terça-feira, 30 de junho de 2009

10 de maio - Dia dos Portadores de Lúpus


O Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica de causa desconhecida, onde acontecem alterações fundamentais no sistema imunológico da pessoa, atingindo predominantemente mulheres. O sistema imunológico é uma rede complexa de órgãos, tecidos, células e substâncias encontradas na circulação sanguínea, que agem em conjunto para nos proteger de agentes estranhos.

Uma pessoa que tem LES, desenvolve anticorpos que reagem contra as suas células normais, podendo consequentemente afetar a pele, as articulações, rins e outros órgãos. Ou seja, a pessoa se torna "alérgica" a ela mesma, o que caracteriza o LES como uma doença auto-imune.

Mas não é uma doença contagiosa, infecciosa ou maligna. A maioria dos casos de LES ocorre esporadicamente, indicando que fatores genéticos e ambientais tem um papel importante na doença.

O Lupus varia enormemente de um paciente para outro, de casos simples que exigem intervenções médicas mínimas, à casos significativos com danos à órgãos vitais como pulmão, coração, rim e cérebro. A doença é caracterizada por períodos de atividade intercaladas por períodos de remissão que podem durar semanas, meses ou anos. Alguns pacientes nunca desenvolvem complicações severas.

Histórico
Em 1851, o médico francês Pierre Lazenave observou pessoas que apresentavam "feridinhas" na pele, como pequenas mordidas de lobo. E em 1895, o médico canadense Sir William Osler caracterizou melhor o envolvimento das várias partes do corpo e adicionou a palavra "sistêmico" à descrição da doença.
Lupus=lobo eritematoso=vermelhidão sistêmico=todo

Definição
O "American College of Rheumatology", uma associação americana que reune profissionais reumatologistas, estabeleceu em 1971 e revisou em 1982, 11 critérios que definem o quadro de Lupus. Estes critérios foram modificados em 1997. Uma pessoa pode ter LES se 4 critérios estiverem presentes:

Critérios de pele:1 - mancha "asa borboleta" (vermelhidão característica no nariz e face)
2 - lesões na pele (usualmente em áreas expostas ao sol)
3 - sensibilidade ao sol e luz (lesões após a exposição de raios ultravioletas A e B)
4 - úlceras orais (recorrentes na boca e nariz)

Critérios sistêmicos:
5 - artrite (inflamação de duas ou mais juntas periféricas, com dor, inchaço ou fluído)
6 - serosite (inflamação do revestimento do pulmão - pleura, e coração - pericárdio)
7 - alterações renais (presença de proteínas e sedimentos na urina)
8 - alterações neurológicas (anormalidades sem explicações - psicose ou depressão)

Critérios laboratoriais:
9 - anormalidades hematológicas (baixa contagem de células brancas - leucopenia, ou plaquetas - trombocitopenia, ou anemia causada por anticorpos contra células vermelhas - anemia hemolítica)
10 - anormalidades imunológicas - (células LE, ou anticorpos anti-DNA, ou anticorpos SM positivos, ou teste falso-positivo para sífilis)
11 - fator antinúcleo positivo (FAN)

O diagnóstico correto é feito a partir do histórico do paciente associado ao exame clínico e exames laboratoriais. Algumas perguntas feitas ao paciente podem ajudar bastante no diagnóstico.
1 - você teve dor ou inflamação das juntas por mais de 3 meses?
2 - você teve feridinhas em sua boca ou nariz por mais de 2 semanas?
3 - os seus dedos mudam de cor, ficando pálidos ou roxos, quando o tempo está frio ou quando estão em contato com água fria?
4 - alguma lesão de pele, vermelha, surgiu no seu rosto, sobre o nariz e bochechas, por mais de um mês?
5 - durante algum exame de sangue alguém lhe disse que a contagem de células vermelhas, brancas ou plaquetas estava baixa?
6 - sua pele fica muito vermelha e irritada, principalmente no rosto, depois que você toma sol? É pior em comparação com outras pessoas?
7 - você sentiu dificuldade ou dor para respirar durante alguns dias?
8 - você tem perdido muito cabelo ultimamente? Mais do que o normal?
9 - você já teve alguma convulsão?
10 - alguma vez você fez exame de urina onde foi constatada muita proteína?

Se 3 ou mais destas perguntas forem respondidas com um "sim" é recomendável um exame de sangue para testar a possibilidade de LES.

Exames Laboratoriais

Hemograma - é o exame onde são contadas as células vermelhas (hemácias ou eritrócitos) e brancas (leucócitos) do sangue, assim como as plaquetas, responsáveis pela sua coagulação. 40% dos pacientes de Lupus apresentam anemia (queda de células vermelhas), 15 a 20% apresentam leucopenia (queda de células brancas), e ainda 25 a 35% apresentam trombocitopenia (queda de plaquetas).

Teste de Coombs - exame sanguíneo que comprova que a anemia é resultante da produção de anticorpos contra as hemácias - anemia hemolítica.

Urina - os pacientes de Lupus podem apresentar aumento de células vermelhas (hematúria), aumento de estruturas cilíndricas (cilindrúria) e aumento de proteína (proteinúria) na urina.

FAN (fator anti-núcleo) - procura-se um anticorpo dirigido contra uma substância do núcleo da célula. No núcleo localizam-se algumas proteínas e também o DNA.
Qualquer anticorpo contra o DNA ou contra as proteínas do núcleo determina um FAN positivo, o que ocorre em 95 a 100% dos casos.

Células LE - os neutrófilos são capazes de "engolir" núcleos de outras células atacadas pelo anticorpo anti-núcleo, formando as células LE positivas. Cerca de 80% dos pacientes de Lupus apresentam este teste positivo.

Anticorpo anti-DNA - existem dois tipos de DNA, nativo (dupla hélice) e mono-hélice, sendo que 60 a 80% dos pacientes com LES produzem anticorpos contra ambos. A presença do anticorpo anti-DNA sugere a possibilidade de nefrite - inflamação dos rins.

Anticorpo anti-SM - anticorpo dirigido contra uma proteína do núcleo no sangue, mas apenas 30% dos pacientes produzem esse anticorpo.

Dosagem de complemento - quando o anticorpo se liga ao antígeno forma-se uma estrutura chamada imunocomplexo. Quando este se deposita, atrai uma substância chamada complemento, responsável pela inflamação. A dosagem de complemento total (CH50) e das frações C3 e C4 são medidas, avaliando-se envolvimento renal e atividade da doença.

CAUSAS:
Porque o sistema imunológico de uma pessoa que tem Lupus se perde deixando de reconhecer constituintes do seu próprio corpo, passando a atacá-los como se fossem estranhos? Ainda não temos a resposta, mas evidências.

Imunidade
O sistema imune é regulado por uma combinação de células brancas do sangue e por algumas substâncias solúveis produzidas por elas. Existem basicamente 3 tipos destas células envolvidas no controle da resposta imune: linfócito B (produtores de anticorpos), linfócito T e o macrófago (reguladores da produção). Os linfócitos T, que estimulam a produção de anticorpos são chamados T auxiliadores, e os que reprimem a produção são chamados de T supressores.

Normalmente, o sistema imune tolera seu próprio organismo, não produzindo excessivamente anticorpos contra seu corpo. O que diferencia o paciente de LES é a enorme quantidade de auto-anticorpos dirigida contra seus constituintes próprios. Alguns estudos mostram que nos pacientes de Lupus, ocorre uma diminuição da atuação do linfócito T supressor, ou mesmo uma intensa estimulação de produção de linfócito T auxiliadores.

Genética
Alguns cientistas acreditam em uma predisposição genética à doença, mas ainda não se conhece os genes causadores. Apenas 10% dos pacientes de LES tem parentes próximos que desenvolveram a doença. E as estatísticas mostram que apenas 5% de crianças de pais que tem Lupus desenvolvem a doença.

