domingo, 6 de agosto de 2017

Ácido Oleico Para Que Serve,Benefícios e Dicas


O ácido oleico é mais conhecido como ômega 9 e é um ácido graxo monoinsaturado, estando presente na gordura da maioria dos alimentos. Quer aprender mais sobre ele? Então vem conferir! Para Que Serve o Ácido Oleico? Onde podemos Encontra-lo?

Excelentes perguntas, não é mesmo? Então, o ácido oleico é um ótimo substituto das gorduras saturadas quando alguém decide começar uma dieta saudável. Encontramos ele no abacate, nas sementes, nos óleos vegetais prensados a frio como o de cártamo, o de amêndoas e o de girassol, e também nas nozes.

Ele também é muito utilizado em temperos prontos para fazer assados, em manteigas, em queijos, em doces, em sorvetes e até mesmo nos refrigerantes!

5 Benefícios do Ácido Oleico Para a Saúde

Que tal conhecer 7 vantagens maravilhosas que o consumo do ácido oleico pode trazer para a sua saúde? Veja a lista a seguir:

1 – Ajuda no Controle do Diabetes

Em um estudo desenvolvido na Universidade de Oxford pesquisadores irlandeses descobriram que quando um paciente aposta em uma dieta rica em ácido oleicoseus níveis de glicose no sangue melhoram muito, assim como também melhora a sua sensibilidade à insulina e a circulação do seu sangue como um todo. Sendo assim, pessoas que tem diabetes ou que estão na fase de pré-diabetes podem se beneficiar do consumo de ácido oleico para controlar a doença de uma vez por todas!

2 – Melhora as Funções Cerebrais

Em pesquisa recente constatou-se que quanto mais gordura monoinsaturada no sangue (no caso de ácido oleico) mais extrovertida e aberta é a pessoa, ou seja, entende-se que os níveis de gordura positiva presentes no cérebro garantem a qualidade das funções cerebrais.

3 – Ajuda na Comunicação Cerebral

Talvez você nunca tenha ouvido falar da mielina, mas ela é uma cobertura que serve para cobrir os nervos, que são enfim as ramificações dos nossos neurônicos. Sua composição é feita basicamente de gordura e proteína, sendo que o ácido oleico é a gordura mais comum encontrada nela. A mielina é muito importante justamente porque o invólucro que ela faz ao redor dos nervos é o que permite a sua comunicação e se ela for danificada o cérebro começa a sofrer na execução de suas funções!

4 – Garante o Metabolismo do Coração

O ácido oleico se associa ao armazenamento de energia do coração, o que permite que esse órgão funcione de maneira saudável e natural, justamente porque conta com esse depósito de gordura, que é o seu principal combustível. Sabe-se que pessoas e animais que sofrem de insuficiência cardíaca não são capazes de processar e armazenar a gordura adequadamente, o que atrapalha a eficiência do coração.

5 – Ácido Oleico Ajuda na Queima de Gordura

O ácido oleico também tem a capacidade de normalizar a queima da gordura no organismo, de acordo com muitos estudos. Esse óleo aumenta a quantidade de genes envolvidos na queima de gordura, fazendo com que ela seja usada para as funções do organismo, o que invariavelmente acaba acelerando a perda de peso e resultando em emagrecimento!

fonte

https://www.dietaeboasaude.com.br/acido-oleico-para-que-serve/

sábado, 5 de agosto de 2017

Causas da queda de cabelo


A falta de vitamina B12, assim como de muitos outros nutrientes, pode provocar queda de cabelo. No entanto, a principal causa de perda dos fios é emocional e o controle de quadros de estresse e ansiedade costuma ser a melhor forma de interromper casos de queda de cabelo não provocados por doenças.

Diversas pesquisas mostram que cabelo e auto-imagem estão intimamente ligados. Se você está percebendo uma perda de cabelo anormal e prolongada, então você deve visitar o seu médico. Se você está curiosa sobre as causas da perda de cabelo, aqui estão 10 causas da perda de cabelo em mulheres, e como tratá-las.

1. Carências Nutricionais
Um dos sintomas da deficiência de vitamina D é a perda de cabelo. Para aumentar a sua produção de vitamina D, tome mais sol mas sem exagero por favor. A falta de exposição aos raios solares leva à deficiência desta vitamina. No entanto, se não for possível, complete com suplemento de vitamina D. As deficiências do aminoácido lisina, de cobre , vitamina B12, ferro, biotina e zinco, também podem causar a perda de cabelo. Além disso, o consumo adequado de proteínas é fundamental para que o corpo possa dispor dos aminoácidos necessários para a formação de queratina e consequentemente cabelos.

2. Desequilíbrio hormonal ligado ao estilo de vida e envelhecimento

Os níveis de alguns hormônios a partir dos 30 anos pode acarretar a perda de cabelo. A diminuição de estrógenos, progesterona e hormônio do crescimento pode acelerar esta queda.

O hormônio do crescimento é diretamente ligado ao estilo de vida. Pessoas com excesso de peso, sedentárias, fumantes,que ingerem grandes quantidades de carboidratos refinados e que dormem mal, possivelmente terão níveis mais baixo deste hormônio. Portanto, o estilo de vida está intimamente ligado com a qualidade do seu cabelo.

Outros problemas hormonais que podem causar queda de cabelo em mulheres:

Problemas de tireoide – A tireoide influencia o ciclo de crescimento do cabelo. Mas, quando alguém tem um problema de tireoide, perda de cabelo não é o único sintoma. Outros sintomas incluem ganho ou perda de peso, sensibilidade ao frio ou calor, e as mudanças na frequência cardíaca.

SOP – Na síndrome dos ovários policísticos (SOP) ocorre um desequilíbrio hormonal elevando os níveis de andrógenos acima do normal. Isso faz com que o cabelo a cresça no rosto e no corpo, enquanto o cabelo na cabeça cresce mais fino. A SOP também pode levar a problemas de ovulação, acne e ganho de peso.

Gravidez – Os fios de cabelo ficam mais grossos durante a gravidez, devido aos altos níveis de hormônios que mantêm os cabelos e evitam que caiam como eles normalmente fariam. Mas depois que o bebê nasce, os hormônios voltam ao normal e estes fios caem. O cabelo volta ao normal, embora isso possa levar até dois anos.

Anticoncepcionais – Um dos efeitos colaterais da pílula é a perda de cabelo por causar o afinamento dos fios de cabelo, especialmente em mulheres com história familiar de perda de cabelo. Outras drogas associadas à perda de cabelo são medicamentos para o tratamento da hipertensão arterial, doenças cardíacas, artrite e depressão.

