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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Taro



Taro (vocábulo de origem taitiana), inhame-coco ou inhame dos Açores é o nome comum dado à espécie Colocasia esculenta(L.) Schott (sinónimo taxionómico de C. antiquorum), da família das Araceae, e aos respectivos cormos comestíveis.


O taro é uma cultura muito expandida nas zonas tropicais e subtropicais de todo o mundo, sendo produzidos anualmente cerca de 9,2 milhões de toneladas de cormos comestíveis, em especial na África Ocidental e na Polinésia, regiões onde assume uma particular importância como base alimentar de algumas populações.


Etnobotânica
Taro em cru, mostrando a túnica fibrosa

Devido a semelhança de cultivos e do uso culinário, em muitas regiões do Brasil há confusão entre o taro, planta do gênero Colocasia, o inhame, do gênero Dioscorea, e o cará, planta do gênero Alocasia e a Xanthosoma da família Araceae. Nas regiões brasileiras com imigrantes japoneses, o taro também é conhecido pelo nome japonês sato-imo (里芋).

O mangará ou taioba, nomes comuns da espécie Xanthosoma sagittifolium que produz rizomas comestíveis, também pode ser chamado inapropriadamente ou confundido com o taro.

Nos Açores, o taro é sempre chamado de inhame ou inhame-coco, daí também ser também conhecido em outras regiões como Inhame dos Açores. Na ilha de São Jorge e em algumas zonas da ilha do Faial, é chamado simplesmente de coco. A cultura do taro é comum nos Açores, onde constitui a base de alguns dos pratos tradicionais ou serve de acompanhamento para torresmos, enchidos fumados e outros preparados de carne de porco.

Na ilha de São Jorge, em particular nas fajãs do concelho da Calheta, o taro constituía a base da alimentação de parte importante da população. Sua importância era tal que o taro (inhame ou coco) está representado na heráldica concelhia e os seus habitantes eram, algo depreciativamente, conhecidos por inhameiros.

Em finais do século XVII uma tentativa de alteração das regras de cobrança do dízimo sobre o taro levou a um levantamento popular conhecido como a Revolta dos inhames, o qual foi somente debelado após do envio de tropas à ilha. Nas margens das ribeiras, o melhor terreno para produção do taro, o valor da propriedade era tal que levou ao registro predial de parcelas com menos de uma dezena de metros quadrados.


No Hawai o taro está na base da confecção do poi, um dos pilares da alimentação tradicional daquelas ilhas.

Em Madagáscar, onde a cultura é muito popular, os campos de taro são facilmente reconhecíveis graças às escavações circulares feitas em torno de cada planta para favorecer o desenvolvimento do tubérculo.

Dada a sua popularidade em vastas áreas tropicais e subtropicais, o taro recebe diversas designações : nkwa (Gabão), atu, atsu, dilanga, tsanga, monengé, djodo, muha, elendé, colocase, colocásia, songe (na Reunião) e kalo (no Hawai). Na Polinésia são comuns os nomes callaloo e coco ou coco-yam.

Em Trinidad e Tobago, no Caribe, há um festival de taro chamado "Blue Food Festival" (Tobago). O nome, em português, "Festival da Comida Azul", vem da possibilidade de a raiz adquirir tons de azul durante seu cozimento. Na ilha, o tubérculo é chamado de dasheen.


Características da planta

A Colocasia esculenta é uma planta herbácea vivaz, caracterizada pelo seu rizoma tuberoso, que forma um cormo de aspeto escamoso e de grossura variável, de onde nascem em roseta, na extremidade de longos pecíolos, grandes folhas peltadas que podem atingir 70 cm de comprimento por 60 cm de largura. O limbo é cordiforme ou ligeiramente sagitado, de cor verde mais ou menos carregado.

A dimensão, cor e brilho das folhas dão à planta um interessante aspecto decorativo, o que a torna popular como planta ornamental de interior, recebendo então o nome comum de orelha-de-elefante.

Os pecíolos podem ser verdes ou violáceos, com a coloração arroxeada mais patente em situações de secura e grande exposição à radiação solar, terminando numa bainha curta e imbricada na base.

