terça-feira, 30 de junho de 2009

Desintoxique seu organismo

Uma dieta simples vai deixar você mais leve e bem disposto para encarar a semana
por Alexandre Gajardoni

Desintoxicar o organismo na segunda-feira depois de um sábado e domingo de excessos à mesa vai deixar você mais leve (literalmente) e bem disposto para encarar a semana.

A dieta é simples: até o meio-dia, coma somente frutas.  Esse é o período para eliminar as impurezas.

No almoço e no jantar, que deve acontecer antes das 8 da noite,  dê preferência a alimentos crus, verduras diversas e tubérculos,  como cenoura, beterraba e nabo.

Após esse horário, trate de fechar a boca e deixe que seu corpo assimile os nutrientes.

As dicas são da atriz Tânia Alves, que há 15 anos segue a linha higienista difundida pela americana Natural Health Association, em seu SPA Maria Bonita, em Friburgo, no Rio de Janeiro.  "Recomendo adotar esse programa regularmente, como estilo de vida", diz a atriz.

Salada verde
Salada verde com tomate ao molho de manjericão mantém a cabeça no maior sossego. É o que garante a nutricionista Tereza Cristina Braga Ferreira, do Praia do Forte EcoResort e Thalasso Spa, no litoral baiano.

Na receita que ela sugere entram folhas como a alface, conhecida por suas propriedades calmantes. Sem falar no tomate, cheio de vitaminas B6 e C — substâncias que ajudam a aplacar a irritação.  Tome nota:
Ingredientes
1 pé de alface crespa
• Meio maço de espinafre
• 2 tomates cortados em quadradinhos
• 2 colheres de sopa de azeite
• 2 colheres de sopa de água
• 1 colher de sopa de vinagre branco ou suco de limão
• Folhas de manjericão trituradas
• Sal a gosto

Modo de preparo Rende 4 porções
Lave bem as folhas de alface e espinafre. Arrume-as em um prato próprio para servir. Divida com as mãos as folhas de alface. Decore com o tomate. Misture o azeite, o vinagre, a água, o sal e o manjericão em um tigela à parte e regue a salada.

Dieta Que Dá Barriga


Pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, acabam de lançar um livro sobre o elo entre a alimentação e a fertilidade feminina. A obra ainda não foi traduzida por aqui, mas SAÚDE! antecipa para você o que as suas páginas revelam
por Thais Szegö

Esperança e frustração os dois sentimentos se mesclam a cada mês. O primeiro é alimentado dia a dia e acompanha a torcida para que a menstruação não dê as caras. O segundo é inevitável quando se nota que ainda não foi dessa vez que o sonho tão acalentado de engravidar se realizou. Passado um tempo nessa gangorra emocional, muitos casais correm para uma clínica de fertilidade.

Vamos reconhecer: os tratamentos de fertilização assistida evoluíram um bocado e alcançam taxas de sucesso cada vez maiores. Mas, antes de apelar para essa saída mais radical e, sem dúvida, mais cara, talvez fosse o caso de mudar a dieta.

Essa é, ao menos, a sugestão de Jorge Chavarro e Walter C. Willett, autores de The Fertility Diet (A dieta da fertilidade). A obra é um projeto de fôlego da Universidade Harvard, onde a dupla trabalha, em parceria com outras respeitadíssimas instituições médicas americanas, como o Hospital Infantil de Boston, para citar apenas uma.

A investigação original com um grupo de mais de 18 mil voluntárias buscava, na verdade, elucidar a relação entre dieta e prevenção de doenças como o câncer e o infarto em mulheres jovens. Ocorre que boa parte delas revelou que estava tentando engravidar. Foi então que os pesquisadores passaram a mirar esse foco a fertilidade.

Em oito anos de investigação, muitas das mulheres acompanhadas conseguiram ter bebê. Mas uma em cada seis das que declararam o desejo de engravidar, bem entendido não tiveram a mesma sorte. E duas substâncias, a insulina e a globulina, podem ter representado um papel crucial nessas histórias com finais diferentes. Ambas, dizem os pesquisadores, influenciam na ovulação.

Segundo eles, quando a insulina que faz o açúcar entrar nas células sobe depressa ou despenca no sangue, a tal da globulina, uma proteína que se liga aos hormônios sexuais em geral, acompanha a flutuação. De maneira, diga-se, igualmente brusca. E isso destrambelha o equilíbrio hormornal. O resultado desse sobe-e-desce é uma elevação de andrógenos, hormônios masculinos que, em excesso, interrompem a ovulação.

A dieta indicada pelos cientistas americanos afeta, sim e diretamente, a fertilidade, opina o ginecologista Dirceu Henrique Mendes Pereira, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana. Sem contar que é muito saudável, o que por si só já contribui. Mas atenção: as sugestões de ingredientes propostas pelo livro só são úteis para mulheres com ovulação irregular algo que está por trás de um terço dos casos de infertilidade feminina. Veja na página seguinte o que os médicos recomendam a quem planeja aumentar a família.

CARBOIDRATOS

O que faz a diferença na fertilidade não é a quantidade, mas, sim, a qualidade desse nutriente. As fontes com baixo índice glicêmico, ou IG, como pães e cereais integrais, aumentam as chances de ocorrer a fecundação. Já alimentos com alto IG, como o arroz branco e o pão francês, atrapalham o encontro entre o óvulo e o espermatozóide.

Segundo Chavarro e Willett, mulheres habituadas a ingerir grande quantidade de carboidrato com índice glicêmico lá em cima chegam a ter 92% mais dificuldade de ovular. Para chegar a essa estimativa, eles compararam voluntárias com hábitos muito parecidos por exemplo, só mulheres que não fumavam e comiam sempre muitos vegetais. Assim, a única diferença gritante entre elas dizia respeito ao consumo dos tais carboidratos.

GORDURAS

Nem pense em abolir esse nutriente da mesa com medo de ganhar peso. Essa é a matéria-prima dos hormônios sexuais, justifica a nutricionista Mariana Del Bosco, de São Paulo. Mas não é qualquer tipo que tem passe livre na dieta de quem deseja um bebê. As poliinsaturadas, presentes nos óleos de soja e canola, deram indícios de que protegem o aparelho reprodutor feminino.

Já a gordura trans é uma inimiga notória da ovulação. Se apenas 2% das calorias do dia forem provenientes desse tipo de molécula maléfica, o projeto maternidade pode falhar. Num cardápio de 2 mil calorias, isso corresponde a 4 gramas de gordura trans e uma porção média de batatas fritas, daquelas de fast-food, já é suficiente para estourar esse valor. Cuidado!