Estresse extremo / Fadiga Adrenal Crônica ou Aguda

Estresse agudo ou crônico com alterações no cortisol para cima ou para baixo pode causar a perda de cabelo, podendo durar por vários meses. É importante sabermos como relaxar e descansar. Minimizando o estresse você vai reduzir suas chances de experimentar a perda de cabelo. Você pode tentar técnicas de meditação, relaxamento, banho de aromaterapia ou procurar ajuda profissional.

Tanto cortisol alto ( fadiga adrenal aguda) como baixo ( fadiga adrenal crõnica) podem levar a queda de cabelo. A melhor forma de avaliar a liberação de cortisol é pela análise deste hormônio na saliva ao acordar. Idealmente ele deve estar próximo ao limite superior da normalidade. Lembrando que o uso de pílulas anticoncepcionais aumentam falsamente o cortisol quando se faz a dosagem no sangue.

4. Produtos para cabelo com agentes químicos tóxicos

O Lauril Sulfato de Sódio (LSS) é encontrado em quase todos os shampoos disponíveis nas lojas. Além de ter efeitos tóxicos sobre o sistema imunológico, o LSS corrói os folículos capilares e impede o crescimento do cabelo. Há shampoos disponíveis feitos a partir de ingredientes naturais que não contêm LSS. Vá devagar com a tintura de cabelo também. O excesso de tratamento pode levar à perda de cabelo devido aos produtos químicos tóxicos encontrados nas tinturas e produtos para os cabelos.


5. Perda de peso extrema e dietas radicais

Você pode perder peso com uma dieta radical, mas você também pode perder seu cabelo! Se você perder mais de 10% do peso em 1 mês, a chance de perder cabelo por deficiência nutricional aumenta muito. No entanto, o cabelo deve voltar a crescer depois que você voltar a comer uma dieta saudável e equilibrada. Se a sua dieta é deficiente em vitamina A, zinco ou proteína, você estará mais propensa a perder cabelos.

6. Penteados apertados

Embora trancinhas pareçam legais, tenha em mente que quando você tirá-las, uma quantidade considerável de cabelo pode cair também. Se você usar o cabelo puxado para cima com força ou usar rolos, isto pode levar à perda de cabelo. Portanto, relaxe e deixe o seu cabelo para baixo, para ele voltar a crescer.

7. Efeitos colaterais dos tratamentos de câncer

É sabido que tanto a quimioterapia e terapia de radiação provoca uma dramática perda de cabelo. Enquanto o tratamento mata as células cancerosas, também prejudica os folículos pilosos. No entanto, a perda de cabelo é geralmente de curta duração e o cabelo cresce novamente após o fim do tratamento.

8. Condições médicas

Algumas condições médicas podem causar queda de cabelo. Por exemplo:

Psoríase do couro cabeludo – Psoríase do couro cabeludo, quando grave, pode causar um aumento na queda de cabelo. No entanto, o crescimento do cabelo pode se recuperar após um tratamento eficaz. Embora a psoríase do couro cabeludo seja difícil de tratar, há muitos tratamentos que são eficazes.

Alopécia Areata – Esta é uma doença auto-imune que faz com que o cabelo caia para fora dos folículos. Isto é devido ao próprio sistema imune do corpo, que, por engano, ataca folículos pilosos saudáveis. Normalmente, o dano não é permanente e os cabelos voltam a crescer de seis meses a um ano. É somente em casos raros que as pessoas podem perder todo o cabelo em sua cabeça e os pelos do corpo.

A foliculite – foliculite aparece com anéis de inflamação em torno da abertura do folículo piloso. Quando a foliculite avança o cabelo muitas vezes cai. Na foliculite grave, pode haver destruição permanentemente dos folículos pilosos, deixando pequenas áreas calvas. Alguns antibióticos tópicos como a bacitracina, micitracina, ou neomicina podem ser utilizados para tratar a foliculite leve. Para infecções mais graves, antibióticos orais são indicados, tais como eritromicina.

Micose – A micose faz com que o cabelo caia e forme manchas circulares pruriginosas. Áreas calvas ficam escamosas e vermelhas. O fungo é contagioso por contato direto. Alguns tipos de infecções micóticas se resolvem por conta própria e por isso não é necessário tratamento. Se o tratamento for necessário, a griseofulvina pode ser utilizada.

Dermatite seborreica – É uma condição da pele, mas a perda de cabelo temporária pode ocorrer se a dermatite for localizada sobre o couro cabeludo. A dermatite escamosa aparece, às vezes oleosa e inflamada. Ele também pode produzir pruridos e dor ao toque. Alguns dermatologistas prescrevem antibióticos para controlar a flora da pele, o que pode reduzir a inflamação. A inflamação pode ser tratada por um creme ou loção corticosteroide para controlar a resposta imune. Dermatite seborreica pode ser muito persistente uma vez que ocorre por isso, é importante que o tratamento seja continuado, mesmo quando os sintomas tenham passado, a fim de impedi-lo de retornar.

Doenças auto imunes como Lupus


9. Envelhecimento

À medida que envelhecemos, a taxa na qual o cabelo cresce, fica mais lenta. Fios de cabelo ficam menores e têm menos pigmento, o cabelo se torna mais fino e cinza o que tende a piorar com a ausência de inúmeros hormônios com estrogênios, progesterona, testosterona e hormônio do crescimento , má absorção de vitaminas do complexo B e D, carências nutricionais em função da diminuição do apetite que é secundária a queda do metabolismo basal que diminui com a perda de massa muscular ao envelhecermos. Ou seja , todos fatores podem ser prevenidos com a devida suplementação de vitaminas e hormônios.

10. Genética

Perda de cabelo hereditária afeta cerca de 30 milhões de mulheres americanas, de acordo com a Academia de Dermatologia América. Embora ocorra principalmente na casa dos 50 ou 60 anos, isso pode acontecer a qualquer momento, mesmo durante a adolescência.
Quando perceber os primeiros sintomas, procure seu médico!

fonte

http://saude.ccm.net/faq/6653-deficiencia-de-vitamina-b12

http://www.robertofrancodoamaral.com.br/blog/10-causas-da-perda-de-cabelo-em-mulheres-e-como-evita-las/
http://www.chegadequeda.com.br/65-causas-da-queda-de-cabelo-feminino-e-masculino/

Água Alcalina e Benefícios


Como preparar água alcalina e quais são os seus benefícios?

Você já ouviu falar na água alcalina? Saiba do que se trata e entenda quais benefícios ela pode oferecer para a nossa saúde neste artigo

A água alcalina é um tipo de água ionizada que atua como um potente e natural antioxidante, com a capacidade de ajudar o organismo a eliminar resíduos ácidos que o processo natural de digestão produz.

