O Camapu (Physalis angulata), também conhecido como joá-de-capote ou bucho-de-rã, é uma planta herbácea nativa do Brasil, rica em compostos antioxidantes, anti-inflamatórios e vitaminas A e C. Muito utilizada na medicina popular, destaca-se por auxiliar na regeneração neuronal, controle de diabetes, colesterol, redução de inflamações e potencial antitumoral.
Principais Características e Benefícios
Uso Medicinal: Reconhecida como purificadora do sangue, imunoestimulante e antioxidante. Estudos apontam para benefícios no tratamento de doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson, ajudando na criação de novos neurônios.
Nutrição e Culinária: A fruta amarela é pequena, doce e ácida, consumida in natura, em geleias, doces e saladas. É comum encontrá-la como "mata fome" no Norte do Brasil.
Planta: É uma solanácea (mesma família do tomate) que atinge de 70 cm a 2,5 metros, caracterizada pelo fruto envolvido por um "casulo" (cálice).
Composição: Utiliza-se toda a planta, incluindo folhas e raízes, para chás e tinturas, sendo rica em fósforo e ferro.
Como Consumir (Uso Popular):Frutos: Consumidos in natura ou em compotas.
Chá: Preparado com cerca de 20g de folhas verdes ou 10g de folhas secas em 1 litro de água fervente, comumente usado contra inflamações.
O chá de camapu (Physalis angulata) tem sido estudado como uma potencial terapia complementar para o Alzheimer devido à sua capacidade de estimular a neurogênese, ou seja, a produção de novos neurônios.
Os principais mecanismos de atuação identificados em pesquisas (majoritariamente em modelos animais) incluem:
Estímulo a Células-Tronco:
Substâncias presentes no caule e na raiz da planta estimulam a proliferação de células-tronco neurais, especificamente no hipocampo, área do cérebro responsável pela memória e severamente afetada pelo Alzheimer.
Reconstrução de Conexões:
A planta auxilia na formação de novas sinapses (conexões entre neurônios), o que pode ajudar a reverter a perda de funções cognitivas.
Inibição da Acetilcolinesterase:
Estudos recentes de 2025 indicam que extratos de Physalis podem inibir a enzima acetilcolinesterase, mecanismo similar ao de medicamentos convencionais para Alzheimer, ajudando a manter níveis adequados de neurotransmissores essenciais para a memória.
Ação Anti-inflamatória e Antioxidante: A planta possui propriedades que combatem a inflamação e o estresse oxidativo no sistema nervoso central, protegendo os neurônios existentes de danos adicionais.
O Camapu (Physalis angulata) é uma planta amazônica estudada por seu potencial no combate ao Alzheimer e Parkinson devido à presença de fisalina, um alcaloide que estimula a neurogênese (produção de novos neurônios), especialmente no hipocampo. Seus compostos bioativos atuam como neuroprotetores, anti-inflamatórios e antioxidantes, ajudando a combater doenças neurodegenerativas e melhorar a memória.
Principais Benefícios e Estudos do Camapu:
Combate ao Alzheimer: Pesquisas da Universidade Federal do Pará (UFPA) indicam que substâncias no talo do camapu estimulam o crescimento neuronal, sendo promissoras para a recuperação cognitiva.
Ação Neuroprotetora: Estudos mostram que os compostos da planta protegem o cérebro contra o estresse oxidativo e inflamações crônicas.
Outras Propriedades: Além do efeito no sistema nervoso, o camapu ajuda no controle da diabetes (reduz glicemia), colesterol, tem ação anti-inflamatória e fortalece o sistema imunológico.
Como Consumir: A planta pode ser consumida in natura (frutos), em sucos, geleias ou na forma de chá (folhas e cascas).
Como preparar o chá (uso popular):Utilize 20g de folha verde ou 10g de folha seca em 1 litro de água fervente.
Deixe ferver por 3 minutos e descanse abafado por 15 minutos.
Recomenda-se tomar de 3 a 4 vezes ao dia.
Camapu, fisalis ou juá-de-capote é muito comum aqui no nosso país, em diversas regiões. Na verdade, são duas as espécies: o Camapu (Physalis pubescens) e o Juá de capote (Physalis angulata), com diferentes características que podem ser facilmente cultivadas aqui.
Mas, o interessante é que a ciência está estudando esta planta pois, ela ajuda na recuperação dos neurônios e, portanto, das doenças neuro-degenerativas como o Alzheimer, o Parkinson e diversas outras.
Pesquisadores do Pará descobriram que uma das substâncias que o camapu (Physalis pubescens) contém no talo da planta tem a potencialidade de estimular a produção de novos neurônios no hipocampo – o hipocampo é a área do nosso cérebro que está ligada à memória – e buscam desenvolver medicamentos fitoterápicos que possam ser aplicados aos seres humanos pois, por enquanto a pesquisa se limita a outros animais. Esta pesquisa também aponta a possibilidade de que estes medicamentos possam ser usados para os que sofrem de depressão grave, onde há perda neuronal.
“A notícia é muito boa, principalmente pelo fato de esta substância estimular o crescimento neuronal na área do hipocampo. A gente está falando da criação de novos neurônios, algo que algum tempo atrás não se falava”, diz Milton Nascimento dos Santos, do Grupo de Pesquisas Bioprospecção de Moléculas Ativas da Flora Amazônica da da Universidade Federal do Pará.
Essas propriedades neurogênicas do camapu foram testadas em laboratório e em ratos e agora iniciam-se os testes clínicos e de produção a larga escala, para subsidiar a indústria farmacêutica nacional.
Mas, pelo visto, essa substância do talo do camapu é muito complexa e há dificuldades na sua sintetização, mas a planta é de fácil reprodução, com ciclo bianual. “A substância pode ser uma maravilha, mas se só é produzida pela planta uma vez por ano, a produção de fitoterápicos ficaria inviável”, diz Silva.
PROPRIEDADES MEDICINAIS DO CAMAPU
O camapu tem outras propriedades medicinais reconhecidas – é anti-inflamatório e anti-protozoário (inclusive há dados de que seu uso pode ajudar a tratar aqueles que sofrem de Mal de Chagas).
A descoberta da substância que faz com que os neurônios se regenerem foi uma casualidade da pesquisa, que apontava seus estudos para estes outros aspectos curativos do camapu.
Há mais estudos sobre as propriedades medicinais da Physalis angulata, que é conhecida como purificadora do sangue, fortalecedora do sistema imunológico e redutora das taxas de colesterol, dentre vários outros usos.
CAMAPU NO JARDIM
Mas, caso você queira ter um pé de camapu, ou de juá-de-capote, a recomendação é de que não jogue as sementes na sua horta. Essa planta é bastante agressiva em seu crescimento e vai ocupar todo o espaço, passando por cima das outras plantas, com certeza.
Então, faça um canteiro só para a sua fisalis, essa é a dica. Você pode comprar as frutinhas no mercado e separar as sementes, deixá-las secar e semear em terra fértil.
Outra fisalis que se encontra nos mercados é uma conhecida como Golden Berry a Physalis peruviana, cujo crescimento é tão agressivo quanto das outras espécies.

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