante pode passar despercebido. É mais comumente observado nos negros e orientais, embora também possa aparecer na raça branca", fala o médico.

Para tratar esta cicatrização volumosa, orienta Ligia, tentam-se primeiramente pomadas ou cremes à base de corticóides. "Se não houver melhora, faz-se infiltração delicada com agulhas finíssimas de um coquetel de substâncias que fazem com que a cicatriz volte ao normal, mesmo que já haja decorrido muito tempo".

Depois de 12 meses, a mamãe conta ainda com outras substâncias que ajudam a "apagar" a incômoda cicatriz, como aponta Rubens. "O ácido retinóico, bem como outras substâncias podem, através de um peeling local, ajudar na melhora da cicatriz, sempre sob a orientação de um dermatologista".

******Problemas como aquela "barriguinha" provocada pelo afundamento da pele na área da cicatriz podem ser resolvidos com recursos modernos como as injeções de ácido hialurônico (Surgiderm, Juvederm, Restylane) que tornam o relevo homogêneo e ainda estimulam a produção de colágeno na pele profunda. "Introduzindo a agulha sob a cicatriz, os dermatologistas "quebram" a fibrose que repuxa a pele da área", explica a dermatologista Ligia.

Ela também cita aparelhos como o Starlux, que alia radiações luminosas pulsadas e ablativas e é usado em tratamentos à base de luzes e de laser, quando ainda sobra uma linha que incômoda ou se visualizam vasos avermelhados no fundo da cicatriz.

Após a cesariana, alguns cuidados são importantes para evitar qualquer complicação. É indicado, por exemplo, que a paciente continue usando uma fita de micropore ou silicone sobre a cicatriz nos 30 dias que sucedem a retirada dos pontos. Isso diminui a tensão na região e evita o desenvolvimento de cicatrizes hipertróficas e quelóides.

Outra dica é evitar a exposição ao sol, pois os raios solares estimulam a irritação da cicatriz. Se for necessário pegar um solzinho, "o uso de filtro solar de pelo menos FPS 15 é fortemente recomendado, não só nas moças claras, mas especialmente nas morenas, mulatas e orientais, que podem desenvolver pigmentação escura na cicatriz se esta for exposta precocemente ao sol", diz Ligia.

Mas ainda que a paciente tome todos os cuidados direitinho, ela deve lembrar que uma cicatriz nunca desaparece, porque é uma resposta do organismo a uma agressão sofrida. "Ocorre que algumas pessoas desenvolvem cicatrizes de tão boa qualidade que são pouco perceptíveis", finaliza Rubens.

Emagrecer após o parto
Ajuda para as mães de primeira viagem

Hoje o Brasil é o país que mais realiza cesarianas através de planos de saúde. Segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), 85% dos partos feitos por meio da rede particular foram cesáreos.

Considerando também a rede pública (que isolada somaria o percentual de 26%), em 2008 as cesáreas em nosso país representaram 40% de todos os partos. Os percentuais são bem elevados se comparados ao índice estabelecido pela ANS, de apenas 15%.

Por Priscilla Nery (MBPress)
Vila Mulher

Os Tratamentos Contra Estrias
Tanto para as estrias recentes como para as já instaladas, o tratamento vai dispor das mesmas técnicas, a quantidade de sessões e a combinação de protocolos é que varia.

O objetivo principal dos tratamentos vai ser preencher as estrias com a formação natural de novas fibras de colágeno. Mesoterapia, Carboxiterapia, Dermoabrasão, Peelings e Laser são combinados de maneira a suavizar as estrias antigas.

A Mesoterapia vai acelerar o metabolismo local, enquanto a Carboxiterapia e o Laser melhorarão as condições circulatórias do local da aplicação, estimulando a produção do colágeno da pele.

A Dermoabrasão é um procedimento cirúrgico que irá promover uma esfoliação vigorosa, causando efeito tensor e clareador, homogeneizando a textura local.

Os Peelings Corporais farão uma hidratação muito profunda, acelerando também a renovação celular.

Tratamento
Ácido retinóico e microdermoabrasão - recomendados para casos de estrias avermelhadas de espessura fina recentes. O tratamento se faz com 10 a 20 sessões durante 4 a 7 meses.

Mesoterapia - também recomendado para casos de estrias avermelhadas porém para aquelas estrias de espessura mais grossa.

Peeling - para aquelas estrias brancas e finas. Duração de 1 a 3 sessões, uma por semana. A melhora para esses casos fica em torno de 50%

•Laser - para as estrias que já duram tempos, de cor esbranquiçada. O tratamento a laser apenas suaviza e melhora a textura da pele, mas não é possível eliminá-las.

Cremes a base de hidróxiprolina- esses cremes a base de hidróxiprolina e extratos naturais(karité) prometem um índice de diminuição das estrias na ordem de 80%. São a última novidade no tratamento para estrias e podem ser usados tanto como preventivo como curativo.

Esses tratamentos deverão ser indicados por um médico especialista, o qual saberá dosar cada tratamento para obtenção do melhor resultado.

Para quem não está com o bolso preparado para enfrentar esses tratamentos, o ideal é que se faça uma esfoliação vigorosa da região com estrias duas vezes por semana e que se use cremes a base de vitamina A, óleo de amêndoas e extrato de uva.

Também pode ser o creme  DermaOil - um moderador de estrias formulado para reduzir, reparar e prevenir as estrias de forma mais eficiente. DermaOil é um complexo de proteínas que inclui Vitamina E, colágeno, bisabolol, rosa mosqueta e óleo de coco. Estas proteínas são necessárias para impedir o rompimento do tecido, processo provocador das estrias, além de moderar as estrias existentes de forma mais rápida e eficiente que qualquer outro creme. É a marca mais vendido dos Estados Unidos e Canadá.

Não se deve deixar de, em hipótese alguma, usar o filtro solar.

Com o verão e as férias batendo à porta, muita gente precisa de uma solução rápida para disfarçar as estrias quando coloca uma roupa de banho ou algo mais decotado e curto. Para tanto, a dica é utilizar Filtros Solares com base tonalizante: além de proteger a pele, eles cobrem as imperfeições para situações de emergência.

**Tudo certo que a celulite se alojou em seu corpo sem ser convidada. Mas cabe a você fazer sua parte para tentar botar essa intrusa para correr, ou melhor, você mesma correr, pedalar, malhar... para ela sair dali. Leia Mais aqui...