PROTEÍNAS

A mulher que pretende engravidar deve preferir aquelas de origem vegetal, como as presentes em feijões, no tofu e nas nozes. Esse tipo de proteína favorece a ovulação. Os peixes e os ovos, embora excelentes, não influem nesse aspecto. Já o excesso de carne vermelha e de aves, como peru e frango, aumenta em um terço as chances de problemas na hora da concepção.

Segundo os médicos americanos, que adoram um cálculo, trocar 25 gramas de gordura vegetal pela mesma quantidade da animal aumenta o risco de infertilidade em até 50%. A nutricionista funcional Daniela Jobst, de São Paulo, ressalva: Não é bom tirar de vez a carne vermelha da dieta, porque ela é rica em complexo B, importantíssimo para a fertilidade. Então, como sempre, a dica é bom senso.

LATICÍNIOS

Só os integrais são bem-vindos eles ajudam bastante, aliás. Os desnatados têm efeito contrário. A ausência de gordura muda radicalmente o balanço dos hormônios sexuais no organismo. Pior ainda se houver adição de substâncias que tornam os produtos magros mais saborosos e cremosos. O estudo de Harvard mostra que uma porção de laticínio por dia, de preferência um copo de leite integral, já é suficiente para melhorar as chances de ter um bebê.

ESSE TAL IG

Ele indica a velocidade com que o açúcar vai parar na circulação assim que comemos algo. Para calculá-lo, mede-se a taxa de glicose no sangue de voluntários que acabaram de se alimentar. Depois de três horas, eles ingerem glicose pura e passam por nova medição para servir como referência. O IG usa uma escala que vai de 0 a 10. Assim sendo, se determinada comida provoca metade do aumento de glicemia na comparação com a glicose pura, seu IG é 50.

EXERCÍCIO: UM INGREDIENTE A MAIS

Quem pretende engravidar precisa também mexer o corpo. E não só para prepará-lo para os nove meses de engorda. Os cientistas estão convictos de que o sedentarismo favorece a infertilidade. Isso porque nos músculos inativos a ação da insulina é menor. Ela fica sobrando na circulação, o que facilita o desarranjo hormonal.

Por outro lado, o excesso de malhação pode frear a menstruação e a ovulação. Para as mulheres em paz com a balança, o ideal é praticar 30 minutos diários de exercícios. Já as que estão acima do peso precisam de pelo menos uma hora de ginástica por dia para se livrar dos quilos a mais. É tudo uma questão de equilíbrio.

NEM GORDA NEM MAGRA

Além de avaliar a alimentação das candidatas a futuras mamães, os especialistas americanos relacionaram gordura corporal a fertilidade e concluíram que fica mais fácil receber o resultado positivo se a mulher estiver com o peso ideal.

Quilos extras indicam um estoque de gordura, que provoca resistência à insulina, que afeta a globulina, que... Pois é. De novo, o ciclo da bagunça hormonal dessa vez detonada pelo ponteiro da balança, que insiste em subir. As muito magras tampouco estão livres de problemas. O corpo entende a magreza exagerada como uma ameaça à sobrevivência do bebê e, por segurança, interrompe a ovulação.

Aposte no agente laranja
A supervitamina A, que aparece em alimentos de tom alaranjado, agora desponta como a grande promessa para combater a gula, entre outros efeitos inusitados que você vai conhecer agora por Regina Célia Pereira

As últimas descobertas em torno desse nutriente têm tudo para mudar completamente o conceito de quem acha que, no máximo, ele é bom para os olhos. É que a vitamina A acaba de ser apontada como a mais nova aliada contra a obesidade.

Estudos recentes mostram sua relação com a leptina, o hormônio da saciedade, anuncia a nutricionista Andréa Ramalho, professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sem que a pessoa se dê conta, a deficiência, segundo as pesquisas, pode ser o estopim para aqueles ataques irrefreáveis de gula.

Encher o prato de vegetais alaranjados, como a abóbora, é uma maneira de garantir saciedade por mais tempo e afastar a obesidade. Não bastasse conter os exageros à mesa, a substância ainda está envolvida em outro mecanismo ligado ao acúmulo de quilos extras.

Quando os teores de vitamina A estão aquém das necessidades, as células de gordura, ou adipócitos, se multiplicam com maior facilidade. Não só aumentam de quantidade, mas também de tamanho porque, só para piorar, se o nutriente some temporariamente do prato, cada adipócito passa a estocar mais e mais gordura e incha além da conta. A saída para conter essa expansão exagerada é incluir no cardápio de todo dia uma boa variedade de vegetais de tons alaranjados. Acredite: quem não dispensa a cenoura, a manga e outros agentes laranja tende a sentir menos fome.

Além de manter o peso, ao garantir suas doses de vitamina A você protege o esqueleto, os pulmões e o coração, sem falar dos olhos, claro, e do sistema imunológico. Motivos que explicam por que ela atraiu holofotes durante o 9° Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Nutrição (SBAN), que aconteceu no final de outubro em São Paulo.

Pena que, apesar de todas essas qualidades, a vitamina A esteja em falta na mesa do brasileiro. Em uma avaliação recente sobre como anda a ingestão de nutrientes no país observou-se que metade dos adultos a consome menos do que é recomendado, conta a professora Andréa. Você pode até se enganar achando que o déficit nutricional se restringe às camadas mais pobres. Nada disso. Independentemente da classe social e da região do país, poucos dão bola para a abóbora & cia.

Muito além de afastar a degeneração macular, mal que acomete o fundo dos olhos, o nutriente tem participação importantíssima em reações químicas que propiciam a visão em ambientes de baixa luminosidade. Ou seja, previne a chamada cegueira noturna, que é a dificuldade para enxergar direito à noite. Essa relação vem sendo estudada desde os anos de 1930. Bem mais recentes, entretanto, são as pesquisas sobre o papel do retinol que é o outro nome da vitamina A na respiração.

Proteja os pulmões incluindo a couve no menu. Ela, apesar de ser verde, esbanja betacaroteno. É que nos vegetais dessa cor a substância laranja, que no corpo se transforma em vitamina A, fica camuflada pela presença forte da esverdeada clorofila.

PULMÕES PROTEGIDOS

O nutriente surpreende os cientistas pela capacidade de preservar os tecidos pulmonares e isso é comprovado por trabalhos científicos que despontam a todo instante. Um deles, publicado na revista Respiratory Cell and Molecular Biology, da Sociedade Americana Torácica, prova que a substância atua na regeneração de alvéolos, pequenas estruturas dos pulmões responsáveis pelas trocas gasosas. Outros estudos relacionados ao aparelho respiratório revelam que o nutriente também atenua inflamações nos brônquios, como a asma e a DPOC, ou doença pulmonar obstrutiva crônica, mal comum entre fumantes.

