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sexta-feira, 30 de março de 2018

Extrato de Neem


Guanambi aposta no cultivo do nim indiano

O ano era 2005 quando o empresário guanambiense Ivanaldo de Oliveira Fernandes decidiu iniciar um bosque com 10 hectares de mudas de nim trazidas de Minas Gerais. Vi na planta uma alternativa de negócio para a região em função das limitações de clima e de solo que nós temos, explicou. Chove, em média, apenas 700 milímetros por ano na região. Somente o nim é capaz de retornar parte do investimento aplicado num período de três anos, graças à venda de folhas e frutos. Nos demais anos (entre seis e sete), o restante do que foi aplicado volta em forma de madeira comercializada. Essa possibilidade de receita em curto espaço de tempo foi também o que nos chamou a atenção, sem contar com a enorme gama de possibilidades para consórcio silvopastoril com essa cultura, prosseguiu.

Dentre as mais comuns em consórcio com o nim estão o feijão, a mandioca, a palma, o milho, o sorgo e o café. Com a falta de interesse dos produtores do Oeste baiano, depois de terem até formado uma associação ligada ao nim (Associação Brasileira dos Produtores de Nim), reunindo 347 associados e área plantada em torno de 100 hectares, Guanambi dispara na liderança, com aproximadamente 800 hectares plantados. Somente sob a responsabilidade do Nimbahia, ligada ao empresário, são 500 hectares e 300 mil árvores, entre jovens e adultas. Em todo o município há sinais da cultura e os mais recentes estão numa praça da cidade com 250 árvores, cujas mudas foram plantadas em setembro de 2007.

Segundo Fernandes, a utilização mais imediata do nim é como bio-inseticida, graças às propriedades tóxicas da planta para insetos. Apesar disso, a planta é medicinal e tem apresentado bons resultados na saúde humana e animal. O que mais se usa aqui são as folhas e as sementes, de onde se extrai o óleo e a torta para aplicação animal em controle da mosca-do-chifre, vermes, carrapatos e pulverização em plantações para controle de pragas. Já se comprovou laboratorialmente que são mais de 500 pragas sensíveis ao nim.

Na indústria de cosméticos Guanambi também está na dianteira. O município produz, por exemplo, sabonete rejuvenescedor e anti-acne (higieniza e trata a pele, reduzindo inflamações acnéicas e dermatites pela sua ação antibacteriana); xampu e condicionador contra o ressecamento; loção para a pele; massageador; banho de creme; creme para pentear e creme glicerinado contra ressecamento e rachaduras.

A fábrica de cosméticos utiliza o óleo medicinal e a folha de nim para produzir essa linha, abastecendo a região e, em breve, o restante do País e o exterior. Temos empresários uruguaios interessados em nossos produtos. Aguardamos tão somente a licença da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para fazermos a comercialização em âmbito nacional e internacional.

Antes de se deixar convencer plenamente pelo amigo a respeito das qualidades da planta, Fernandes foi ao município de Tanque Novo, a 112 km de Guanambi, conhecer o José Matias, pioneiro no trato com o nim indiano, a milagrosa que, como dizem, serve para tudo. Comecei a plantar assim que recebi umas mudas vendidas em catálogo por uma empresa especializada de Campinas, contou o lavrador.

As primeiras plantas começaram a brotar há seis anos. Sempre defendi o meio ambiente e como não uso agrotóxico, plantei o nim porque ele não precisa de defensivos e ainda acaba com outras pragas, como aqui no nosso caso que era a que atacava o feijão. Ao contrário de alguns defensivos, o nim não elimina a praga. Deixa-a estéril, impossibilitando um novo ataque à cultura. A receita do extrato da folha de nim é obtida facilmente. Basta passar no liquidificador, deixar descansar um dia, depois é só coar e aplicar no feijão, ensina Matias. 

Nim indiano, a planta de mil e uma utilidades

O pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, Belmiro Pereira das Neves, defende a paternidade do nim no País. Neves garante que as primeiras mudas para plantio chegaram ao solo brasileiro, introduzidas por ele, em 1993. A relação com o nim e o Brasil é anterior a esta data, mas somente para estudos laboratoriais, sem fins comerciais. Na publicação O Nim - Azadirachta indica - Natureza, Usos Múltiplos, Produção, a pesquisadora Sueli Martines reporta que, no Brasil, as primeiras introduções do nim para estudo como planta inseticida foram feitas pelo Instituto Agronômico no Paraná, em Londrina, em 1986.

As sementes foram trazidas das Filipinas. Em 1989 chegaram sementes da Índia, Nicarágua e República Dominicana. Tudo como parte de um projeto de pesquisas de controle alternativo de pragas com plantas inseticidas. Em entrevista por E-Mail, Neves traça a rota do nim e destrincha a planta das mil e uma utilidades. Árvore frondosa, pertencente à família Meliaceae, a mesma da Santa Bárbara ou Cinamomo, Cedro ou Mogno, o nim é natural das regiões áridas do subcontinente indiano onde, de acordo com o pesquisador, existem 18 milhões de árvores.

O uso do nim nos diversos segmentos por estes povos datam há mais de 2 mil anos e atualmente a planta é cultivada em várias partes do mundo, englobando Estados Unidos, Austrália, América Central, América do Sul, No Brasil a planta foi distribuída pelas regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste e Sudeste, com uma população em torno de 10 milhões de unidades.

Neste contexto, ressalta o pesquisador, destaca-se o estado da Bahia envolvendo os municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Itabuna, Guanambi e, mais recentemente, Caetité. Esta ampla distribuição deve-se ao fato de ser uma planta muito resistente e de crescimento rápido, que alcança normalmente, de 10 a 15 metros de altura e, dependendo do tipo de solo e das condições climáticas favoráveis, pode atingir até 25 metros, explica.

As folhas têm tonalidade verde-escuro, compostas e impar penadas, com frequência aglomerada nos extremos dos ramos simples e sem estípulas. As flores são de coloração branca e aromáticas, bastante visitadas por abelhas na extração do néctar para o fabrico do mel.

A literatura apresenta o fruto como uma baga ovalada com 1,5 cm a 2,0 cm de comprimento. Ao amadurecer, o fruto fica com a polpa amarelada, revestindo uma casca branca dura que contém uma substância oleosa marrom no interior da semente. É raro, mas acontece de o fruto possuir duas sementes. Explicando a razão pela qual a planta se adaptou tão bem ao clima da região do semiárido, o pesquisador destaca que o nim prefere climas tropicais e subtropicais, especialmente em áreas com precipitação pluvial anual variando de 150 a 1.800 milímetros. A faixa ideal de temperatura é de 21 a 32º C, mas a planta tolera temperaturas mais elevadas, acima de 44º C por curtos períodos.

