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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Quais peelings médicos existem atualmente?


Peeling de cristal – usa-se um equipamento com cristaizinhos bem pequenos que removem camadas mais ou menos profundas da pele; suaviza cicatrizes, clareia manchas, atenua rugas, melhora acne, estrias; pode ser combinado a outros tratamentos e a outros peelings.

Peelings de ácidos – glicólico, salicílico, retinóico, tricloroacético, lático, pirúvico, kójico, fítico, cítrico – isolados ou combinados em fórmulas mais complexas, permitem suavidade no tratamento e bons resultados, duradouros. Aplicam-se por alguns minutos a várias horas; para rugas, manchas, envelhecimento precoce da pele, acne, estrias.

Peelings de fenol – atualmente, estão disponíveis no mercado peelings de fenol atenuado, para face e corpo, superficial, médio, médio-profundo e profundo. O peeling profundo de fenol, quando utilizado para pessoa com muitas rugas e cicatrizes de acne profundas, produz excelentes resultados. Mas há opções com urucum (manchas), máscaras para impedir o descolamento precoce e a quebra da pele, formulações especiais para pálpebras, entre outros.

Peelings corporais – quem já não quis ficar com o bumbum lisinho antes de ir para a praia? Pois há várias opções de peelings corporais – para antes e após uma praia, lipoaspiração, subscisão, tratamento de celulite – que deixam a pele do abdome e nádegas com aspecto sedoso e brilhante.

Mas, lembre-se: o peeling não serve só para embelezamento. Pode, inclusive, tratar lesões pré-cancerosas e conseguir um efeito lifting ou levantamento da pele, com melhora de pálpebras e contornos da face.

Oriente-se. Peça informações. Prepare sua pele antes de se submeter a peelings profundos. Use protetor solar e...parabéns! Sua pele ficará linda!

Cuidados Pós-Peeling

Passados três meses, o peeling apresenta o ápice de seu resultado devido a produção de neocolágeno, o que deixará a textura do rosto mais firme.



Originária do inglês "to peel", em português a palavra peeling significa descamar, esfoliar. Antes de submeter-se a um peeling é preciso definir o tipo mais adequado para o estágio em que a sua pele se encontra. Há procedimentos físicos, químicos e, em alguns casos, é necessário fazer a combinação dos dois.

O processo constitui o rejuvenescimento cutâneo, quando este se associa ao envelhecimento da pele, agravado pelos raios solares no decorrer da vida. Age conforme os mecanismos que as esfoliações causam nas alterações da pele: estimulação do crescimento epidérmico em função da remoção do extrato córneo, destruição de camadas de peles lesadas e indução de resposta inflamatória profunda que é capaz de provocar nova formação de tecido colágeno.

É contra-indicado para gestantes e lactantes. Ao realizar um peeling o paciente não deve tomar sol e precisa usar um protetor solar com índice de 30, principalmente durante as duas semanas posteriores à intervenção estética.

Durante as primeiras semanas:
Aspergir água e colocar compressas frias em infusões de camomila sobre a área do peeling
Hidratações semanais no consultório - que ajudará a retirar as crostas residuais, diminuir o edema e facilitar a reepitelização.

Uso de hidratantes com filtros solar diariamente, renovando as aplicações várias vezes ao dia. Evitar expor-se a luz solar, lâmpadas fluorescentes ou mudanças bruscas de temperatura. No caso de hipersensibilidade ou prurido utilizar hidrocortisona 0,10% tópica.

Após as primeiras duas semanas: (De acordo com cada situação)
Uso diário de gel ou creme com ácido glicólico em concentrações de 8 a 15% por vezes associados a despigmentantes (ác. fítico, hidroquinona) nas áreas com manchas, cicatrizes ou rugas residuais.

Após quatro a seis semanas:
Tratar cicatrizes ou manchas residuais com um novo peeling localizado (retoque) ou através da prescrição de outros agentes esfoliantes de uso tópico.

Após a normalização da pele devemos instituir um tratamento diário tópico preventivo e de manutenção.