E, como se fosse pouco, a supervitamina atua no sistema imune. Ela é essencial para nossas defesas, garante a nutricionista Bianca Chimenti, da Nutrociência Assessoria em Nutrologia, que fica em São Paulo. Daí, quando os níveis estão O.k., cai o risco de encrencas, como resfriados e gripes.

A professora Andréa Ramalho conta que o nutriente desempenha papel chave na produção de linfócitos e dos chamados natural killers, grupos celulares que combatem microorganismos indesejáveis. Por isso, a falta da vitamina compromete a imunidade e favorece infecções, afirma Andréa.

Não à toa, o retinol se torna imprescindível na gestação para manter longe a infecção urinária, uma ameaça capaz de apressar o parto. E mesmo após o nascimento do bebê, é bom que o consumo continue em alta para a criança obter o nutriente via amamentação. Aliás, quem já observou o colostro, o primeiríssimo leite materno, deve ter notado que a coloração é bem amarelada tom que denuncia a benéfica vitamina A.

A vitamina A também participa do desenvolvimento celular. Por isso é fundamental durante os primeiros anos de vida. Entretanto, assim como na população adulta, a carência prevalece entre as crianças. E o pior é que elas são mais suscetíveis aos problemas decorrentes dessa falta, lamenta a nutricionista Késia Quintaes, professora da Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais. Logo após o desmame, ou seja, nas primeiras papinhas, é importante garantir bons níveis do nutriente. Prática, aliás, que deve permanecer ao longo da adolescência, uma fase em que a substituição de vegetais por tranqueiras é bastante comum. O resultado? Deficiências nutricionais.

Frutas como a manga, o caqui e a acerola estão lotadas da molécula que, dentro do organismo, vira vitamina A. Aposte nelas para reforçar o esqueleto, proteger o coração e afastar os temidos radicais livres.

OSSOS E CORAÇÃO BLINDADOS

Uma outra façanha recém-descoberta e, diga-se, tem tudo a ver com a fase de crescimento é a participação da vitamina na formação do colágeno. É que essa proteína tem papel fundamental na constituição do esqueleto. Funciona como uma espécie de rede sobre a qual se depositam minerais como o cálcio e o fósforo, descreve a endocrinologista Gláucia Mazeto, professora da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, em Botucatu.

Gláucia falou sobre o assunto no congresso da Sociedade Brasileira de Nutrição e mencionou trabalhos que relacionam o nutriente ao combate à osteoporose. Alguns estudos, entretanto, mostram que o excesso também pode levar a fraturas, porque diminui a densidade mineral óssea, revela. Culpa da suplementação mal orientada. Então, fica o recado: cápsulas de vitamina A, só com supervisão de um especialista.

Merece ainda atenção a dica de esmerar-se no consumo de verduras, frutas e legumes, que, inclusive, oferecem uma potente sinergia de substâncias antioxidantes. Aliás, eis outra célebre função da vitamina A: ela impede danos causados pelo excesso de radicais livres, aquelas moléculas capazes de fazer o maior estrago nas artérias. Quando nossos vasos estão livres de oxidação, o sangue flui e o risco
da formação de placas diminui. Sorte do coração!

E, por falar em radicais livres, não custa lembrar que o ácido retinóico outra alcunha para a vitamina é um forte aliado da beleza da pele. Como ela está em constante renovação, a substância é essencial, destaca a nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria em Nutrição, que fica em São Paulo.

PARA ACABAR COM A ACNE

Um derivado da vitamina A, chamado de isotretinoína, é um dos aliados na guerra contra as espinhas. Essa substância interfere no funcionamento das glândulas sebáceas, explica o dermatologista Joaquim Mesquita Filho, da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Então, elas passam a secretar menos sebo, o que contribui para diminuir a oleosidade cutânea e afastar a acne. Mas as mulheres em idade fértil devem ficar atentas, pois o tal composto, mesmo extraído de matriz tão vitaminada, pode causar malformação fetal. Antes de tomar a medicação é importante realizar exames para descartar gravidez e ainda verificar como está o fígado, e aqui o recado é para os homens também. É que o metabolismo da droga acontece ali.

MENU VITAMINADO

A recomendação de vitamina A é de 900 microgramas para homens e 700 para mulheres. Por isso a nossa dica é incluir estes alimentos campeões no cardápio:

Alimentos amigos da cegonha

Se você planeja uma gravidez, invista nestes itens. Eles têm baixo índice glicêmico, que indica a velocidade
com que o açúcar vai parar no sangue logo após a ingestão. Segundo pesquisadores da Universidade Harvard, esse é um dos fatores que aumentam a chance de ocorrer a fecundação.

Ameixa
2 unidades
IG - 39

Atum
1 lata (light em água)
IG - 0

Aveia em flocos
2 xícaras e meia
IG - 42

Batata-doce
1/2 unidade
IG - 44

Bife magro
1 unidade
IG - 0

Cenoura sem casca cozida
3 colheres de sopa
IG - 49

Crustáceos
1 pires
IG - 0

Feijão-fradinho
1 xícara
IG - 42

Feijão-preto
4 colheres de sopa
IG - 30

Grão-de-bico
7 colheres e meia de sopa
IG - 28

Iogurte com pouco açúcar
1 unidade
IG - 33

Iogurte com adoçante
1 unidade
IG - 14

Laranja
1 unidade
IG - 42

Leite integral
1 copo
IG - 31

Leite desnatado
1 copo
IG - 32

Maçã1 unidade
IG - 38

Ovo2 unidades
IG - 0

Peixe
1 filé
IG - 0

Pêssego
1 unidade
IG - 42

Queijo Minas
4 fatias
IG - 0

Sushi de salmão
8 unidades
IG - 48

Uva verde18 unidades
IG - 46

FONTE

A nova revolução da glicose, de Jennie Brand-Miller, Kaye Foster-Powel e Stephen Colagiuri, editora Campus Elsevier

Sete erros comuns que prejudicam a dieta e a saúde


Se você quiser emagrecer, o certo é manter uma refeição balanceada onde contenha as porções ideias de cada alimento

Você procura comer de forma correta, sem exagerar as gorduras e doces, adotando legumes, verduras e frutas na alimentação diária e mesmo assim não consegue emagrecer. Essa é uma situação muito comum às pessoas que seguem regimes alimentares não orientados por um nutricionista ou programa alimentar. O problema pode estar, além no exagero das quantidades, afinal o excesso, mesmo se for de alimentos saudáveis, também pode engordar, na combinação errada de alimentos na mesma refeição.

