terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cuidados no Período Pós-enchente


Frente as inundações que estão ocorrerendo em todos os cantos do mundo é hora de levar à sério os avisos sobre o futuro que a natureza nos reserva. Várias cidades localizadas ás margens de rios, em encostas, morros, ou seja, em áreas consideradas de riscos, vem sofrendo com a ocorrência de desastres associados aos fenômenos climáticos. É seca, chuva, neve, tempestade, granizo, tornado, vento. Trágicas conseqüências do processo de continua e crescente intervenção humana.

Sabe-se que com o processo de urbanização há a impermeabilização do solo e aumento de escoamento por canais, produzindo aumento nas vazões máximas; há também a desorganização na implantação da infra-estrutura urbana, com obstáculos que podem obstruir o escoamento; além do processo de formação de ilhas de calor em áreas urbanas que produzem precipitações intensas, agravando a situação das inundações... causando desmoronamentos das encostas, enchentes, prejuízos sócio-econômicos, doenças, mortes.

O Ministério da Saúde emitiu na segunda-feira (24) uma série de dicas sobre os cuidados que as vítimas das enchentes devem ter nos quesitos alimentação, animais peçonhentos e leptospirose
25/01/2011 - (Redação AgoraVale)

"O cuidado com a alimentação é uma das principais medidas para proteger a saúde durante e depois da ocorrência de enchentes", diz o Ministério. Para isto, não são recomendados nestas situações, os alimentos frescos, uma vez que podem se deteriorar com mais facilidade. A dica é observar os alimentos pela cor, cheiro e aspecto fora do normal (úmidos, mofados, murchos etc). Os que estiverem fora do normal, devem ser descartados.

Um alerta importante é que os únicos alimentos que tiveram contato com as águas das enchentes e que podem ser consumidos, são os industrializados e embalados em vidro, lata, a vácuo ou em caixa tipo "longa vida", que estejam lacrados e dentro da validade. Para consumí-los, é preciso lavar as embalagens com hipoclorito de sódio (2,5%) diluído em água.

A água a ser ingerida também deve receber atenção. Ela deve ser filtrada (pode-se utilizar um filtro doméstico, um coador de papel ou um pano limpo) e depois fervida.

Quanto aos animais peçonhentos, que com as enchentes procuram abrigos dentro das casas, é preciso ter cuidado.

O Ministério da Saúde indica que "durante as atividades em locais afetados pelo desastre natural, recomenda-se utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas, botas, calçados fechados e de estrutura rígida. Além disso, é preciso cuidado na limpeza da casa, como o deslocamento de móveis e outros objetos, pois pode haver serpentes, escorpiões e aranhas nas frestas, superfícies ou cantos".

A dica é que caso encontre algum desses animais, a pessoa deve se afastar com cuidado, evitando assustar ou tocar no animal.

Caso haja acidente, as recomendações são: procurar atendimento médico imediatamente; lavar o local da picada com água e sabão, e manter a vítima em repouso até a chegada ao socorro, se possível; não amarrar a parte do corpo acidentada, e não sugar ou aplicar qualquer tipo de substância (pó de café, álcool, entre outros) no local da picada; informar ao profissional de saúde o máximo possível de características sobre o animal, como: tipo de animal, cor, tamanho, entre outras.

Já a leptospirose, doença causada pela urina dos ratos e uma das mais comuns em casos de enchente, pode ser evitada da seguinte maneira: evitar contato com a água e a lama das enchentes ou esgoto; lavar e desinfetar com água sanitária as moradias antigidas pelas águas; manter limpos os terrenos e casas.

Não deixem as crianças brincarem em lugares aonde existam águas de enchente. Lave freqüentemente as mãos das crianças, sempre antes de comer e não deixe que elas brinquem com brinquedos contaminados pelas as águas da enchente...

CUIDADOS BÁSICOS

As enchentes aumentam os riscos de contágio de doenças como a leptospirose, a hepatite e diarréias agudas. Nas enchentes o sistema doméstico de armazenamento de água pode ser contamina e, por isso, uma das primeiras providências deve ser a de desinfetar os reservatórios de água, mesmo quando não tenham sido atingidos diretamente pelas águas da enchente. O motivo é que a rede de distribuição de água pode apresentar vazamentos que permitem a entrada de água poluída, contaminando os reservatórios domésticos.