Uma das vantagens neste quesito é que ela resiste a longos períodos secos, porém é intolerante a geadas. Nesse caso, se houver registro de temperaturas abaixo de 8º C, seu crescimento é interrompido, continua. O nim não é exigente em relação a solos, exceto locais encharcados e salinos. Ele floresce até mesmo em solos secos e pobres em nutrientes. O PH ideal para o crescimento do nim situa-se entre 6,2 a 7,0. O cultivo da planta requer solo bem preparado, principalmente em áreas com vegetação de cerrado. A operação, quando possível, deve ser feita com aração e gradagem. Se não puder ser feita dessa forma, deve-se apenas abrir covas. Elas devem ser de 40 x 40 x 40 cm e devidamente adubadas com 250 gramas de NPK +30 g de FTEBR-12.

O espaçamento entre elas está condicionada aos objetivos propostos para A exploração do nim. Para a produção de carvão ou caibros, o desejável é cortar a madeira mais fina, de menor porte e em um ciclo mais curto, quando se podem adotar 3 x 3 metros ou 4 x 4 metros. A partir do terceiro ano pode-se realizar cortes alternados entre elas. No caso da produção de madeira o excesso de plantas deve ser desbastado, deixando um espaçamento 6 x 6 metros ou 8 x 8 metros. Ressalto também que nestes plantios o nim irá propiciar uma melhoria da fertilidade do solo, graças a qualidade de suas folhas que caem acompanhadas da sua rápida decomposição.

Por este motivo, prossegue Neves, tem sido recomendada para programas de reflorestamento, recuperação de áreas degradadas áridas e costeiras, quebra vento em plantação de milho, resultando em 20% de aumento na produção de grãos. A cultura também pode ser consorciada com espécies frutíferas, gergelim, algodão, soja, arroz e amendoim. Além disso, tem havido uma expansão de mercado dos produtos industrializados do nim.

As sementes são úteis na produção de gás metano e também como carboidrato, que é uma base rica para outras fermentações industriais. As folhas, além de possuírem excelentes propriedades medicinais, servem de alimento para ruminantes, caprinos e ovinos, quando misturadas com outras forragens. O óleo e a torta resultante da prensagem das sementes constituem num excelente inseticida natural para o combate de pragas.

O nim está se tornando muito popular no seguimento de cosméticos. A empresa Clearcosméticos, estabelecida em Goiânia (GO), Akmos (2009), com fábrica em Goiás e Sede Administrativa em MG, Sattiva (1989) entre outras empresas empregam folhas e óleo em suas formulações dos produtos Belneem, com uma linha completa de shampoos, cremes faciais, hidratantes corporais, sabonetes líquidos e condicionadores de cabelos, onde o extrato do Neem promove limpeza profunda sem ressecar. 


Clinic Advanced Hair Clean com Extrato de Neem é um sabonete líquido concentrado 100% natural, feito de extrato de neen, uma planta muito usada como repelente, antibiótico, antisséptico, antifúngico, preventivo para parasitas de pele, cabelo e unha. Tem ação anti-pediculose (piolhos e lêndeas). Diminui a oleosidade do couro cabeludo sem causar irritações. Nutre a raiz fortalecendo os fios. Pode ser usado em pet.

Saiba mais

Nomes diversos da planta: Mogousier, Lilás da Índia, Aziradac, Margosa, Marrango ou Canye. O mais difundido é Nim ou Neem.

Os Estados Unidos comercializam mais de 20 subprodutos do nim. Todos patenteados. Na Alemanha, um dos países europeus que comercializam óleo extraído de sementes, a grande descoberta é um creme dental à base de nim, aplicado no tratamento de infecções e inflamações na gengiva.

A árvore pertence à mesma família do mogno, daí ser considerado uma alternativa para a indústria moveleira. A exploração do nim para reposição florestal é aprovada pelo Instituo Nacional do meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama).

De acordo com estudos, o nim possui cerca de 100 substâncias ativas que podem atuar no combate de insetos e pragas, como a mosca branca (Bemisia tabaci), vaquinhas (Diabrotica speciosa e Cerotoma arcuata) e lagartas que infestam plantações de hortaliças, feijoeiro e milho. No caso de grãos armazenados, o nim repele carunchos (Callosobruchus maculatus, Zabrotes sufasciatus) e gorgulhos (Sitophilos orizae e S. zeamais).

Até 1995, cerca de 400 espécies de insetos foram relatadas como sensíveis a algum tipo de ação do nim. A maior parte dos estudos foi realizada com lagartas e besouros e, das espécies testadas, mostraram-se mais sensíveis 136 espécies de lepidópteros, 79 de coleópteros, 50 de homópteros, 49 de dípteros e 32 heterópteros.

As espécies mais suscetíveis são as lagartas, cigarrinhas, e larvas de besouros que se alimentam das folhas tratadas. Os pulgões, em geral, exigem doses mais elevadas.

Estudos in vitro, embora com resultados variáveis, demonstraram a ação de extratos de diversas partes da planta sobre várias espécies de nematóides, alguns de grande importância econômica no Brasil, como Pratylenchus sp., Rotylenchulus reniformis e o nematoide endoparasito Meloydogine incognita.

Do nim se aproveita tudo. O tronco é reto e forte, podendo ser utilizado na construção de casas, móveis, estacas. Considerada madeira nobre, uma das vantagens é que não sofre ataque de cupins ou traças.

A casca produz um extrato aquoso. Faz-se uso no combate a reumatismo, histeria, febre, catarro e malária. É estimulante tônico e com a casca também se fabrica sabonete e creme dental. O uso da raiz é o mesmo dado à casca.

A polpa das frutas tem sabor adocicado e podem ser ingeridas. Os pássaros se alimentam do fruto. É utilizado como tônico, purgante e antiparasitário e tem eficácia comprovada em enfermidades dos rins e hemorroidas.

Com as folhas é preparado inseticida e com elas também se faz chá para tratamento de úlceras, parasitas intestinais e enfermidades do fígado. A ingestão do chá faz baixar a febre causada pela malária. As folhas novas, cruas, são ricas em proteínas, cálcio, ferro e vitamina A. Se misturadas com pimenta negra podem combater parasitas intestinais.

As folhas contêm 12,4% a 18,3% de proteínas, 11,4% a 23,1% de fibras, 43,3% a 66,6% de extrato sem nitrogênio, 2,3% a 6,3% de extrato éter, 7,7% a 18,4% de cinzas totais, 0,9% a 4% de cálcio e 0,1% a 0,3% de fósforo.

O nim é uma espécie heliófila, ou seja, a luz é bastante importante para o seu crescimento. É importante que a copa receba bastante luz para que a produção de frutos seja maximizada. Daí a necessidade de se escolher bem o espaçamento, dependendo do tipo de exploração que se pretende priorizar.

As flores brancas podem ser ingeridas frescas, secas, ou misturadas às sopas. É utilizada para problemas de digestão e estado de debilidade do corpo. O chá das flores é recomendado para aliviar dor de cabeça.

As sementes prensadas produz óleo, um dos subprodutos do nim mais utilizado na medicina. Não é comestível, sendo utilizado apenas no tratamento de algumas enfermidades da pele, como lepra e no combate ao reumatismo e torcicolos. Com ele são fabricados sabonetes e creme dental. A torta que sobra da elaboração do óleo serve como adubo orgânico e como alimento do gado e ainda pode ser utilizado na fabricação de inseticidas.