Hormônio
90% dos pacientes de Lupus são mulheres, entre 15 e 40 anos de idade. Por isso, o Lupus parece ter alguma associação com o estrógeno, um hormônio produzido pelas mulheres em seus anos reprodutivos.

Experiências com camundongos revelaram que o estrógeno tem um efeito acelerador da doença. Fêmeas que tiveram seus ovários retirados antes da puberdade, e que receberam altas doses de hormônio masculino, tiveram a doença menos intensa. E aqueles que receberam altas doses de estrógeno, tiveram a doença exacerbada. Os estrógenos provavelmente aumentam a produção de anticorpo anti-DNA, dentre outras consequências.

Stress
O stress é comprovadamente um disparador do LES. Os cientistas pesquisam a possibilidade da adrenalina ou cortisona influenciarem o desenvolvimento da doença.

Luz Ultravioleta
Cerca de 30 a 40% dos pacientes de Lupus apresentam sensibilidade ao componente ultravioleta vindo da luz solar ou artificial, em função de:
- alteração no DNA estimulando a produção anormal de anticorpos contra ele;
- células da pele (queratinócitos) quando expostas à luz ultravioleta estimulam os linfócitos a produzirem anticorpos;
- a luz UV dificulta a retirada dos imunocomplexos da circulação, que podem se depositar em alguns tecidos provocando inflamação.

VírusÉ possível que linfócitos B sejam infectados por vírus e provoquem a produção de anticorpos em pacientes susceptíveis.

Substâncias Químicas
Alguns remédios como procainamida (para distúrbios do coração), hidrazida (para tuberculose), difenilhidantoína (para epilepsia), hidralazina (para pressão alta), podem produzir um conjunto de sintomas semelhante ao LES em pacientes predispostos. Descobriu-se que os pacientes demoram mais para metabolizar essas drogas, bastando a suspensão do uso para a regressão dos sintomas.

TRATAMENTO
Em qualquer tratamento de uma doença, individualizado e prolongado, é preciso desenvolver um ambiente de confiança e honestidade entre o médico e o paciente, a partir de um diálogo franco e aberto. É preciso obter todas as informações sobre o Lupus e os recursos da medicina atual para tratar e controlar suas manifestações.

Não há um remédio para o Lupus que funcione da mesma forma como um antibiótico funciona para acabar com uma infecção. O tratamento do LES engloba uma série de medidas, entre medicamentos e normas para que se viva bem.

SolOs pacientes com fotossensibilidade ou manchas, devem evitar a exposição ao sol, fazendo sempre o uso de filtros solares.

DietaSabe-se que, quando os pacientes usam corticosteróides, a retenção de água no organismo acontece provocando inchaços, devendo-se então diminuir o sal na dieta normal. Quando o peso está acima do normal, deve-se reduzir calorias.
Há estudos sobre a eficácia de óleo de peixe na redução de inflamação. Além disso, cientistas suspeitam que o aminoácido l-canavanina presente na alfafa, provoca sintomas de Lupus, o que foi comprovado em pesquisas com macacos. Deve-se então evitá-la.

Drogas, Álcool e Fumo
Sulfas, anticoncepcionais orais e penicilinas podem disparar a doença e devem ser evitados. O álcool e o fumo são prejudiciais a qualquer pessoa, mas no caso de LES deve-se principalmente evitar a interação do álcool com sedativos e antialérgicos, e do fumo no caso de acometimento pulmonar.

Exercícios e Repouso
As articulações tem estruturas que devem ser bem cuidadas. Quando inflamadas precisam de períodos de repouso intercalados com os de atividade, evitando-se lesões. Também deve-se dar atenção à postura e posições de trabalho e lazer. Por isso, exercícios regulares podem ajudar a prevenir fraqueza muscular e fadiga.

MedicamentosNão existem programas de tratamento iguais para todos os pacientes. Considera-se o grau de evolução da doença bem como as queixas de cada paciente. Muitas vezes são utilizados vários remédios ao mesmo tempo para controlar os sintomas.

Corticosteróides - são hormônios sintéticos, cópia do hormônio cortisona produzido pela glândula supra-renal, extremamente potentes contra a inflamação. Mas apresentam efeitos colaterais em dosagens altas como ganho de peso, "inchaço", espinhas, pressão alta, catarata, devendo então ser usados com precaução e unicamente através de indicação médica. Os mais comuns são: prednisona, prednisolona, hidrocortisona, entre outros.

Antiinflamatórios não-esteróides - alguns sintomas como fadiga, febre e artrite podem ser tratados eficientemente com não-esteróides. Não apresentam os efeitos colaterais dos esteróides, mas registra-se a intolerância do estômago. O mais antigo é a aspirina.

Antimaláricos - são muito úteis para o controle da artrite e problemas de pele, usados também contra a malária. O maior problema com o seu uso se refere à visão, devendo-se estar atento à acuidade visual, o que sugere exames de controle junto ao oftalmologista. Os antimaláricos usados são cloroquina e hidroxicloroquina.

Imunossupressores - são usados para diminuir a ação do sistema imune, existindo controvérsias sobre o seu uso em função de grandes efeitos colaterais. É preciso avaliar muito seriamente os benefícios e riscos associados a este tratamento.

portadores de lúpus eritematoso sistêmico


Mais remédios...
Enquanto os governos lutam por menos remédios para o povo, a Justiça Federal determina a distribuição dos medicamentos excepcionais para os necessitados. Pode haver problema de caixa, mas a Constituição Federal precisa ser respeitada...

... hoje e sempre!...

Pois bem. A Justiça Federal julgou procedente ação civil pública proposta pelo Ministério Público (MP) federal contra a União, o governo do Paraná e o Município de Ponta Grossa, determinando a imediata aquisição do medicamento Micofenolato Mofetil 500mg para fornecimento gratuito a todos os portadores de lúpus eritematoso sistêmico residentes na Subseção Judiciária de Ponta Grossa.

Esse medicamento -ao contrário do que quer o ministro José Gomes Temporão- não consta da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). De acordo com a decisão, o remédio deve ser entregue no posto de saúde mais próximo da residência do portador da doença, mediante a apresentação da prescrição médica atualizada. Poderá ser fornecido o remédio genérico ou com variações do nome de fantasia.

O Juiz Federal destacou a obrigação do Poder Público de garantir o direito à vida, "fornecendo de forma gratuita e ininterrupta, um medicamento necessário ao seu tratamento, ainda que não conste da lista oficial".

O Lúpus eritematoso sistêmico é uma doença crônica, auto-imune, que causa inflamações em várias partes do corpo, especialmente na pele, juntas, sangue e rins. As causas do Lúpus não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que fatores ambientais e genéticos estão envolvidos. Alguns dos fatores ambientais que podem despertar a doença são: infecções, medicamentos, exposição a raios ultravioletas e o estresse.

O texto sobre Lúpus foi retirado de:
http://www.lupusonline.com.br/politica.asp#

Sociedade Brasileira de Dermatologia
http://www.sbd.org.br/
Fique por dentro do que acontece no universo da dermatologia.

Saúde Bucalhttp://www.saude.gov.br/sps/areastecnicas/bucal
Informações e publicações educativas sobre a saúde bucal.

Ministério da Saúdehttp://www.saude.gov.br
Traz informações (programas, aplicação de recursos, legislação, epidemiologia, etc) e links para outros órgãos vinculados ou não.

Dor e Inflamação
http://www.doreinflamacao.com.br
Informações sobre serviços, produtos e novidades no tratamento de dores, incluindo a artrite.

Bio Saúdehttp://www.biosaude.com.br
Informações diversas sobre a saúde destinadas ao público em geral.

