quarta-feira, 6 de julho de 2016

Benefícios do Pimentão



Os Benefícios do Pimentão são diversos, pois, possui grande quantidades nutrientes essenciais para saúde geral do corpo. O Pimentão refere-se a um grupo de cultivares da espécie Capsicum annuum, muito utilizado na culinária de todo o mundo. Os vários cultivares produzem frutos com diferentes cores sendo as mais conhecidas o verde, o amarelo e o vermelho. Porém, existem outras variedades bastante exóticas, como o Pimentão Branco, Pimentão Roxo, Pimentão Azulado, Pimentão Preto e Pimentão Laranja ou amarelo. São plantas nativas do México, América Central e do norte da América do Sul. São por vezes agrupados juntamente com outras pimentas pouco pungentes sob a designação de pimentas doces.

Um tempero ancestral, os pimentões estão incluso dentro do gênero Capsicum da planta. Muitas pessoas estão familiarizadas com o uso de Pimentão na preparação de refeições picantes. Além disso, Com as muitas variedades de pimentões disponíveis, é importante saber que o conteúdo de cada tipo varia, além dos benefícios para saúde. O Pimentão contém uma membrana carnuda e maior concentração das sementes.

O Pimentão pode ser usadas frescas ou secas como tempero culinário, adicionada a chás ou tomada em cápsulas para colher seus benefícios medicinais. Adicionando pimentões à sua dieta diária pode resultar em benefícios contra muitas doenças. Então, confira Os Benefícios do Pimentão Para Saúde.

O Pimentão É Rico em Vitamina C e Vitamina A

Essas vitaminas são melhor obtidas a partir do fruto fresca. Quando colhidos vermelho em vez de laranja e amarelo têm concentrações mais elevadas destes nutrientes benéficos. Outros componentes bioativos Benéficos do Pimentão são os flavonoides. Além dos alcaloides e taninos. Embora em concentrações menores do que a Vitamina C e a Vitamina A, este alimento tem mostrando potencial em proporcionar benefícios para a saúde quando consumida. Os alcaloides funcionam como um anti-inflamatório, analgésico e pode também ser antioxidante.

Pimentão Possuir Propriedades Anti-inflamatórias

Os componentes fito químicos do Pimentão são mostradas por produzir uma resposta anti-inflamatória que prova aliviar a dor neurogênica periférico, tal como relacionado com a doença de Crohn, uma doença inflamatória do intestino. Um outro exemplo de inflamação neurogênica periférica é dor cutânea da pele. Cremes de Pimentão e bálsamos muitas vezes são massageados topicamente na pele com cuidado para evitar áreas abertas e membranas mucosas.

O efeito de queimação do Pimentão é sentido quando aplicado à pele. Isto é causado por uma resposta inflamatória das terminações dos nervos periféricos, mas a aplicação regular amortece as terminações nervosas sensoriais que aliviam a dor neurogênica diabéticas crônicas. Alguns sugerem que os efeitos anti-inflamatórios do Pimentão podem também ajudar a aliviar a dor associada à artrite.

Pimentão Possuir Propriedades Quimioprevenção

Um efeito bioativo do tanino contido na molécula de Pimentão é a prevenção e tratamento do câncer. Estudos sobre este alimento têm mostrado que tem um efeito inibitório sobre muitos tipos de câncer maligno. Estas propriedades antitumorais são os mais benéficos para o tratamento pulmonar, hepática e câncer gástricos. Os efeitos anti-oxidativos do Pimentão tem mostrando uma possibilidade de tratamento para outros tipos de câncer, como de próstata relacionados com hormonas.

O efeito anticâncer do Pimentão é determinada pela capacidade bioativa deste produto fito químico para inibir o crescimento de células cancerosas e também provoca a destruição da estrutura celular já danificado no corpo humano.

Benefícios do Pimentão Para Sistema Cardiovascular

Estudos de flavonoides têm sugerido que eles são benéficos para prevenção de doença cardíaca coronária. O Pimentão possui a capacidade vasodilatadora, melhorando a hipotensão e diminuição da frequência cardíaca o fluxo sanguíneo, resultando em melhor oxigenação dos tecidos dos órgãos. Isso é mais provável devido aos tachynikins, um ingrediente bioativo conhecido no Pimentão por possuir propriedades antioxidantes e Hipoglicêmico.


Propriedades antioxidantes

Muitos dos compostos bioativos de Pimentão fornecem efeitos antioxidantes. A melhoria da vasodilatação permite a estes produtos fito químicos antioxidantes circular através das regiões do corpo. Isto permite o pimentão ter um efeito benéfico na reparação de proteína de tecido e possivelmente até mesmo DNA. Assim, o tecido saudável recebe proteção contra o efeito antioxidante deste vegetal.

Propriedades Hipoglicêmico

Com a prevalência a nível mundial da Diabetes, a consideração de pimentão como medicamento hipoglicemiante provocou a investigação sobre esta matéria. Alguns estudos têm indicado, embora ainda não conclusivo, que o Pimentão pode estimular a produção de insulina, o que resulta em menor glicose no sangue. Esta capacidade do pimentão é benéfica na prevenção e aparecimento da Diabetes tipo II e as suas potenciais complicações. Os benefícios hipoglicêmicos são mais concentrados quando o Pimentão é verde.

Benefícios do Pimentão Para Sistema Imunológico

O Pimentão contém Vitamina C e é valorizado pelo seu suporte fito químico beneficiando o Sistema Imunológico. Ele ajuda na reparação de tecidos cerebrais danificados, reduz o risco de estresse oxidativo, asma pediátrica, câncer e melhora a saúde óssea.

Benefícios do Pimentão Para Psoríase

Muitos ensaios clínicos mostraram a eficácia do Pimentão para o tratamento de sintomas de fibromialgia quando aplicado topicamente. Aqueles que usaram pimentão topicamente indicaram efeitos benéficos na redução da sensibilidade e a melhoria do sono.

Benefícios do Pimentão Para Neuropatia Diabética

Uma doença que muitas vezes produz este tipo de dor neurogênica é a Diabetes. Portanto, o pimentão tem mostrado um efeito benéfico sobre a dor neuropática diabética quando aplicado topicamente. O Pimentão funciona para amortecer as terminações nervosas cutâneas e redução da dor.

Benefícios do Pimentão Para Fibromialgia

Muitos ensaios clínicos mostraram a eficácia do Pimentão para o tratamento de sintomas de fibromialgia quando aplicado topicamente.

Benefícios do Pimentão Para Pele e Envelhecimento

Vitaminas no Pimentão tem mostrados um efeito antioxidante no tecido celular que pode melhorar a pele e envelhecimento.

Benefícios do Pimentão Para Os Sintomas da Menopausa

Os sintomas da menopausa também podem ser aliviada pelo consumo de flavonoides contida nesta fruta.

Outros Benefícios do Pimentão Para Saúde:


Como os estudos mostram, o Pimentão é benéfico como um suplemento de saúde diariamente. Ele é apreciado por muitos como um aditivo alimentar diário em muitos tipos de culinária. A preparação culinária do Pimentão pode fornecer proteção suficiente quando ingeridos diariamente para ter efeitos benéficos sobre certas doenças crônicas e potencialmente degenerativas à saúde. Os componentes bioativos deste alimento melhoram o fluxo sanguíneo em conjunto, como um preventivo de câncer, um analgésico, que protegem a mucosa gástrica, e fornece nutrientes necessários e benéficos para um estilo de vida saudável.