Solução de controle de ectoparasitas (carrapatos) em animais:

- 120 gramas de folhas moídas e secas à sombra.
- Colocar as folhas em 2,5 litros de água por animal.
- Deixar a solução em repouso por oito horas.
- Antes de aplicar, coar e adicionar meio litro de água com sabão.

Para utilizar em plantas, fazer o mesmo procedimento e não é necessário adicionar água com sabão.

O óleo de Neem é totalmente natural, eficiente no combate a mais de 400 espécies de insetos e ácaros. Pode ser utilizado como repelente em flores e hortaliças. Também é indicado para uso doméstico, pois é inofensivo ao homem e a animais de sangue quente. Biodegradável.

Usado mundialmente no controle de pragas nos mais diversos tipos de cultivo, entre elas: pulgões, lagartas, ácaros, trips, mosca branca bemisia argentifol II, brocas, traças, cochonilha, percevejos e moscas diversas nocivas aos cultivos.

Usado no controle de carrapatos, moscas-do-chifre e bernes via pulverização dos animais, estábulos, currais e troncos.

PET: Pulverizado no ambiente controla a incidência de pulgas, sarnas, piolho e carrapatos, podendo ser utilizado, diluído em água no banho dos animais ou adicionados a produtos como sabonetes e xampus. 

Neem Arvore da Vida

O Nim (Neem - Azadirachta indica) é o nome de uma árvore da família Meliaceae. A única no seu gênero botânico, o seu nome científico faz referência ao país de origem, a Índia, onde é utilizada por seus habitantes há mais de 4000 anos. As suas folhas, frutos, sementes, casca e madeira têm diversas aplicações. É usada pela medicina, na veterinária, cosmética, e também na agricultura, na produção de defensivos agrícolas, para o controle eficiente e sustentável de pragas e pulgões. A árvore Nim (neem - Azadirachta indica) possui inúmeras propriedades medicinais, e é muito utilizada na medicina Ayurveda, uma das mais antigas do mundo. 

Para a medicina Indiana, a doença deve ser tratada muito antes dela ser percebida. Por isso, é preciso atacar pequenos desequilíbrios do corpo antes que eles se transformem em enfermidades. Esse equilíbrio na medicina indiana é conseguido com produtos orgânicos e naturais.

O Nim (neem - Azadirachta indica) é um dos principais componentes da medicina é Ayurveda, sendo usado no tratamento e na prevenção de doenças, como a hipertensão e ainda diabetes. A planta também é indicada no controle de colesterol, reumatismo, e enxaqueca. O Nim (neem - Azadirachta indica) ajuda ainda no combate a insônia, e é usado na medicina estética para o tratamento de acne e celulites. 

O Nim (neem - Azadirachta indica) da PRESERVA MUNDI é 100% ORGÂNICO e possui um grande espectro de ação também na agricultura. 

- Compatível com diversas formas de manejo; 
- Não tem ação fitotóxica; - Não tóxico às abelhas melíferas, formigas, minhocas e joaninhas; 
- Efeitos seletivos sobre os organismos-alvo; 
- Provoca efeito anti-alimentício para o inseto;
- Repelência; 
- Interrompe o crescimento do inseto por provocar distúrbio na ecdise (troca de pele dos insetos); 
- Provoca distúrbio fatais nos insetos adultos, caso as fases jovens se alimentem de plantas tratadas; 
- Diminui postura e mata os ovos dos insetos; 
- Inócuo à maioria dos insetos benéficos; 
- Seguro para organismos aquáticos; 
- Biodegradável, não agride o meio ambiente; 
- Não corrosivo não volátil e não inflamável;
- Não é tóxico para seres humanos e animais, como os produtos sintéticos. 

Ou seja, os produtos de Nim (neem) não provocam a morte imediata do inseto, mas a interrupção do seu crescimento e consequente diminuição da população da praga, se enquadrando perfeitamente no conceito de Controle Biológico. POR ISSO É INDICADO PARA O COMBATE DE PRAGAS EM AGRICULTURAS ORGÂNICAS. A principal substância ativa do Nim(neem) é a Azadirachtina, sendo que outros triterpenóides, geduninas, nimbin, liminóides entre outras substâncias, agem conjuntamente aumentando a ação inseticida dos extratos. A média é de 46,7% de óleo e 3,6 miligramas de azadiractina por grama de semente. 

Dicas de Profissionais, por Romina Lindemann - Dê adeus ao veneno 

Belos jardins repletos de flores, folhas e.... produtos tóxicos! Por muito tempo os inseticidas químicos tem sido a principal arma dos paisagistas para o controle de pragas nos jardins. Além dos problemas para a saúde - tanto de quem frequenta o local quanto de quem manuseia o produto - os pesticidas desequilibram também o meio ambiente já que o veneno mata os insetos de forma indiscriminada, eliminando também abelhas e borboletas. Mas, assim como na agricultura, a demanda por uma plantação orgânica e natural tem crescido no paisagismo.

O manejo ecológico dos jardins é um pedido cada vez mais frequente entre os clientes que encomendam projetos paisagísticos e um diferencial competitivo para as companhias que se prepararam para ofertar um serviço que passa longe de produtos químicos. É o caso, por exemplo, da Burle Marx e Paisagismo LTDA. A companhia, fundada em 1955 por Roberto Burle Marx no Rio de Janeiro - vem usando desde o início do ano um óleo vegetal extraído de uma árvore indiana - a Azadirachta Indica, também conhecida como neem, - na manutenção de seus projetos.

O óleo de neem combate desde pequenas cochonilhas que infestam as bromélias dos jardins até insetos maiores com a mesma eficiência dos agrotóxicos. Mas, ao contrário dos inseticidas químicos, o óleo do neem é biodegradável e atua apenas no sistema hormonal do inseto inibindo o desenvolvimento de ovos e larvas. Somente insetos que se alimentam de plantas são afetados pelo neem. Quem fornece o óleo para a empresa é a Preserva Mundi, que cultiva a árvore há cinco anos na região de São João de Pirabas, interior do Pará, em parceria com as comunidades ribeirinhas do local.

Segundo a gaúcha Romina Lindemann, sócia da empresa, o estado foi escolhido porque tem temperatura e umidade que favorecem o plantio. Além de clientes na área de paisagismo, a empresa também fornece neem para outros 75 produtores rurais em todo País. "Nossas vendas tem crescido 45% ao ano", diz. Hoje a fazenda, localizada a 200 km de Belém, possui 150 mil árvores. E tudo delas é aproveitado - do princípio ativo se produz desde repelentes de insetos e carrapatos para serem usados em casa e nos animais domésticos à sabão para o combate à piolhos nas escolas estaduais da região. " Acreditamos que o uso de defensivos naturais tem tudo para crescer no Brasil. Quem ficar fora desta tendência vai perder mercado, não importa em que área", diz Romina. 

O óleo de neem combate desde pequenas cochonilhas que infestam as bromélias até insetos maiores. 