A inflorescência é uma espádice cilíndrica, com a conformação típica das Araceae, envolvida por uma longa espata. As flores femininas ocupam a base da espádice, com as flores masculinas agrupando-se em torno do topo. A espádice termina por um apêndice acuminado, em geral rosado. A espata é estreita, enrolando para formar um corneto longo, ligeiramente recurvo no topo. Os frutos são pequenas bagas uniloculares.

Os cormos tem casca espessa e rugosa, de cor castanho a quase negro, sendo rodeados por um espesso revestimento fibroso, facilmente removível aquando da colheita. Resultam do espessamento subterrâneo do rizoma, podendo atingir, quando a água seja abundante e o solo solto, grandes dimensões (70 cm -1,5 m de cumprimento e mais de 15 kg de peso).

O interior do cormo é farinhoso, apresentando uma cor que varia do branco ao rosado, ganhando, quando cortado e exporto ao ar, uma cor azulada. Após a cozedura a superfície exposta ao ar enegrece rapidamente por oxidação. Em fresco, quando cortado exsuda uma seiva viscosa e irritante para a pele e mucosas, devido aos ráfides de oxalato de cálcio que contém.

Produção e sua distribuição geográfica
Cormos de taro à venda num mercado.

A planta parece ser originária da Ásia, provavelmente da Índia, mas expandiu-se em tempos pré-históricos por toda a Oceania e por partes da América Central. Foi introduzida muito tardiamente em África. Atualmente é cultivada em todas as regiões tropicais e subtropicais úmidas, sendo provavelmente uma das primeiras plantas em entrar em cultivo.

A multiplicação do taro faz-se por divisão do tubérculo, conservando pelo menos uma gema em cada fragmento. A reprodução por sementes é difícil, tanto mais que a planta raramente produz flor em boa parte das regiões onde é cultivada, em particular nas regiões subtropicais e temperadas.

Em cultura a planta desenvolve-se melhor em lugares úmidos de solos lodosos, sendo comum a sua cultura nas margens de cursos de água e em locais inundáveis. Suporta bem o ensombramento, podendo ser cultivada no sub-bosque ou em zonas ravinosas.

O taro cultivado em zonas inundadas (chamados inhames-de-água) são maiores e de textura menos fibrosa. Quando cultivados em regiões mais secas, a planta prefere solos profundos e leves. A planta não cresce e entra em rápido emurchecimento foliar quando a umidade do solo é baixa, mesmo que por períodos curtos.

Pode ser cultivada facilmente em associação como outras plantas, como o inhame-verdadeiro e o milho.

A plantação deve ser feita no início da época úmida, durando o ciclo vegetativo de 8 a 18 meses, dependendo da fertilidade do solo e da abundância de água.

A colheita pode iniciar-se logo que as primeiras folhas degenerem, o que ocorre 6-7 meses após o plantio. Dada a dificuldade de manter o taro em armazenamento, a colheita é feita para consumo em fresco, prosseguindo à medida das necessidades de utilização.

Valor nutricional e utilização

O taro é muito apreciado na África Ocidental, na China, na Polinésia, nas ilhas do Oceano Índico e nas Antilhas. De acordo com a FAO (2002), a produção mundial de taro ultrapassou os 9,2 milhões de toneladas, sendo os principais produtores a Nigéria, o Gana, a China e a Costa do Marfim.

O tubérculo é rico em amidos, os quais representam de 30%-33% do seu peso seco, mas pobre em proteínas (1%-2% do peso seco) e em lípidos. São uma boa fonte de fibra dietética, vitamina B6 e manganês.

Em fresco é amargo e irritante devido à presença de numerosos ráfides de oxalato de cálcio, os quais apenas são destruídos por cozedura prolongada. Por essa razão, a ingestão de taro mal cozido pode levar a severos problemas gastrointestinais dada a presença dos ráfides e de compostos irritantes na seiva não processada.

Em geral os cormos têm uma utilização culinária semelhante à da batata, podendo também servir de base a sobremesas doces. A forma mais comum de consumo dos cormos é a sua utilização cozidos em água, fritos em óleo de palma (na África ocidental) ou em óleo de amendoim (Gana e Polinésia) ou assados sobre a brasa.

As folhas tenras também são comestíveis depois de bem cozidas para eliminação dos ráfides que também contém. Outra utilização das folhas é na feitura de bases de cozedura na panificação tradicional.