O Pimentão vem em forma seca como uma especiaria como pimenta e páprica:

O tempero seco é usado em muitos molhos ou adicionado a bebidas como o chá. Como um medicamento mais concentrado, o Pimentão pode ser colocado em cápsulas para ingestão oral como um nutracêutico ou aplicado topicamente na pele como um analgésico ou creme anti-inflamatória. Com Pimentão prontamente disponível para venda em muitos mercados, deve-se considerar que embora o tempero seco é conveniente e eficaz em muitos benefícios de saúde, comendo o Pimentão fresco prevê maior concentração de Vitamina C e Vitamina A.

Uma vez que estas vitaminas são essenciais para um corpo saudável. Comer o Pimentão fresco pode melhorar os benefícios de saúde adquirida a partir de componentes bioativos do Pimentão. No entanto, outra consideração a fazer, aquando da aquisição do Pimentão é “quais os benefícios que você está procurando?”

Embora, como mencionado acima, todas os tipos de Pimentão contêm ambas as vitaminas e outros componentes bioativos benéficos. No entanto, a cor do vegetal é determinante para concentração de vitaminas e outros produtos fito químicos. É possível afirmar que quer usado secas ou frescas, o Pimentão é o alimento para utilizar em dieta diária como um tratamento preventivo e natural de muitas doenças crônicas.



FONTE

http://www.saudedica.com.br/os-15-beneficios-do-pimentao-para-saude/

domingo, 12 de junho de 2016

Exercício Íntimo Feminino, um Afrodisíaco Natural


Os exercícios íntimos femininos trazem diversos benefícios para a saúde íntima da mulher. Afinal, quem disse que malhação é só para fortalecimento dos braços, pernas e bumbum?

O que é este exercício?

Os exercícios de contração e relaxamento vaginal realizados de forma correta, com um profissional especializado, fortalecem o canal vaginal, o que ajuda no aumento do desejo sexual, da lubrificação e do prazer da mulher, tornando-o prazeroso para o parceiro também.
Quais os benefícios?

A mulher que realiza a prática correta dos exercícios íntimos sente mais prazer, porque além da musculatura vaginal ficar mais forte (vagina apertada), o órgão fica ainda mais sensível, devido ao aumento da vascularização no local tornando os orgasmos mas fáceis de serem percebidos.

Além da satisfação sexual, os exercícios íntimos trazem benefícios como a prevenção de perdas urinárias e flacidez vaginal.

Os exercícios íntimos dão uma injeção na autoestima da mulher, tornando sua vida sexual muito mais ativa e incrível, o que já é um bom motivo para começar a exercitar essa musculatura.

Existem muitas mulheres que não conseguem contrair seus músculos íntimos de forma correta e acabam por contrair abdômen, glúteos e pernas, mas aqui vai uma dica simples e fácil de fazer.
Exercício 1

Primeiramente imagine que tenha vontade de eliminar gases (pum) e tenta retê-lo (segurar o pum), contraia os músculos como se fosse retê-los.

Com essa técnica a mulher terá a consciência de que está realizando os exercícios íntimos de forma correta.
Repetições

Depois que você descobriu como exercitar corretamente seus músculos íntimos, você pode e deve exercitar em vários momentos, estando sentada, deitada, dirigindo, na fila do banco, no semáforo, enfim em toda e qualquer atividade que realizar, lembrando que é necessário um intervalo de descanso, ( ex. A cada 10 repetições descanse 1 min.).

É preciso que esses exercícios façam parte da vida da mulher, um hábito, assim como cuidamos da higiene pessoal, os exercícios íntimos também, porque só assim, treinando essa musculatura evitará danos futuros como as temidas perdas de urina e queda de órgãos pélvicos e sem falar que essa mulher terá um vida sexual fantástica.

Para problemas no sexo busque sempre profissionais especialistas no assunto. A melhora é mais rápida e sempre mais segura.



Telma Lahera


Drª. Telma Lahera - Fisioterapeuta pélvica. Pós-graduada em Urologia, Uroginecologia, Proctologia e Sexologia Funcional. Membro da Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica. Crefito - 176120.

fonte

http://sexosemduvida.com/exercicio-intimo-feminino-afrodisiaco-natural/

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Chá de levístico


Antigamente o chá de levístico era chamado em francês de luveshe ou em inglês deloveache, que significa “dor do amor”. Já o seu nome científico é Levisticum officinale. No Brasil o chá de levístico, é conhecido também como levítico, erva-maggi ou folhas de ligústica. Sua planta pertence à família das Apiaceae.

A planta levístico cresce até aproximadamente dois metros de altura e suas folhas possuem o formato de pequenos triângulos. As flores desta planta desabrocham no verão tendo uma tonalidade de cor que varia entre verde e amarelo. Sua folhagem possui cheiro característico, lembrando uma mistura do aroma do aipo, porém, é ainda mais forte, com toques sutis que lembram cheiro de limão. O caule do levístico é oco e suas sementes também possuem um forte sabor, apresentando uma vaga semelhança com o do cravo.

A planta inteira pode ser utilizada na alimentação, sendo as folhas consumidas cruas ou cozidas como o aipo, ou usadas como tempero, podendo ser usadas no lugar da salsa ou salsinha, embora seu sabor seja mais forte. As sementes (na verdade frutos secos contendo as sementes) são parecidas com as sementes do funcho e do cominho, e podem ser usadas em pães, doces, biscoitos e como especiaria. Já as raízes têm um sabor muito forte, mas também podem ser consumidas cruas ou cozidas, e quando secas e raladas podem ser usadas como condimento. Esta planta também é utilizada para diversos fins medicinais.

Para a realização do chá de levístico de forma medicinal, utiliza-se da planta a raiz, as folhas e as sementes. Já dentro da culinária utilizamos o caule, a raiz, as folhas e sementes. Dentro da gastronomia a planta pode ser utilizada com as folhas frescas ou desidratadas. Uma ótima dica para preservar suas propriedades e usar posteriormente é congelando as folhas frescas da planta.

Levístico

Principais benefícios e propriedades

Com propriedades afrodisíaca, diurética, anestésica, emenagoga, antilítica, cicatrizante, colerética, expectorante, tônica, colagoga e estomáquica, a planta foi usada desde a América Colonial para tratar icterícia e para limpar tumores.

Seu uso é indicado para tratamento de afecções do peito, amenorreia, cálculo renal, cistite, dores da gota e do reumatismo, problemas do estômago e do fígado, feridas, catarro, dores de cabeça, entre outras.
  • Estimula a produção de suor no organismo;
  • Ajuda e prevenir desconforto no sistema digestivo, diminuindo sintomas, como por exemplo, os gases;
  • Possui efeito expectorante, ideal para ser utilizado durante uma forte gripe ou resfriado;
  • Proporciona alívio nas cólicas durante a menstruação, pois possui efeito anestésico;
  • Possui propriedades cicatrizantes, isto é, potencializa o efeito de anticoagulantes.

Levístico flores

Contraindicações ao chá de levístico
O chá de levístico é contraindicado às pessoas com inflamação renal e também durante a gravidez. A utilização da bebida em contato direto com a pele também pode proporcionar irritação na pele.