Quem nunca ouviu falar que não se deve misturar arroz, batata e farinha no mesmo prato? Na verdade, a questão não é só colocar os três juntos, mas no fato de que cada um representa uma porção de carboidrato na refeição, que tira espaço para alimentos mais saudáveis. "O intuito é evitar o excesso deste nutriente, já que ele é transformado em gordura e contribui para o ganho de peso" explica a nutricionista Luiza Naslausky. "Existe um limite de carboidratos que deve ser ingerido ao longo do dia: 50 a 60% do nosso valor calórico total devem ser provenientes dos carboidratos".

Erros mais comuns

Nunca misturo arroz e batata na mesma refeição, principalmente à noite - A questão é saber equilibrar a refeição e ficar atento à quantidade total de carboidratos. "Podemos comer arroz e batata num mesmo momento, desde que tenhamos noção de que os dois alimentos são do grupo dos carboidratos" lembra Luiza. Portanto, devemos sempre comer uma pequena quantidade de cada alimento.

Já à noite, a necessidade energética está diminuída e o excesso de carboidrato é transformado em gordura. "Logo, o que deve ser evitado é o excesso deste nutriente, não significando que não podemos comê-lo. Saladas, carnes magras e frutas são alimentos que tornam a refeição leve, sendo estas as opções para o consumo à noite" afirma a nutricionista. O principal é termos uma alimentação saudável ao longo do dia, respeitando a quantidade e a qualidade dos alimentos.

Parei de comer feijão com arroz, agora vou só de salada no almoço - A combinação destes dois alimentos é perfeita, pois além de fornecerem diversos nutrientes, os aminoácidos que faltam em um alimento, você encontra em outro. "A metionina é um aminoácido encontrado em abundância no arroz, porém em pequena quantidade no feijão. Enquanto a lisina, também um aminoácido é encontrado em abundância no feijão, porém em pequena quantidade no arroz" explica a nutricionista da Sprim Box. Por isso, nada de tirar esta combinação brasileira do prato. "O arroz e feijão são alimentos ricos em vitaminas do complexo B, cálcio e ferro".

Para diminuir o consumo de carboidratos, parei de comer cenoura e beterraba, legumes que também têm o nutriente - A beterraba e a cenoura, por exemplo, são legumes que possuem uma quantidade maior de carboidratos, se compararmos a outros legumes, como a abobrinha e o chuchu. Porém, essa diferença não é significativa para um ganho de peso. "Muita quantidade de qualquer alimento fornece calorias em excesso. E calorias em excesso, de qualquer tipo de fonte, vão levar ao ganho de peso" afirma a nutricionista Luiza Naslausky.

Após o almoço, como um iogurte de sobremesa, que é fonte de cálcio - Estudos mostram que o cálcio chega a reduzir em até 60% a absorção de ferro. "A ingestão de alimentos lácteos junto com as grandes refeições não é recomendada, já que são elas que nos fornecem grande parte de alguns nutrientes, como o ferro" lembra Luiza. Sendo assim, melhor dar um intervalo de pelo menos uma hora entre a refeição e o consumo do iogurte.

Após as refeições, meu cafezinho é sagrado - O almoço e o jantar são refeições importantes, pois são compostas por alimentos que nos fornecem nutrientes específicos, como o ferro e o zinco. "O café e o chá possuem uma substância chamada tanino que prejudica a absorção do ferro. Logo, este hábito deve ser evitado" explica a nutricionista.

Não consigo deixar de beber durante as refeições, mas dou preferência para refrigerantes diet para não engordar - O consumo de líquidos deve ser evitado durante as grandes refeições, sendo que a quantidade máxima recomendada é de 200ml por refeição. "Caso haja a ingestão de líquidos durante o almoço ou jantar, o indicado é que se dê preferência aos sucos cítricos, pois a vitamina C presente nesses sucos potencializa a absorção do ferro" afirma Luiza Naslausky.

Afirmação 7: O chopp com os amigos na sexta-feira não pode faltar, mas para evitar excessos, nunca aceito as porções de petiscos calóricas.

Resposta: O mito que a barriguinha de chopp não é causada pelo álcool ingerido e sim pelos petiscos gordurosos que acompanham a bebida faz com que muitas pessoas exagerem na bebida sem comer, mas tanto o álcool como os petiscos engordam. "O álcool fornece 7kcal por grama e é o que chamamos de calorias vazias, já que o álcool não oferece nenhum benefício nutricional" lembra a nutricionista da Sprim Brasil. "Uma lata de cerveja tem em média 130Kcal e o chopp na maioria das vezes é acompanhado por petiscos gordurosos e muito calóricos. Logo, ambos contribuem para o acúmulo de gordura".

Fonte: BondeNews

Alimentos Funcionais


Alimentos funcionais são nutritivos e também ajudam a perder peso

Agrião estimula a queima de gordura, aipo é desintoxicante e mamão favorece o sistema digestivo; inclua-os já em sua dieta.

Nem todos os alimentos saudáveis são indicados para quem quer emagrecer. Caso do abacate, rico em gordura e que pede moderação. Mas, nem tudo são más notícias. Certos legumes, verduras e frutas, além de não engordar, ainda ajudam a emagrecer.

Esse é o caso do agrião. Seu consumo purifica o sangue, além de auxiliar na queima de gorduras acumuladas no organismo. Outro grande aliado das dietas é o aipo, vegetal com enorme capacidade desintoxicante e diurética e baixíssimo valor calórico.

Brócolis e couve também devem ser consumidos com freqüência. Eles contêm substâncias que estimulam as enzimas do fígado, o que também ajuda a eliminar gordura.

Direto da fruteira

Entre as frutas, abacaxi, laranja e limão estão no topo da lista. O abacaxi porque desincha e tem fibras que produzem sensação de saciedade. A laranja pois, entre outras qualidades, tem potássio, que depura e dissolve as gorduras acumuladas. Já o limão faz uma limpeza geral no fígado, permitindo que ele coloque as impurezas para fora. E para quem não sabe qual fruta incluir no café da manhã, fique com o mamão. Além de ser rica em vitamina C, a fruta favorece o processo digestivo.

FONTE

abril.com

Medicamento contra lúpus eritematoso


Medicamento contra lúpus eritematoso tem resultados promissores
PARIS (AFP) - Uma molécula injetável descoberta na França mostrou resultados promissores durante testes em pacientes com lúpus eritematoso, uma doença inflamatória crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, revelaram pesquisadores franceses.

A equipe dirigida por Sylviane Muller, do Instituto de Biologia molecular de Estrasburgo (leste da França), descobriu em 2001 um fragmento de proteína, o peptídio P140, capaz de tratar ratos afetados pelo lúpus.