Peelings Químicos



O peeling proporciona uma melhora formidável à pele. Existem vários agentes químicos, em diferentes concentrações e veículos, o que lhe permite a escolha da melhor associação para cada caso. O peeling se classifica, conforme a quantidade de ácido que penetra na pele, em superficial, médio e profundo. Peeling significa descamar, nada mais é que uma esfoliação da pele. Essa descamação pode ser leve ou intensa, química ou física. Tem por objetivo atenuar rugas, alguns tipos de lesões patológicas, conferindo ao fim do tratamento um aspecto saudável á pele.

TIPOS DE AGENTES NOS PEELINGS QUÍMICOS

FENOL: São inegavelmente os mais eficazes. É um peeling de exclusividade médica.

Possui um grande poder de esfoliação, pois penetra profundamente até a nível da derme reticular, sendo assim indicado para rugas profundas, peri-orais e para tratar as queratoses mais severas.

A sua principal desvantagem é a sua cardiotoxidade, nefrotoxidade e depressora do Sistema Nervoso Central; havendo a necessidade de ser realizada em ambiente hospitalar devido a obrigatoriedade de sedação por ser muito dolorida para o paciente.

Pode-se utilizar oclusão parcial ou total da face para aumentar a ação do produto consequentemente a profundidade.

Deve-se suspender o uso da tretinoína e ácido glicólico antes da aplicação por potencializar a penetração da droga.

Existe uma fórmula mais recente, com menor poder de toxidade, denominada de Exoderm, com a característica principal de não se aprofundar além da camada de Grenz, desta maneira diminui-se a absorção do produto pelos vasos dérmicos, diminuindo assim sua toxidade.

RESORCINA: É um agente cáustico do grupo dos fenóis, mas com propriedades diferentes, dando maior segurança em sua utilização, pode ser utilizado como esfoliante na forma de pasta em concentrações que variam de 10 a 70%, ou associados à outras substâncias como na solução de Jessner.

A pasta pode ser aplicada sobre a pele através de uma espátula de madeira ou com os dedos enluvados, deixando em contato com a pele por até 20 minutos de acordo com o estado da pele. Depois de seca a máscara é retirada com a espátula e o que restar com gaze embebida em água.

O peeling com Solução de Jessner é superficial, podendo ter sua profundidade de ação um pouco mais profunda quanto maior as passagens repetidas da solução.

As vantagens é quanto a sua estabilidade e baixo custo; já as desvantagens é a possibilidade de reação alérgica e intoxicação que aumentam com as passagens múltiplas.

É indicada para tratamento da acne, discromias e peles rugosas, hiperpigmentação pós-inflamatória, pode ser utilizada em peles mais escuras, com tendência à hiperpigmentação.

Indica-se fazer teste prévio de sensibilidade.

ÁCIDO TRICLOROACÉTICO (TCA): Os peelings com este tipo de ácido são excelentes para o tratamento da pele actinicamente danificada. Apresentam menor risco de complicações quando comparados aos peelings mais profundos como o de Fenol por criarem feridas que só atingem a derme superior. Por outro lado, devido a sua natureza mais superficial, não tem a mesma eficácia dos peelings de Fenol para melhorar cicatrizes e rugas profundas.

O TCA tornou-se o ácido preferido para os peelings químico de profundidade superficial e média, apesar que pode ser utilizado nos peelings profundos, mas existe um consenso de que nesta última situação, é , geralmente, um procedimento mais arriscado do que o peeling profundo de fenol. Parece que o TCA em concentrações de 50% ou superiores tem a possibilidade de criar mais cicatrizes do que outros agentes de peelings, usados de procedimentos de profundidade semelhante, por este motivo o TCA deve ser reservado à peelings de profundidade superficial e média.

O TCA diferente de outros agentes de peeling, não apresenta toxidade sistêmica conhecida, nem relatos de reação alérgica. Não apresenta melanotoxidade associada ao fenol, o custo é baixo e possui boa estabilidade.

As concentrações usuais variam de 10 a 75% em solução aquosa e pode ser aplicada com gaze ou cotonete evitando-se o pincel, quando a lesão tratada adquire cor branca (Frost) significa a precipitação das proteínas. Se neutraliza com solução alcalina. As sessões podem ser reiteradas a cada 30-40 dias.