Chá de levístico – Como fazer?
Coloque uma xícara de água para ferver acompanhada de uma colher de chá de raiz seca de levístico. Após a fervura, coe e sirva à mesa. O chá de levístico deve ser consumido no mesmo dia, no máximo duas xícaras por pessoa.

Chá de levístico com outros sabores
Para fazer um chá de levístico com outros sabores adicione uma colher de chá de sementes de roseira-silvestre durante o processo de fervura. Coe e sirva à mesa. O chá também pode ser combinado com cravo e canela e caso queira utilizar a planta de levístico por completo, certifique-se de cozê-la um pouco.

Nativa da Europa, a planta vem sendo usada há mais de 500 anos para fins medicinais e em temperos. Quando plantada em sementes, cresce bem, mas todas as primaveras podem ser colhidas mudas que devem ser transplantadas em solos ricos. Ao final de junho ou começo de julho, as folhas e talos podem ser colhidos. É muito usada na fabricação de alguns temperos, e pode ser encontrada à venda em lojas de produtos naturais, além de mercados naturais e farmácias de manipulação.

FONTE

domingo, 5 de junho de 2016

Uva passa


Conhecida como Kishmish na Índia, seu uso medicinal é justificado por múltiplos benefícios, como 
prevenir câncer, Alzheimer, Parkinson e demência. Assim como as uvas, a uva passa possui vitaminas de complexo A e B, Cálcio, Cobre, Ferro, Magnésio, Manganês, Potássio, Zinco, e o Resveratrol, sendo este último um importante polifenol que pode agir com ação anti-inflamatória e anti-inflamatória, muito desejada por pessoas que desejam garantir uma melhor qualidade de vida, junto à boa forma. Você ainda pode encontrar antocianinas, além da uva passas não conter glúten, o que agrada àqueles que lidam com intolerância.

É preciso bem mais que um cacho de uvas para fazer um punhado de passas. Três quilos e meio de uva fresca vão dar um quilo de passas. O fruto desidratado concentra inúmeros nutrientes, dentre eles, vitaminas e minerais importantes para a manutenção da saúde corporal, podendo ser incorporada facilmente à dieta, a uva passa pode ser utilizada não só em receitas doces, como também em combinações exóticas.

A uva passa não oferece prejuízo às dietas, pois é utilizada de forma sutil nas receitas, e 100 gramas contêm em média 299 calorias. 


Globo Repórter: Quer dizer que uma uvinha passa é mais potente e poderosa do que uma uva que a gente tira do cacho?

Gildo Almeida, biomédico da Embrapa: Sim, porque você removeu a água e tudo que tinha na uva. Vai ficar mais concentrado, quando você tira a água, vitaminas A, B e K ficarão presentes na uva.

Globo Repórter: O famoso resveratrol está aqui?

Gildo Almeida: Está. E os polifenóis, os antioxidantes. Ela protege, previne, por exemplo, doenças como câncer, Alzheimer, Parkinson e demência. O boro que tem dentro dessas passas vai evitar que as pessoas na menopausa tenham perda óssea. Então, protege inclusive pessoas idosas contra algumas doenças que acometem o osso. Todo mundo pode comer uva passa, menos aqueles que tem restrição em açúcar.


E se as passas estiverem no biscoito? E se o biscoito fosse feito de farinha de uva?

A receita é fruto do doutorado da nutricionista Emília Ishimoto na Faculdade de Saúde Pública da USP. "Aqui tem fibras, além dos antioxidantes, e um tipo de fibra especial para diminuir o colesterol. Não é uma fibra comum - por exemplo, a fibra da aveia - é uma fibra diferente que só tem na uva", conta Emília Ishimoto, nutricionista da USP.

A farinha de uva é feita justamente com o que sobra da produção do suco ou do vinho. “Do ponto de vista de propriedades pra saúde é incrível, mas o que a gente joga fora é mais rico para a saúde. O efeito maior está na casca e na semente”, diz Emília Ishimoto.
Para mim, a uva é a fruta mais completa que tem: ela te dá um produto para qualquer momento da sua vida. ‘Ah, eu quero comemorar hoje’ - tem um espumante para ti comemorar. ‘Ah, eu quero tomar algo com meu alimento’ – tem o vinho. ‘Sou criança’ - tem suco, tem sempre uma alternativa. Além de ter um valor social muito grande para a nossa região aqui. Muitas famílias sobreviveram e vivem até hoje em função dessa uva, que apesar de tão pequena tem tanto valor, sentimental, social e econômico para o nosso estado”, afirma a biomédica Caroline Dani.

Aprenda a fazer barra de cereal de uva (Foto: TV GLOBO)

BARRA DE CEREAL DE UVA
Ingredientes:- 1 xícara (de chá) de aveia em flocos grandes- 1/2 de xícara (de chá) de flocos de quinoa branca- 1 de xícara (de chá) de farinha de uva- 1/3 de xícara (de chá) de uvas passas- 1/2 xícara (de chá) de nozes picadas- 3 bananas maduras amassadas com o garfo
Modo de Preparo:Primeiramente lave a quinoa, escorra, e em seguida bata em um processador com a aveia. Acrescente aos poucos a farinha de uva e continue batendo. Acrescente metade da quantidade de uva passa, assim como metade da quantidade de nozes picadas.

A outra parte destes ingredientes você usará para finalizar a barrinha. Continue batendo, adicione à mistura as bananas nanicas amassadas, e pare de bater quando ficar uma massa homogênea. Em uma assadeira forrada com papel vegetal ou alumínio, distribua a massa. 
Coloque as uvas passas e as nozes restantes, apertando levemente para acomodá-las. Asse em forno médio pré-aquecido por 25 minutos. Retire e espere esfriar completamente. Corte no tamanho desejado.

Obs: Essa barrinha caseira é extremamente nutritiva, ajuda quem tem constipação intestinal e é livre de açúcar. Você também pode adaptar a receita a seu gosto, substituindo por outros ingredientes, como castanha de caju (sem sal), amêndoas, avelã ou linhaça.


Benefícios da uva-passa

    A uva-passa tem efeitos benéficos praticamente em todos os sistemas do corpo, também podem ser substituídas no lugar dos doces ou chocolates da vida, ou seja, além de conter açúcares naturais, possui também vitamina B, vitamina C, vitamina E e vitamina K. Portanto, a uva-passa é uma forma alternativa para quem faz uma reeducação alimentar, mas cuidado, não é porque ela seja mais nutritiva.

    Fonte de Energia: A uva-passa contém açúcares, tais como frutose e glicose, ou seja, ideal para quem pratica esportes ou atividades físicas. Essa frutinha seca também ajuda na absorção de vitaminas contidas em outros alimentos, ajudando assim na construção do sistema imunológico.

    Benefício na Digestão: Após a ingestão da uva-passa, ela naturalmente absorve água, pois como nós sabemos, ela é nada mais que uma uva desidratada, resolvendo de vez aquela constipação, fazendo seu intestino funcionar melhor.

    Melhora a Saúde Bucal: Você sabia que a uva-passa evita cáries e a proliferação de bactérias que causam a gengivite, dentre outras? Pois é, ao contrário do que todos pensam, essa frutinha seca contém ácido aleanólico, evitando assim doenças bucais, isso não é maravilhoso? =)

    Melhora a Saúde Óssea: Por ser excelente fonte de cálcio, a uva-passa evita problemas de osteoporose ou doenças similares nos ossos por problemas de descalcificação, pois é rica em boro e ajuda na absorção de cálcio, auxiliando na formação dos ossos. Faz bem às mulheres que estão na menopausa ingerir este alimento.