Este tipo de água tem um ORP negativo, um antioxidante muito potente que, graças à produção de íons hidroxilas, favorece a produção de oxigênio, ajudando a combater os radicais livres e corrigindo, por sua vez, o balanceamento de ácido/base do corpo, regenerando as células e combatendo diferentes sinais do envelhecimento.

A água alcalina funciona como um antiácido natural que ajuda a neutralizar os níveis de acidez no corpo, prevenindo o desenvolvimento de muitas doenças e combatendo problemas comuns como o refluxo ácido.

Como preparar uma água alcalina?

Em geral é recomendável comprar tabletes para adicionar à água e dessa forma obter uma água alcalinizada. A outra opção é comprar máquinas que transformam a água da torneira em alcalina. Porém, este tipo de método costuma ser pouco acessível para a maioria das pessoas, por isso queremos compartilhar três truques caseiros para preparar uma água alcalina. Confira:

Primeiro método

Uma forma de alcalinizar a água é usando dois recipientes. Um deles encheremos com água e depois colocaremos essa água no outro recipiente vazio até uma boa altura. Quando a água cai ela forma bolhas, e isso permite gerar um bom nível de alcalinidade depois de repetir o processo por oito ou mais vezes. A água que usaremos deve ter um pH de 7,2 e este método nos permitirá aumentar esse pH em pelo menos 5 décimos, que ainda que não seja muito, é bom para alcalinizar o corpo.

Segundo método

O segundo método para obter água alcalina caseira é ferver a água durante 5 minutos. Depois disso, a água passará de um pH de 7,5 para um de 8,4, o que efetivamente alcalinizará nosso corpo. Alguns dizem que é preciso tomar quente, mas o fato é que quando esfria ela continua conservando a alcalinidade.

Terceiro método

O último método caseiro que podemos fazer para alcalinizar a água é adicionar meia colher de chá de bicarbonato de sódio em um copo de água. Com isso a água passará de um pH de 7,2 para um de 7,9. Considere que para ser considerada alcalina a água deve superar um pH de 7,3, e a partir dali quando mais subir, mais alcalina será (ainda que, obviamente não devamos nos exceder).

Quais são os benefícios de tomar água alcalina?

Contribui para a boa digestão


Tomar água alcalina promove a eliminação de toxinas e evita que voltem a se acumular. Desta maneira, ela se encarrega da eliminação de rejeitos de nosso organismo e previne diferentes doenças. É recomendável para os casos de diarreia crônica, para a indigestão, as doenças do estômago e intestino e a prisão de ventre. Além disso, favorece a digestão dos alimentos e neutraliza a hiperacidez gástrica, origem das gastrites e úlceras duodenais.

Previne doenças

O consumo de água alcalina pode prevenir doenças frequentes como a diabetes, asma bronquial, dermatite, hepatite, artrite crônica reumática, colesterol alto, síndrome de Meniere, insônia, obesidade, dores nas costas, neuralgias, doenças do climatério, disenteria crônica, entre outras.

Previne o envelhecimento precoce


O acúmulo de toxinas em nosso organismo faz com que se reduza a regeneração celular, o que por sua vez causa o envelhecimento precoce. A água alcalina, ao promover a eliminação dessas toxinas e rejeitos, promove uma boa oxigenação das células e previne o envelhecimento. Além disso, também combate os radicais livres, que são causadores de doenças e do envelhecimento precoce.

Combate a retenção de líquidos

Tomar água alcalina com frequência nos ajuda a purificar nosso corpo, fazendo uma desintoxicação eficaz para eliminar todos os resíduos ácidos, rejeitos e toxinas que afetam a saúde de nosso organismo e causam problemas como a retenção de líquidos. Ao promover um equilíbrio do pH de nosso corpo, as células não terão a necessidade de reter líquidos para lutar contra a acidose, e colocarão o metabolismo para funcionar.

Previne a osteoporose

Beber água mineral alcalina promove a eliminação de resíduos sólidos como o ácido úrico e os nefrólitos através da urina, ajudando a prevenir os problemas como a osteoporose, já que sua ação permite liberar o cálcio que estava preso em ditos resíduos, devolvendo o pH alcalino ao nosso sangue.

FONTE

https://melhorcomsaude.com/preparar-agua-alcalina-beneficios/

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Própolis: benefícios de um remédio promissor



Sempre observei a minha avó paterna fazendo uso do própolis em gotas e recomendando que os outros fizessem o mesmo... "o própolis combate bactérias e fungos; combate inflamação; ajuda na cicatrização; alivia problemas respiratórios, dor de garganta, tosse e outros sintomas da gripe até mesmo a febre; melhora a pele, as unhas, os dentes, os ossos, o cabelo, até mesmo a vista melhora... Eu não fico sem. Antes de acabar o meu eu já compro outro", sempre diz a minha vó Augusta. Também o meu avô materno fez uso do própolis e do mel como alimento e como remédio. Sempre recomendando o uso aos amigos e familiares. Tanto que gostou das riquezas da colmeia que, por algumas vezes, meu vô Jair se saiu muito bem como apicultor amador.


Na rotina agitada de uma colmeia, a saúde é uma das prioridades do grupo. Por isso, as abelhas gastam boa parte da sua energia coletando resinas na vegetação ao redor para produzir um poderoso remédio, a própolis. As operárias vedam todas as frestas com esse preparado para aproveitar o melhor de suas propriedades físicas e biológicas. A própolis isola o ambiente interno a fim de manter a temperatura ideal, impedir a entrada de vento e chuva e blindar a área contra bactérias, vírus e fungos capazes de colocar em risco a vida dos insetos.

O ser humano, esperto, notou há séculos que poderia tirar proveito do composto em nome do seu próprio bem-estar. Desde o Egito antigo ele é utilizado como antisséptico, no tratamento de feridas e inclusive na conservação dos corpos. O famoso ritual de mumificação, aliás, guarda semelhanças com o que é praticado ainda hoje pelos enxames. “Se não é possível remover uma abelha morta de dentro da colmeia, as outras a embalsamam para preservar a saúde de todas”, revela o biólogo e imunologista José Maurício Sforcin, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, no interior de São Paulo.

Mesmo com um histórico respeitável de uso, que lhe rendeu o posto de medicamento natural, a própolis só entrou pra valer na mira da ciência nos últimos 20 e poucos anos – e isso se deve, em parte, ao seu crescente apelo popular. O consumo mundial gira em torno de 2,3 mil toneladas por ano, de acordo com levantamento feito pela Market Research Future.