Os testes foram realizados na Bulgária, com 20 pacientes, e os primeiros resultados são "bastante alentadores" e confirmam que esta molécula, batizada "peptídio P140", é um "muito bom candidato" para tratar desta doença, que causa invalidez e afeta adultos jovens, especialmente mulheres, segundo o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França.

Fonte: aqui

Chá de folha de oliveira ajuda emagrecer


Árvore da azeitona é mais eficaz que o chá verde no combate aos quilinhos extras e às gordurinhas que se acumulam no abdômen

Chá é muito eficaz para chapar a barriguinha

Quem quer uma ajuda extra na hora de emagrecer e gosta de usar chás tem um novo aliado na dieta. Considerado 300% mais poderoso que o chá verde, as folhas da árvore da azeitona possuem quase o quadrúplo de potássio, magnésio, manganês, fósforo, selênio, cobre e zinco.

Uma reportagem da VIVA MAIS! diz que pesquisas realizadas pela Universidade Metodista de Piracicaba mostraram que tais elementos garantem alto poder antioxidante e estimulam o metabolismo a eliminar gordura.

Diferencial

Mais do que ajudar na eliminação dos quilos extras, o chá de oliveira age especialmente nas gorduras acumuladas na região abdominal.

Assim, ao ingerir de três a quatro xícaras dele por dia, a pessoa consegue, num prazo de dois a três meses, reduzir em até 10% sua circunferência abdominal e perder, em média, seis quilos. Desde que, claro, combinando a bebida com uma alimentação saudável.

A VIVA montou um cardápio da dieta da oliveira para desintoxicar e atingir o peso ideal.

Como preparar e tomar

- Ferva um litro de água em uma panela que não seja de alumínio. Ao levantar fervura, despeje um punhado de folhas secas de oliveira. Ferva mais um minuto, deixe esfriar e coe
- Faça um chá fresco a cada dia
- Não use adoçante
- Você pode também diversificar o sabor do seu chá adicionando algumas folhas de hortelã ou cascas de abacaxi. Isso não altera os benefícios

Onde achar

Você acha o chá em casas de produtos naturais ou grandes mercados. A embalagem com 30 gramas, que rende cerca de nove litros, custa em torno de R$ 2.

Contra-indicação

Gestantes e lactantes não devem consumir a bebida.

Fonte: aqui

DPOC - Doença causada pelo cigarro


                                                       Escada simboliza os desafios dos pacientes do DPOC -
                     Desconhecida da população, doença causada pelo cigarro é a quinta causa de morte no país

No Dia Mundial de combate à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, especialistas alertam sobre o mal e promovem atendimento gratuito

Que o cigarro é um dos principais causadores de doenças e problemas, todo mundo já sabe. Mas uma das principais conseqüências do tabagismo, e uma das piores doenças que ele pode causar, é praticamente desconhecida da população.

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, chamada pelos médicos de DPOC, é uma condição em que a vítima perde sua capacidade respiratória. “Há muito tempo já se sabe que o indivíduo que fuma e desenvolve um problema pulmonar não tem apenas enfisema ou bronquite, mas sim uma síndrome que é um misto das duas coisas. Este quadro é chamado de DPOC”, afirma o presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, o médico José Eduardo Cançado.

Ela costuma atingir de 35% a 40% dos fumantes e o especialista explica que é preciso ter uma predisposição genética para desenvolver a doença. Apesar do percentual parecer pequeno, cerca de 180 mil pessoas são hospitalizadas através do Sistema Único de Saúde (SUS) e 40 mil morrem todo ano por conta desta condição. No Brasil, ela é a quinta causa de morte, e no mundo, a sexta.

Para alertar a população sobre este mal que atinge a capacidade pulmonar, entidades médicas promovem nesta quarta (19) ações de conscientização e atendimentos gratuitos em sete cidades do país.

Características
A DPOC se caracteriza pela perda da função pulmonar, ou seja, pela diminuição da capacidade de respirar. A falta de oxigênio no organismo leva à redução da atividade física, que por sua vez atrofia os músculos. E isso só piora o problema, pois a musculatura tem papel importante no transporte do oxigênio pelo corpo. Todo este quadro leva ao comprometimento de outros órgãos, principalmente o coração, e gera uma tendência ao desenvolvimento de osteoporose e desnutrição.

Em casos extremos, a dificuldade de respirar é tanta que a pessoa não consegue tomar banho ou se vestir sozinha. Alguns pacientes chegam a precisar de inaladores com oxigênio o tempo todo. “A pessoa não morre rápido, mas fica sofrendo com uma falta de ar tremenda“, conta o médico.

Sintomas
De acordo com Cançado, uma das coisas que a população precisa saber é que a tosse e o pigarro não são conseqüências comuns do cigarro; eles já indicam que alguma coisa não vai bem. “O indivíduo fuma e acha que é normal tossir. Não é. O primeiro alerta é esse. Chiado, tosse, pigarro e catarro indicam alterações, que podem ser o início da doença”, diz.

O especialista recomenda que quem tem esses sintomas procure um médico, para verificar como está a condição respiratória e a probabilidade de desenvolver a doença. Cerca de 90% das pessoas que apresentam o problema são fumantes ou ex-fumantes. O restante costuma ser causado pela exposição a outros tipos de fumaças nocivas.

No entanto, se diagnosticada cedo e a pessoa parar de fumar, é possível prevenir que a doença se desenvolva. Por isso a desinformação é um dos principais obstáculos ao combate da DPOC. “Muita gente tem a doença mas não tem o diagnóstico, porque só procuram o médico em estágio avançado da doença, e aí a resposta ao tratamento é muito pior”, diz Cançado.

A DPOC é muito mais freqüente em fumantes do que o câncer. O Dia Internacional de Combate, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e campanhas como a realizada neste dia procuram justamente educar a população.

Tratamento
José Eduardo Cançado afirma que não existem remédios para reconstruir a parede dos pulmões, destruídas pela doença. Mas é possível diminuir a progressão da DPOC, ou até mesmo estancá-la, principalmente se ela for diagnosticada no início.

“Quem começa a fumar, não acredita que vai ter uma doença 30, 40 anos depois. Ela demora a se manifestar, mas depois que começa progride muito mais rápido”, diz. Mais um motivo para alertar a população a procurar descobrir os casos cada vez mais cedo.

Fonte: DPOC - Doença causada pelo cigarro

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Refrigerantes apresenta substância cancerígena


Pesquisa revela sete refrigerantes com substância cancerígena

A maioria da população mundial consome refrigerante sem nem saber quais as substâncias que estão contidas na bebida. Porém, é preciso estar atento. Uma pesquisa feita pela Pro Teste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, com 24refrigerantes, verificou que sete deles têm benzeno, substância cancerígena, que surge da reação do ácido benzoico com a vitamina C. E como não há regra para a quantidade do composto em refrigerantes, usou-se o limite para água potável: 5 microgramas por litro.