QUALIDADE DA ÁGUA

Preste atenção aos avisos das autoridades sobre a segurança no abastecimento de água municipal. Quando as águas da enchente baixarem, deve ser realizado o controle de qualidade da água assim como a desinfecção dos poços e caixas d’águas das casas residências.
Água para Beber e Cozinhar

A água engarrafada de procedência conhecida ( dentro da validade para consumo), água fervida, clorada ou filtrada é a água que pode ser bebida sem perigo de contrair doenças.

Cuidados com a água para beber e cozinhar:

• Não use água que tiver tido contato com água de enchentes para lavar pratos, escovar os dentes, lavar e preparar alimentos ou fazer gelo.

• Enquanto não for liberado o consumo da água da rede pública, beba somente água engarrafada, fervida ou clorada.

• Antes de ser consumida procure saber onde está localizada a fonte da água engarrafada. Se tiver dúvidas, a água mesmo sendo engarrafada deve ser fervida ou clorada antes de consumida. Veja na tabela 1 a proporção do cloro na água.

• Ferver a água mata as bactérias e os parasitas. Um minuto em fervura mata a maioria dos microorganismos.

Procedimento para Limpeza da Caixa d’água e/ou de Cisternas

• Esvaziar a caixa d’água, fechando o registro de entrada de água e abrindo as torneiras e os chuveiros;

• Lavar a caixa d’água esfregando bem as paredes e o fundo;

• Encher a caixa d’água com água limpa;

• Adicionar 1 litro de água sanitária (alvejante) para cada 1000 litros de água na caixa;

• Aguardar 4 (quatro) horas e esvaziar novamente a caixa utilizando esta água para lavar o chão e as paredes da casa;

• Encher novamente a caixa.

OBS.: Para beber ou lavar alimentos esta água deve ser fervida ou clorada.

Como fazer a Cloração da Água

Na cloração de água utilizar a quantidade de solução de hipoclorito de sódio 2,5%, conforme o volume de água na caixa ou cisterna, ver na tabela 1:

Tabela 1 – Cloração da Água da Caixa ou da Cisterna

Volume de Água - 1000 litros          
Quantidade de Solução Hipoclorito de Sódio 2,5% - 100 ml
Medida Prática - 2 copinhos de café descartáveis
Tempo de Contato - 30 minutos

Volume de Água - 200 litros
Quantidade de Solução Hipoclorito de Sódio 2,5% - 20 ml
Medida Prática - 1 colher de sopa ou duas de sobremesa
Tempo de Contato - 30 minutos

Volune de Água - 20 litros
Quantidade de Solução Hipoclorito de Sódio - 2 ml
Medida Prática - 1 colher de chá
Tempo de Contato - 30 minutos

Volume de Água - 1 litro
Quant. de Solução Hipoclorito de Sódio - 0,045 ml
Medida Prática - 2 gotas
Tempo de Contato - 30 minutos

A Secretaria da Saúde alerta a população para tomar cuidado com as águas de enchentes, alagamentos e formação de locais enlameados, pois podem favorecer o aparecimento de leptospirose. A doença é causada por uma bactéria presente na urina de ratos que, com as chuvas, se mistura às águas de valetas, lagoas e cavas. Essa bactéria penetra no corpo humano através de pequenos ferimentos na pele. Para evitar casos da doença, a população deve tomar alguns cuidados em caso de contato com água contaminada.

O período de incubação da doença é, em média, de sete a 14 dias após o contato com a água contaminada. Assim, a doença só poderá ser detectada com maior segurança com a realização de exames laboratoriais feitos uma semana depois do início dos sintomas, quando o médico deve ser procurado, para poder iniciar o tratamento precocemente.

Os primeiros sinais da doença são febre alta, mal-estar, dores de cabeça constantes e intensas, dores pelo corpo, principalmente na panturrilha (barriga da perna), cansaço e calafrios. Também são freqüentes dores abdominais, náuseas, vômitos, diarréia e desidratação. É comum que os olhos fiquem amarelados. Em algumas pessoas os sintomas reaparecem após dois ou três dias de aparente melhora, podendo evoluir para um quadro grave de insuficiência renal e respiratória.