Fundação Pró-Renalhttp://www.pro-renal.org.br/
Entidade criada pelo Dr. Miguel Riella, Curitiba, realiza campanhas, financia pesquisas e auxilia pessoas com problemas renais crônicos.

Portal da Osteoporose
http://www.osteoporose.org.br/
Informação, discussão, prevenção e novidades sobre a osteoporose.

Ergonet Online
http://www.ergonet.com.br
Portal temático sobre ergonomia - tudo sobre Lesões por Esforços Repetitivos (LER/DORT) e riscos ergonômicos presentes nos locais de trabalho.

O coração sente, o corpo dói

Como reconhecer, tratar e prevenir a fibromialgia e doenças associadas,que impõem um sofrimento real a pessoas aparentemente saudáveis

Sumário

Introdução: Uma luz no fim do túnel. A fibromialgia é uma doença real, debilitante, que provoca um sofrimento intenso agravado pela incompreensão. Mas é possível superá-la.

1. Fibromialgia? Que doença é essa? Quem são os maiores atingidos e de que forma ela prejudica a qualidade de vida. Conheça melhor a síndrome que parece vir do nada.

2. Os principais sintomas. Dores persistentes, fadiga e distúrbios do sono encabeçam a lista, que inclui também formigamento e depressão. Saiba reconhecer esses indícios.

3. De onde vem tanta dor. O que acontece no sistema nervoso central e periférico para amplificar a dor: o excesso de substância P, a falta de serotonina e outras alterações.

4. Quais são os gatilhos. Predisposição genética, estresse físico e emocional, acidentes, cirurgias, ataques virais, o que pode desencadear a fibromialgia?

5. O peso das emoções. Como a história de vida e o estresse de todo dia contribuem para o aparecimento, a manutenção e o agravamento das dores e outras queixas.

6. Dá para prevenir? Alimentação saudável, exercícios físicos, combate ao tabagismo. O que fazer para se proteger, sobretudo se tiver casos na família.

7. Diagnóstico acertado. Exames de última geração não identificam a fibromialgia, apenas excluem outras suspeitas. A tarefa cabe a um médico experiente.

8. Doenças que se confundem. Osteoartrose e artrite estão entre as enfermidades que apresentam sintomas semelhantes aos da fibromialgia ou atacam ao mesmo tempo.

9. Você não está louco.O diagnóstico traz alívio. Após peregrinar por consultórios e agüentar até a desconfiança da família, finalmente a pessoa descobre o que tem.

10. Princípios do tratamento. Um pacote de medidas que englobam medicamentos, exercícios físicos e coadjuvantes e variam conforme o caso, traz de volta o bem-estar.

11. As armas químicas. As principais indicações dos diversos remédios usados no tratamento da fibromialgia e as últimas novidades dos laboratórios.

12. Exercícios, na medida certa. Se não for personalizada e muito bem orientada, a prática regular de atividade física pode piorar o quadro, em vez de fazer bem.

13. Muito além da fisioterapia. Isolados, os choquinhos, fornos e ultra-som pouco adiantam. O treinamento físico é o mais importante para a recuperação.

14. Acupuntura e outros métodos complementares. Saiba o que realmente funciona e o que ainda não tem comprovação científica para não perder tempo, nem dinheiro.

15.O valor da psicoterapia. A terapia cognitivo-comportamental ajuda a administrar o estresse, reorganizar sua vida e até mesmo vencer a dor.

16. O que você pode fazer para se ajudar.Sugestões úteis para aliviar os sintomas e outros cuidados que diminuem a dor, melhoram o sono e auxiliam a recuperação

17. O dia seguinte. Quanto tempo demora para os remédios fazerem efeito? É possível se livrar de todas as queixas? Existe cura para fibromialgia?

18. Mitos e verdades. O que é verdadeiro e o que é falso do que se ouve falar por aí...

19. Teste: será que você tem fibromialgia? Para ajudá-lo a reconhecer a síndrome, de preferência o quanto antes.

20. Daqui pra frente. Chegou a hora de cuidar melhor de si!!!

“Todo mundo é capaz de suportar uma dor, com exceção de quem a sente.”
William Shakespeare, dramaturgo inglês (1564-1616)


Uma luz no fim do túnel

“O meu sonho de consumo é passar 24 horas sem dor em 46 anos de vida”.
Vera, portadora de fibromialgia

Insuportável para quem tem. Incompreensível para quem acompanha de fora. A fibromialgia é uma doença real, debilitante, que provoca dores persistentes e generalizadas pelo corpo -- se além delas você sentir um cansaço desproporcional ao esforço feito, não dormir bem, tiver enxaqueca, sensação de formigamento nos braços e/ou nas pernas, além de uma irritabilidade inexplicável, atenção, você é um sério candidato! Embora não mate, deforme, nem enlouqueça o portador, ela prejudica (e muito!) sua qualidade de vida.

As dores físicas são agravadas por uma outra dor, a da incompreensão. O contato com pacientes e familiares me fez perceber o quanto a falta de informações e de um diagnóstico confiável intensifica seu sofrimento. Uma historiadora que chamarei de Paula, autora de uma significativa produção intelectual, procurou-me apresentando todos os sintomas de fibromialgia e extremamente ofendida com o médico que atribuíra suas dores à “ falta de tanque”. Outra paciente, Beatriz, após reclamar de suas muitas dores, ouviu de um médico o seguinte comentário: “É sinal de que você está viva. De que tem perna, braço...” Se um profissional da saúde, que seria o encarregado de tratar esse mal-estar, reage com tamanha incompreensão, o que esperar das demais pessoas? A solidão e a carência desses pacientes influenciaram minha trajetória profissional.

Quando optei pela reumatologia, uma especialidade médica desconhecida por boa parte da população, inclusive mães de reumatologistas[1], meu objetivo era contribuir para aliviar a dor das pessoas. À medida em que fui me familiarizando com as doenças que afetam as articulações e estruturas anexas – músculos, tendões, ligamentos, cartilagens e ossos – e conhecendo as histórias dos pacientes, eu me deparei com um grupo de sofredores absolutamente infelizes, na sua maioria mulheres, que peregrinavam por consultórios médicos sem obter o esperado alívio para as suas queixas.

Como em geral tinham uma aparência saudável e manifestavam sintomas pouco esclarecedores, eram orientados a fazer dezenas de exames. Todos davam resultados normais ou traziam algum achado que não esclarecia suas queixas, o que era decepcionante para o paciente. Infelizmente, há dores cujas causas não são descobertas por métodos de diagnóstico por imagem, mesmo os de última geração. Nenhum exame substitui o ato médico bem realizado.

A prescrição quase sempre se resumia a antiinflamatórios. Depois de tomarem vários, indicados por médicos, farmacêuticos ou até vizinhos, sem sucesso, e passarem por diversos especialistas (clínico gerais, ortopedistas, neurologistas e até psiquiatras), esses pacientes começavam a achar que sofriam de uma doença rara, grave ou de alguma forma de loucura, o que potencializava suas dores. Resultado: chegavam ao meu consultório desiludidos, desacreditados pelas famílias, que não levavam a sério aquelas dores não comprovadas por exames, e sem perspectiva de se livrarem do seu tormento.

Decidida a ajudá-los, resolvi ir à luta. Comecei a estudar a fundo as síndromes dolorosas. Além de apresentar sintomas variados, a fibromialgia pode se associar a outras doenças, o que torna o diagnóstico ainda mais complexo. Disposta a elucidar as diversas partes desse quebra-cabeça, passei a freqüentar congressos médicos internacionais sobre dor, além dos eventos na área de reumatologia. Queria aprender mais a respeito dos mecanismos envolvidos na transmissão e percepção dos estímulos dolorosos, que estão em desarranjo nos portadores de fibromialgia. Mergulhei nos livros de farmacologia (parte da medicina que estuda os medicamentos) a fim de conhecer o arsenal terapêutico disponível para tratamento das dores crônicas. Seria preciso dominar bem cada um desses fármacos, seus benefícios e efeitos colaterais, para achar a combinação exata, capaz de cobrir as diversas queixas trazidas pelos pacientes.