Os casos mais preocupantes foram o da Sukita Zero, que tinha 20 microgramas, e o da Fanta Light, que apresentou 7,5 microgramas. Já os refrigerantes: Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita estavam abaixo desse limite.

A técnica da Pro Teste, Fernanda Ribeiro, afirma que é difícil estudar a relação direta entre o benzeno e o câncer em humanos. No entanto, já se sabe que a substância tem alto potencial carcinogênico e que, se consumida regularmente, pode favorecer tumores.

A química Arline Abel Arcuri, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) e integrante da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, fala que o composto vem se relacionando especialmente à leucemia e, mais recentemente, ao linfoma. Entrar em contato com o benzeno não é sinônimo de câncer, uma vez que existem organismos menos suscetíveis. “Mas não somos um tubo de ensaio para saber se resistimos ou não, e não há limites seguros de tolerância. O ideal, então, é não consumir”, explica a pesquisadora.

Além disso, o benzeno presente no ambiente decorrente da fumaça do cigarro e da queima de combustível, não contamina o consumidor porque se transforma em outros compostos. No entanto, é importante proteger o trabalhador da indústria, pois ele estabelece um maior contato com a substância.

O efeito do benzeno é lento, mas quanto maior for o tempo de exposição e a quantidade do composto, maior será também a probabilidade de desenvolver o tumor.

Fonte: Assessoria de Imprensa - Portal Educação

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Dieta da banana: - 3kg em 10 dias!


Sucesso no Japão e nos Estados Unidos, esta dieta promete derreter os quilinhos extras sem sacrifício. O segredo é comer a fruta no café-da-manhã. Acredite, funciona!
por Eliane Contreras

Comece o dia comendo banana para emagrecer! Surpresa? Nós também ficamos, e, por isso, fomos investigar a Dieta da Banana Matinal que está circulando na internet com a promessa de secar a cintura sem sacrifício.

No Japão, onde foi criada por Hitoshi Watanabe, especialista em medicina preventiva, virou mania. Dizem até que, no último verão, o regime acabou com o estoque da fruta no país. Desde que a notícia repercutiu nos Estados Unidos, vem reunindo um grande número de adeptos, especialmente em Nova York. Lá, a banana também está sumindo do mercado.

Em excesso, a fruta pode pesar na balança. Ainda assim, a dieta não impõe limite: a candidata a perder peso pode comer quantas unidades quiser no café-da-manhã. Mas é difícil exagerar. Isso porque a fruta sacia rapidinho. Além disso, deve ser acompanhada de goles de água morna. É estranho, mas funciona. Em contato com a água, as fibras solúveis da banana formam uma espécie de gel que preenche o estômago, espantando a fome por um bom tempo.

Lucyanna Kalluf, nutricionista do Instituto Alpha de Saúde Integral, em São Paulo, acrescenta outros dois poderes da fruta contra os quilinhos extras: estimula o funcionamento do intestino e combate a ansiedade e o mau humor.

“É um alimento que combina doses importantes de vitamina B6 e triptofano – substâncias que, juntas, aumentam a produção de serotonina, o neurotransmissor do bemestar”, diz a nutricionista, autora do livro Fitoterapia Funcional (VP Editora). E, feliz, a gente resiste melhor aos doces. Você malha? Mais um motivo para apostar na banana. Lotada de potássio, melhora o poder de contração dos músculos, aumentando sua performance e, de quebra, a queima de calorias.

Dispense o que é ruim

Nem tudo é perfeito na dieta que veio do Oriente. A versão original permite você comer o que e quanto quiser no almoço e no jantar. Não dá! “Isso pode resultar num exagero de calorias, anulando qualquer esforço para emagrecer”, alerta Andréia Naves, diretora da VP Consultoria Nutricional, em São Paulo.

Aproveite o lado bom

Cortar bebida alcoólica, evitar refeições pesadas após às 8 da noite e ir para cama antes da meianoite, no entanto, são sugestões muito bem-vindas. Então, aproveite o que é bom e dispense o que ruim. Nem pensar em começar o dia comendo banana e bebendo água morna? A gente deu um jeitinho nisso: você vai beber chá (ou outra bebida quentinha). O cardápio também está mais gostoso. Tem banana e outras comidinhas que potencializam o resultado da dieta – você vai perder 3 quilos em dez dias.

Quanto mais firme, maior é o poder da banana reduzir os excessos na cintura. Os nutricionistas funcionais vão mais longe: recomendam a fruta verde. Mas, nesse caso, deve ser consumida na forma de purê (ou biomassa), quando ainda carrega o amido resistente. Difícil de ser digerido, faz com que os outros alimentos sejam absorvidos mais devagar, mantendo a fome sob controle. Segundo estudo do Laboratório de Química, Bioquímica e Biologia Molecular da Faculdade de Ciências da USP, antes de amadurecer, a banana ainda tem efeito prebiótico.

“O amido resistente chega intacto ao intestino. Ali, fermenta e produz substâncias que alimentam as bactérias do bem – aquelas que formam uma barreira contra as bactérias intrusas”, explica Ana Vládia Moreira, professora do Departamento de Nutrição da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Com isso, o intestino acumula menos toxinas e absorve melhor o trio antiobesidade – cálcio, magnésio e zinco – presente nos alimentos. “São minerais que regulam o sistema endócrino, mantendo o metabolismo em dia”, diz Lucyanna Kalluf. Conclusão: você emagrece mais fácil. Por isso, tem a opção de incluir a biomassa na dieta.

MADE IN BRAZIL

Adaptado por Lucyanna Kalluf, o cardápio libera três bananas, nanica ou prata, por dia (duas na primeira refeição e uma na última, se você costuma dormir tarde). A aveia, por ser rica em fibras que prolongam a saciedade, entra como coadjuvante da fruta no café-da-manhã. E, no lugar de água morna, você pode beber chá ou outra bebida quentinha. O almoço e o jantar são equilibrados em carboidratos, proteínas e gorduras. Por isso, você pode seguir a dieta por dez dias – ou mais, se quiser.