O Brasil ocupa um lugar de destaque nessa história. Somos o terceiro maior produtor da resina, atrás apenas da Rússia e da China. Aqui a produção de própolis dura o ano inteiro. Uma vantagem e tanto, se considerarmos que, em outros climas, as abelhas só fabricam o preparado no verão e na primavera. Além disso, uma das espécies de abelha mais comuns em terras brasileiras, a Apis mellifera, é uma excelente produtora e, de quebra, super-resistente.

O Brasil também é a bola da vez por causa das variedades que abriga e coloca no mercado: são 13 já catalogadas, divididas em três categorias até o momento. Além da clássica, de coloração marrom, existem as versões verde e vermelha, exclusivas daqui.

Cada tipo tem uma composição química distinta. “Por definição, própolis é um material que as abelhas produzem usando a própria cera e resinas de diferentes plantas”, descreve o biólogo Masaharu Ikegaki, professor da Universidade Federal de Alfenas, em Minas Gerais. Ou seja, o que muda na constituição são os ingredientes obtidos na vegetação próxima às colmeias. Desse modo, a diversidade botânica faz com que as propriedades terapêuticas variem de uma versão para outra.


Se você já usou própolis alguma vez na vida (seja via spray, seja por gotinhas diluídas em água), é bem provável que tenha sido para aliviar alguma dor ou infecção na garganta. E tem fundamento. Estudos clássicos da década de 1990 mostraram que a substância combate bactérias responsáveis por doenças nas vias respiratórias. Até as bactérias do estômago saem perdendo. Um experimento feito por cientistas turcos ano passado constatou que o extrato de própolis é capaz de inibir o crescimento da Helicobacter pylori, causadora de gastrite, úlcera e câncer de estômago.

O poder antimicrobiano dessa resina brilha também contra a cárie dental. Em alguns trabalhos, ela inclusive superou estratégias convencionais para coibir a reincidência da bactéria. “A própolis controla o micro-organismo inibindo os chamados fatores de virulência, isto é, os polissacarídeos, que colam a placa bacteriana, e os ácidos, que desmineralizam o dente”, explica o farmacêutico Pedro Luiz Rosalen, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Assim, a prevenção do problema tende a ser mais duradoura.

O uso da própolis sobre a pele é outra aplicação das antigas que deixou de ser considerada mera simpatia de vovó. Em estudo realizado com pessoas internadas na Unidade de Queimados do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, no interior paulista, um gel à base da resina se mostrou bastante proveitoso para a recuperação da pele.

Na experiência, o produto desenvolvido pela farmacêutica Andresa Berretta, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa Apis Flora, foi comparado com uma pomada tradicionalmente empregada em queimaduras. Ao final, o gel de própolisobteve o menor tempo de cicatrização. “Ele apresenta um potente efeito analgésico, anti-inflamatório e cicatrizante”, resume Andresa. A renovação mais rápida da derme é atribuída aos flavonoides do composto, que contraem o espaço da lesão e estimulam a formação de novas células.

Por falar em pele, aqueles hóspedes indesejados que adoram se instalar nela e em outros tecidos do corpo, os fungos, que se cuidem. Surgem novas evidências de que a própolis bota esses micro-organismos para correr. Em análises de laboratório, pesquisadores do Irã testaram a resina ante outros extratos herbais e antibióticos em amostras de cândida, fungo reconhecido por encrencas na pele, na boca e na vagina. O saldo foi positivo para a própolis, embora ainda seja preciso validar os resultados em seres humanos.

Até pouco tempo, os cientistas não sabiam como a própolis derrotava esse bando de micróbios. Mas uma descoberta brasileira esclareceu parte da questão. Ao colocar o produto das abelhas em contato com exemplares de cândida, um grupo de pesquisadores de várias instituições observou que ele induz a apoptose (uma espécie de suicídio) das células do fungo. Em outras palavras, a própolis ativa uma armadilha para o inimigo não se alastrar.

Os compostos fenólicos presentes na resina, em especial os flavonoides, merecem destaque no papel de prevenção e combate a inflamações e infecções. Isso porque anulam radicais livres, moléculas que, em excesso, fragilizam o organismo. Todos os tipos de própolis possuem essa ação antioxidante, mas a carga das substâncias pode variar bastante de um tipo de extrato para outro.

No páreo entre as variedades conhecidas, a própolis verde é a que mostrou ter o maior potencial antioxidante até o momento. Talvez isso explique um achado recém-divulgado por estudiosos da Universidade de Kyushu, no Japão, e do Hospital da Província de Qinghai, na China. A própolis verde brasileira, como é conhecida internacionalmente, seria capaz de proteger os neurônios. Ao reduzir o estresse oxidativo no cérebro, levanta-se a hipótese de que ela ajude a nos resguardar de males como o Alzheimer.

Defesas turbinadas

De fato, uma das proezas mais estudadas das própolis marrom, verde e vermelha é a capacidade de impulsionar o sistema imune. Não existe um consenso sobre qual componente é responsável por isso, mas tudo leva a crer que ocorre uma interação entre um mix de substâncias da resina e dois tipos de células de defesa, os macrófagos e os neutrófilos, que fazem uma faxina pelo organismo. “As pesquisas mostram que há um aumento na produção de anticorpos e da atividade de células envolvidas na resposta imunológica em animais e seres humanos”, conta o professor Sforcin.

Esse apoio à imunidade tem outra atuação nada desprezível. O extrato de própolis apresenta propriedade anti-inflamatória sem os efeitos colaterais dos medicamentos para essa finalidade. “É uma ação diferente de tudo que está no mercado hoje”, afirma Rosalen. “Quem tem artrite reumatoide ou lúpus, por exemplo, não pode utilizar anti-inflamatórios por tempo prolongado devido ao risco de problemas renais, gástricos… A própolis poderá ser uma alternativa no futuro.” É claro que as pesquisas nesse contexto precisam avançar muito antes de o composto virar prescrição médica. Mas os resultados até aqui animam.

Agora, o campo mais promissor de pesquisas com própolis envolve seu poderio anticâncer. Ele é alvo de um número ascendente de estudos feitos com culturas de células em laboratórios de diversos cantos do planeta. Os experimentos revelam que o produto das abelhas inibe o crescimento de células cancerosas e até ajuda a reduzir a extensão de tumores de mama, fígado, próstata, pulmão, entre outros.

Um dos trabalhos que mais chamam atenção na área foi desenvolvido pela patologista Yahima Frión, da Universidade de Havana, em Cuba, numa parceria com a equipe de Sforcin, da Unesp de Botucatu. Células de um tipo de câncer de pulmão foram incubadas com a própolis verde brasileira. Nas primeiras 48 horas de contato, o extrato evitou a proliferação e também aumentou a taxa de apoptose das unidades doentes.

