Mostrando postagens com marcador Colina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Colina. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Conheça os benefícios da Colina presente nos ovos


Nutriente essencial à saúde faz parte das vitaminas do complexo B e tem papel fundamental para o bom funcionamento do organismo humano. Após o leite materno, nenhum outro alimento é tão completo em termos nutricionais quanto o ovo. Um dos nutrientes fundamentais é a colina, vitamina pertencente ao complexo B e que desempenha papel crucial para que o organismo funcione de maneira adequada.

A colina é vitamina integrante dos fosfolipídios, estruturas essenciais na composição de membranas celulares e da fosfatidilcolina, também componente destas membranas. Além de atuar na sinalização celular, no metabolismo e no transporte de lipoproteínas, o nutriente auxilia na formação da esfingomielina, substância que forma a bainha de mielina, uma composição importantíssima que envolve o neurônio e fundamental para a transmissão de impulsos nervosos.

O nutriente também é precursor da acetilcolina, o neurotransmissor responsável pela manutenção da memória em pessoas com idades avançadas, controle da respiração, frequência cardíaca e atividades musculares. Estudos de longo prazo demonstram que dietas ricas em colina geram satisfatórios resultados para funções do cérebro humano. Foram identificadas melhoras significativas em testes de memória e baixos índices de alterações cerebrais associadas à demência.

Contudo, por mais importante e eficaz que seja para idosos, a colina é primordial para os adultos e crianças. Dietas alimentares que incluem a vitamina, presente nos ovos, estão diretamente associadas ao aumento do foco em atividades intelectuais, como os estudos, e em maior animação e disposição para a prática de exercícios físicos.

A colina é ainda matéria-prima para um composto químico muito saudável: a betaína, componente importante para o metabolismo de carbono e para a redução dos níveis de homocisteína no sangue. A descoberta foi muito importante, pois esta substância é um marcador inflamatório, relacionada a doenças cardiovasculares. A colina também tem papel importante para a saúde do fígado.

Os benefícios do nutriente se estendem às gestantes. O aumento da ingestão da colina durante o período da gravidez reduz o risco de defeitos no fechamento do tubo neural, o que promove o desenvolvimento do hipocampo do feto. Isso diminui a possibilidade de bebês desenvolverem hipertensão e diabetes ao longo da vida adulta.

“Um ovo possui, em média, 126 mg de colina. Isso significa que é um alimento rico em colina. Aliado a outros benefícios já comprovados para a saúde, este dado atesta que o ovo é fundamental para a alimentação diária”, comenta Lúcia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil. O consumo de um a dois ovos por dia (126 a 250mg) melhora a ingestão do nutriente, atendendo quase que integralmente às necessidades da faixa etária de crianças até 6 anos e a 50% do recomendado às demais idades.

Para mais informações, acesse nossa área de artigos científicos e técnicos:

http://www.ovosbrasil.com.br/site/artigos-tecnicos/

Instituto Ovos Brasil

O Instituto Ovos Brasil – entidade sem fins lucrativos – foi criado com a missão de expandir os conhecimentos sobre o ovo como uma fonte nutricional e seus benefícios especiais para a saúde. A entidade tem como um dos principais objetivos promover o produto “ovo” como um alimento saudável, de alto valor nutricional e seguro para consumidores de todas as idades e classes sociais. Fundado em 2007, o Instituto Ovos Brasil tem atuação em todo território nacional. O Dia Mundial do Ovo é comemorado todos os anos na segunda sexta-feira do mês de outubro. O site da instituição reúne informações de qualidade e de credibilidade para o público em geral e profissionais de diversas áreas (www.ovosbrasil.com.br).

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O papel da colina na saúde hepática


A colina é um composto quaternário (C5H14NO+) que foi descoberto e sintetizado na década de 1860 e atualmente é considerada um nutriente essencial para os seres humanos e animais.

Todas as células sintetizam colina através da via CDP-colina (citidina 5-difosfocolina-colina). O fígado, que usa grandes quantidades de colina, tem uma maneira adicional de produzi-la: por meio de uma enzima chamada PEMT (fosfatidil etanolamina N metil transferase), que é regulada por estrogênio. O fígado é incapaz de produzir toda a colina que precisa e a eficiência da produção varia com a idade, sexo e estado hormonal. Assim, o equilíbrio deve ser obtido pela ingestão dietética.

A colina da dieta é absorvida a partir do intestino delgado através de proteínas transportadoras localizadas nas células intestinais, em direção ao plasma.

A ingestão de colina pode variar amplamente entre os indivíduos. Ela é encontrada nos alimentos, principalmente na forma de fosfatidilcolina, e dentre suas fontes estão o fígado bovino, ovos, gérmen de trigo, soja e carne de porco.



Mas por que a colina é tão importante?

A colina é essencial para a saúde humana pois exerce várias funções fisiológicas, dentre elas:

→ a partir dela é gerada a acetilcolina, um importante neurotransmissor;

→ participa na biossíntese de DNA, RNA e proteínas;

→ é precursora da esfingomielina, um fosfolipídio encontrado no tecido nervoso;

→ é fosforilada para sintetizar fosfatidilcolina.

A fosfatidilcolina é um constituinte importante de membranas celulares e mitocondriais. Está envolvida na bioenergética mitocondrial, regulação lipídica e metabolismo da glicose e participa no empacotamento e exportação de triglicérides em lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL), bem como na solubilização de sais biliares para secreção.



E o que pode ocorrer nos casos de deficiência de colina?

Graus diferentes de deficiência de colina produzem uma variedade de distúrbios reversíveis e irreversíveis, que tem o fígado como principal alvo, mas também podem fornecer uma base para o desenvolvimento de doenças não associadas ao fígado diretamente (incluindo diabetes, distúrbios cardiovasculares, etc.).

Sabe-se que a colina, assim como outras substâncias tais como metionina, ácido fólico e vitamina B12, impedem a deposição hepática de gordura e, assim, são conhecidos como “lipotrópicos”.

A deficiência de colina pode ser um problema frequente em casos de alcoolismo e desnutrição e em estados fisiológicos específicos, como a gravidez e lactação. A esteato-hepatite não alcoólica (non-alcoholic steato-hepatitis, NASH), que se desenvolve em pacientes que recebem nutrição parenteral total também tem sido atribuída à deficiência de colina.

Nos seres humanos privados de colina têm sido observado o desenvolvimento de fígado gorduroso, lesões inflamatórias e oxidativas, bem como a liberação de citocinas e morte de células hepáticas, até alterações mais complexas e irreversíveis, como fibrose, cirrose e câncer.



Não há pool de armazenamento significativo de colina em células de mamíferos. A importância de estimular o consumo de níveis adequados de colina se dá, pois:

(1) a colina está envolvida em muitas funções importantes do nosso corpo;

(2) há uma parte da população que não ingere quantidades adequadas;

(3) existe uma ampla presença de polimorfismos na população, que pode aumentar as necessidades dietéticas de colina; e

(4) certas situações fisiológicas, tais como a gravidez, também aumentam os requisitos colina.

Referências Bibliográficas:

AL-HUMADI, H. et al. Choline deprivation: an overview of the major hepatic metabolic response pathways. Scandinavian Journal of Gastroenterology, v. 47, n. 8-9, p. 874-86. 2012.

ZHU, J. et al. The effects of choline on hepatic lipid metabolism, mitochondrial function and antioxidative status in human hepatic C3A cells exposed to excessive energy substrates. Nutrients, v. 6, n. 7, p. 2552-71. 2014.

fonte

http://www.kilyos.com.br/o-papel-da-colina-na-saude-hepatica/