    Diminuição do Ácido no Sangue: Como sabemos, o excesso de acidez no sangue, pode desencadear sérias doenças no corpo, tais como problemas cardíacos, artrite, pedras nos rins e gota. Resumindo, tanto a uva normal como a uva-passa, são ricas em magnésio e potássio, por ser diurética também (uva normal) faz com que as toxinas do corpo saiam através da urina, desintoxicando seu sangue e filtrando seus rins. Uma boa dica!

    Trata Infecções: A uva-passa contém uma substância que tem propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas, chamada de fitonutrientes polifenólicos, fazendo com que as bactérias que causam inflamações no corpo morram, baixando assim a febre.

    Protege os Olhos: Essa mesma substância existente na uva-passa que falei acima, protege também os olhos, evitando o desenvolvimento da catarata, degeneração macular, cegueira e outros problemas visuais.

    Trata a Anemia: A uva-passa, além das vitaminas existentes, é rica em ferro e cobre que ajudam na formação de glóbulos vermelhos, evitando a anemia, fazendo com que a coagulação do sangue seja mais rápida, colaborando na cicatrização das feridas.

    Prevenção do Câncer: Por possuir um antioxidante conhecido como catequina, que protege o organismo contra os radicais livres, evitando o desenvolvimento de tumores, principalmente o câncer de cólon. 

    "Catequina é um fitonutriente da família dos polifenóis, e tem uma forte ação antioxidante. Está presente de forma natural em alguns alimentos. Inúmeros estudos demonstram que os polifenóis presentes na planta do chá verde (Camellia sinensis) apresentam propriedades que atuam de forma benéfica em algumas doenças como a diabetes mellitus tipo 1, as cardiopatias, as infecções virais, as inflamações em doenças degenerativas ou mesmo o cancro e o envelhecimento."

    Afrodisíaco: A uva-passa possui um aminoácido chamado arginina, além de estar em quase todos benefícios que falei, tais como cicatrização, proteção do sistema cardiovascular, ajuda também a evitar o cansaço mental, é também um grande estimulante natural, aumentando o apetite sexual tanto em homens quanto em mulheres, tais alimentos são encontrados em chocolates e guaranás, por exemplo.



    FONTE


http://www.wickbold.com.br/comer-uva-passa-faz-bem

http://jamileamate.blogspot.com.br/2015/02/culinaria-uva-ao-leite-lait-de-raisin.html

sábado, 4 de junho de 2016

Hortelã


A Hortelã descrita como uma das ervas mais usadas no mundo da culinária. é conhecida por seu aroma único e por acrescentar uma mistura de frescor aos pratos. Sua característica verde e vibrante faz com que pareça ainda mais exótica; sendo usada em vários pratos por causa do seu aroma.

Conheça os principais usos e benefícios da Hortelã

Amplamente utilizada em gomas de mascar, vários anti-séptico bucal e creme dental; chás, vitaminas, sorvetes, xaropes, doces, salgados, carnes, saladas, sucos, omeletes, molhos... Tem poucas calorias, mas contém muitos nutrientes; a hortelã fornece apenas 70 calorias por 100 gramas de seu consumo. Rica fonte de fibra dietética e de Proteína; de Vitamina C, vitamina B e Vitamina D e minerais como Magnésio, Ferro, sódio e Potássio, suas propriedades medicinais fazem maravilhas pelo sistema digestivo. 

Benefícios da Hortelã para as funções digestivas:

A Hortelã ajuda no fortalecimento dos órgãos digestivos e auxilia em uma digestão eficiente. Aciona o funcionamento das glândulas salivares e várias enzimas digestivas, que ajuda na digestão. É amplamente consumida para dores de estômago e indigestão.

Sabe-se que a Hortelã proporciona um efeito de arrefecimento e alivia os tratos digestivos. O Chá de Hortelã é frequentemente consumido para combater prisão de ventre, pois é rico em fibras dietéticas que contribuem com o movimento do intestino.


Benefícios da Hortelã para estresse:

A Hortelã tem um forte aroma que o torna útil no alívio do estresse. Óleo de hortelã é usado em vários medicamentos para evitar dores de cabeça e o tratamento da depressão. Muitos perfumes e sabonetes aromáticos também estão disponíveis, que ajuda a elevar o humor, podendo ser mantidos embaixo do travesseiro, a fim de obter um efeito relaxante e de Boa Noite de Sono.

Benefícios da Hortelã na Prevenção de resfriado:

A Hortelã consumida para prevenir muitas doenças respiratórias, é útil contra infecções de garganta. Seu cheiro forte ajuda na limpeza da traqueia e remove o bloqueio nariz e congestões respiratórias. e tem excelente benefícios conta a asma por causa do seu aroma.


Benefícios da Hortelã para a pele:

A Hortelã é muito benéfico para a pele. Tem propriedades anti-inflamatórias e é ante-pruriginosas; ele pode ser aplicada diretamente sobre as áreas que coçam; pode ser usada como um purificador para remover a pele morta; podendo trazer brilho a pele. Excelente fonte de antioxidantes e contém ácido rosmarínico, ajuda a combater os radicais livres e protege a pele contra o câncer de pele, também pode ser aplicada para a acne e espinhas; tendo efeito calmante e refrescante, ajuda na prevenção de acnes.



FONTE

http://www.saudedica.com.br/hortela

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Instruções para o preparo e cuidados com o AMASI


O AMASI é uma fermentação de leite com as características do que se tem denominado de “iogurte infinito”, originário da linhagem étnica Zulu e muito popular na África do Sul e outros países do continente africano. Seu preparo tradicionalmente é feito com a adição da “semente” ao leite acondicionado em uma cabaça e deixado um determinado tempo para fermentar. Este tempo situa-se em torno de 24 horas e o recipiente a ser utilizado é conveniente que seja um pote de porcelana ou vidro. Sua consistência e sabor ficam entre o do queijo cottage e o iogurte natural e não tem as mesmas exigências com relação à temperatura ambiente que outros iogurtes naturais apresentam para se obter o ponto.

É fato corrente que Nelson Mandela era um apreciador do AMASI, cultivando-o com muito zelo e consumindo-o em forma de coalhada.

Está comprovado cientificamente por pesquisadores como Dr Richard A Mokua, Dr Josh Axe entre outros, que o AMASI mata a bactéria Escherichia Colli (E. Colli), responsável pela intoxicação alimentar, o que por si só é um ponto de destaque diante de outros iogurtes naturais. Apresenta mais de 30 microorganismos probióticos e rivaliza com o Kefir de leite na gama de benefícios oferecidos ao organismo. Solicitado a emitir opinião comparativa de qualidade entre o Kefir de leite e o AMASI respondeu o pesquisador americano Dr Josh Axe: “são equivalentes”

De fácil manuseio, seu preparo necessita somente da cultura inicial (starter em pó, granulado ou pasta), leite (preferencialmente integral), recipiente esterilizado e colher também esterilizada. Basta reidratar brevemente e misturar o starter ao leite, deixando descansar em temperatura ambiente, até que após 24 horas nota-se que firmou no vasilhame. Depois de pronto, mistura-se o soro produzido (denominado umlaza) ao fermentado e está pronto para ser consumido. Este soro pode também ser descartado ou adicionado a alimentos como na África do Sul.Não utiliza iogurteira e basta ter uma vez para de seu próprio iogurte retirar a matriz para o próximo.