Enquanto isso, fui percebendo que a medicação era apenas uma parte da história. O tratamento consiste num pacote de medidas. Exercícios físicos e técnicas de autocontrole, por exemplo, são fundamentais para a recuperação, desde que bem orientados. Acupuntura também é um excelente coadjuvante, descobri numa pesquisa que realizei para a minha tese de doutorado. O mais importante, no entanto, é ouvir o paciente. Sobretudo no caso dessa síndrome, que tem um forte componente emocional, cuja origem pode estar em tempos bem anteriores às manifestações dolorosas, até mesmo na infância.

Nos últimos anos, atendi centenas de portadores de fibromialgia no consultório, na Escola Paulista de Medicina e no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Essa experiência me autoriza a afirmar que praticamente não existe dor intratável. O que existe é dor mal diagnosticada, mal tratada ou pacientes que não querem ser tratados. Sempre digo que uma pessoa tem que querer e poder se tratar. Portanto, se você (ou alguém que você ama) ainda não achou o alívio desejado, não desista!

Na maioria dos casos, só de saber que tem uma doença real, após anos de dúvidas e sofrimentos, o paciente já apresenta uma melhora considerável no seu quadro. Essa constatação me animou a escrever esse livro, destinado a portadores de fibromialgia, familiares e a todas as pessoas interessadas em conhecer melhor a síndrome. Meu objetivo é orientar para que possam identificar seus sintomas e buscar a ajuda de um reumatologista, que é o especialista capacitado a diagnosticar e tratar a fibromialgia.

A educação, apoiada em dados atualizados e evidências científicas, é o primeiro passo para a recuperação, possibilita a adoção de medidas preventivas e melhora a qualidade de vida. Acredite: é possível viver bem com a síndrome e apesar dela. Nas próximas páginas você vai descobrir como.

Evelin Goldenberg
Inverno de 2004

Capítulo 1., Fibromialgia? Que doença é essa?

“Doutora, você é a minha última esperança!”. Mal entrou no consultório, Mariângela[2], 50 anos, professora universitária, foi logo contando sua história. “Eu já estive em todos os médicos, tomei todos os remédios, fiz cirurgia e nada. Depois de ver uma entrevista sua na TV, eu me ‘diagnostiquei’ com fibromialgia. Se você não puder me ajudar, nem sei mais o que vou fazer”. Em seguida, depositou sobre a mesa uma sacola de shopping center repleta de exames normais ou que não esclareciam suas queixas. Havia ressonância magnética, tomografia, ultra-som, raios X, dosagens sangüíneas. Passou a me mostrar um por um. Pedi que guardasse tudo e me dissesse qual era o seu problema.

Tudo começou com uma dor no pescoço, que ela atribuiu a uma noite maldormida. Como a dor persistia, foi a um ortopedista, que solicitou uma radiografia e prescreveu antiinflamatórios. Não adiantou. Depois, apareceu uma dor no ombro. Mariângela foi a outro médico, que suspeitou de bursite e implantou um tratamento que não produziu resultado. Apenas no ombro, foram feitas cinco infiltrações. Pouco tempo depois, surgiram dores na coluna. Ela procurou outro profissional e mais outro, depois outro, trinta médicos no total. Em geral, solicitavam exames de imagem, que davam todos normais. Começaram a desconfiar de que o seu mal era psicológico. Enquanto isso, as dores progrediam. O décimo médico resolveu tratar a hérnia de disco flagrada numa ressonância magnética.

Mariângela estava convencida de que a hérnia era a responsável pelo seu mal-estar. Afinal, tinha que haver uma explicação palpável para seus anos de sofrimento. Aquele exame alterado era a justificativa da qual ela precisava para si mesma e para os familiares. Só que o tratamento instituído não surtiu efeito. Nem poderia, porque a presença da hérnia não esclarecia os sintomas que, a essa altura, ela já manifestava: dores no corpo inteiro, cansaço excessivo, sono de má qualidade, dores de cabeça.

O fato é que muita gente pode ter hérnia, sem que isso traga prejuízo. Estudos científicos revelam que 30% das pessoas que não têm queixas de dor nas costas e se submetem a uma ressonância nuclear magnética da coluna terão no laudo protusões ou hérnias discais. No caso de Mariângela, o sofisticado método de imagem colaborou para mais um erro no diagnóstico. É importante salientar que laudos de exames só têm valor se corresponderem às queixas e aos achados do exame físico do paciente. Se isso não for levado em conta, corremos o risco de tratar resultados de exames e não pessoas.

Mariângela fez dez, vinte, trinta sessões de fisioterapia, incluindo TENS (choquinhos), ondas curtas, ultra-som e RPG (Reeducação Postural Global), sem melhora. Tomou tantos antiinflamatórios que seu estômago já começava a protestar. Passou por uma cirurgia da coluna, mas as dores pareciam cada dia piores.

Quando veio ao meu consultório, relatou uma dor descomunal e já exibia sinais claros de depressão. Chorava muito e dizia: “Acho que não vou melhorar nunca”. Tinha engordado bastante e sua auto-estima estava por um fio. Não queria mais ir ao cinema, ao teatro, e faltava muito ao trabalho. Achava que sofria de alguma doença grave, talvez um câncer ósseo ou algum tipo severo de artrite que deformaria seus ossos e a colocaria numa cadeira de rodas. Contou que o marido dizia que “era tudo da cabeça dela”. Afinal, já tinha feito todos os exames, inclusive ressonância magnética, múltiplos tratamentos e até cirurgia e nem assim parava de reclamar ... Não era possível que tanta dor viesse do nada.

E, realmente, não vem. Mariângela é portadora de fibromialgia, uma síndrome de amplificação dolorosa, não inflamatória, que atinge de 2 a 5% da população. Parece pouco, mas se usarmos como referência as estimativas do IBGE para a população em junho de 2004, 178 milhões de brasileiros, ela ataca algo entre 3,5 a 8,9 milhões de pessoas no país. Estima-se que um em cada 50 americanos sofrem de fibromialgia. Cerca de 14 a 20% dos pacientes que procuram reumatologistas apresentam o quadro.

Democrática, a fibromialgia aparece em todas as classes sociais. O principal alvo são as mulheres: entre 80% e 90% dos portadores pertencem ao sexo feminino. Mas os homens que desenvolvem a síndrome também sofrem bastante, queixam-se de sintomas graves e alguns resistem à idéia de ter uma enfermidade considerada preferencialmente feminina.

O pico de incidência é entre 30 e 60 anos, mas também pode aparecer em crianças e adolescentes (a prevalência não foi determinada), como também em idosos, embora outras síndromes degenerativas, como o bico de papagaio, sejam mais comuns na maturidade. Nada impede, porém, que a pessoa atravesse décadas sem o diagnóstico e a fibromialgia só venha a ser detectada após os 60 anos.

Frente a frente com o “fantasma”

O nome fibromialgia nasceu da junção de três termos: o latim fibra (ou tecido fibroso), o prefixo grego mio, que diz respeito aos músculos, e algia, originário do grego algos, que significa dor. Refere-se à presença crônica de dor músculo-esquelética difusa, incluindo um segmento da coluna e múltiplos pontos dolorosos, conhecidos por tender points. Ou seja, dói o corpo todo, sobretudo os músculos, as articulações e os tecidos moles, que são as estruturas que suportam as articulações, como os tendões e os ligamentos, e a miofascia (tecido conectivo e gordura que envolvem os músculos). Por isso, a fibromialgia é classificada como reumatismo das partes moles, em comparação aos clássicos reumatismos inflamatórios/degenerativos, entre eles, a osteoartrose (popular bico de papagaio) e as artrites, que danificam as articulações.