O peeling de TCA pode ser feito isoladamente ou associado com outros agentes como o ácido glicólico e solução de Jessner. Estes agentes realizam um trabalho superficial, mas quando associados ao TCA a 30-35% transformam-no em um peeling profundo, evitando o uso do TCA a 50% que oferece grandes riscos de provocar cicatrizes.
Esta indicado nas seguintes situações:
Melasmas
Efélides
Cicatrizes de acne
Queratoses actínicas
Hiperpigmentação pós-inflamatória
Rugas finas
Fotoenvelhecimento

É um peeling médico quando utilizado em concentrações superiores à 35% e em concentrações inferiores a 35% pode ser realizado pela cosmetóloga-esteticista sob supervisão médica.

EASY-PEEL: É o mais novo dos peelings, constituído por uma solução de TCA de concentração inferior a 15% e um creme terapêutico que se aplica depois da esfoliação. Não se pode utilizar nem antes e nem depois do peeling álcool e acetona para a higiene, pois se corre o risco da esterificação de Fisher, ao permitir uma penetração mais importante do produto esfoliante.

Esta esterificação de Fisher consiste em um álcool somado à um ácido orgânico dá um éster - o grupo -OH da água vem do ácido. É uma reação reversível.

A solução esfoliante pode ser aplicada inclusive sobre a pele não higienizada e até sobre a maquilagem. Ao finalizar a aplicação da solução deixa secar e aplica o creme terapêutico, que não é retirado.

A freqüência de peeling é semanal consecutivo por um total de 4 semanas. Recomenda-se ao paciente não usar nenhum tipo de jóias nos dias posteriores imediatos ao tratamento.

ÁCIDO RETINÓICO: Também denominado de Vitamina A ácida, seu uso é justificado por promover a compactação da camada córnea, espessamento epidérmico e aumentar a síntese do colágeno. Estimula os queratinócitos por melhorar a distribuição dos melanócitos e por produzir uma normalização epidérmica; elimina os queratinócitos atípicos e impede a formação de queratoses, sendo indicado para o tratamento do fotoenvelhecimento, portanto atua em patologias onde há hiperqueratinização e é também associado a agentes despigmentantes nos tratamentos de hipertrofias.

Muito utilizado no tratamento da acne por ter ação comedolítica e esfoliante. É largamente utilizado no pré peeling químico e a laser, como preventivo da hiperpigmentação pós-inflamatória, garante uma uniformidade na aplicação do agente do peeling e promove uma reepitelização mais rápida.

O ácido retinóico pode ser utilizado no rosto, mãos, colo, pescoço, dorso e braços.

O ácido retinóico está disponível em várias concentrações 0,01% a 0,1% em cremes ou gel para uso pelo próprio paciente e em concentrações mais elevadas (1 a 5%) para uso em consultório, sob supervisão médica, neste último caso as aplicações poderão serem feitas a cada 1 ou 2 semanas e em número variável de acordo com a resposta de cada paciente, a descamação inicia-se em torno do 2º e 3º dia pós-peeling.

Durante todo o período do tratamento e posteriormente é necessário o uso do filtro solar e também de cremes hidratantes com hidrocortisona.

ALFA-HIDROXIÁCIDOS (AHA's): Pertencem ao grupo de ácidos orgânicos de cadeia não muito ampla que tem em comum o grupo HIDRÓXIDO em posição ALFA ou posição 2. O mais simples (e o da molécula de menor tamanho muito importante na hora da penetração pela pele) é o ácido glicólico de 2 carbonos.

Fontes naturais de AHA:
Ácido Glicólico: Cana de açúcar, Beterraba, Uva, Alcachofra e Abacaxi.
Ácido Lático: Fermentação bacteriana da glicose.
Ácido Málico: Maçãs
Ácido Tartárico: Uva
Ácido Cítrico: Laranja e Limão

Ácido Manecilla: Amêndoa Amarga

Mecanismo de ação: Uma das característica de uma pele muito desidratada é o engrossamento de seu estrato córneo, processo conhecido como hiperqueratinização; esta produz-se por um menor grau de descamação das capas externas, devido à uma maior coesão dos corneócitos entre si. Traduz-se num aspecto externo muito característico da pele seca: aspereza ao tato, pouca flexibilidade, profundamento de rugas.