Instruções para o manuseio

1. Esterilize os utensílios.

2. Reidrate o conteúdo da embalagem recebida colocando-o em duas colheres de sopa de leite (preferencialmente integral e à temperatura ambiente) durante 15 minutos. Após, dê a partida inicial misturando o starter reidratado a 100ml de leite (preferencialmente integral e à temperatura ambiente) e batendo no liquidificador ou mixer por aproximadamente 2 minutos. Depois, despeje todo o conteúdo num recipiente de vidro e tampe com filme plástico, guardanapo ou toalha de papel, fixando com fio ou elástico.

3. Deixe fermentar por 24 horas. O AMASI não apresenta as mesmas dificuldades de outros iogurtes para se obter o ponto.

4. O recipiente da fermentação deve ficar totalmente estático, sem ser movimentado ou balançado nesse período. 

5. Assim que perceber a consistência firme, coloque-o na geladeira para estabilizar a fermentação.

6. Entre duas e quatro horas pode retirar, misturar bem e está pronto seu AMASI. Pode ser consumido puro ou em uma infinidade de opções doces ou salgadas, a seu gosto.

7. Antes de servi-lo faça a nova partida, tirando um pouco do iogurte pronto do centro do recipiente. Para cada colher de sopa cheia retirada, coloque o equivalente a 100ml de leite preferencialmente integral.

8. Quando fizer pela primeira vez, não consuma o primeiro, apenas tire a próxima partida e comece a consumir a partir do terceiro ou quarto, de preferência. Nos primeiros dias o gosto ainda estará carbonatado, mas à medida que as fermentações forem se sucedendo o sabor passará a ser o natural . 

9. Se acaso acontecer do iogurte “desandar”, por desproporção do leite ou qualquer outro motivo, não se preocupe; é só dessorar este resultante colocando-o em um coador de café e deixando-o na geladeira em torno de 4 horas (ou até todo o soro ser drenado). Após misture o conteúdo do coador a 100ml de leite (preferencialmente integral e à temperatura ambiente) e bata no liquidificador ou mixer por aproximadamente 2 minutos. Depois, despeje todo o conteúdo num recipiente de vidro e tampe com filme plástico, guardanapo ou toalha de papel, fixando com fio ou elástico.

10. Não esqueça de fazer seu starter reserva. Assim que fizer seu primeiro iogurte, lembre de retirar uma parte e congelar.

11. Basta seguir estas instruções, dar manutenção e o seu AMASI será para sempre.

Muita saúde para você e sua família!

FONTE

http://portalsaglik.wixsite.com/portalsaglik/single-post/2016/05/15/Instru%C3%A7%C3%B5es-para-o-preparo-e-cuidados-com-o-AMASI-1

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Rosa Mosqueta – Obtenção do Óleo



Para obter o óleo de Rosa Mosqueta, siga os seguintes passos:

Pré - tratamento de sementes: Para obter o óleo de Rosa Mosqueta se requeri um processo rigoroso e dedicado na preparação da fruta, fazendo basicamente as seguintes etapas:

Colheita. Realizado durante o mês de Fevereiro, Março e Abril. A fruta é colhida à mão para evitar danificar a casca.

Pré-secagem da fruta. É realizado em lugares apropriados, utilizando a produção de secagem com o máximo de energia solar.

Secagem. O fruto é colocado em bandejas e o processo de desidratação termina no forno de secagem com temperaturas que não alterem as características deste.

Seleção. O fruto seco é moído e também é cuidadosamente selecionados, nesta fase o fruto é separado da semente.

Extração. A semente é submetida a um processo muito delicado e cuidadoso de extração por uma prensagem mecânica em frio, onde se obtém o óleo de Rosa Mosqueta.

Os óleos vegetais obtidos pela prensagem em frio, não refinado, conservam sem afetar todos os nutrientes que contém naturalmente. No entanto, algumas poderiam conter substâncias tóxicas, como ácidos graxos livres ou peróxidos, que são eliminados mediante a refinação.


Óleo de Rosa Mosqueta Refinado

Os óleos vegetais que foram extraídos com solvente podem conter mínimos resíduos indicados anteriormente, mas se não for feito uma adequada refinação poderiam ser remanescentes de solvente. Em geral, os óleos vegetais como o óleo de Rosa Mosqueta, passam por um processo de refinação, com o objectivo de eliminar todas as formas de substâncias tóxicas ou alérgenos que possam conter naturalmente ou por poluentes.

Processo de Refinação: O processo de refinação é realizado nas seguintes fases:

Degomagem: É realizado com vapor de água, agitação e decantação. Este processo remove os fosfolipídeos e outros lipídios polares hidratados, também, a eliminação parcial de clorofila e carboidratos.

Neutralização. Neste processo, se neutraliza os ácidos graxos livres com hidróxido de sódio e são removidos os sabões por decantação. Esta etapa é realizada para eliminar os ácidos graxos livres que estão presentes e diminuir a quantidade de material corante natural, como o caroteno.

Branqueio. É realizado utilizando terras e carvão ativado, não apenas servindo para remover os corantes ou pigmentos do óleo. Também elimina o desperdício de fosfolipídeos, sabões, compostos oxidantes e metais. As eliminações dessas impurezas são muito importantes porque afetam diretamente a qualidade organoléptica e estabilidade oxidativa do óleo desodorizado.

Winterização. O óleo é mantido em baixas temperaturas por um determinado tempo. É um processo de cristalização especial usado para remover pequenas quantidades de ceras ou ácidos graxos sólidos do óleo, que causam a turbidez.

Desodorização. Este processo é feito por meio de vapor, com alto vácuo e temperatura. Eliminando a maioria dos componentes voláteis que causam o mau cheiro do óleo, ácidos graxos livres, a eliminação de peróxidos, esteróis, pesticidas e hidrocarbonetos.

Embalagens. Depois de desodorização, o óleo é embalado em tambores de metal ou plástico, se fermentam e são mantidos sob condições de ambiente inerte, neste caso se utiliza o nitrogênio. Assim, mantendo as propriedades físicas - químicas e estabilidade do óleo de Rosa Mosqueta.

Benefícios do Óleo de Rosa Mosqueta:

1. O óleo de Rosa Mosqueta regenera e nutre a pele, eliminando visivelmente rugas e manchas da pele

2. É utilizado para tratamento de queimaduras ou pós-cirurgia.

3. Hidrata e proporciona suavidade e frescor para a pele.

4. Retarda o envelhecimento da pele.

5. Também é usado para combater eczemas e psoríase; elimina sardas.

6. Um excelente cicatrizante.

7. O único caso onde não se recomenda o óleo de Rosa Mosqueta é para pele oleosa ou acne (devido à natureza desse óleo)

FONTE

INKA NATURA

domingo, 29 de maio de 2016

Erva Baleeira


A Erva Baleeira é um anti-inflamatório poderosíssimo. Seu uso popular é largo e variado: é usada contra artrite, reumatismo, artrose, contusões e em todo tipo de inflamação, inclusive na forma de bochechos para aliviar dores de dente e tratar inflamações bucais. Além disso, é indicada contra úlceras. Seus poderes como cicatrizante e anti-inflamatória é que fizeram a fama desta planta. Em algumas regiões, as folhas da erva-baleeira são cozidas e aplicadas sobre feridas para acelerar a cicatrização.