A dor difusa é entendida como uma sensibilidade dolorosa acima e abaixo da cintura, do lado direito e esquerdo do corpo e um segmento da coluna. A intensidade é variável. Enquanto alguns pacientes mencionam dores leves, outros descrevem tamanha sensibilidade que até um carinho dói. Às vezes, a dor é percebida como uma sensação de peso numa parte do corpo, outras vezes, compara-se a um forte aperto, uma queimação, um ardor.

Ao contrário do que se pode supor, a síndrome não é uma invenção moderna. Alguns relatos bíblicos já foram interpretados como indícios de fibromialgia. “Ó vos todos, que passeis pelo caminho, olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta a mim que o Senhor feriu no dia de sua ardente cólera. Até aos meus ossos lançou ele do alto um fogo que os devora... Eu ando amargurado o dia inteiro”, escreveu o profeta Jeremias nas suas Lamentações (1, 12-13)

No entanto, a primeira descrição oficial data de 1816. O cientista Balfor foi o pioneiro a localizar os pontos dolorosos. Após a virada do século (1904), o médico inglês William Gowers usou o termo fibrosite para designar os sintomas que hoje são atribuídos à fibromialgia.

Nas décadas seguintes, foram publicados trabalhos com dados conflitantes. Até que o Colégio Americano de Reumatologia (ACR) resolveu patrocinar um estudo realizado em vários centros médicos dos Estados Unidos e do Canadá. A finalidade era estabelecer critérios para homogeneizar a classificação da Síndrome da Fibromialgia. A definição válida atualmente é produto dessa iniciativa, cujos resultados foram divulgados em 1990.

O termo fibromialgia se refere à presença de dor difusa pelo corpo por mais de três meses, além de 11 pontos dolorosos à palpação, feita com o polegar ou o indicador. Há mais de 600 músculos no corpo humano e teoricamente todos podem conter um tender point, mas os cientistas elegeram 18 pontos dolorosos para o diagnóstico da fibromialgia. (veja ilustração na página ao lado)

Convém acrescentar que os 11 pontos sensíveis constituem apenas um critério para diagnóstico e padronização das pesquisas científicas. Logo, se você apresentar 9 ou 10 pontos dolorosos, somados aos demais sintomas, pode ser considerado um candidato à síndrome. Destaco, ainda, que a presença de outros distúrbios concomitantes não exclui o diagnóstico de fibromialgia. Aliás, é comum ela se associar a outras enfermidades, entre as quais, artrite reumatóide, osteoartrose, lúpus eritematoso sistêmico, doenças da tireóide etc. Às vezes, ela é a responsável pela dor ou um fator agravante da queixa original e, se não identificada, pode levar ao insucesso do tratamento.

Finalmente, a fibromialgia é considerada uma síndrome, não uma doença, porque se caracteriza por um conjunto de sintomas e sinais, que além da dor pode incluir, formigamento, fadiga, irritabilidade, enxaqueca, cólon irritável, pernas inquietas e distúrbios do sono. Logo, a forma como ela se manifesta varia de um portador a outro e cada caso requer um tratamento diferente.

Fora o sofrimento, a pior conseqüência é a perda da qualidade de vida. As dores e os demais sintomas atrapalham as atividades diárias, limitam os contatos sociais e podem, inclusive, levar ao rompimento dos laços familiares. Fizemos uma pesquisa na Universidade Federal de São Paulo para avaliar o nível de satisfação sexual de 20

Os pontos dolorosos

Conheça os nove pares de pontos dolorosos (tender points) empregados nos critérios de classificação para fibromialgia estabelecidos em 1990 pelo Colégio Americano de Reumatologia (American College of Rheumatology – ACR):

· NUCA (parte superior, subocipital);

· LATERAL DO PESCOÇO (no nível do ligamento transverso da quinta e sexta vértebras cervicais);

· MÚSCULO TRAPÉZIO (fica entre o pescoço e o ombro);

· FACE LATERAL DO OMBRO (músculo supra-espinhoso);

· SEGUNDA COSTELA (na junção da cartilagem entre a costela e o osso esterno);

· COTOVELO (no epicôndilo lateral);

· NÁDEGAS (quadrante superior e externo do músculo glúteo médio);

· QUADRIL (grande trocânter: região do osso fêmur)

· JOELHO (na gordura da face interna)

portadoras de fibromialgia entre 18 e 45 anos. Elas foram comparadas a 20 mulheres sem a síndrome e que ainda não tinham entrado na menopausa. Os dados preliminares apontaram uma menor capacidade de atingir o orgasmo nas pacientes. Vale lembrar que a satisfação sexual é um fator determinante da qualidade de vida. Um estudo anterior, publicado em 1999, também sugeriu uma diminuição na função sexual de mulheres portadoras de fibromialgia. As causas, porém, não foram definidas. Talvez seja em decorrência da dor, da fadiga, da depressão ou da insatisfação com o parceiro.

Trabalhos compararam o impacto de várias doenças na qualidade de vida dos portadores. A fibromialgia foi considerada pior do que a AIDS e o câncer de próstata e equivalente à doença pulmonar obstrutiva (enfisema que obriga o uso de bombinha para respirar).

“À dor que limita e empobrece a qualidade de vida, soma-se a dor moral que uma enfermidade desconhecida produz, a dor de uma sociedade que despreza e ignora, a dor de não sentir-se acreditado”, afirma o manifesto da Fundação de Portadores de Fibromialgia e Síndrome da Fadiga Crônica da Espanha, distribuído naquele país em 2004 por ocasião do Dia Mundial da Fibromialgia, 12 de maio.

Voltando à paciente Mariângela, muito sofrimento teria sido poupado se seu diagnóstico tivesse sido feito precocemente por meio de um exame clínico criterioso que levasse em conta seus sintomas físicos e sua história emocional. Afinal, a dor também pode ser desencadeada por um estresse: um trauma de infância, um problema com o marido, dificuldades do dia-a-dia. Não estou afirmando que a fibromialgia é uma condição psiquiátrica. Mas, sem dúvida, fatores psicológicos podem contribuir para o início, a manutenção e a piora da crise.

Neste caso específico, a paciente tinha um pai alcoólatra. Desde cedo precisou trabalhar, mas nunca conseguiu apoio da família. Arrumou um namorado do qual engravidou, mas ele não assumiu a criança. Foi quando teve início a dor no pescoço. A filha desenvolveu um aneurisma cerebral. Fez a cirurgia e está curada. A dor de Mariângela é fruto dessa história. Nem todas as pessoas que enfrentam essa seqüência de situações estressantes manifestam a fibromialgia ou qualquer outra doença, mas para algumas, geneticamente predispostas, elas servem de gatilho.

Ao final do atendimento, essa paciente me disse que estava feliz porque teve 1 hora para ser ouvida e examinada, diferentemente do que aconteceu outras vezes, em que as consultas duravam 15 minutos e se resumiam por vezes a pedidos de exames. Pude perceber que a conversa valeu mais do que o remédio. Pior do que a dor, era o descrédito que notava por parte dos familiares e de alguns médicos.