Yahima, porém, é cautelosa quanto às conclusões. “A própolis tem potencial para melhorar a qualidade de vida de pessoas com câncer. No entanto, são necessários estudos em pacientes com a condição para comprovar o benefício”, ressalta.

Pelo andar da ciência, é provável que, no futuro, o extrato da substância renda princípios ativos contra a doença e que sirvam de alternativa a agentes quimioterápicos. Na Universidade Médica da Silésia, na Polônia, estudiosos observaram que amostras de tumor de próstata são sensíveis à ação da própolis verde brasileira – ela estimulou a morte das células defeituosas sem afetar as sadias.

Durante as análises para investigar os ingredientes por trás do benefício, os experts identificaram três substâncias anticâncer mais promissoras: o ácido cafeico, o artepillin C e a galangina, nomes complicados que devem ganhar os holofotes no meio científico daqui em diante. O próximo passo é isolar cada um deles, testá-los novamente e, se o resultado for positivo, pensar na criação de um fármaco a ser avaliado em gente de verdade.

Embora boa parte das indicações da própolis careça de mais chancela científica e de testes clínicos – a última etapa necessária para uma substância virar um tratamento médico confiável -, muitos países já fazem uso massivo da resina na prevenção de doenças. “Os japoneses a consomem como profilático diariamente para combater os radicais livres”, ilustra o farmacêutico Jairo Bastos, professor da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

Na Romênia, a apiterapia – uso terapêutico de produtos da abelha – está colada à cultura do país. A capital Bucareste abriga, desde 1984, o primeiro centro clínico de apiterapia do mundo. Lá, o extrato de própolis tem status de medicamento.

Remédio ou alimento?

No Brasil, o produto é classificado como um alimento funcional. Por isso, não existem dosagens estabelecidas de quanto é indicado consumir. Estudos apontam, porém, que 30 gotas de extrato por dia são o suficiente para fortalecer o organismo e prevenir chabus. Se uma dor de garganta tomar conta do pedaço, por exemplo, a recomendação seria consumir 30 gotas quatro vezes ao dia. No caso de crianças, a medida é uma gota por quilo, fracionando a quantidade em três ou quatro vezes ao dia. Para os pequenos, é indicado o extrato aquoso, sem álcool na composição. Em todas as situações, porém, é prudente consultar o médico antes de incluir a própolis no dia a dia – sobretudo para evitar interação com alimentos e medicamentos.

Outro lembrete: prefira sempre a versão orgânica dos produtos, que é mais segura. “Ela não está contaminada por metais pesados, originários de pregos usados nas caixas das colmeias, nem apresenta resíduos de agrotóxicos”, justifica o engenheiro agrônomo Severino de Alencar, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, em Piracicaba, no interior paulista. Selos das agências reguladoras, caso do Ministério da Agricultura, também devem constar no rótulo. São as garantias de que a poderosa mistura vinda das colmeias é a mais natural e vantajosa possível.

Grãos de Própolis produzidos pelas abelhas

Os tipos de própolis

Verde

Aclamada pelo mercado estrangeiro, a própolis verde é típica do Brasil e alvo de inúmeras pesquisas. O sucesso se deve ao seu alto poder antioxidante. Além de regular o sistema imune, tem efeito antimicrobiano e anticâncer.

Vermelha

Comum no Nordeste, é rica em componentes anti-inflamatórios, que ajudam a conter os estragos causados por micróbios. Tem se saído bem em experiências com células cancerosas. Isso já faz dela o tipo mais caro e cobiçado pelo mercado.

Marrom

A própolis com essa tonalidade, mais presente no Sul do Brasil, é semelhante à variedade europeia. É tradicional nas farmácias, embora seja menos estudada entre as três versões aqui. Destaca-se pelas atividades antioxidante e antimicrobiana.

Fábrica de própolis

Depois de coletada nas colmeias, a resina pode demorar até seis meses para virar extrato

1. As abelhas preparam o composto e o usam para tapar as frestas da caixa da colmeia. Assim, o apicultor tem que, periodicamente, remover esse material para que o enxame produza mais.

2. A própolis bruta que foi coletada é macerada em uma solução solvente. Existem variações de empresa para empresa, mas, geralmente, se utiliza álcool de cereais durante essa etapa do processo.

3. O preparado de própolis com solvente fica em repouso de um a seis meses para que os princípios ativos sejam transferidos para aquele líquido.

4. Só então a solução passa por uma centrifugação, que separa o extrato. O resíduo restante é a borra, dispensada. Enfim, a própolis está pronta para embalar.


Outras riquezas da colmeia

Mel

É a substância em maior abundância na colmeia, já que é fabricada para ser o alimento das abelhas operárias. De flor em flor, elas sugam o néctar e transformam isso em um carboidrato, que é sua grande fonte de energia.

Geleia real

No sistema da colmeia, o produto mais nobre é o que alimenta a rainha. Esse é o papel da geleia real. Ela é, na verdade, uma secreção produzida pelas abelhas riquíssima em proteína, capaz de tornar a rainha muito maior e mais resistente que as demais.

Diferentes produtos à base de própolis

Extrato

A versão clássica da própolis ainda tem o melhor custo-benefício. Além da versão em álcool, estão disponíveis extratos secos e em água, boas opções também para crianças.

Cápsulas

Eis uma alternativa para quem não é chegado ao sabor acentuado. Apesar de serem mais caras, concentram altas doses da substância.

Enxaguante bucal

Estudos indicam que produtos com própolis reduzem o risco de cárie e problemas na gengiva. Só veja com o dentista se você pode usar aqueles com álcool na fórmula.

Pasta dental

Mais uma maneira de se valer do composto em prol dos dentes e companhia, os cremes aliam a própolis à ação protetora do flúor.

Gel cicatrizante

É bem-vindo para tratar feridas e queimaduras. De efeito anti–inflamatório, o gel acelera profundamente a cicatrização da pele.

Mel

Outra forma clássica de conciliar dois produtos bacanas das abelhas. Mas há que se prestar atenção na quantidade de própolis no mel. Quem tem diabete ou está acima do peso precisa ficar de olho nos açúcares.

Spray

É o queridinho para combater as dores de garganta. O efeito bactericida da própolis com as propriedades emolientes do mel formam uma dupla e tanto. Se você for diabético, fique esperto com o teor de açúcar.