O Gosto Amargo Saudável - Escrito por Airton Oliveira

Neem é considerado uma árvore com poder fito medicinal, capaz de promover um sombreamento com sensação térmica de temperatura com 3º C mais baixo, o que tem sido uma grande afirmação da espécie humana desde os tempos remotos. Neem é extremamente útil para o ser humano e este é o motivo que está a ser adorado na Índia e é considerado como o lugar onde "Deus reside". Diz-se que nenhum mal espírito se atreve a encostar perto de uma árvore de Neem e esta é a razão pelo qual o Neem se faz presente na maioria das casas dos indianos. Em linhas gerais, apresentamos onde e como são empregados seu uso no corpo humano, graças a presença de pelo menos 90 componentes bioativos presentes no Neem.

Antisséptico e antimicrobiano - é o melhor agente para reprimir qualquer tipo de infecção que ocorre no nosso corpo. A poderosa ação de neem impede qualquer crescimento microbiano, bem como evita que os parasitas venham a se proliferar. Esta propriedade do neem era conhecida na medicina Indiana Ayurveda a milhares de anos atrás. 

Diabetes - as folhas de neem devido ao sabor amargo e seus princípios ativos, tem a propriedade de agir como um agente antidiabético.

Doenças Cardíacas - neem é muito útil no tratamento de problemas relacionados com o coração e também melhorar a circulação de sangue no corpo. Os extratos de folhas de neem é altamente recomendada para reduzir a coagulação sanguínea, pressão arterial, hiperlipidêmica e doenças cardíacas.

Dentes, Gengivas e Cavidade Bucal - Desde tempos remotos à 4.000 anos, o neem tem sido amplamente utilizado na Índia como um agente que é muito útil no tratamento de problemas relacionados com dentes, gengivas e cavidade bucal. É um poderoso agente que é realmente eficaz no tratamento de problemas como: cândida, dentes amarelados, sangramento gengival, e mau hálito.

Infecções - Neem é considerado um excelente suplemento como ervas que tem o poder para suprimir a maioria das infecções que possam influenciar em nosso corpo devido a algumas doenças. Neem, contém princípios ativos com propriedades antimicrobianos que tornam a reprimir ataque por fungos, vírus e bactérias. É também muito útil em impedir condições favoráveis de invasão de protozoário e vermes. Neem é conhecida pelas suas propriedades medicinais e imensurável, sendo utilizado como um grande fortalecedor do sistema imunológico e potente inibidor dos radicais livres.

Suas folhas podem ser consumidas (in natura) sendo recomendado à tolerância de até dez folhas fresca por dia, dividida em três tomadas. Pode-se ingerir comendo em pão, sanduíche, juntamente com geleia, ou algum outro alimento como: queijo, presunto, tomate, requeijão a seu critério de gosto, de forma que atenue seu sabor amargo. Da mesma forma, você pode comer as três folhas junto com a refeição normal.

Principais doenças tratadas com Neem, na Índia:

Abrasões, Contusões, Gripe, Queimaduras, Acne, Diabete, Hemorroidas, Resfriado, AIDS, Dor de ouvido, Hepatite, Respiração, Alergia, Dor-de-dente, Herpes genitais, Ressaca, Arritmia, Dores em geral, Hipertensão, Reumatismo, Artrite, Eczema, Indigestão, "Ringworm", Azia, Encefalite, Infecção urinária, Rinites, Bronquite, Envenenamento, Infecção vaginal, Rins, Câncer, Enxaqueca, Infecção de levedura, Rugas, Candidíase, Epilepsia, Inflamações, Sangue sujo, Caspa, Erupção cutânea, Insônia, Sama, Catapora, Escalpo samento, Intoxicação Gastrointestinal, Sífilis, Chagas, Estimulante, Lombrigas, Fortalece sistema imunológico, Chagas Frias, Fadiga crônica, Malária, Tensão, Circulação, Febre, Mononucleose, Tordo, Clamídia, Fumo, Pé-de-atleta, Tuberculose, Coágulos de sangue, Garganta, Pele seca, Úlcera de Pepti, Coreiro, Gastrite, Piolho, Úlcera Duodeno, Colesterol, Gengivite, Piorreia, Úlceras, Conjuntivite, Gonorreia, Pressão alta, Verrugas, Psoríase, Vitiligo.

Existem milhares de fórmulas para uso do Neem na Ayurveda, ou ciência médica indiana. O Neem fortalece o sistema imunológico do organismo. O "Pancha-nimbra Gutica", ou o "Pancha Amrita" e também o "Pancha Tikta Ghita" são úteis na lepra, manchas brancas. Basta uma colher de chá cheia de leite quente com Óleo de Neem, em caso de doenças crônicas de pele. Quase todos os textos religiosos indianos e também da medicina indiana descrevem o uso do Neem. Milhões de pessoas trabalham com a ciência médica do Neem na Índia e em outros países. 

SAIBA MAIS

Clima quente e seco com predominância de altas temperaturas na maior parte do ano, com períodos de até 10 meses sem chuvas. É nesse ambiente que floresce o Nim indiano (Azadirachta indica A. Juss), árvore considerada milagrosa não apenas pela resistência e robustez em solos áridos.

Originária da Índia e podendo viver até 200 anos e alcançar mais de 25 metros em fase adulta, a árvore chegou ao Brasil no início dos anos 90, apresentada pelo pesquisador da Embrapa, Belmiro Pereira das Neves, com uma extensa lista de usos múltiplos. Atendendo plenamente a setores agrícola, industrial, comercial e de serviços, o Nim tem sido utilizado em programas de Florestas Sustentáveis, na recuperação de áreas degradadas - substituindo o pinus e o eucalipto - e arborização de espaços públicos e no fabrico de móveis.

Também é destacado pelas múltiplas aplicações, desde indústria farmacêutica e de cosméticos até na agropecuária como inseticida natural e, mais recentemente, na composição de biodiesel. Na Bahia, o berço do Nim foi a região Oeste, mas é no Sudoeste que ele encontra o maior número de adeptos, com mais de 800 mil árvores plantadas. Esse volume tende a triplicar nos próximos anos devido ao interesse de pesquisadores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) em implantar uma área experimental no campus de Vitória da Conquista, a 509 km de Salvador. 

A Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), escritório de Caetité (757 km) tem igual interesse em propagar a cultura do Nim indiano na região e já anunciou a distribuição, ainda este ano, de 100 mil mudas. O município tem 10 mil hectares, plantados em 2008.

O material é destinado a pequenos produtores como parte da primeira etapa do Projeto Cultivo de Nim indiano, em convênio com prefeituras e escolas agrícolas. Esses órgãos entram com a contrapartida da mão-de-obra e viveiros, respectivamente, com a assistência técnica da EBDA. Este mês foi a vez de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) visitar as áreas plantadas na Bahia para apresentar relatório técnico à Fundação Banco do Brasil (FBB) objetivando angariar subsídios para financiamentos de até R$200 mil à agricultura familiar. Não foi fornecido mais detalhes sobre o estudo.

Nas regiões de Itapicuru, Suruá, Mutans e Ceraíma, zona rural de Guanambi a planta está disseminada, a exemplo dos municípios de Iuiu, Carinhanha, Anagé e Mortugaba. Esse último encomendou 50 mil mudas de nim a um viveiro guanambiense para produção de carvão vegetal. Por conta de crescente demanda, o viveiro deve passar da produção de 100 mil mudas para 150 mil ainda este ano. O investimento retorna em até três anos com a produção de folha e fruto.