Hoje, Mariângela toma medicamentos para estabilizar o humor e reduzir a sensação dolorosa e pratica exercícios físicos com orientação adequada. Quando algum fato tumultua sua rotina, por exemplo, a recente morte do cachorro dado pela filha, ela recorre aos analgésicos até se estabilizar novamente. Em um ano, melhorou tanto que parece outra pessoa.


http://www.clinicagoldenberg.com.br/coracao.asp?areaid=1

Síndrome do Túnel do Carpo

Compressão do nervo do punho

Muito comum entre mulheres na faixa de 35 a 60 anos, a Síndrome do Túnel do Carpo é uma doença que ocorre quando o nervo que passa na região do punho (nervo mediano) fica submetido à compressão. Os resultados são incômodos como dormência e formigamento nas mãos, principalmente nas extremidades dos dedos e que pioram durante a noite.

Como o quadro tende a ser progressivo, merece toda atenção. Nos casos mais avançados pode haver perda de força para segurar objetos com a mão. Segurar volante do carro, amarrar calçados ou descascar frutas e legumes pode ficar impossível caso o diagnóstico não seja descoberto a tempo. Pessoas que se dedicam a trabalhos manuais com movimentos repetidos ou tem associação com alterações hormonais como menopausa e gravidez (geralmente desaparece ao fim da gravidez) são mais propensas a desenvolver o problema.

A comprovação da compressão do nervo é feito através de um exame chamado eletroneuromiografia, capaz de constatar um atraso na condução de estímulo elétrico pelo nervo mediano ao punho. O tratamento varia de imobilizações específicas a cirurgias, nos casos mais graves.

No entanto, o melhor remédio é prevenir, fazendo intervalos durante a digitação, diversificando os trabalhos e mantendo uma postura adequada, por exemplo.

Equipe Bem Star

Chá Verde: Planta do bem



Muito mais do que os efeitos desintoxicantes, aceleradores do metabolismo e queimadores de gordura atribuídos ao chá verde, uma pesquisa acaba de revelar que a planta possui um componente capaz de combater a artrite reumatóide. A substância, conhecida como Epigalocatequina 3 Galato, inibe a produção de moléculas que estimulam a inflamação e o desgaste das articulações em pessoas com a doença.

Para quem pretende saborear esta bebida que, apesar de amarga, vale o sacrifício, é importante reservar alguns cuidados. Recomenda-se guardá-lo bem acondicionado em local fresco e seco e, na hora do preparo, passar água fervente no bule e nas xícaras. Especialistas aconselham que a água esteja um pouco abaixo da fervura e, de preferência, nada de acrescentar açúcar. Preparar a bebida é simples: faça uma infusão com uma colher de sopa rasa da erva para cada xícara de água "quase" fervente. Ele pode ser misturado a outros chás como o capim-limão, por exemplo.

Estímulo maior é saber que o chá verde possui ainda outros benefícios. Consumi-lo regularmente ajuda a prevenir alguns tipos de câncer, artrose, aterosclerose e outras doenças degenerativas. E ainda: por conter manganês, potássio, ácido fólico e as vitaminas C, K, B1 e B2, ajuda a prevenir doenças cardíacas e circulatórias. Sem contar que diminui as taxas do LDL (colesterol que faz mal à saúde) e fortalece as artérias e veias.

FONTE
Equipe Bem Star

Nozes, castanhas e amêndoas ativam a queima de gordura


Nozes, castanhas e amêndoas ativam a queima de gordura. E não são só elas: outras oleaginosas também são muito indicadas para quem quer perder peso

por Fernanda Bosnich

As também chamadas “amêndoas” estão sendo progressivamente valorizadas por agregar saúde à alimentação. Entre as mais conhecidas e consumidas no Brasil estão: castanha-do-pará, noz, amêndoa, castanha de caju e avelã.

Como o próprio nome revela, o fruto oleaginoso possui abundância de óleo, e, apesar de ser pequeno, suas características são bastante expressivas: é saudável, nutritivo... e um tanto calórico! Porém, os especialistas garantem que o consumo moderado não só é permitido, como indicado.

Na medida certa

Como acontece com todos os alimentos, a recomendação é que elas não sejam ingeridas em excesso. Por outro lado, deixando-as fora do cardápio, você abre mão de grandes parceiras na busca do peso ideal. Quando aliadas a uma dieta, as oleaginosas auxiliam no emagrecimento, já que são ricas em gorduras monoinsaturadas, responsáveis por equilibrar o nível de açúcar no sangue e ativar o metabolismo da queima de gorduras.

“O segredo está na quantidade. Comer três a quatro unidades de uma delas por dia é o suficiente para usufruir de todos os benefícios sem prejudicar o regime”, afirma a nutricionista Vivian Talarico.

Na hora de levá-las para casa, dê preferência as que vêm com a casca, pois é dessa forma que seus nutrientes são preservados. De acordo com a nutricionista Cláudia Cristina Szego, da Prime Nutrition, de São Paulo, outra dica é conservá-las na geladeira, evitando assim a oxidação.

Veja a seguir as principais características

Em geral, as frutas oleaginosas apresentam as mesmas propriedades: combatem o envelhecimento celular, previnem diversas doenças e contêm um tipo de gordura saudável, a monoinsaturada, responsável por efeitos como a diminuição do LDL (colesterol ruim) e o aumento do HDL (colesterol bom)

NOZ
Ótima fonte de energia; potássio; proteína vegetal e vitamina E, que tem ação antioxidante, além de proteger contra doenças do coração. Também é rica em ácido elágico, que pode inibir o crescimento de células cancerígenas.

AMÊNDOA
Fonte de proteína, fibras e ferro, além de conter mais cálcio que o leite

AVELÃ
Rica em potássio, proteína, vitamina E, fibras e cobre

CASTANHA-DO-PARÁ
Fornece selênio, mineral antioxidante que atua no equilíbrio da tireóide e do magnésio. Contém ômega 3, gordura que previne doenças do coração.

CASTANHA DE CAJU
Possui proteínas, é rica em aminoácidos essenciais, aumenta os níveis de HDL (bom colesterol)

Segundo Vivian, a noz pecan é semelhante àquela que conhecemos, tanto na aparência (só tem a casca mais lisinha) quanto no sabor. “A principal diferença está no nome original: a pecan é chamada Carya illinoinesis e a noz tradicional, Juglans”, ensina.

Cuidado com as calorias!

Veja o valor energético por 100 gramas

Amêndoa 647 calorias
Avelã 725 calorias
Castanha-do-pará 683 calorias
Castanha de caju 505 calorias
Noz 698 calorias

FONTE
 UOL

Barriga Chapada Amanhã!

Barriga Murchinha!

Um cardápio que você faz em um dia e no outro já está com o abdômen mais murchinho, para desfilar sem medo de ser feliz

Quer aumentar sua segurança com o corpo e a auto-estima, e ainda permitir que aquele jeans, que só entra no sufoco, suba mais fácil ou que o biquíni entre sem dramas? É só apostar na dieta de emergência (de apenas 1 dia!) que a nutricionista Camila Pinto da clínica Nutriclube/PR, montou aqui. Faça e depois confira o seu abdômen murchinho já no dia seguinte. O melhor é que esse regime dá um tremendo estímulo para controlar a boquinha nervosa durante as férias.

Resultado Amanhã

O efeito visível desse menu acontece de um dia para o outro por vários fatores:

1. A quantidade de alimentos no prato diminui e soma 900 calorias por dia. "Com isso, o corpo automaticamente desincha e a barriga dá uma encolhidinha", garante a nutricionista.

2. O cardápio sugerido é rico em água e fibras. ''Essa dupla estimula o bom funcionamento intestinal, o que é superimportante já que a prisão de ventre provoca gases que aumentam o diâmetro abdominal, fazendo a pessoa se sentir barriguda'', diz Camila.