Manual do bom uso

Ao comprar

Para distinguir um produto de qualidade assegurada daquele de fundo de quintal, o consumidor deve ficar atento ao rótulo. É fundamental constar, na embalagem, o selo de registro do item no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Ao usar

Em geral, o consumo do extrato deve ser diluído em água para ficar mais palatável. Profissionais sugerem tomar logo pela manhã, ainda em jejum, para evitar a interação dos compostos fenólicos presentes na própolis com outros alimentos.

Para conservar

A própolis deve ser mantida em local fresco e ao abrigo da luz, principalmente na forma de extrato alcoólico. Fique atento também à data de validade caso só faça uso em situações como dor de garganta.

FONTE

https://www.tuasaude.com/propolis/

http://saude.abril.com.br/alimentacao/o-que-e-propolis-beneficios/

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Reabilitação perineal


Exercício íntimo combate incontinência e problemas sexuais no pós-parto; conheça técnica. Reabilitação perineal é prescrita de forma rotineira a mulheres no pós-parto na França. No Brasil, acesso a técnica ainda é limitado, mas interesse tem crescido.


Exercício íntimo combate incontinência e problemas sexuais no pós-parto; conheça técnica

Fontes de grande desconforto e constrangimento após o parto, a incontinência urinária, a incontinência fecal e o prolapso dos órgãos pélvicos – problema também conhecido como “bexiga caída” – podem ser tratados e até prevenidos por meio de exercícios simples, orientados por um fisioterapeuta: é a chamada reabilitação perineal.

A técnica, recomendada rotineiramente em países como França, Holanda e Bélgica, ainda é pouco conhecida no Brasil.

O períneo é o conjunto de músculos que ficam na base da pelve e sustentam, na mulher, a uretra a vagina e o ânus, além da bexiga e do útero. Esses músculos têm um papel fundamental no controle da urina e das fezes, nas relações sexuais e no nascimento dos bebês. É justamente na gravidez, quando a mulher passa a carregar um peso extra no ventre, que a sobrecarga pode levar a esses problemas.

Durante e após a gravidez

A técnica pode ser feita durante a gestação e após o parto. Durante a gravidez, envolve principalmente exercícios de contração e relaxamento do períneo com o auxílio de um instrumento que, introduzido na vagina, detecta os movimentos dos músculos. O objetivo é fortalecer os músculos da região para que ele suporte o peso extra do bebê e não se danifique. É indicado tanto para mulheres que pretendem fazer parto normal quanto cesárea.

Para quem busca o parto normal, a rotina também inclui técnicas de alongamento dos músculos da vagina. Uma delas é a massagem perineal, que pode ser feita manualmente pelo fisioterapeuta, pela própria paciente e até por seu parceiro. A outra é o uso do Epi-No, um balão de silicone conectado a uma bomba de ar que é introduzido na vagina. Ele é inflado de forma gradual para simular a passagem do bebê pelo canal vaginal e possibilitar que a mulher treine a força que terá de fazer durante o parto.

Cerca de um mês e meio depois do nascimento do bebê, a reabilitação é prescrita de forma personalizada, mas pode envolver os mesmos exercícios de contração e relaxamento, além de uma técnica de eletroestimulação, que serve para “acordar os músculos”.


Exercícios do períneo podem ser feitos durante e depois da gravidez (Foto: REUTERS/Regis Duvignau)

Mulheres grávidas e, em alguns casos idosas, nunca passam por eletroestimulação. “A técnica é recomendada para as pacientes que perderam a sensação de contração. É uma estimulação leve, que permite obter uma resposta muscular e um relaxamento. Ela é feita para ‘acordar os músculos’. Não dói nunca. Uma vez que a paciente reaprende a fazer esse movimento, a gente diminui paulatinamente”, explica o fisioterapeuta francês Loïc Dabbadie, que trabalha há 38 anos com reeducação do períneo.

Brasil x França

“No Brasil se fala pouco do assunto, nem todo mundo conhece. Existe muito mais nos serviços particulares ou para quem tem convênio. Ainda não é tão acessível”, diz a fisioterapeuta Laira Ramos, especialista em reabilitação perineal que atua em São Paulo.

Já na França, todas as mulheres têm direito à reeducação perineal após ao parto. “Toda francesa tem direito a 10 sessões de reeducação, que são totalmente custeadas pelo sistema público. Isso vale tanto para as mulheres que tiveram um parto natural como uma cesariana (que na França significa 17% dos partos)”, afirma Dabbadie. Para a maioria das mulheres, 10 sessões são suficientes. Se forem recomendadas mais, o sistema público cobre uma parte do custo e a paciente, a outra.

A assistente social francesa Coline Barrois, de 29 anos, fez os exercícios íntimos nas duas gestações. “Na primeira gravidez, eu fiz exercícios com uma grande bola para facilitar o parto, principalmente após o início das contrações. Você se apoia mexe a bacia, isso ajuda a relaxar o períneo. Depois eu fiz as sessões de reeducação”, conta.

Após os dois partos, ela fez os exercícios de contração e relaxamento com ajuda da sonda. “A sonda é conectada a um computador. Você vê um carrinho no monitor. Assim, a pressão que você faz com o períneo é mostrada na tela. É preciso que você faça com que ele desça ou suba na tela de acordo com a sua contração.”

Coline conta que depois de 10 sessões ela já viu os resultados. “O exercício permite de colocar os músculos em forma. Na França, quando você está na segunda gravidez, além das 10 sessões de exercícios para a reeducação do períneo, você pode fazer também as 10 sessões para o abdome”, conta.


Modelo anatômico mostra como é a estrutura dos músculos do períneo em uma mulher (Foto: Rafael Leal/G1)

O que diz a ciência

Há diversos estudos clínicos que já avaliaram o impacto da reabilitação perineal no tratamento e prevenção de incontinências e prolapso dos órgãos pélvicos. A Sociedade Internacional de Incontinência recomenda os exercícios do períneo como uma das estratégias iniciais de tratamento contra incontinência e também de prevenção primária contra o problema em grávidas e mulheres no pós-parto.

De acordo com o ginecologista Alberto Trapani Junior, presidente da Comissão de Assistência ao Parto, Abortamento e Puerpério da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), os exercícios geralmente são recomendados no Brasil caso esses sintomas persistam depois de três meses do parto. Quanto à eficácia da estratégia como prevenção, antes de os problemas aparecerem, as evidências científicas são mais fracas, segundo o especialista.

“Não existe um grau de evidência significativo de que esses exercícios, durante a gravidez, poderiam prevenir lesões de períneo que possam levar à incontinência”, diz Trapani Junior. “Não recomendamos rotineiramente esse tipo de atividade como algo essencial.” Ele afirma, no entanto, que as técnicas não têm contraindicações nem riscos desde que a mulher não esteja com dores ou infecção e que a atividade seja acompanhada por um fisioterapeuta.