Na fitocosmética..”
O uso da Erva Baleeira em Géis, Cremes e Óleos para massagem está diretamente relacionado a ação anti-inflamatória e analgésica dos ativos presentes no seu óleo essencial. Essas propriedades medicinais são potencializadas quando aplicado na pele do corpo junto a movimentos de massagem.

Assim, a massagem feita com cosméticos naturais que contém Erva Baleeira apresenta como vantagens o alívio de dores (coluna, muscular, LER e outras) e inflamações corporais localizadas.



Acheflan
A Unicamp desenvolveu o primeiro antiinflamatório feito com base no extrato de uma planta nativa brasileira -em forma de creme. A erva-baleeira (Cordia verbenacea) - usada por pescadores no litoral das regiões Sul e Sudeste- é a matéria-prima do medicamento. Também é chamada de erva-da-praia e maria-milagrosa. O creme surgiu de uma pesquisa realizada pelo CPQBA (Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas) da universidade. O princípio ativo da planta foi descoberto em 2001 e se chama alfa-humuleno.

O creme com o nome comercial de Acheflan e é eficaz para casos de dores musculares. A erva é natural da mata atlântica e mais freqüente no litoral que vai de São Paulo a Santa Catarina.

O creme teve liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que classificou o produto na classe dos fitomedicamentos, que são fármacos que têm em sua composição apenas substâncias ativas extraídas de plantas, sem a mistura de princípios ativos sintéticos. Segundo o coordenador da Divisão de Agrotecnologia do CPQBA, Pedro de Magalhães, são necessários 800 kg da erva para a obtenção de 1 litro de óleo essencial, que é o princípio do creme.

Foram plantados 12 hectares da erva no centro de pesquisas da Unicamp em Paulínia (SP), para garantir a extração de 120 litros anuais de óleo, suficientes para atender à produção durante esta fase de lançamento do produto. Os pesquisadores precisaram de oito anos de esforços para adaptar o vegetal às novas condições de plantio, adequadas à produção do medicamento. O equipamento utilizado na produção do óleo custou R$ 240 mil. O valor foi partilhado igualmente pela Unicamp e pelo Laboratório Aché --que comercializa o medicamento.

Foram sete anos de estudos, mais de R$ 15 milhões de investimentos em pesquisa, parcerias com importantes universidades nacionais e com pesquisadores de renome internacional até se chegar ao primeiro medicamento 100% nacional: o Acheflan® (alfa-humuleno), que chegará em junho às farmácias brasileiras na versão tópica, indicado para o tratamento de tendinite crônica e dores miofasciais (musculares). Para Eloi Bosio, presidente do Aché, “o lançamento do Acheflan® vai revolucionar o mercado farmacêutico nacional. As perspectivas são inúmeras, especialmente neste momento, quando pesquisadores do mundo todo buscam novas opções de antiinflamatórios. Quebramos um paradigma. Temos a patente internacional do medicamento e já fomos, inclusive, procurados por laboratórios internacionais”.

Os estudos clínicos realizados apontam que o alfa-humuleno é tão eficaz quanto o diclofenaco dietilamônico no tratamento de tendinite crônica e de dores miofasciais, com a vantagem de não causar reações adversas, como dores gástricas ou alergia local”, afirma José Roberto Lazzarini, diretor Médico do Aché.

De acordo com Waldir Eschberger, diretor Comercial do Aché, “brevemente teremos também as outras formulações do antiinflamatório: aerosol e comprimidos”. Extraído da Cordia verbenacea, planta encontrada na Mata Atlântica, e conhecida popularmente como erva-baleeira ou “maria-milagrosa”, a descoberta do Acheflan® é, no mínimo, inusitada. Victor Siaulys presidente do Conselho de Administração do Aché, se machucou durante uma partida de futebol rotineira na praia. Um caseiro da região ofereceu a ele uma garrafada da planta para aliviar a dor. Como os efeitos foram rápidos e positivos, Siaulys decidiu pesquisar melhor os efeitos terapêuticos da planta.

Os estudos para o desenvolvimento de Acheflan® levaram sete anos e foram conduzidos em parceria com quatro importantes universidades do País (Universidade Federal de Santa Catarina, Unifesp, PUC-Campinas e Unicamp). A pesquisa sofreu um grande avanço com a descoberta de que o alfa-humuleno era o princípio ativo responsável pela ação antiinflamatória, e não a artemitina.

Descobrimos isso na fase de testes em animais. A própria literatura informava erroneamente. Após esta descoberta, demos uma reviravolta em tudo o que havia sido feito até então”, conta João Batista Calixto, professor de Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina. Por se tratar de um medicamento elaborado a partir de um extrato vegetal, a preocupação com a extração sustentável foi constante no desenvolvimento do Acheflan®.

Por este motivo, a matéria-prima para sua fabricação terá origem num centro de pesquisa da Unicamp, na região de Paulínia (SP), onde mudas de Cordia verbenacea foram cultivadas. Este cuidado visa também visa a qualidade e constância dos extratos utilizados no novo antiinflamatório, fator fundamental para sua eficácia.

A eficácia e segurança do Acheflan® (alfa-humuleno) foram comprovadas por estudos clínicos conduzidos pelo Departamento de Ortopedia da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo), Unicamp e pela Faculdade de Medicina da PUC-Campinas, com a participação de cerca de 700 pacientes. A fase três analisou a eficácia do Acheflan® em comparação ao gold standard (medicamento padrão), no caso o diclofenaco dietilamônico, e teve o envolvimento de 340 pessoas, divididos em dois grupos, de acordo com as patologias: tendinite crônica e dor miofascial (muscular). Por um mês, os pacientes foram analisados em estudo randomizado, em que os medicamentos eram utilizados na versão tópica três vezes ao dia.

Os resultados mostraram que o Acheflan® é tão eficaz quanto o diclofenaco dietilamônico no tratamento da tendinite e da dor miofascial. Mesmo sem relevância estatística significativa, os dados obtidos também mostram uma melhor tolerância no grupo tratado com o alfa-humuleno, especialmente quanto analisada a ausência dos relatos de efeitos adversos, como complicações gastrointestinais e reações alérgicas locais. Já algumas pessoas tratadas com diclofenaco relataram a ocorrência de dores estomacais e reações dermatológicas locais – como alergia, vermelhidão e irritação.

Com os últimos acontecimentos envolvendo os inibidores da COX-2, estamos procurando novas opções de tratamento da dor e da inflamação. Os resultados dos estudos mostram que demos um importante passo com a aprovação do alfa-humuleno”, afirma o ortopedista Reynaldo Jesus Garcia Filho, Chefe do Setor de Ortopedia Oncológica da Unifesp e um dos médicos envolvidos no estudo.

A mesma opinião é compartilhada pelo reumatologista Rubens Bonfiglioli, professor assistente de Reumatologia da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas. “Estamos ansiosos pelos resultados dos estudos do medicamento no tratamento de osteoartrite de mãos e joelho e trauma”, diz.