Café-da-manhã

Opção 1
• 1 xíc. de chá de ervas (verde, branco, hibiscus ou hortelã)
• Mingau de aveia com banana

Opção 2
• 1 xíc. de chá de ervas (verde, branco, hibiscus)
• 1 copo (200 ml) de leite de soja batido com 1 banana firme (nanica ou prata) e 1 col. (sopa) de aveia em flocos
• 1 banana firme picada com 1 col. (sobremesa) de canela em pó, 1 col. (sopa) de linhaça e 1 col. (sobremesa) de mel

Opção 3
• 1 xíc. (chá) de café com leite desnatado e adoçante (opcional)
• 2 bananas firmes picadas com 1 col. (sopa) de linhaça, 1 col. (sopa) de aveia e 1 col. (sobremesa) de mel

Lanche da manhã

Opção 1
• 1 copo (200 ml) de suco de couve, laranja e gengibre

Opção 2
• 1 copo (200 ml) de suco de melancia e limão

Opção 3
• 1 caixinha de suco de fruta light

Almoço

Opção 1
• Salada de alface, rúcula e agrião
• 2 col. (sopa) de arroz (integral, de preferência)
• 1 concha média de feijão
• 1 filé médio (100 g) de frango grelhado

Opção 2
• Salada de rúcula, alface e tomate
• ½ xíc. (chá) de macarrão (integral, de preferência) com molho de tomate
• 1 filé (100 g) de peixe grelhado
• 1 prato (sobremesa) de legumes cozidos (abobrinha, berinjela, tomate)

Opção 3
• Salada de agrião, acelga e cenoura ralada
• 2 col. (sopa) de arroz (integral, de preferência)
• 2 col. (sopa) de grão-de-bico cozido (ou grão de soja cozido) e temperado a gosto
• 1 filé médio (100 g) de carne vermelha magra grelhada

Lanche da tarde

Opção 1
• 1 xíc. de chá verde (ou branco ou vermelho)
• 1 barrinha de cereais

Opção 2
• 1 xíc. de chá verde (ou branco ou vermelho)
• 1 fatia de pão integral com 2 col. (chá) de mel (ou duas fatias de peito de peru, se não gostar de doce)

Opção 3
• 1 xíc. de chá verde (ou branco ou vermelho)
• 2 torradas integrais com 2 col. (chá) de geléia de fruta

Jantar

Opção 1
• Sopa de cenoura ou de tomate

Opção 2
• Salada de alface,tomate e cenoura ralada
• Omelete com 2 claras e 1 fatia de peito de peru

Opção 3
• Salada colorida (agrião, tomate, palmito, 2 rodelas de mussarela de búfala, 1 col./sobremesa de gergelim e 2 castanhas-do-pará picadas)
• 1 prato (fundo) de missoshiro (caldo de soja fermentada) com cebolinha fresca picada

Ceia

• 1 banana assada com canela em pó

* Para temperar as saladas, use sal, azeite de oliva e limão.

Biomassa de banana verde

• 4 bananas-nanicas verdes

Modo de fazer
Coloque as bananas com a casca numa panela de pressão e cubra com água. Cozinhe por 15 minutos e escorra. Retire a casca e amasse (ou passe no processador) a polpa ainda quente até formar um purê. Guarde na geladeira (dura quatro dias) e use aos poucos – no mingau de aveia, na sopa ou misturado a outro alimento quente (assim, o sabor fica mais agradável).

Rende: 16 colheres (sopa)
Calorias por colher: 23

Mingau de aveia
• 1 col. (sopa) de aveia em flocos
• 1 xíc. (chá) de leite de soja
• 1 col. (sobremesa) de mel
• 2 bananas firmes picadas
• 1 col. (sopa) de biomassa (opcional)

Modo de fazer
Coloque a aveia e o leite numa panela e leve ao fogo. Mexa sem parar por 5 minutos ou até o mingau engrossar. Retire do fogo, junte o mel e a banana. Acrescente a biomassa (opcional) antes do final do preparo.

Rende: 1 porção
Calorias por porção: 207 (sem a biomassa)

Sopa de cenoura
• 5 cenouras descascadas e cortadas em fatias grossas
• 1 cebola média descascada e cortada em quatro
• 1 nabo médio descascado e cortado em triângulos
• 2 dentes de alho descascados
• 4 xíc. (chá) de água
• Sal e pimenta-do-reino a gosto
• 2 col. (sopa) de biomasssa (opcional)
• 1 col. (sobremesa) de semente de girassol (opcional)

Modo de fazer
Coloque a cenoura, a cebola, o nabo, o alho e a água numa panela grande. Leve ao fogo e deixe ferver por 15 minutos. Tempere com sal e pimenta e deixe ferver por mais 5 minutos. Deixe esfriar e, antes de servir, bata no liquidificador com a biomassa (opcional). Polvilhe a semente de abóbora (opcional) na hora de consumir a sopa, quente ou fria.

Rende: 4 porções
Calorias por porção: 130 (sem a biomassa)

Sopa de tomate
• 2 cebolas médias picadas
• 1 dente de alho
• 2 col. (sopa) de azeite de oliva
• 1 litro de suco de tomate
• 3 col. (sopa) de extrato de tomate
• 1 col. (chá) de sal
• Pimenta-do-reino a gosto
• Salsinha (ou manjericão) a gosto
• 2 col. (sopa) de biomassa (opcional)

Modo de fazer
Numa panela, coloque a cebola, o alho e o azeite. Leve ao fogo para refogar. Acrescente os outros ingredientes e deixe ferver por 20 minutos. Deixe esfriar e, antes de servir, bata no liquidificador com a biomassa (opcional). Consuma a sopa quente ou fria.

Rende: 4 porções
Calorias por porção: 130 (sem a biomassa)

Fonte: aqui

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Homocisteína, um alerta cardíaco


Nível elevado de homocisteína eleva o risco de angina instável

A ligação entre excesso de homocisteína na circulação sanguínea e problemas cardíacos não é novidade. Esse aminoácido, que se forma no organismo devido à ingestão de proteínas, é tema de muitos artigos e controvérsias nos meios científicos internacionais, mas até agora não havia pesquisa sobre seus níveis no sangue da população brasileira.

O projeto Determinação dos Níveis de Homocisteína Plasmática na População de São Paulo – A Homocisteína como Fator de Risco para Doenças Cardiovasculares vem preencher essa lacuna: comprova que níveis elevados de homocisteína aumentam em pelo menos 42% o risco de angina instável, um problema cardíaco que pode se repetir várias vezes.

Dieta e vitaminas

A boa notícia é que, identificado o excesso de homocisteína no sangue, esse nível pode baixar por meio de uma alimentação controlada ou, se necessário, de suplementos vitamínicos receitados pelo médico. Entretanto, o exame de homocisteína é feito em poucos laboratórios brasileiros. A bióloga Vânia D’Almeida, responsável pelo projeto, alerta que não é recomendável fazer o exame sem indicação médica e, muito menos, tomar suplementos vitamínicos, já que outras doenças podem aumentar o nível da homocisteína e a automedicação poderia mascarar os sintomas. Além disso, embora os estudos brasileiros ainda não apontem o alto nível de homocisteína como potencializador de outros fatores de risco, convém lembrar que cigarro, hipertensão e níveis alterados de colesterol e de triglicerídeos aumentam muito as possibilidades de doenças cardíacas.