Preparo para a segunda gravidez

A fisioterapeuta Mariana Mazzei, especialista na área, conta que a procura pela reabilitação perineal começou a se expandir no país nos últimos dois anos, de carona com a tendência crescente de priorizar a escolha pelo parto normal.

Ela conta que é muito comum acontecer de a mulher ter incontinência após o primeiro parto e isso ser naturalmente revertido em alguns meses. Na segunda gravidez, porém, a incontinência começa já durante a gestação, pois a musculatura do períneo já estava enfraquecida.

Engenheira Lídia Sarantopoulos começou a fazer reabilitação perineal após primeira gestação (Foto: Lídia Sarantopoulos/Arquivo pessoal)

Foi nesse contexto que a engenheira Lídia Sarantopoulos, de 31 anos, procurou Mariana, depois de ter incontinência urinária no final da primeira gravidez e no pós-parto. “O exercício estimula muito a consciência corporal. Eles vão trabalhando a contração e o relaxamento do períneo, além das técnicas de respiração. Tudo isso ajuda no fortalecimento de todo o assoalho pélvico e do abdômen”, conta Lídia.

A engenheira continuou as sessões durante e após a segunda gravidez e, desta vez, ela não teve incontinência. Além da prevenção desse problema, ela avalia que o método fez com que seu segundo parto fosse mais tranquilo. Seus dois bebês nasceram por parto normal. “Foi muito mais rápido do que o primeiro, o que já é esperado para o segundo filho. Mas a consciência corporal que eu tinha por causa dos exercícios me ajudou demais.”

Em casa

Coline prosseguiu fazendo uma parte dos exercícios após as sessões de reeducação. “Eu faço regularmente sessões de 10 contrações. Não são exercícios difíceis. Faço também faço os exercícios para o abdome para criar músculos. Estou pensando no futuro, mas também, é claro, para ajudar a não ter barriga”, conta.

Dabbadie alerta que é possível fazer alguns dos exercícios em casa, porém é preciso ficar atento. “Com frequência a gente encontra materiais na internet com exercício que se pode fazer em casa. Eu só aconselho às mulheres que já fizeram a reeducação, serviria como um complemento muito útil. Só que esse tipo de material não substitui uma sessão orientada por um profissional”, afirma.

Benefício sexual

A reabilitação perineal traz outro benefício: facilita a retomada da vida sexual após o parto. “Muitas mães no pós-parto têm dor durante a relação porque cortaram ou estiraram o músculo. A reabilitação contribui para que elas voltem a ter sexualidade mais agradável”, diz Laira Ramos.

Coline afirma que quem fez costuma recomendar a reeducação do períneo. “Eu recomendo fazer os exercícios por vários motivos. Depois que você dá à luz a vagina e o períneo ficam mesmo dilatados. A reeducação é um momento especial porque você acabou de ter uma criança e você vai tirar 30 minutos todas as semanas para cuidar de você, se reencontrar”, ressalta a assistente social.

Loïc Dabbadie ressalta os benefícios para a sexualidade dos exercícios. “As mulheres relatam que graças à tomada de consciência da sua musculatura perineal houve uma melhora enorme na sexualidade”, diz o fisioterapeuta francês. “Eu me lembro de ter perguntado a uma paciente se a contração perineal fazia com que a relação sexual fluísse melhor. Ela respondeu: ‘Olha, estou contente, mas o meu marido está muito mais’”, conta.

fonte

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/exercicio-intimo-combate-incontinencia-e-problemas-sexuais-no-pos-parto-conheca-tecnica.ghtml

Taro



Taro (vocábulo de origem taitiana), inhame-coco ou inhame dos Açores é o nome comum dado à espécie Colocasia esculenta(L.) Schott (sinónimo taxionómico de C. antiquorum), da família das Araceae, e aos respectivos cormos comestíveis.


O taro é uma cultura muito expandida nas zonas tropicais e subtropicais de todo o mundo, sendo produzidos anualmente cerca de 9,2 milhões de toneladas de cormos comestíveis, em especial na África Ocidental e na Polinésia, regiões onde assume uma particular importância como base alimentar de algumas populações.


Etnobotânica
Taro em cru, mostrando a túnica fibrosa

Devido a semelhança de cultivos e do uso culinário, em muitas regiões do Brasil há confusão entre o taro, planta do gênero Colocasia, o inhame, do gênero Dioscorea, e o cará, planta do gênero Alocasia e a Xanthosoma da família Araceae. Nas regiões brasileiras com imigrantes japoneses, o taro também é conhecido pelo nome japonês sato-imo (里芋).

O mangará ou taioba, nomes comuns da espécie Xanthosoma sagittifolium que produz rizomas comestíveis, também pode ser chamado inapropriadamente ou confundido com o taro.

Nos Açores, o taro é sempre chamado de inhame ou inhame-coco, daí também ser também conhecido em outras regiões como Inhame dos Açores. Na ilha de São Jorge e em algumas zonas da ilha do Faial, é chamado simplesmente de coco. A cultura do taro é comum nos Açores, onde constitui a base de alguns dos pratos tradicionais ou serve de acompanhamento para torresmos, enchidos fumados e outros preparados de carne de porco.

Na ilha de São Jorge, em particular nas fajãs do concelho da Calheta, o taro constituía a base da alimentação de parte importante da população. Sua importância era tal que o taro (inhame ou coco) está representado na heráldica concelhia e os seus habitantes eram, algo depreciativamente, conhecidos por inhameiros.

Em finais do século XVII uma tentativa de alteração das regras de cobrança do dízimo sobre o taro levou a um levantamento popular conhecido como a Revolta dos inhames, o qual foi somente debelado após do envio de tropas à ilha. Nas margens das ribeiras, o melhor terreno para produção do taro, o valor da propriedade era tal que levou ao registro predial de parcelas com menos de uma dezena de metros quadrados.


No Hawai o taro está na base da confecção do poi, um dos pilares da alimentação tradicional daquelas ilhas.

Em Madagáscar, onde a cultura é muito popular, os campos de taro são facilmente reconhecíveis graças às escavações circulares feitas em torno de cada planta para favorecer o desenvolvimento do tubérculo.

Dada a sua popularidade em vastas áreas tropicais e subtropicais, o taro recebe diversas designações : nkwa (Gabão), atu, atsu, dilanga, tsanga, monengé, djodo, muha, elendé, colocase, colocásia, songe (na Reunião) e kalo (no Hawai). Na Polinésia são comuns os nomes callaloo e coco ou coco-yam.