Os tratos culturais são simples. Consiste somente em adubação de cobertura anual, roçagem duas vezes ao ano e poda de condução para formação da copa da árvore. Entre 7 e 8 anos de vida a árvore apresenta tora com diâmetro entre 30 e 40 centímetros e metro cúbico. Em ponto de corte, a partir do quarto ano (dependendo da condução e dos tratos culturais) o nim fornece, em cada árvore, 140 metros cúbicos de madeira para estacas rurais ou 100 metros cúbicos de carvão vegetal ou de 30 a 50 metros cúbicos de madeira de lei.

Produtos diversos com Neen aqui

FONTE

http://www.remade.com.br/noticias/7081/produc%C4%83o-do-nin-indiano-na-bahia-em-franca-expansao

http://plantaneem.com.br/produtos.htm

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Neem como Tratamento de Tumores da Próstata


Como Tratar Tumores da Próstata com o Neem é uma questão complexa mais neste artigo vamos lhe explicar Como Tratar Tumores da Próstata com o Neem. Além disso, e estimativas da Sociedade Americana de Câncer apontava que esse ano pode ter surgido cerca de 161.360 novos casos de câncer de próstata e cerca de 26.730 pessoas morreriam. O câncer de próstata é o câncer mais comum em homens nos EUA, atingindo aproximadamente 1 em 7.

O Neem é uma planta medicinal, também conhecida como Nim, Árvore-da-vida ou Árvore sagrada, muito utilizada para tratar problemas de pele. O seu nome científico é ​Azadirachta indica A. Juss e pode ser comprada em lojas de produtos naturais ou farmácias de manipulação.

O Neem serve para ajudar no tratamento de acne, alergias de pele, artrite, bronquite, Tumores, catapora, colesterol, conjuntivite, corrimento, diabetes, dor de ouvido, dor de dente, encefalite, dor de cabeça, enxaqueca, febre, gripe, resfriado, problemas de fígado, infecções urinárias, tuberculose, vermes e problemas de rins.

As propriedades do Neem incluem sua ação anti-séptica, antibiótica, antipirética, antiparasitária, espermicida, estimulante, calmante, fungicida, tônica e adstringente. Infelizmente, os métodos de diagnóstico e tratamento vêm com seu próprio risco de efeitos colaterais. Abaixo, iremos mencionar o nome de uma planta que recentemente foi descoberta que poderia promover a redução de Tumores na próstata.

O consumo de um composto bioativo presente na planta medicinal Neemou nim pode suprimir significativamente o desenvolvimento do câncer de próstata. A administração oral da nimbolida durante 12 semanas resultou na redução do tamanho do Tumor de próstata em até 70% e na redução na metástase tumoral em até 50%.

Estes resultados impressionantes – lembrando que as terapias disponíveis para o câncer de próstata metastático são apenas marginalmente eficazes – foram obtidos por uma equipe internacional de pesquisadores liderada por Zhang Jingwen e Gautam Sethi, da Universidade Nacional de Cingapura. Os testes foram realizados com um composto terpenoide bioativo – a nimbolida – derivado da Azadirachta indica, mais comumente conhecida como Neem.

O diagnóstico convencional para o câncer de próstata e outros Tumores geralmente inclui testes de antígeno prostático específico (PSA) e biópsia, que geralmente produzem falsos positivos. O tratamento pode incluir medicamentos, cirurgia ou radiação, incluindo efeitos colaterais. Mas os pesquisadores descobriram recentemente um composto bioativo na árvore de Neem, que pode promover a redução do Tumores e auxiliar na eliminação do câncer de próstata.

O Neem pertence da família Meliaceae, originalmente nativa da Índia e do subcontinente indiano. Faz parte da medicina tradicional asiática há séculos e é tipicamente usado na medicina ayurvédica indiana. Hoje em dia, as folhas e as cascas de Neem foram incorporadas em muitos produtos de higiene pessoal, como sabões, creme dental, cuidados com a pele e até suplementos dietéticos.

O Neem possui propriedades naturais anti-inflamatórias, antifúngicas, antibacterianas, anti-úlcera e anticancerígenas. Uma nova pesquisa sugere que um composto bioativo presente no Neem, conhecido como nimbolide, pode ter a capacidade de diminuir os Tumores de próstata em até 70%. Durante o estudo, os pesquisadores descobriram que o nimbolide também teve a capacidade de diminuir as metástases em cerca de 50% quando tomado por via oral durante três meses.

Na pesquisa, os especialistas constataram que o nimbolide do Neem pode inibir a viabilidade das células tumorais – um processo celular que afeta diretamente a capacidade de uma célula proliferar, crescer, dividir ou reparar os componentes de células danificadas – e induzir a morte celular programada para células de câncer de próstata.

Foi descoberto também que o nimbolido afetou diretamente a glutationa redutase, uma enzima responsável pela manutenção do sistema antioxidante no organismo que regula o gene STAT3. A ativação do gene STAT3 tem contribuído para o crescimento e metástase do Tumores da Próstata. Foi descoberto que o nimbolide pode inibir substancialmente a ativação do gene STAT3 e, portanto, revogar o crescimento e a metástase do Tumores da Próstata.

FONTE

https://www.dicademusculacao.com.br/como-tratar-tumores-da-prostata-com-o-neem/

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Óleo de neem: para que serve e como usar


Com muitas propriedades anti-inflamatórias e antifúngicas, o óleo de neem é indicado para acnes e como repelente natural

Neem (ou nim) é uma árvore de grande porte, nativa da Índia e muito resistente à seca. Ela é conhecida pelas suas propriedades medicinais e terapêuticas, encontradas principalmente em suas sementes, folhas e casca. É muito utilizada na indústria farmacêutica para a fabricação de produtos de higiene e limpeza; e na agropecuária, para a produção de adubos e no controle de pragas. O óleo de neemé o mais famoso dos subprodutos da árvore e apresenta diversos benefícios.

O fruto do neem é uma semente que, quando tem sua casca retirada, apresenta uma amêndoa. O conjunto dessas amêndoas passa por processos de limpeza e remoção da casca e, em seguida, é triturado e prensado a frio - a partir daí é obtido o óleo de neem (também chamado por alguns de óleo de nim).

A torta resultante da prensagem da semente é incorporada em solos com a finalidade de controlar diversos tipos de fungos (também pode ser utilizada como vermífugo na alimentação animal). O óleo obtido é rico em ácidos graxos. Sendo principalmente composto de ácido oleico, linoleico, palmítico, esteárico e araquidônico, o óleo de neem apresenta muitas propriedades.

Como usar óleo de neem

Apenas recentemente os benefícios do óleo de neem vêm sendo descobertos. Ele é bastante conhecido como inseticida orgânico, podendo ser aplicado em plantas para combater pragas e fungos patogênicos.