**Antes do período das grandes chuvas, devem ser restauradas as tubulações danificadas das águas pluviais e da rede de esgoto e, os canais efluentes devem estar com margens limpas e desobstruídas.

**Desassoreamento e limpeza dos córregos, canalização de cursos de água e aterro e/ou drenagem de lagoas e demais coleções de águas paradas, visando prevenir a ocorrência de enchentes.


FONTE
ambientebrasil

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Música Fortalece as Emoções


Que a música faz bem ao corpo e a mente, todo mundo sabe (ou já sentiu). Você ouve um acorde ali, outro acolá e em poucos segundos é tomado por emoções que acalmam fazem você viajar no tempo e relaxar. Mas você sabia que além de relaxar, alegrar e trazer à tona lembranças e saudades, a música pode agir em nosso organismo curando doenças?

Uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina da Universidade de Maryland, em Baltimore, nos Estados Unidos, analisou 10 mil voluntários fumantes e sem problemas de saúde.

Entre outras atividades, os cientistas pediram aos pacientes voluntários que elegessem uma canção que os fizesse se sentir bem e outra que aumentasse a ansiedade.

Após a pesquisa, os cientistas perceberam que os vasos sanguíneos dos braços dos voluntários se dilataram em 26% após ouvirem uma música alegre, enquanto as canções que lembravam tristeza e causavam ansiedade provocaram uma redução de 6% no fluxo sanguíneo.

Como funciona a Identidade Sonor

Todos nós nascemos dotados da capacidade de produzir sons universais, como tossir, espirrar, estalar os dedos, dentre outros, porém, através de nossa identidade sonora, produzimos estes sons de maneiras distintas e somos capazes de identificar as diferenças.

Assim, um simples espirro, por exemplo, é um som produzido por todos, porém, cada um de nós tem um jeito particular de espirrar. E isso acontece com todos os outros sons produzidos pelo nosso corpo: batimentos cardíacos, pulsação, andar, dentre outros.

Quando uma pessoa está doente, estes sons internos acabam saindo de seu ritmo natural, que é harmônico, entrando em desequilíbrio, e é nesse momento que a música pode ser usada como tratamento. "Através de sons externos, ou seja, da música e de outros sons corriqueiros no dia a dia, conseguimos trazer de volta este paciente para o seu equilíbrio rítmico e isso favorece a sua recuperação", explica Maristela.

Mas não é só ao coração que a música fez bem

A sensação de prazer enquanto escutamos uma música é tão grande, que ela se tornou instrumento de terapias médicas auxiliando na recuperação de pacientes com diversos males e tem dado grandes resultados.

São hipertensos, doentes crônicos, crianças com problemas cognitivos e até portadores de necessidades especiais: "a musicoterapia tem o poder de curar ou ao menos amenizar os problemas de saúde dos pacientes sem o uso de medicamentos. Não que ela substitua o tratamento convencional, mas muitas vezes agiliza o processo de recuperação diminuindo o sofrimento do doente", explica a musicoterapeuta Suzana Brunhara.

Como funciona a musicoterapia?

As sessões são em grupo ou individuais e dependem muito do perfil de cada paciente. Em geral, eles passam por uma avaliação, através de um questionário em que têm que relatar todo o seu histórico de saúde e suas preferências musicais, e depois por sessões de audição e produção de diversos tipos de sons.

"A ideia é perceber as reações do paciente a cada som que ele escuta para então identificar o que mais mexe com suas emoções. Depois disso, vamos aliar atividades que tenham a ver com o seu problema a músicas que o trazem ao equilíbrio", explica a musicoterapeuta Suzana Brunhara.

Histórico musical

Embora muita gente confunda, o histórico musical da pessoa não está diretamente relacionado ao gosto pessoal dela, e sim as reações que ela tem a determinados sons.

Dessa forma, você pode gostar de rock, mas ficar com dor de cabeça ao ouvir este gênero durante muito tempo.

"O histórico pode sim ser determinado pelo gosto particular, mas em geral, está ligado a nossa memória auditiva que registra as sensações que determinadas batidas causam em nosso organismo fazendo com que sempre que a escutemos, sintamos a mesma sensação", afirma Suzana.