As folhas do taro são ricas em vitaminas e em sais minerais de interesse dietético. São uma boa fonte de tiamina, riboflavina, ferro, fósforo e zinco. São ainda uma excelente fonte de vitamina B6, vitamina C, niacina, potássio, cobre e manganês.

Para além dos cormos e das folhas, também os turiões jovens e as flores podem ser cozinhados e utilizados de forma muito semelhante à dos espinafres.

A presença de oxalato de cálcio no taro torna o seu consumo contra-indicado para quem sofra de gota, cálculos renais ou artrite.

O tubérculo, uma vez desenterrado, conserva-se mal, devendo ser consumido em poucas semanas. Esta dificuldade de armazenamento, e por consequência de transporte, faz com que o taro seja na sua maior parte utilizado diretamente pelos produtores, sendo assim uma cultura essencialmente vocacionada para o auto-consumo familiar.

Atualmente o Brasil desponta como um dos grandes exportadores desta raiz. O estado que mais produz taro no Brasil é Espírito Santo, com especial atenção ao Município de Santa Leopoldina, maior exportador daquele país.

Origem do nome

O vocábulo taro tem a sua raiz na língua do Tahiti, tendo sido adotado em português por via da língua francesa.




fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Taro

sábado, 7 de maio de 2016

Não confunda: inhame, cará e taro não são a mesma coisa


Não confunda: inhame, cará e taro não são a mesma coisa. Com nomenclaturas diversas em diferentes regiões brasileiras, o verdadeiro inhame é comumente confundido com outros tubérculos. Se você jogar a palavra inhame em sites de busca, vai encontrar uma lista de textos em que o tubérculo é tratado como milagroso, desintoxicante e benéfico para a pele, para o sangue e até como repelente para o mosquito da dengue!


Mas antes de falarmos de seus benefícios para a saúde, é preciso desfazer uma grande confusão. Embora parecidos, inhames, carás e taros não são a mesma coisa. E mais: diferente do Norte e do Nordeste, regiões em que os nomes são utilizados corretamente, o que chamamos de inhame em Minas Gerais é, na verdade, cará! Problemas apenas de nomenclatura? Sim, mas a troca de termos pode gerar alguns problemas, inclusive no mercado, onde também os nomes são utilizados inadequadamente.

Cara-moela
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Taros
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“Como são tubérculos muito parecidos fisicamente, com a presença de uma casca marrom escura coberta com pequenas fibras, parecendo um cabelo, e possuem a polpa fibrosa que pode ser branca ou amarelada, facilita a confusão entre os alimentos. Segundo os pesquisadores, o cará é uma variedade do inhame, sendo que ambos pertencem à mesma família, das dioscoreaceas”, afirma Larissa Lovato, professora de nutrição do Centro Universitário de Belo Horizonte.

Mais do que uma questão de termos, há muitas diferenças entre as plantas. A professora da Faculdade de Farmácia da UFMG Maria das Graças Lins Brandão trabalha com plantas medicinais e fitoterápicos, entre elas, o inhame. Ela explica que o tubérculo é, de fato, um presente para a saúde e pode ser usado para diversos tratamentos e prevenções. Já o cará e o taro, nativos no Brasil, não compartilham das mesmas propriedades. Embora não façam mal algum e se assemelham em sabor, estes últimos não têm os mesmos componentes que o inhame e apresentam baixas taxas de valores nutricionais.

Assim, vale a pena conferir as diferenças antes de se guiar pelas plaquinhas dos supermercados e sacolões. Para não comprar nada errado, a professora Maria das Graças dá uma dica: “Os inhames são parecidos com as mandiocas, são mais compridos. Já os carás e os taros são mais redondos, como as batatas”, afirma.

E dentre as propriedades do “verdadeiro” inhame, planta originária da Ásia e da África, Maria das Graças destaca a ação diurética e a reposição hormonal. “O inhame é rico em uma substância chamada saponina, que tem estrutura química semelhante a dos hormônios, inclusive do estrógeno, hormônio feminino. Na menopausa, por exemplo, é possível fazer a reposição pelo consumo do alimento”, explica a professora.