É um óleo que apresenta ação antifúngica, antibacteriana, antiviral, antisséptica e anti-inflamatória. É por tudo isso que serve como ingrediente nas indústrias farmacêuticas e de produtos de limpeza.

O óleo de neem pode ser usado diretamente tanto no corpo e no cabelo como em plantações e animais - isso porque não é um produto tóxico. Devido às propriedades antifúngicas e antibacterianas, esse óleo serve para combater mais de 200 espécies de insetos, pragas, baratas, traças, pulgas e piolhos.

Quando aplicado nos animais de estimação, afasta pulgas, carrapatos e sarnas, além de proporcionar brilho ao pelo do animalzinho. Basta adicionar um pouco de óleo de neem no xampu e sabonete do pet e banhá-lo normalmente (veja aqui em como dar um banho sustentável no seu pet).

Nas plantações, os efeitos também são eficazes. Um spray de óleo de neemmisturado com água ou hidrolato de citronela pode ser borrifado nas plantas, auxiliando no combate às pragas e insetos que podem vir a prejudicar os vegetais. A mesma mistura pode ser aplicada no corpo para aliviar coceiras e vermelhidões causadas por picadas de insetos - ele também pode ser usado como repelente.

Mas suas aplicações não param por aí! Por possuir muitos ácidos graxos e propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas, o óleo de neem é eficaz no tratamento de doenças de pele, como eczema, psoríase, catapora, erupções cutâneas e feridas. Ele ajuda a reduzir a inflamação e acelera a cicatrização da pele danificada. Pode ser aplicado diretamente na pele ou misturado com pomada ou creme (pode potencializar os efeitos).


Para que serve o óleo de neem

Além dos usos já citados, o óleo de neem também serve como um ótimo tratamento para pés e unhas, principalmente no caso de frieiras. O óleo elimina 14 tipos de fungos da pele, acabando com micoses nas unhas, sem contar seu excelente poder de hidratação, reparando rachaduras causadas pelo ressecamento.

Além de proteger a pele de bactérias e infecções, o óleo de neem é hidratante. A presença de vitamina E em sua composição o torna um antioxidante que atua no combate dos radicais livres e na elasticidade, rejuvenescendo a pele e suavizando rugas e linhas de expressão. Devolve o brilho natural, deixando uma aparência jovem e saudável.

Uma de suas melhores aplicações é no combate à acne. Suas propriedades eliminam as bactérias causadoras de cravos e espinhas, eliminando-as e evitando que novas possam surgir. Por isso, se você sofre por conta das acnes, o óleo de neem é uma ótima opção! Faça uma máscara de argila verde e, em seguida, hidrate a pele com o neem - além de reduzir marcas e cicatrizes causadas pelas espinhas, elas também serão tratadas e amenizadas.

Quando diluído e massageado no couro cabeludo, assim como a babosa, o óleodiminui a intensidade de caspas e seborreia, retarda a perda de cabelos e hidrata os fios. O óleo de neem pode ser aplicado puro ou diluído em outros óleos vegetais (ou até em azeite de oliva).
Outras formas curiosas de como usar o óleo de neem:

Pode ser usado no tratamento e cuidados dentários por ter propriedade antisséptica. Quando diluído em água e usado como antisséptico bucal, diminui a frequência de infecções dentárias e problemas nas gengivas e na boca;

Melhora a aparência de objetos enferrujados;

Limpar tapetes e carpetes com misturas à base de óleo de neemelimina e evita o aparecimento de ácaros, que podem causar alergias em pessoas sensíveis;

Ele é um ingrediente comum na fabricação de sabões e sabonetes artesanais.

O óleo de neem é biodegradável e não é bioacumulável, sendo inofensivo ao meio ambiente e a animais de sangue quente. O neem é de fácil manuseio e aplicação. Lembre-se de utilizar o óleo puro e 100% natural, livre de substâncias químicas nocivas à saúde.

Você pode encontrar o óleo de neem puro e outros produtos naturais na Loja eCycle.

FONTE

https://www.ecycle.com.br/2868-oleo-de-neem

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Neem e seus benefícios



O neem é uma planta que traz benefícios medicinais, químicos e industriais, além de gerar renda para famílias que vivem em pequenas propriedades agrícolas

A planta neem (ou nim), conhecida cientificamente como Azadirachta indica, é uma árvore do sudeste da Ásia e do subcontinente indiano. O neem é uma árvore de clima tropical, que pode ser cultivada em regiões quentes e solos bem drenados; ela é resistente à seca, tem crescimento rápido, copa densa e pode alcançar até 20 metros de altura.O neem tem capacidade para suportar condições extremas de calor e poluição da água, melhora a fertilidade do solo e reabilita terras degradadas. Além disso, essa árvore desempenha um papel importante no controle da erosão do solo, da salinização e prevenção contra os efeitos de inundações.

Poluição, extinção de animais, esgotamento dos recursos naturais, catástrofes climáticas e efeito estufa são alguns dos problemas que a humanidade vem enfrentando por conta de sua irresponsabilidade perante o meio ambiente. Com isso, a busca por recursos naturais que sejam renováveis e menos impactantes tem sido uma prática incessante. Uma das mais surpreendentes descobertas é essa árvoreque tem potencial para amenizar danos ambientais e sanitários em âmbito global: o neem, que pode ser usado de várias maneiras em diferentes tipos de produtos.

Atualmente, existem grandes plantações de neem na Nicarágua, Cuba, El Salvador, Chile, Guatemala, Costa Rica, República Dominicana e até na Alemanha e nos Estados Unidos. No Brasil, a planta foi introduzida por Belmiro Pereira das Neves, em 1993, na luta contra o uso de agrotóxicos. Segundo ele, o neem pode ser usado não só na produção de pesticidas, mas também na agricultura familiar, pois a árvoreproduz sombra e frutos. O especialista na árvore neem destaca ainda que o neem também está sendo utilizado em áreas que sofreram processo de desertificação e em projetos de reflorestamento, em substituição ao pinus e ao eucalipto, pois seus frutos atraem os animais.

O neem tem muitos benefícios: sua madeira, prima do mogno, é resistente e sua semente, casca e folhas podem ser utilizadas na fabricação de utensílios, pesticidas, repelentes, fármacos (de função terapêutica), cosméticos, além da vantagem de sua cultura ser considerada de baixo custo.

Os diversos usos do neem

Medicinal

O neem é considerado eficiente na cura e prevenção de várias doenças, segundo artigo publicado pelo departamento de bioquímica da Universidade Estadual de Maringá e as literaturas a respeito dos efeitos farmacológicos e médicos observados no corpo humano pelos extratos das várias partes da planta de neem.

As folhas de neem, solúveis em água, possuem atividades antissépticas, curativas, antiúlcera, anti-inflamatória, hipolipidêmica, que agem no controle dos níveis de colesterol, e são hepatoprotetoras. Tal estudo aponta que os extratos das folhas de neem, aplicados no creme dental, reduzem a placa bacteriana e têm bons efeitos no tratamento de gengivites e periodontites.