Se a música não agrada, a dor pode ser maior

Suzana explica que a escolha da música é fundamental para a cura do paciente. Escolher a música inadequada para o estado clínico da pessoa pode intensificar os sintomas e até causar efeitos contrários graves, dependendo do caso.

"Se o paciente sofre de algum distúrbio psíquico, por exemplo, e ouve uma música que o deixa alterado, ele pode chegar a ter um surto psicótico, por exemplo. Por isso, é preciso muita observação durante os primeiros dias do tratamento e ao histórico musical da pessoa", explica.


Você sabe porque isso acontece?

O sons ativam uma área do cérebro chamada de sistema límbico.Esta área é responsável pela percepção das emoções. A estimulação adequada desta área cerebral pode melhor certos sintomas, como a ansiedade e a tristeza.Outros benefícios observados são a melhora da capacidade cognitiva e da memória.

Quando escutamos música, nosso ouvido transforma os sons em estímulos elétricos que chegam ao nosso cérebro provocando o aumento da produção de endorfina.

Este hormônio, por sua vez, causa sensação de bem-estar e relaxa o corpo, diminuindo os batimentos cardíacos e a pressão arterial.

"Nosso organismo é dotado de uma Identidade Sonora, chamada de ISO, que comanda nossa percepção e produção dos sons. Quando há um desequilíbrio neste sistema, a pessoa doente se sente menos motivada e mais triste e a música consegue trazer de volta o equilíbrio que ela precisa", explica a fundadora e coordenadora do curso de musicoterapia da FMU, Maristela Smith.

Quando ouvimos nossas músicas preferidas, nosso coração se fortalece: ritmo, harmonia e melodia fazem nosso "coração" bater melhor e mais feliz.

Ouvir música causa liberação de dopamina

Este Neurotransmissor é estimulado por prazeres específicos como melodias. Estudo foi publicado na 'Nature Neuroscience'.

O intenso prazer que se sente ao escutar música provoca no cérebro a liberação de dopamina, um neurotransmissor que serve para avaliar ou recompensar prazeres específicos associados à alimentação, drogas ou dinheiro.

A dopamina é uma substância química da molécula do "sistema de recompensa", que serve para reforçar alguns comportamentos essenciais à sobrevivência (alimentação), ou que desempenha um papel na motivação (recompensa secundária por meio do dinheiro).

Então como pode estar envolvida em um prazer abstrato como o de ouvir música, que não parece ser diretamente indispensável para a sobrevivência da espécie?

Para entender isso, pesquisadores da Universidade McGill, em Montreal (Canadá), selecionaram dez voluntários de 19 a 24 anos entre os 217 que responderam a um anúncio solicitando pessoas que sentiram "estremecimentos", sinais de extremo prazer, ao escutar música.

Graças a vários aparelhos de diagnóstico por imagens, a equipe de Salimpoor Valorie e Robert Zatorre mediu a liberação de dopamina e a atividade do cérebro. Paralelamente, sensores informavam a freqüência cardíaca e respiratória dos voluntários, bem como sua temperatura ou sinais de estremecimento de prazer no nível da pele.

Os resultados publicados na "Nature Neuroscience" mostram que a dopamina é secretada antes do prazer associado à música ouvida, e durante o próprio "estremecimento" de prazer, ou seja, no auge emocional. Tratam-se de dois processos fisiológicos distintos que envolvem diferentes regiões no "coração" do cérebro.

Durante o auge do prazer, é ativado o núcleo "accumbens", envolvido na euforia produzida pela ingestão de psicoestimulantes, como a cocaína. Antes, no prazer por antecipação, a atividade da dopamina é observada em outra área do cérebro.

O nível de liberação da dopamina varia com a intensidade da emoção e do prazer, em comparação com as medições realizadas ao escutar uma música "neutra", isto é, indiferente aos voluntários.

"Nossos resultados ajudam a explicar porque a música tem esse valor em todas as sociedades humanas", concluem os pesquisadores. Permitem compreender "porque a música pode ser utilizada de forma eficaz em rituais, pelo marketing ou em filmes para induzir estados de humor".

Como um prazer abstrato, a música contribuiria, graças à dopamina, para um fortalecimento das emoções, ao estimular noções de espera (da próxima nota, de um ritmo preferido), de surpresa, de expectativa.

FONTE

EXPRESSOMT

minhavida