Segundo ela, dentre outras ações, o inhame são depurativos do sangue, limpam, ajudam a combater a pressão alta e não deixam o colesterol ser absorvido. É por isso que é muito usado nos sucos revitalizantes e detox, embora até pouco tempo falar em suco de inhame soava estranho por ser servido cru. De cor e sabor neutros, ele passou a ser acompanhante de outros ingredientes como couve e limão. Também aqui, há mais confusões. A professora explica que não há problemas consumir o tubérculo cru, mas suas propriedades são melhor absorvidas se ele for cozido.

Sobre o consumo do inhame cru, Larissa aconselha, antes de mais nada, o teste de contato. “A regrinha vale tanto para o inhame como para o cará. Se você sentir uma reação nas mãos no momento de descascar o alimento, como uma coceira, por mais leve que seja, é recomendado que não utilize o tubérculo cru. Isso acontece, provavelmente, devido à alta concentração de cristais de oxalato, que são ácidos orgânicos presentes nos vegetais. Para neutralizá-lo, deve-se dar preferência para a preparação cozida. Caso não perceba nenhuma reação, fique à vontade para consumi-lo in natura”, afirma.

É exatamente em função do oxalato que a chef Juliana Muradas, da Deli Fresh Food, reforça a busca por opções em que o tubérculo seja preparado cozido, até mesmo em vitaminas, receita que ela preparou para o Gastrô. “Essa vitamina traz todos os benefícios do inhame que, cozido, elimina os riscos de edemas e coceiras que podem acontecer, dependendo das reações do organismo. Além disso, o cozimento é uma forma de deixar a vitamina mais cremosa”, indica.

PARA ESCLARECER
Tubérculo não ajuda a evitar a dengue

Como se já não bastassem as confusões em torno do inhame, em tempos de epidemia de dengue, o tubérculo foi apontado como auxiliar na prevenção da doença. “Isso é mito. Não tem chance nenhuma porque o que previne são plantas aromáticas, e o inhame não tem essa propriedade”, afirma a professora de farmácia Maria das Graças Lins Brandão, da UFMG. 

A confusão foi criada porque o inhame é rico em vitamina B, o que, no corpo humano, poderia atuar como repelente a partir de um odor que causaria incômodo ao mosquito. “Ainda não há nenhum estudo na literatura científica confirmando se o consumo de inhame pode prevenir dengue ou H1N1. Sabe-se que o inhame é um alimento que contém vitaminas do complexo B, entretanto, não podemos afirmar que o consumo de inhame oferecerá para nosso organismo uma quantidade tal que permita exalar o cheiro que repele os mosquitos”, afirma a professora de nutrição Larissa Lovato.

O tubérculo, no entanto, pode ajudar as pessoas que já contraíram as doenças, reforçando a imunidade e contribuindo para que o organismo se recupere mais rapidamente. “O inhame é uma excelente opção para compor as refeições e contribuir para uma alimentação saudável”, reforça Larissa.

ALTERNATIVA

Substitua batatas e mandiocas por inhame - Matheus Paratella, do Alma Chef, diz ver pouco uso do inhame em restaurantes, com a exceção do Norte e do Nordeste onde a planta está presente até na mesa do café da manhã. 

No cardápio que prepara, pensando em alimentos mais saudáveis, por exemplo, há pouco uso do ingrediente, mesmo sendo ele rico em nutrientes como carboidratos, cálcio, fósforo e ferro e indicado até para dietas controladas. O tubérculo é usado para atletas e pessoas que são adeptas aos exercícios físicos. E mesmo para quem não sua a camisa, não precisa se preocupar. O inhame tem poucas gorduras e não é muito calórico. Mas, ainda que o inhame tenha pouca presença nos cardápios dos restaurantes, à exceção dos mais populares, é possível fazer algumas substituições em pratos já conhecidos. 

Para o Gastrô, Matheus abriu mão das batatas e criou uma receita de salmão defumado acompanhado de creme de inhame, uma espécie de purê batido com creme de leite fresco, versátil para qualquer cozinha. “O inhame não tem muito sabor, então, é importante realçar com temperos ou outra combinação. Eu usei o salmão defumado, mas pode ser usado com qualquer carne ou peixe”, comenta. 

Já Joana Rocha Urbano, chef e proprietária do Faz de Conta, experimenta o inhame no lugar da mandioca. Ela fez a substituição em uma receita de escondidinho, mas garante que é possível fazer a trocas em outras opções como caldos e bolinhos. 