Sobre os efeitos do extrato da casca de neem, foram observadas ações gastroprotetoras e inibição da ulceração gástrica. Além disso, alguns estudos apontam o extrato da casca de neem como um forte aliado no tratamento de diabetes. O óleo de neem, por sua vez, tem demonstrado efeitos de anti-infertilidade, sendo usado como espermicida e com atividade antimicrobiana significativa contra patógenos sexualmente transmissíveis.

Os extratos das folhas e sementes de neem também funcionam como repelente natural no uso doméstico, a exemplo da citronela, auxiliando no combate à malária, dengue, podendo também afetar o desenvolvimento do protozoário Trypanosoma cruzi, parasita vetor da doença de chagas.

Indústria de cosméticos

Os benefícios do neem na cosmética vem através de seu óleo, que pode ser utilizado principalmente para a fabricação de sabão, xampu, óleo para os cabelos, tônico capilar e óleo fortalecedor para as unhas. Leia mais na matéria: "Óleo de neem: para que serve e como usar".

Agropecuária

A pasta de neem tem sido empregada, na Índia, nas culturas de arroz e cana-de-açúcar desde 1930, visando o combate à Diatraea saccharalis, considerada uma das principais pragas da cana-de-açúcar e contra o cupim. O neem e seus derivados chegam a afetar mais de 400 espécies de insetos pertencentes às ordens Coleoptera, Deptera, Heteroptera, Homoptera, Hymenoptera, Lepidoptera, Orthoptera, Thysanoptera, Neuroptera, alguns aracnídeos e alguns fungos. Popularmente pode-se dizer que o uso do neem atua contra pernilongo, piolho, pulga e carrapatos. A torta (confira o significado mais abaixo) do neem tem uso variado, como fertilizantes, pesticidas naturais e na produção da ração animal - ela tem função vermífuga.

Benefícios sociais

Por sua alta resistência, a árvore de neem se adapta facilmente a diversas situações. Ela produz muitos frutos e suas folhas são vastamente utilizadas para extração de compostos e aplicáveis a diversos setores, como o farmacêutico, industrial e químico. Em razão de suas várias possibilidades de uso, destaca-se a relevância da árvore neem na zona rural também na geração de emprego e renda ao pequeno agricultor, além dos diversos benefícios descritos.

Química: o motivo de tantos benefícios

Após algumas pesquisas iniciais, em 1963 um cientista indiano examinou a fundo a química dos princípios ativos do neem e descobriu, por meio de uma pesquisa com gafanhotos, um agente inibidor do impulso de ingerir alimentos. Desde então, as pesquisas acerca desse tema se intensificaram. Vários compostos foram isolados e caracterizados - a maioria deles de biogenética semelhante aos liminóides (azadiractina, meliantriol, salanin etc), princípios amargos encontrados também em outras espécies botânicas. De acordo com os dados divulgados pela organização Neem Foundation, as folhas novas da árvore de neem possuem propriedades curativas para feridas e sarna, pois produzem flavonoides, que contêm propriedades antibacterianas e antifúngicas, e nimbosterol. Os liminóides, aponta a mesma organização, afetam a fecundidade em moscas domésticas e podem causar desordem hormonal nos insetos. Veja, a seguir, as principais propriedades químicas das partes do neem:

Folhas

Possuem muitos componentes, incluindo proteínas (7,1%), hidratos de carbono (22,9%), minerais, cálcio, fósforo, vitamina C, caroteno e aminoácidos, como o ácido glutâmico, tirosina, alanina, ácido aspártico, glutamina, cistina e também ácidos graxos.

Flores

Contêm nimbosterol e flavonóides e também produzem material ceroso e ácidos graxos, como beênico (0,7%), araquídico (0,7%), esteárico (8,2%), palmítico(13,6%), oleico (6,5%) e linoleico (8,0%).
Pólen

Contém vários aminoácidos, como o ácido glutâmico, tirosina, arginina, metionina, fenilalanina, isoleucina e ácido aminocapróico.
Casca

Contém taninos - polifenóis que protegem as plantas de ataques de animais herbívoros ou de micro-organismos patogênicos - (12-16%) e não-tanino (8-11%) e também polissacarídeos anti-inflamatório - este é constituído por glicose, frutose e arabinose. Produz ainda um polissacarídeo antitumoral e vários polissacarídeos. O cerne da casca de neem contém cálcio, potássio e sais de ferro.

Madeira

Contém celulose, hemicelulose (14%) e lenhina (14,63%).
Seiva

Contém açúcares livres (glucose, frutose, manose e xilose), aminoácidos (alanina, ácido aminobutírico, arginina, asparagina, ácido aspártico, glicina, norvalina, pralina, etc) e ácidos orgânicos (ácido cítrico, malônico, succínico e fumárico). A seiva do neem também é útil no tratamento de fraqueza e de doenças de pele.
Semente

Possuem elevado teor de lipídios e um grande número de princípios amargos em quantidades consideráveis. O principal elemento descoberto até agora nas sementes de neem é a azadiractina, que é um princípio amargo e mostrou, em estudos, eficácia no combate a 200 espécies de insetos.
Torta

Material restante após a extração do óleo do miolo das sementes de neem, a torta é usada como adubo orgânico e contém muitos nutrientes para as plantas, como nitrogênio (2-3%), fósforo (1%) e potássio (1,4%). Apresenta também ácido tânico (1-1,5%) e tem o maior teor de enxofre, de 1,07-1,36% a mais, que as tortas do petróleo.

A educação a respeito dos efeitos terapêuticos e benefícios do neemainda se mostra incipiente. Mas agora que você já conhece a planta e sabe para que serve, que tal adotar o uso de produtos derivados da espécie, como sabonetes, óleos essenciais, repelentes ou extratos? Espalhe essa ideia e pratique o consumo consciente ao reduzir o uso de químicos sintéticos nocivos, seus impactos sobre a saúde e o meio ambiente.

ATENÇÃO:

Produtos com Neem
aqui

ALERTA: aqui

Ambientalistas alertam contra cultivo do nim 


FONTE

sábado, 22 de setembro de 2007

Neem ou Nim


Um dos maiores plantios de nim do Brasil fica no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. São 50 mil árvores, de várias idades. Essa fazenda também fabrica produtos à base de nim. E lá, até quem não tem pinta de agricultor resolveu investir no negócio... 

Música urbana no Vale do Jequitinhonha. E no meio de uma plantação de nim. Estamos no município de Itinga, Minas Gerais, com Henrique Portugal, músico da banda Skank, que nas horas de folga também é produtor dessa árvore. 

Globo Rural: Henrique, seus fãs sabem desse seu lado? 

Henrique: Não. Não sabem, não. Eu acho que isso é uma novidade para eles. Mas isso tem tudo a ver com a minha história. Sou neto de marceneiro e a primeira relação com o nim era por causa da madeira, que é uma madeira muito nobre, conhecida na Europa. Eu já comprei coisa na Inglaterra, já comprei na Dinamarca, já comprei nos Estados Unidos. 

Globo Rural: E como é que você se convenceu de que o nim seria a planta ideal para você cultivar? 