3. O sal é bastante reduzido, afinal ele é o vilão responsável por fazer o organismo reter líquidos e deixá-la inchada.

4. Refrigerantes ficam de fora, pois também provocam gases.

Seguindo à risca

A proposta da dieta é tentadora, mas nada de dar de ombros à recomendação da nutricionista e segui-la por mais de um dia, ok? Caso contrário, você pode colocar sua saúde em risco! Por outro lado, também não vale comemorar o sucesso do regime comendo pastel e caldo de cana no dia seguinte. Senão, adivinha quem vai reaparecer com força total?

CAFÉ DA MANHÃ

01 pote de iogurte natural batido com 02 colheres de aveia em flocos e 01 porção de fruta (banana/maçã/goiaba...)

LANCHE DA MANHÃ

01 cx. de água de coco

ALMOÇO E JANTAR

01 prato de verduras temperadas com limão e sal/ 01 pires de legumes crus ou cozidos al dente temperados com 01 colher(sopa) de azeite de oliva ou 03 castanhas ou nozes moidas/ 01 filé de peixe grelhado ou 02 fatias de queijo branco/ ou 02 ovos cozidos ou 03 colheres (sopa)de atum/ 01 taça de gelatina.

LANCHE DA TARDE

150 ml de leite batido com duas porções de frutas (mamão/ banana/ morango/ ameixas secas ou damascos...)


FONTE

Resultado Amanhã

Perfil Sempre Magrinho

Não adianta diminuir o abdômen rápido e no outro dia descuidar da alimentação, certo? Para compensar o esforço e ajudá-la a eliminar até 6 Kg em 1 mês, a nutricionista Camila Pinto elaborou este cardápio de 1.100 calorias diárias:

Café da manhã

Opção 1
1 xíc. (chá) de leite desnatado com café
2 torradas integrais
2 pontas de faca de geléia light

Opção 2
1 copo (200 ml) de suco light
1 fatia de pão de fôrma integral
1 col. (sopa) de queijo cottage
2 fatias finas de peito de peru

Opção 3
1 pote de iogurte light com 3 col. (sopa) de granola sem açúcar
1 fruta pequena

Opção 4
1 copo (200 ml) de leite desnatado batido com ½ banana, ¼ de papaia,
1 col. (sopa) de aveia em flocos e 1 col. (chá) de mel

Opção 5
1 barra de cereal light
1 caixinha de suco com soja light
1 fruta pequena
Lanche da manhã

Opção 1
1 fruta pequena

Opção 2
3 frutas secas

Opção 3
1 caixinha de água-de-coco

Opção 4
1 frasco de leite fermentado

Opção 5
1 caixinha de suco light

Almoço

Opção 1
1 prato (sobrem.) de verduras
1 pires (chá) de legumes cozidos temperados com 1 col. (chá) de azeite, vinagre e sal
3 col. (sopa) de arroz integral
1 filé médio de frango grelhado
1 taça de gelatina light

Opção 2
½ prato raso de verduras
½ prato raso de espaguete al dente com molho de tomate e manjericão
1 col. (chá) de queijo ralado

Opção 3
1 pires (chá) de brócolis refogado
1 batata média cozida
1 posta média de peixe grelhado
1 taça de gelatina light

Opção 4
1 prato (sobrem.) de agrião com 3 rodelas de beterraba cozida
1 sobrecoxa de frango ensopada ou assada sem pele
3 col. (sopa) de polenta

Opção 5
1 prato raso de verduras
3 col. (sopa) de salada de feijão branco com molho vinagrete
1 bife médio de alcatra grelhado
1 taça de gelatina light

Lanche da tarde

Opção 1
1 caixinha de suco light

Opção 2
3 frutas secas

Opção 3
1 fruta

Opção 4
1 caixinha de água-de-coco

Opção 5
1 copo pequeno (180 ml) de suco de abacaxi

Jantar

Opção 1
omelete feita com 1 ovo inteiro, 1 clara, 1 tomate, 1 fatia de queijo branco e 1 pires (chá) de escarola
1 fatia de pão de fôrma integral torrado

Opção 2
salada feita com 1 tipo de verdura, legumes variados, 1 tipo de carboidrato (pode ser 4 col. (sopa) de milho, 1 fatia de pão cortada em cubos ou 1 pires (chá) de macarrão al dente), 1 tipo de proteína (2 fatias de queijo minas, 4 fatias de peito de peru, 3 fatias de presunto magro, 3 col. (sopa) de atum light, 2 ovos cozidos ou 1 filé de peito de frango desfiado) Tempere com 1 col. (chá) de azeite e sal

Opção 3
1 prato de sopa de legumes com um pouquinho de macarrão e 1 filé de peito de frango desfiado ou 1 pires (chá) de músculo picado

Opção 4
1 prato (sobrem.) de alface e 1 tomate
1 pão francês sem miolo
1 bife médio grelhado

Opção 5
1 prato (sobrem.) de verduras
1 pires (chá) de legumes temperados com 1 col. (chá) de azeite, vinagre e sal
1 filé médio de frango grelhado
2 col. (sopa) de arroz

Ginástica com a Solange Frazão


Solange Frazão ensina a afinar malhando só 15 minutos por dia
Falta de tempo não é mais desculpa! Solange Frazão ensina você a perder 3 kg por mês, com exercícios simples e rápidos para diminuir e tonificar barriga, culote, pernas e bumbum
Por Vladimir Maluf

Para quem não é muito fã de exercícios físicos, essa série é ideal. A apresentadora de TV e personal trainer, Solange Frazão, que sabe tudo quando o assunto é manter a forma, ensina você a eliminar 3 kg por mês com malhação. Os seis exercícios que ela mostra ajudam você a emagrecer sem flacidez, nas regiões mais críticas do corpo: barriga, culote, pernas e bumbum. Além disso, ela dá as dicas preciosas de quem passou dos 40 anos com um corpo invejável. Essa atividade surte mais efeito se for aliada a 30 minutos de caminhada e uma dieta saudável.

Programa

Para fazer os exercícios, você vai precisar de um colchonete, pesinhos e caneleiras, de dois quilos cada. Conforme for progredindo, o peso e o número de repetições podem ser aumentados. Com isso, você fortalece as regiões trabalhadas e reduz medidas sem flacidez

Truques da Solange

São atitudes fáceis que podem ser incluídas à sua rotina. Logo você vai se habituar e nem vai sentir que está queimando calorias extras. Veja:

- Tome chá verde três vezes ao dia

- Beba 3 litros de água por dia

- Desça do ônibus dois ou três pontos antes

- Suba e desça um lance de escada por três vezes

- Troque os elevadores pela escadaria

- Pare de usar o controle remoto dos aparelhos

- Faça pequenas compras a pé (padaria, mercado, feira)

- Aproveite o final de semana para fazer uma caminhada mais longa

- Escolha passeios que promovam a atividade física, como andar no parque com as crianças em lugar de ficar duas horas sentada no cinema

- Use mel ao invés de açúcar

- Evite comprar/usar equipamentos que estimulam o ócio, como vidro elétrico no carro, por exemplo. Compre os de manivela. Além de serem mais baratos, você movimenta o braço!

1. Agachamento aberto - interno de coxa

Com os pés na posição "dez para as duas" (como os ponteiros do relógio), separe as pernas, alinhando os joelhos às pontas dos pés. Desça agachando até as pernas formarem um ângulo de 90 graus e volte à posição inicial

2. Agachamento fechado - anterior da coxa

Separe as pernas na posição paralela (pés e pernas direcionados para frente), e alinhe os joelhos em direção às ponta dos pés. Abaixe até as pernas formarem um ângulo de 90 graus e retorne.

3. Glúteo médio - Bumbum

Sobre 4 apoios (cotovelos e joelhos), flexione a perna direita. Eleve essa perna até a altura do tronco e desça, cruzando sobre a perna esquerda. Repita do outro lado.