“As pessoas estão mais acostumadas com a mandioca, mas, hoje em dia, buscam o inhame por causa das propriedades. Claro que vai mudar um pouco sabor, mas é uma opção que tem agradado as pessoas”, explica a chef.

Matheus lembra que é possível também fazer chips de inhame. “Mas como é fritura, eu prefiro não fazer porque vou perder a qualidade dele”. 

Escondidinho de inhame

Escondidinho de inhame com carne seca preparado pela chef Joana Rocha do restaurante Faz de Conta. FOTO: MARIELA GUIMARAES / O TEMPO 14.4.2016

Restaurante Faz de Conta
(Serve 4 pessoas)

Ingredientes:
1 kg de inhame, descascado e cortado em cubos
200 ml de creme de leite
½ xícara de cebolinha picada
1/2 xícara de salsinha ou coentro picado sal 
500 g de carne de sol dessalgada
1 cebola picada azeite 
150 g de muçarela ralada

Modo de preparo
Cozinhe o inhame até que fique com consistência bem macia. Amasse o inhame e acrescente o creme de leite, a cebolinha e a salsinha, misture bem até conseguir uma massa homogênea.
Para o recheio, refogue a cebola em azeite e acrescente a carne de sol. Deixe por alguns minutos.
Em uma travessa refratária, espalhe uma camada da massa do inhame, no fundo e nas laterais. No meio, coloque o recheio de carne de sol e, por cima, complete com o restante da massa de inhame. Coloque a muçarela ralada em cima e leve ao forno a 160° por 18 minutos.
Observação: O recheio pode variar, como por exemplo: carne moída, frango desfiado, peixe ou legumes.

Vitamina de inhame, banana e maracujá

Vitamina de inhame, banana e maracujá preparada pela chef Juliana Muradas do restaurante Deli Food - (Serve duas pessoas) FOTO: MARIELA GUIMARAES

Ingredientes:
200 gr de inhame cozido
2 bananas pequenas
Polpa de 1 maracujá
500 ml de leite ou água 
Açúcar a gosto

Modo de preparo
Bater a polpa de maracujá com água ou leite no liquidificador.
Coar e acrescentar os demais ingredientes. Bater por 2 minutos.
Observação: Se preferir um smoothie, use a banana e o inhame congelados.

Creme de inhame com salmão defumado e dill

Creme de inhame com salmão defumado e dill - FOTOS DENILTON DIAS

Receita de Matheus Paratella, do Alma Chef
(Serve duas pessoas)

Ingredientes:
600 gr de inhame
50 gr de salmão defumado
100 ml de creme de leite fresco 
1/2 molho de endrodill 
30 ml de azeite extravirgem
6 gr de pinoli 
10 gr de parmesão 
Flor de sal e pimenta do reino branca a gosto

Pesto
Com o auxílio de um mixer ou de um liquidificador, fazer o pesto batendo o dill junto com o pinoli, o azeite e o parmesão. Vale lembrar que é necessário reservar algumas de folhas de dill para a decoração. Reserve o pesto.

Inhame
Imagem relacionada
Creme de inhame
Magazine - O Tempo Livre - Gastro - Nova Lima MG
Inhame

FOTO: MARIELA GUIMARAES / O TEMPO 14.4.2016

Descasque o inhame, cozinhe-o no vapor até ele ficar macio. Bata no liquidificador com o creme de leite. Se achar necessário, acrescente um pouco de água do cozimento para dar a densidade necessária do creme. Regule com flor de sal e pimenta do reino branca. 

Salmão 
Corte o salmão defumado em pequenos quadrados. Em um prato fundo, disponha o salmão em pequenas quantidades, além das gotas de pesto e de dill. Decorar com folhas de dill e servir com o creme.

FONTE




http://www.otempo.com.br/gastro/n%C3%A3o-confunda-inhame-car%C3%A1-e-taro-n%C3%A3o-s%C3%A3o-a-mesma-coisa-1.1280151

https://caramuela.com.br/cara-moela/

sábado, 2 de março de 2013

Tarô, não: é taro. Ou será inhame?