Os estudos com o Acheflan não páram por aí. Novos testes estão sendo conduzidos para o tratamento de osteoartrose e trauma de joelho e mão. Além disso, em breve, deverão ter início os estudos com as versões spray e oral, esta última aguardada com ansiedade pela classe médica.

A Phytomédica é a divisão de negócios do Aché voltada exclusivamente à pesquisa, desenvolvimento e comercialização de fitomedicamentos, medicamentos elaborados a partir de extratos padronizados de plantas e com eficácia e segurança reconhecidas pelos órgãos reguladores competentes. Com investimento anual de R$ 9 milhões para pesquisa e desenvolvimento, a Phytomédica já tem três produtos no mercado: Dinaton® (Ginkgo biloba), para problemas vasculares-cerebrais; Kamillosan® (camomila), para tratamento de dermatites, e Soyfemme® (isoflavonas da soja), destinado às mulheres que sofrem com os sintomas da menopausa e que surgiu como opção para pacientes com contra-indicação ou que não desejam aderir à Terapia de Reposição Hormonal à base de estrogênio.

Sediado em Guarulhos, na Grande São Paulo, o Aché Laboratórios é a maior indústria farmacêutica nacional com 106 marcas de produtos éticos e OTC, e a primeira no ranking de geração de receituário por parte da classe médica. Possui cerca de 2.500 colaboradores e sua força de vendas é a maior do país, visitando mais de 140 mil médicos. Os produtos do Aché Laboratórios estão à venda em mais de 55 mil farmácias em todo o país.

Quem freqüenta a praia de Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, nem imagina que entre os peladeiros de final de semana está um dos donos do Laboratório Aché, o empresário Victor Siaulys. É difícil imaginar também que foi em um desses “rachões” na areia que ele fez um dos gols mais importantes em sua trajetória profissional: descobriu o que viria a ser o antiinflamatório Acheflan, previsto para estrear no mercado em julho e tido pelo grupo como um potencial campeão de vendas.

Corria o ano de 1989 quando Siaulys, dono de uma lesão recorrente no joelho, ouviu de um companheiro de time que existia uma erva milagrosa capaz de curar qualquer contusão. Bastava lambuzar o local machucado com a pasta dessa planta, que a dor desapareceria rapidamente. "Era uma maravilha", conta, hoje, o dono do Aché.

Na segunda-feira, eu estava novinho em folha”. Pois Siaulys resolveu estudar a "maravilha". Aplicou R$ 100 milhões, firmou acordo com os departamentos de pesquisa da Unicamp, USP, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade Federal do Rio de Janeiro, esperou 16 anos e, voilà, transformou a Cordia verbenacea (esse é o nome da planta) em pomada. Além de ter descoberto um remédio que poderá render faturamento anual de R$ 1 bilhão – o que na linguagem farmacêutica significa um produto "blockbuster"– Siaulys e sua empresa fizeram história.

O Acheflan é a primeira droga totalmente brasileira. Ou seja: foi desenvolvida desde a identificação da molécula na planta, passando pela descoberta do princípio ativo, até a criação do medicamento. “O trabalho deu tão certo que hoje temos doze remédios sendo pesquisados da mesma forma”, afirma Siaulys.

A descoberta de uma droga cuja base é uma planta e não uma molécula sintética coloca a empresa na rota dos fitomedicamentos, um mercado que movimenta US$ 21,7 bilhões no planeta. “É um mundo novo para as farmacêuticas brasileiras. As multinacionais do setor não sabem trabalhar com plantas. E nós temos problemas com os remédios sintéticos, pois não há uma produção de matéria-prima em larga escala por aqui”, explica Siaulys.

O Acheflan, contudo, é só uma gota no oceano de boas notícias da corporação, que tem boa parte de suas vendas de R$ 920 milhões ancoradas em remédios similares (os genéricos de marca). Uma das alternativas para financiar o crescimento na área de fitomedicamentos é lançar ações na bolsa de valores de São Paulo. Siaulys não definiu prazo nem formato da operação, mas não deverá fugir muito do tradicional. Em geral, os controladores fazem uma oferta pública de aumento de capital e diminuem, de forma igualitária, a participação de cada um na empresa.

O Aché tem tamanho, história e maturidade suficientes para lançar ações”, afirma Carlos Alberto Bifulco, consultor financeiro da BA Associados. “Mas se for ao mercado agora corre o risco de perder dinheiro”. Ele se refere à crise política do governo, que poderá mexer com o humor dos investidores e derrubar os papéis na Bovespa. “É melhor esperar um pouco mais”, sugere o consultor.

Enquanto aguarda dias melhores nos pregões, o laboratório reabre a temporada de compras no mercado e promete, em breve, adquirir um rival. Só não dá pistas sobre o nome do alvo, embora analistas do setor apostem todas as fichas na Biosintética como a mais provável presa do Aché.

Omilton Visconde Júnior, presidente da Biosintética, já havia revelado sua disposição em discutir associações com outras empresas. "Nossa ida à bolsa é uma forma de perpetuarmos a empresa e nos alinharmos ainda mais com as regras do BNDES, porque o banco tem nos dito que nós somos um agente consolidador da indústria farmacêutica no Brasil", conta Siaulys.

De fato, o BNDES elegeu os fármacos como uma das prioridades da política de desenvolvimento industrial no governo e o maior laboratório nacional tem tudo para capitanear esse movimento. A julgar pelas reformas que estão sendo feitas na única fábrica do grupo, em Guarulhos (SP), a aquisição é iminente.

A empresa vai gastar R$ 50 milhões para elevar a capacidade de produção das atuais 150 milhões para 250 milhões de unidades. "O processo deverá ser concluído no decorrer de 2007", conta Elói Bosio, presidente do Aché. Por que tanto esforço se o Aché só utiliza 70 milhões de unidades por ano? A ampliação, segundo os diretores, facilitará a incorporação de fábricas que vierem com as aquisições. A idéia é centralizar toda a produção em Guarulhos. E além das prováveis aquisições, a unidade terá que estar pronta para atender a demanda pelo Acheflan — que em 2008 será vendido também sob a forma de comprimidos. Há ainda o pedido de patentes na Europa e nos EUA. A erva de Mongaguá, quem diria, vai correr o mundo.

Depois de sete anos de estudos, investimentos de mais de R$ 15milhões e o estabelecimento de parcerias com universidades nacionais e pesquisadores de renome internacional, o Aché Laboratórios Farmacêuticos colocou no mercado em 2005 o primeiro medicamento com pesquisa e desenvolvimento inteiramente realizados no país. Batizada de Acheflan, a nova droga, um antiinflamatório à base de plantas indicado para o tratamento de tendinites crônicas e dores musculares, concretizou uma idéia que começou a ser perseguida há 20 anos por Victor Siaulys, um dos fundadores da companhia.

O empresário vislumbrou grandes possibilidades na pesquisa e desenvolvimento de medicamentos que aproveitassem a flora nacional, e hoje essa é uma diretriz da maior importância para o principal laboratório farmacêutica do país. "Os novos rumos da indústria farmacêutica serão o investimento na biotecnologia e na biodiversidade", aponta José Roberto Lazzarini, diretor médico-científico da companhia. O mercado parece mesmo promissor.