4. Glúteo lateral - culote

Deitada de lado, com a cabeça apoiada na mão e a perna que está em contato com o solo flexionada a 90 graus. Eleve e abaixe a perna que está do lado de cima do corpo flexionada em ângulo de 90 graus, apontando o pé para o chão. Faça o mesmo do outro lado.

5. Abdominal superior

Deitada de costas, braços flexionados apoiando a cabeça sobre as mãos, pernas flexionadas, plantas dos pés no solo. Encolha o abdômen, eleve o tronco e a cabeça enquanto expira, e depois contraia inspirando na descida. Repita de 15 a 20 vezes.

6. Abdominal inferior

Deitada de costas, braços flexionados, cabeça apoiada sobre as palmas das mãos, no solo. Plantas dos pés apoiadas no chão, pernas flexionadas. Eleve o tronco e a cabeça, tentando encostar o cotovelo direito no joelho esquerdo (cruzando) durante cinco vezes, estendendo a perna no retorno do exercício. Repita com a outra perna.

7. Tríceps testa

Deitada de costas, pernas flexionadas, braços estendidos na frente do corpo, segurando dois halteres. Flexione os dois braços até a altura da testa e recomece o movimento

FONTE

solangefrazao

Escolhas Saudáveis

Escolhas Saudáveis

Você é daquelas que adoram encher o carrinho do supermercado com produtos que têm poucas calorias? Essa atitude é muito boa, mas para lutar contra os quilinhos extras existem alguns alimentos que ajudam você a perder peso sem precisar mudar tanto a alimentação. É isso mesmo! Várias pesquisas comprovam o poder de alguns itens saudáveis na sua dieta. Confira a seguir 11 aliados que você pode levar à mesa sem medo de engordar.

:: Coma ovos no café-da-manhã
Eles são cheios de proteínas. Por isso, você se sente saciada por mais tempo. Para comprovar isso, pesquisadores de uma universidade dos Estados Unidos realizaram um estudo com 30 mulheres acima do peso. Aquelas que comeram até dois ovos cozidos no café-da-manhã ingeriram menos comida durante as 36 horas seguintes.

:: Bota feijão no prato!
Provavelmente, você nunca ouviu falar da colecistoquinina (CCK). Esse hormônio, produzido pelo organismo, inibe naturalmente o apetite. Segundo um estudo norte-americano, para obter mais CCK basta ingerir feijão. A pesquisa mostrou que o nível desse hormônio no sangue é duas vezes maior em pessoas que consomem a leguminosa em relação àquelas que comem apenas arroz.

:: Tempere com pimenta
O consumo regular de pimenta-vermelha pode ajudar você a perder peso. Em um estudo japonês, 13 mulheres que ingeriram pimenta-vermelha no café-da-manhã – pense numa omelete muito bem temperada – comeram menos do que estavam acostumadas na hora do almoço. Segundo os cientistas, o ingrediente mágico pode ser a capsaicina, uma substância que é encontrada nas pimentas e diminui o apetite.

:: Salada em primeiro lugar
Você se enche de comida no almoço? Para controlar essa gula, comece a refeição pela salada. Um estudo norte-americano realizado com 42 mulheres revelou: aquelas que comem um pratão de salada na entrada consomem muito menos massa depois. Segundo os pesquisadores, o segredo é o grande volume que a salada ocupa no estômago, que fica saciado com mais rapidez.

:: Amendoim contra a vontade de comer
Apesar de ser bastante calórico, esse alimento pode ajudar você a perder peso. De acordo com um estudo norte-americano, ingerir 500 calorias de amendoim (cerca de três mãos cheias) por dia ajuda a pessoa a consumir menos comida. Além disso, ele contribui para acelerar o metabolismo - ou seja, a pessoa queima calorias mesmo quando está em repouso.

:: Mais fibra, menos apetite
Se você comer uma tigela de cereais no café-da-manhã, vai ter mais facilidade para controlar o apetite durante o dia. Para comprovar isso, pesquisadores americanos colocaram 14 voluntários diante de uma mesa de bufê. Aqueles que consumiram cereais com fibras ingeriram menos alimentos depois.

:: Chá verde queima gorduras
Os antioxidantes presentes nessa bebida aceleram o metabolismo, auxiliando o organismo a queimar gorduras. Um estudo japonês realizado com 35 homens comprovou que quem ingere a bebida regularmente apresenta queda nos níveis de LDL, o chamado “colesterol ruim”.

:: Abuse da pêra
Essa fruta tem muita fibra. Por isso, diminui os níveis de açúcar do sangue e faz você beliscar muito menos entre as refeições. Isso foi confirmado por um estudo brasileiro realizado com mulheres gordinhas. Aquelas que consumiram três pêras pequenas por dia perderam mais peso do que as que ingeriram o mesmo tanto de calorias em biscoitos.

:: Coloque azeite na salada
De acordo com um estudo australiano, a gordura monossaturada do azeite ajuda a queimar calorias. Isso porque a ingestão da substância acelera o metabolismo. Então, basta consumir um pouco de azeite na salada ou no pãozinho do aperitivo.

:: Uma pitada de canela
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indica o consumo de algumas pitadas de canela durante o dia. Isso ajuda a controlar os níveis de insulina no sangue. Por tabela, também afasta a fome.

:: Vinagre para saciar a fome
Pesquisadores suecos fizeram uma descoberta estranha: quem consome vinagre se sente muito mais saciado. Isso porque o ácido acético do vinagre diminui a velocidade com que a comida passa do estômago para o intestino. Por isso, você tem aquela sensação de “estar cheia” por mais tempo.


Autor: Lorena Verli

Própolis Contra a Dengue

Segundo um pesquisador de Florianópolis, basta tomar algumas gotas diárias para que o mosquito nem se aproxime! Ninguém divulga porquê não há interesse, a própolis é barata e não enriquece ninguém, as indústrias farmacêuticas ganham fortunas com remédios para amenizar os sintomas da dengue, a Johnson ganha fortunas vendendo o Off, que é repelente de insetos...

Biólogo explica como usar Própolis contra Dengue
Publicado em 02/04/07.
O biólogo Gilvan Barbosa Gama, de Florianópolis, explica como usar a própolis contra a dengue.
Segundo ele, a própolis exala na sudorese dois dos seus princípios ativos (flavona e vitamina B) que repelem os insetos.

Composição da Própolis
A própolis é uma cera produzida pelas abelhas a partir cascas, resinas e botões de flores.
Sua composição: além das vitaminas do complexo B, C, H e O, a própolis também possui em sua composição a Flavonóides, galangia, resinas com bálsamo, cera e pólen.

Uso Preventivo
A tintura de Própolis na prevenção aos mosquitos da dengue, deve ser ingerida da seguinte forma:

Adultos: de 30 a 40 gotas diluídas em água (ausente de cloro). Um copo a cada 6hs.

Crianças: crianças de 0 a 10 anos deverão tomar a metade do peso corporal em gotas diluídas em água sem cloro (quantidade a critério).

Uso com a Dengue Instalada (TRATAMENTO RADICAL)

Adultos: tomar 7,5ml do extrato de própolis diluído em água (sem cloro). 1/2 copo na crise febril, ou seja, quando a febre se mostrar mais elevada. A partir daí, repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.

Crianças:- crianças de 0 a 3 anos: 1,5 ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade da água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.

- crianças de 3 a 6 anos: 3,0 ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade de água a critério) quando a febre se mostrar mais severa.
A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.

- crianças de 6 a 10 anos: 5,0ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade de água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTÍSSIMAS

Gilvan alerta, para não esquecer de fazer o teste ALÉRGICO para ver se quem vai tomar a própolis não é alérgico a ela. É muito rara esta sensibilidade mas pode ocorrer. Caso queira trocar a água sem cloro pela água de coco, é uma excelente pedida.

Fonte: aqui