Vânia trabalha no Centro de Genética Médica dos Departamentos de Pediatria e Morfologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde coordena o Laboratório de Erros Inatos do Metabolismo. A origem do projeto foi a constatação, pela coordenadora do Ambulatório Multidisciplinar de Doenças Metabólicas Hereditárias, a médica Ana Maria Martins, de que um grande número de crianças ali atendidas sofria de homocistinúria (excesso de homocisteína). A homocistinúria é uma doença em que uma deficiência enzimática impede o metabolismo correto do aminoácido, que então se acumula no organismo.

Com o tempo, a criança pode vir a ter problemas oculares, retardo mental e até mesmo sofrer acidentes vasculares. Vânia acrescenta: “Elas estão mais sujeitas a trombo-embolismo de uma forma geral, e encontramos na literatura científica referências de morte, às vezes aos oito ou 10 anos, devida a um quadro cardiovascular semelhante ao de pessoas idosas”.

Intrigado por esses problemas precoces, um pesquisador americano começou a investigar a possibilidade de a homocisteína causar problemas cardiovasculares em geral. “Ele estudava pacientes com doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio e angina, com 35 anos ou mais, e media o nível de homocisteína no sangue desses pacientes. A partir daí, a correlação entre o nível elevado de homocisteína e doenças cardiovasculares ficou de certa forma estabelecida”, diz a bióloga.

No mundo
Vânia diz que sua motivação foi, além do grande número de pacientes, a falta de dados sobre a população brasileira. A homocisteína está muito ligada à dieta. Estatísticas mostram que o Japão é o país com menor índice de mortes por doenças do coração, enquanto os Estados Unidos têm um dos índices mais altos. “Uma questão tornou-se importante: será que os pacientes brasileiros com doenças cardiovasculares também têm alteração nos níveis de homocisteína? Para trabalhar com os portadores de doenças cardiovasculares, no futuro, era preciso responder a essa pergunta”, ela explica.

Os resultados da pesquisa vieram da análise das amostras do sangue de 115 pacientes com doenças cardiovasculares e de 129 pessoas sadias, que foram usadas como grupo de controle. As amostras foram recolhidas na UTI de Cardiologia do Hospital São Paulo, da Unifesp, e de pacientes do Hospital Oswaldo Cruz, do Recife (PE). Os voluntários sadios eram pessoas atendidas nos ambulatórios ou funcionários dessas instituições.

A pesquisa, feita com ajuda de estudantes, pesquisadores e professores da Unifesp e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), constatou um risco 4,9 vezes maior de aumento de homocisteína nos pacientes com doença cardiovascular do que no grupo controle. Os maiores valores estavam na faixa de idade entre 31 e 40 anos. Considerados apenas os indivíduos saudáveis, os menores níveis foram os das crianças de oito a 12 anos, e os maiores, os da faixa a partir dos 60 anos. E, tanto nos pacientes quanto no grupo controle, os homens apresentaram valores mais altos que as mulheres.

Risco maior
Outra constatação foi a da probabilidade maior de pessoas com certa mutação no gene da enzima MTHFR (metileno tetra-hidrofolato redutase) terem níveis de homocisteína aumentados. A mutação é conhecida como C677T: ocorre no nucleotídeo 677 desse gene por meio da substituição de uma citosina (C) por uma timina (T). Como os cromossomos existem aos pares (exceto os cromossomos sexuais), certas pessoas podem ter essa mutação em ambos os genes do par de cromossomos. Então, as pessoas TT são mais propensas ao aumento de homocisteína.

Concluiu-se ainda que o risco de angina instável aumenta em pelo menos 42% quando o nível de homocisteína ultrapassa o valor considerado normal mundialmente, segundo muitas referências internacionais: 15 micromoles por litro. Uma alimentação rica em vitaminas B6, B12 e ácido fólico ajuda a reduzir os níveis de homocisteína. O bife de fígado é uma ótima fonte desses três nutrientes. Banana e feijão também são fontes de vitamina B6 e ácido fólico, enquanto o leite de vaca fornece vitamina B12.

Essas vitaminas são necessárias ao bom funcionamento do processo metabólico da metionina, um aminoácido essencial, presente principalmente em proteínas de origem animal que ingerimos. O organismo precisa retirar da metionina o grupo metil, importante em diversas funções como síntese de DNA, transcrição e formação de proteínas e, para isso, transforma metionina em homocisteína, que em níveis elevados torna-se um produto tóxico, que deve ser eliminado. A eliminação tem a ajuda da vitamina B6, que participa da transformação de parte da homocisteína em cistationina (composto intermediário entre homocisteína e cisteína). Quando a cisteína é formada, parte dela irá constituir peptídeos (como a glutationa, um importante antioxidante) e proteínas e parte de seus derivados é excretada na urina.

Aterosclerose
Tudo estaria resolvido satisfatoriamente, não fosse o fato de parte da homocisteína transformar-se em homocisteína tiolactona, um intermediário mais reativo que a própria homocisteína e que reage sobretudo com a lipoproteína de baixa densidade, a LDL, conhecida como mau colesterol. Essa reação forma agrupamentos químicos que irão obstruir os vasos sanguíneos e provocar aterosclerose.

No entanto, é possível um final feliz: parte da homocisteína tiolactona pode retomar a forma de homocisteína e esta, com o auxílio do ácido fólico e da vitamina B12, ganhar metil de novo e voltar a ser metionina – processo chamado remetilação. Como costumamos ingerir menos metionina do que o organismo precisa, a remetilação é uma via metabólica muito útil. Enfim, o trabalho da bióloga da Unifesp serve como importante alerta geral e uma contribuição valiosa para a prevenção das doenças cardiovasculares no Brasil e no mundo.

O projeto
Determinação dos Níveis de Homocisteína Plasmática na População de São Paulo – A Homocisteína como Fator de Risco para Doenças Cardiovasculares (nº 98/12887-8); Modalidade Auxílio a projeto de pesquisa; Coordenadora Vânia D’Almeida – Centro de Genética Médica do Departamento de Pediatria da Unifesp; Investimento R$ 21.795,00 e US$ 63.430,00

fonte

http://revistapesquisa.fapesp.br/2000/12/01/homocisteina-um-alerta-cardiaco-2/