Tarô, não: é taro. Ou será inhame? Em nome do bom entendimento, podemos tentar adotar o taro! Duvido que alguém deixe de comprar taro por não saber a diferença entre cará e inhame. Mas, se a confusão semântica não atrapalha as vendas, o fato é que desde que Pero Vaz de Caminha confundiu mandioca com cará, a que chamou de inhame, produtores, feirantes, cozinheiros, cientistas e tradutores se batem para decifrar quem é quem.

É que o cará, raiz bojuda, marrom, de polpa branca e granulada, do gênero Dioscorea, é chamado de inhame no Norte e Nordeste do Brasil. No restante do País, inhame é o nome do vegetal conhecido internacionalmente como taro, a Colocasia esculenta, planta da família das aráceas, originária da Índia e da Malásia.




FOTO: Felipe Rau/Estadão


Sei que não é fácil mudar o nome popular de um item alimentício, mas em nome do bom entendimento, podemos tentar adotar o taro. E o outro fica sendo cará mesmo ou inhame.

O taro é a base da alimentação tradicional dos havaianos, que utilizam não só os rizomas, mas também os talos e as folhas. Sempre cozidos – afinal, aprendeu-se que o calor reduz seu efeito irritante (leia abaixo), especialmente se a água do cozimento for descartada. Havaianos comem taro na forma de poi, uma pasta feita com o legume cozido e socado em tachos de madeira com mão de pilão feita de pedra esculpida em forma de sino compacto.

Essa pasta pode ser comida fresca, sem sal nem açúcar, ou fermentada. Acompanha carnes e peixes ou é comida pura, como um mingau. Com um processador de alimentos você pode fazer seu poi e comer no café da manhã. É revigorante, gostoso, suave. Para fermentar, é só colocar o purê numa tigela, cobrir com pano e deixar em temperatura ambiente até criar bolhas. Mas eu prefiro o fresco, com mel ou melado.

Já no mundo asiático os pratos com taro são muitos: doces, sopas, refogados, cestas crocantes para saladas, bolinhos fritos e assados, brancos, roxos naturais ou coloridos de azul com flores de ervilha-borboleta. E vários deles servem de inspiração para ousar mais no uso do legume tão bem adaptado entre nós, que usamos mais à sombra das batatas.

Aliás, o taro dura dias em temperatura ambiente, em local fresco. E quando apodrece, vai se encolhendo com dignidade, nunca com aquele exagero da podridão das batatas. Esquecido por algum tempo, quase sempre nos brinda com um broto – é só enfiar na terra e regar para receber novos taros.

Para instigar você a correr comprar taro, deixo três receitas: o bolo de fubá do Vale do Paraíba é quase uma broa rústica, feito com um ovo, pouco açúcar, sem farinha de trigo e sem manteiga, com o taro e sua baba no lugar de mais ovos; uma polenta com pedaços de taro e cebola roxa dourada que serve de entrada, prato único ou aperitivo, frio ou reaquecido no forno com uns pedaços de queijo por cima; e um bolinho frito, o taro dispensando a liga dos ovos, sem leite, sem trigo, o vegetal se bastando. E, tudo bem, vá lá, você pode assar se tiver medo de óleo, mas uma friturinha crocante a cada renúncia de papa não mata.


Taro. Havaianos comem não só as raízes, mas talos e folhas, cozidos.

Aprenda a manusear para ele não pinicar

Já vi gente tomando suco de taro cru para purificar o sangue e desintoxicar o corpo, seja lá o que essas coisas queiram dizer. E há quem recomende ainda dar inhame cru a crianças e interromper se acaso pinicar. É que o taro e outros membros comestíveis da família das aráceas, como a taioba e o mangarito, têm oxalatos de cálcio que podem vir em variadas concentrações e o efeito imediato é como morder uma almofadinha de agulhas.

Algumas pessoas parecem ser mais sensíveis que outras e podem começar a sentir irritação e coceira já nas mãos ao manusear o taro. Cortá-lo embaixo de água ou usar luvas são algumas soluções. Mas, além do oxalato, o taro contém outras substâncias irritantes e a combinação delas pode causar edema na boca, coceira e vômito, evoluindo para mais complicações às vezes.




FONTE

http://paladar.estadao.com.br/noticias/comida,taro--nao-e-taro-ou-sera-inhame,10000010169