Os fitomedicamentos, feitos a partir do extrato padronizado de plantas, movimentam cerca de R$ 400 milhões por ano no Brasil e crescem a uma taxa de 15%, contra 4% dos remédios sintéticos. Seu custo de pesquisa é bem menor em comparação ao dos sintéticos, e o Brasil, na visão da empresa, tem tudo para se destacar nessa área. A começar pela maior biodiversidade do planeta - só de espécies vegetais catalogadas são 55 mil. No mundo, cerca de 39% dos produtos prescritos e industrializados são originários de plantas, e seu mercado é de quase US$ 22 bilhões.

Não foi à toa, portanto, que sete empresas internacionais procuraram o Aché com vistas a firmar parcerias em torno do Acheflan, e o medicamento começará a ser exportado. O Aché ~em a patente internacional do princípio ativo, o alfa-humulueno. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento nos últimos anos deram ao laboratório posição de destaque no segmento de fitomedicamentos. Somente a divisão responsável por esses produtos conta com verba anual de R$ 11 milhões, e além do Acheflan já lançou seis remédios.

As drogas, à base de plantas como gingko biloba, camomila e soja, são indicadas para dermatites, depressão, ansiedade e distúrbios do sono, sintomas da pós-menopausa, problemas vasculares cerebrais e rinites alérgicas. Além desses, também foi desenvolvido o Acheflan na versão aerosol. A área de P&D é segmentada em duas divisões, uma para os fito medicamentos e sintéticos e outra para estudos de novas drogas elaboradas a partir de associação de moléculas e de toxinas de animais. Juntas, as duas divisões dispõem de um orçamento anual na casa de R$ 23 milhões.

Outros R$ 8 milhões são investidos em estudos de bioequivalência para genéricos. Sempre utilizando recursos próprios, o Aché começou recentemente a lançar mão de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econõmico e Social (Bndes) para a inovação, complementando o tripé empresa-governo-academia. A empresa mantém convênios com universidades e centros de pesquisa para a criação de novas drogas.

A pesquisa e o desenvolvimento do Acheflan, por sinal, foram resultado de um trabalho conjunto com instituições acadêmicas e envolveu pesquisadores do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (Cbqba) da Unicamp, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas. O Cbqba foi parceiro na domesticação do plantio da Cordía verbenácea, a matéria-prima do remédio, e na obtenção de seu óleo essencial.

Aos catarinenses couberam os estudos pré-clínicos, que garantiram a obtenção do princípio ativo. Além da rede brasileira, o Aché mantém parceria com a empresa argentina Biosidus para desenvolvimento de produtos com recursos da biotecnologia. Graças a toda essa movimentação na área de P&D, e por considerar a proteção intelectual como fator estratégico para os negócios, a empresa possui 90 patentes registradas e mais de 30 patentes de produtos em andamento.

A história do Aché teve início em 1922, quando o médico francês Philipe Aché, em parceria com o farmacêutico João Palma Travassos, fundou o laboratório em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A mudança para São Paulo só ocorreu em 1960, com a construção de uma fábrica modesta no bairro de Santana.

O laboratório começou a se expandir em 1966, quando foi adquirido pelos atuais proprietários: Dalmiro Dellape Baptista, Antônio Gilberto Depieri e Victor Siaulys. Naquela ocasião, considerado o ano zero da empresa, o parque fabril foi modernizado e a linha de produtos ampliada. Os medicamentos Aché começaram a ganhar mercado e certos produtos lançados naquela época, como o descongestionante nasal Sorine, se mantêm como líderes de seus segmentos. A inovação está nos genes dos fundadores do Aché", diz Lazzarini.

De fato, na segunda metade dos anos 80, um lance pioneiro foi o lançamento do remédio Neodecapeptyl, dotado da tecnologia inédita de microcápsulas. Pouco tempo depois, em 1988, a companhia uniu-se à Merck Sharp & Dohme em uma joínt-venture que resultou na constituição da binacional Prodome. Três anos mais tarde, o Aché adquiriu o controle de 42% da multinacional Schering-Plough. Em 1996 as embalagens de seus medicamentos foram adaptadas para impressão em braile, uma inovação em todo o mercado.

Em 2005 o laboratório anunciou a integração com a Biosintética Farmacêutica, tradicional indústria do setor, com 20 anos de atuação e faturamento de R$ 684 milhões. Assim como o Aché, a Biosintética é um dos laboratórios que mais investe em inovação no Brasil e é um dos líderes em remédios cardiovasculares. Com sua aquisição, o Aché passou a oferecer medicamentos para todas as vertentes terapêuticas e tornou-se o maior laboratório farmacêutico da América do Sul. A soma dos faturamentos do Aché e da Biosintética gira em torno de R$ 1,6 bilhão. Com instalações projetadas pelo arquiteto Ruy Othake, o Aché conta com um parque industrial altamente automatizado.

Os sistemas de controle e produção são totalmente informatizados, o que garante a rastreabilidade dos insumos desde que entram na empresa até o momento em que o medicamento está pronto. Outro fator decisivo para o sucesso da empresa é a atuação de sua força de vendas, uma das maiores do segmento farmacêutico no país, presente em 65% dos municípios brasileiros. Ela é responsável pela venda de um portfólio composto por 105 marcas e 240 opções terapêuticas.


O Brasil possui uma flora extraordinária, sendo o país dono da biodiversidade mais elevada do mundo. Entretanto, tem hoje apenas um medicamento baseado na sua flora nativa. Isso representa a perda de geração de cerca de US$ 5 bilhões ao ano por não conseguir transformá-la em remédios.

O valor é a diferença entre o montante movimentado pelo pequeno mercado brasileiro de fitoterápicos e por mercados estrangeiros como o francês, o japonês e o alemão. Estes países estrangeiros têm uma biodiversidade muito menor que a brasileira, mas tiveram sucesso na transformação de moléculas de plantas em medicamentos. O mercado mundial de fitoterápicos envolve hoje cerca de US$ 44 bilhões, segundo a consultoria Analize and Realize, que atende algumas das maiores indústrias farmacêuticas do mundo.

O contrário ocorre no Brasil, já que até hoje, só um fitoterápico baseado na flora brasileira foi desenvolvido em território nacional. Trata-se do anti-inflamatório Acheflan, concorrente do Cataflam. Segundo a Associação Brasileira de Empresas do Setor Fitoterápico, não existem dados oficiais sobre o tamanho desse mercado no Brasil. As estimativas variam entre US$ 350 milhões e US$ 550 milhões.

Os pesquisadores acreditam que o país, por ser dono da maior biodiversidade do planeta, deveria ter um papel de liderança na área. E relatam dificuldades para acessar a flora do país devido às leis contra a biopirataria que acabam por burocratizar excessivamente os trabalhos.

Além do Acheflan, há mais de 420 fitoterápicos registrados na Anvisa, de 60 plantas diferentes. Apenas dez são de plantas nacionais – e os medicamentos não foram desenvolvidos em solo brasileiro.

A planta da qual foi elaborado o anti-inflamatório Acheflan, comercializado desde 2005 pelo Laboratório Aché, é a erva-baleeira (Cordia verbenacea), típica da mata atlântica. Ele é usado como pomada e acabou ultrapassando o Cataflam.

O Laboratório Aché, que é uma empresa brasileira, ficou com a patente do princípio ativo e os cientistas receberam pelo serviço. Todo o trabalho foi feito em sigilo, sem publicação das conclusões parciais em revistas científicas...


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