Henrique: Eu comecei a usar em casa. Eu moro numa área um pouco afastada de Belo Horizonte e tinha uma horta lá, uns pés de laranja, mexerica. Foi aí que eu comecei a ter certeza que funcionava. Começando a usar em casa para controlar pulgão, algumas coisas que apareciam lá. Se deu certo em casa, vai dar certo fora de casa também. 

Com essa certeza, Henrique resolveu botar dinheiro no negócio do nim. Se uniu a Victor Janot e Sueli Rodrigues, dois empresários de Belo Horizonte que largaram tudo na cidade grande por acreditar no potencial dessa árvore. E formaram um dos maiores bosques de nim de Brasil. 

Como teste, eles escolheram o pior terreno para fazer o plantio das primeiras três mil mudas da propriedade. "Essa área [escolhida] da fazenda é uma área de solo lavado, terreno de baixos, baixa produção, praticamente nem capim saía, nem mato saía. Eu falei 'eu vou plantar essas árvores nesse pedaço de terra porque eu quero ver o resultado'. Hoje você já tem capim, mato saindo, enfim, você já tem uma vida nascendo do solo". 

O clima quente e o solo arenoso do Vale do Jequitinhonha agradaram a planta, que também gosta de luminosidade alta e pouca variação térmica. O resultado foi uma produção precoce: enquanto em muitos lugares do mundo a primeira safra ocorre entre o quinto e o sétimo ano, no Jequitinhonha ela frutifica até o terceiro ano após o plantio. 

Essas boas condições vão fazer com que, neste ano, sejam colhidas cem toneladas na região - 50 de folhas e 50 de frutos. 

Enelino Santos Gonçalves, trabalhador rural: Essa árvore quanto mais corta, melhor para ela. 

Globo Rural: Por quê, hein? 

Enelino: Porque ela cresce mais o tronco e produz mais fruto, mais folha. 

Em dez anos de trabalho com o nim, os proprietários transformaram a fazenda num verdadeiro campo experimental: plantios em épocas diferentes, espaçamentos diferentes e colheita o ano todo. Tudo para conseguir a maior quantidade de azadiractina nas folhas e nos frutos. 

Globo Rural: Deu muito trabalho, Sueli? 

Sueli Rodrigues, agrônoma: Deu, mas no final do sétimo ano a gente chegou nesse ensaio, que é um espaçamento que é correto para o nosso empreendimento, que é 2 X 3, onde a gente vai conseguir obter uma quantidade grande de folhas e de frutos e estar cortando madeira por volta de dez, 12 anos. 

Globo Rural: Agora, e por que fazer tantos ensaios na propriedade? 

Sueli: Você tem que investir muito em pesquisa porque a gente tinha que adequar o nosso empreendimento a essa região. 

Globo Rural: E os próximos plantios vão repetir o que foi feito? 

Sueli: Nós vamos repetir isso que nós fizemos em pequena escala em grande escala. 

Num hectare o experimento rendeu duas toneladas: uma de folhas e outra de frutos. Um resultado significativo frente a terrenos que apresentaram pouco de 20% dessa produção. E os novos plantios já começaram, por exemplo, numa área onde se respeitou o mesmo espaçamento do talhão experimental mais produtivo. 

No Jequitinhonha, os plantios não apresentam problemas com formiga. Como trato cultural, o pessoal faz a limpeza da cova duas vezes ao ano e aproveita para dar um reforço de farinha de osso calcinado e compostagem de capim com esterco. "Ela responde muito bem, principalmente para produção de fruto", comenta Victor. 

Até meados de 2008, o número de árvores de nim na propriedade deve triplicar com o plantio de outras cem mil mudas. 

Victor: O mercado vem crescendo de uma forma geométrica e a gente está até correndo contra o tempo porque a demanda vem aumentando muito de ano a ano. 

Globo Rural: Até agora vocês já investiram quanto nesse trabalho? 

Victor: Aproximadamente R$ 3 milhões. 

Globo Rural: Já tiveram o retorno desse dinheiro? 

Victor: Não. A gente espera começar a ter um retorno nos próximos três anos de todo investimento feito. 

Depois de colhidos, os galhos de nim são levados para um barracão. Os ramos ainda verdes são pendurados e ficam até secar. Daí, as mulheres entram em ação. "Tem que pegar os galhos e ir tirando sementinha por sementinha. Não pode deixar nada", diz a trabalhadora rural Vanésia Antonio Santos. 

E derriçam as folhas. 

Globo Rural: E você gosta desse trabalho? 

Maria Romilda: Gosto. 

Globo Rural: Por quê, hein? 

Maria Romilda: Uai, porque é o lugar que a gente ganha mais. Aqui não tem outro trabalho para a gente trabalhar. 

Andreia Aparecida Soares Silva: É o único serviço para mulher que tem é aqui. 

Jaqueline Soares Silva: antes de ter esse nim a gente não trabalhava. A gente ficava na casa da gente. Agora tem o nim e a gente trabalha. 

Globo Rural: Quanto você tira? 

Maria Romilda: Trabalha por dia: R$ 10,00. 

Enquanto as folhas já podem ser trituradas, os frutos continuam secando. Primeiro ao sol e, depois, à sombra. 

Toda produção é orgânica e leva o selo da Ecocert, uma entidade suíça reconhecida no Brasil, no Japão, Estados Unidos, Canadá e Europa. 

Das sementes do nim é que se extrai o óleo, um dos produtos que prometem se tornar uma riqueza do Vale do Jequitinhonha. "Eu sou privilegiada porque eu aos 40 anos estou fazendo o que eu queria fazer na minha vida. Se eu pudesse teria feito dez anos antes", garante Sueli. 

Globo Rural: E as pessoas, familiares, amigos, acreditaram nesse projeto no início? 

Victor: No início, eu acredito que nós fomos às vezes motivo até de chacota. 

Sueli: As pessoas não acreditavam nisso de jeito nenhum. Achavam que era coisa de executivo estressado que estava querendo fazer uma coisa muito nova, diversificar, mas se não der em nada continua sendo executivo. 

Globo Rural: E tem desafio ainda pela frente? 

Sueli: Ainda tem muito trabalho pela frente. E ainda muito que estudar, muito que se preparar para poder fazer porque a gente conhece até onde a gente chegou. Amanhã a Deus pertence. 

E a vida levou Henrique a apostar num campo bem diferente do seu dom artístico. "São duas coisas, como elas são muito distintas, eu acho que é fácil conciliar tanto a música quanto a produção. Dá um certo trabalho, mas eu diria que é com bom gosto, com bom grado conseguir fazer duas coisas que realmente eu gosto muito. 

Globo Rural: Os fãs da música podem ficar despreocupados? 

Henrique: Tranqüilíssimos. 

Globo Rural: E os fãs do nim? 

Henrique: Eu espero que os fãs do nim cresçam porque realmente é uma coisa muito interessante. 

A maioria dos usos do nim que vimos na reportagem faz parte da tradição secular do povo indiano. Mas é bom lembrar que novos empregos para as lavouras e os animais precisam ser devidamente testados.



fonte

http://www.mnp.org.br/?pag=ver_noticia&id=403821

http://nitroimagens.photoshelter.com/image/I00006oE3qjNTQEI