Em Trinidad e Tobago, no Caribe, há um festival de taro chamado "Blue Food Festival" (Tobago). O nome, em português, "Festival da Comida Azul", vem da possibilidade de a raiz adquirir tons de azul durante seu cozimento. Na ilha, o tubérculo é chamado de dasheen.


Características da planta

A Colocasia esculenta é uma planta herbácea vivaz, caracterizada pelo seu rizoma tuberoso, que forma um cormo de aspeto escamoso e de grossura variável, de onde nascem em roseta, na extremidade de longos pecíolos, grandes folhas peltadas que podem atingir 70 cm de comprimento por 60 cm de largura. O limbo é cordiforme ou ligeiramente sagitado, de cor verde mais ou menos carregado.

A dimensão, cor e brilho das folhas dão à planta um interessante aspecto decorativo, o que a torna popular como planta ornamental de interior, recebendo então o nome comum de orelha-de-elefante.

Os pecíolos podem ser verdes ou violáceos, com a coloração arroxeada mais patente em situações de secura e grande exposição à radiação solar, terminando numa bainha curta e imbricada na base.

A inflorescência é uma espádice cilíndrica, com a conformação típica das Araceae, envolvida por uma longa espata. As flores femininas ocupam a base da espádice, com as flores masculinas agrupando-se em torno do topo. A espádice termina por um apêndice acuminado, em geral rosado. A espata é estreita, enrolando para formar um corneto longo, ligeiramente recurvo no topo. Os frutos são pequenas bagas uniloculares.

Os cormos tem casca espessa e rugosa, de cor castanho a quase negro, sendo rodeados por um espesso revestimento fibroso, facilmente removível aquando da colheita. Resultam do espessamento subterrâneo do rizoma, podendo atingir, quando a água seja abundante e o solo solto, grandes dimensões (70 cm -1,5 m de cumprimento e mais de 15 kg de peso).

O interior do cormo é farinhoso, apresentando uma cor que varia do branco ao rosado, ganhando, quando cortado e exporto ao ar, uma cor azulada. Após a cozedura a superfície exposta ao ar enegrece rapidamente por oxidação. Em fresco, quando cortado exsuda uma seiva viscosa e irritante para a pele e mucosas, devido aos ráfides de oxalato de cálcio que contém.

Produção e sua distribuição geográfica
Cormos de taro à venda num mercado.

A planta parece ser originária da Ásia, provavelmente da Índia, mas expandiu-se em tempos pré-históricos por toda a Oceania e por partes da América Central. Foi introduzida muito tardiamente em África. Atualmente é cultivada em todas as regiões tropicais e subtropicais úmidas, sendo provavelmente uma das primeiras plantas em entrar em cultivo.

A multiplicação do taro faz-se por divisão do tubérculo, conservando pelo menos uma gema em cada fragmento. A reprodução por sementes é difícil, tanto mais que a planta raramente produz flor em boa parte das regiões onde é cultivada, em particular nas regiões subtropicais e temperadas.

Em cultura a planta desenvolve-se melhor em lugares úmidos de solos lodosos, sendo comum a sua cultura nas margens de cursos de água e em locais inundáveis. Suporta bem o ensombramento, podendo ser cultivada no sub-bosque ou em zonas ravinosas.

O taro cultivado em zonas inundadas (chamados inhames-de-água) são maiores e de textura menos fibrosa. Quando cultivados em regiões mais secas, a planta prefere solos profundos e leves. A planta não cresce e entra em rápido emurchecimento foliar quando a umidade do solo é baixa, mesmo que por períodos curtos.

Pode ser cultivada facilmente em associação como outras plantas, como o inhame-verdadeiro e o milho.

A plantação deve ser feita no início da época úmida, durando o ciclo vegetativo de 8 a 18 meses, dependendo da fertilidade do solo e da abundância de água.

A colheita pode iniciar-se logo que as primeiras folhas degenerem, o que ocorre 6-7 meses após o plantio. Dada a dificuldade de manter o taro em armazenamento, a colheita é feita para consumo em fresco, prosseguindo à medida das necessidades de utilização.

Valor nutricional e utilização

O taro é muito apreciado na África Ocidental, na China, na Polinésia, nas ilhas do Oceano Índico e nas Antilhas. De acordo com a FAO (2002), a produção mundial de taro ultrapassou os 9,2 milhões de toneladas, sendo os principais produtores a Nigéria, o Gana, a China e a Costa do Marfim.

O tubérculo é rico em amidos, os quais representam de 30%-33% do seu peso seco, mas pobre em proteínas (1%-2% do peso seco) e em lípidos. São uma boa fonte de fibra dietética, vitamina B6 e manganês.

Em fresco é amargo e irritante devido à presença de numerosos ráfides de oxalato de cálcio, os quais apenas são destruídos por cozedura prolongada. Por essa razão, a ingestão de taro mal cozido pode levar a severos problemas gastrointestinais dada a presença dos ráfides e de compostos irritantes na seiva não processada.

Em geral os cormos têm uma utilização culinária semelhante à da batata, podendo também servir de base a sobremesas doces. A forma mais comum de consumo dos cormos é a sua utilização cozidos em água, fritos em óleo de palma (na África ocidental) ou em óleo de amendoim (Gana e Polinésia) ou assados sobre a brasa.

As folhas tenras também são comestíveis depois de bem cozidas para eliminação dos ráfides que também contém. Outra utilização das folhas é na feitura de bases de cozedura na panificação tradicional.

As folhas do taro são ricas em vitaminas e em sais minerais de interesse dietético. São uma boa fonte de tiamina, riboflavina, ferro, fósforo e zinco. São ainda uma excelente fonte de vitamina B6, vitamina C, niacina, potássio, cobre e manganês.

Para além dos cormos e das folhas, também os turiões jovens e as flores podem ser cozinhados e utilizados de forma muito semelhante à dos espinafres.

A presença de oxalato de cálcio no taro torna o seu consumo contra-indicado para quem sofra de gota, cálculos renais ou artrite.

O tubérculo, uma vez desenterrado, conserva-se mal, devendo ser consumido em poucas semanas. Esta dificuldade de armazenamento, e por consequência de transporte, faz com que o taro seja na sua maior parte utilizado diretamente pelos produtores, sendo assim uma cultura essencialmente vocacionada para o auto-consumo familiar.

Atualmente o Brasil desponta como um dos grandes exportadores desta raiz. O estado que mais produz taro no Brasil é Espírito Santo, com especial atenção ao Município de Santa Leopoldina, maior exportador daquele país.

Origem do nome

O vocábulo taro tem a sua raiz na língua do Tahiti, tendo sido adotado em português por via da língua francesa.

fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Taro