Há várias moléculas na pele que intervêm controlando o grau de descamação: a água, os retinóides, os AHA's e os Alfa-acetoxiácidos (AAA), que são os antagonistas naturais dos AHA's; destes com exceção dos AHA's, tendem a aumentar o grau de descamação, entretanto os AHA's tendem a diminuí-lo.

Este processo dependerá, em último caso, da força de coesão que existe entre os corneócitos: uma maior coesão intercorneocitária menor o grau de descamação e vice-versa.

A coesão entre corneócitos se dá pela união iônica especialmente pelas Pontes de Hidrogênio que une duas cadeias proteicas. Agora os AHA's pode-se colar e se interpor entre as duas, com dois resultados ou efeitos diferentes:

A baixa dose de AHA, as cadeias são ligeiramente separadas e o AHA aumenta a ponte e a união, não se rompe. Assim o número de Pontes de Hidrogênio e a Plasticidade - Hidratação é melhorada: Efeito Fílmico

A dose mais alta de AHA (8-20% aproximadamente) as cadeias se rompem, se separam e aumentam rapidamente a descamação, quer dizer, produz-se a separação - efeito esfoliante: efeito refinador.

A diferença de concentração para passar de um efeito a outro é muito estreita.

Resumindo:
Baixas doses de AHA: efeito de Plasticidade-hidratação
Altas doses de AHA: efeito Esfoliante-descamante

Histologicamente os AHA's observa-se redução da adesão dos corneócitos, espessamento epidérmico, compactação do estrato córneo, aumento na deposição de mucina estimulando também a produção (síntese) de fibras colágenas dérmicas.

A diferença entre queratolíticos típicos (resorcina, ácido salicílico, TCA, retinóico), estes atuam sobre os corneócitos maduros, superficiais, de fora para dentro; enquanto os AHA's atuam sobre os corneócitos germinativos, primitivos, profundos (fases de formação do estrato córneo) de dentro para fora.

As indicações para este tipo de peeling são:
Fotoenvelhecimento, acne, eczema hiperquerostático, queratose actínica, rugas finas e melasma, efélides.

ÁCIDO GLICÓLICO: A execução do peeling de ácido glicólico deve ser cuidadosamente planejada; a seleção do agente desengordurante, a concentração e o pH do ácido glicólico, o tempo de exposição e a localização de distúrbios específicos dependem da cuidadosa avaliação de cada paciente. Os tipos de pele 1 e 2 de Fitzpatrick são, muitas vezes, mais sensíveis e menos tolerantes, e exigem concentrações mais baixas e tempos de exposição menores.

A pele fotodanificada e mais velha tolera mais facilmente concentrações mais elevadas e tempos de exposição maiores.

Para a realização do peeling de ácido glicólico é importante concentração acima de 50% e grau de pH. O pH em torno de 1,5 causa maior irritação do que com pH em torno de 2,5. O ácido glicólico é encontrado a 70% em solução alcoólica ou em gel. O peeling de ácido glicólico a 70% é tempo dependente e superficial e pode ser repetido à cada 15 dias.

O ácido glicólico a 70%, provoca epidermólise em 3 a 7 minutos, dependendo do tipo de pele e da espessura da camada córnea.

Os peelings com ácido glicólico parecem seguros, pois são muito superficiais. A formação de cicatrizes é extremamente rara.

Embora a pele torne suave, é preciso lembrar que nenhuma quantidade (por maior que seja) de peelings com ácido glicólico eqüivale a um peeling médio a profundo com TCA ou fenol.

ÁCIDO SALICÍLICO: É um beta-hidroxiácido, utilizado como agente queratolítico na concentração de 3 a 5% . Topicamente na tratamento da acne pode ser utilizado em concentrações que variam de 2 a 10%, em peeling utilizado na forma de ungüento com concentração de 50%, com ou sem oclusão, para os casos de queratose actínica e seborréicas, lentiginoses no dorso da mão e do antebraço; na face é utilizado em solução alcoólica à 35% por cerca de 5 minutos, seguida de neutralização com água, neste caso indicado para clareamento da pele, atenuação de rugas e tratamento de comedões. A descamação se inicia em torno do 4-5º dia prolongando-se por cerca de 10 dias, com eritema e edema mínimos, podendo ser repetidos a entre 2 a 4 semanas.

Complicações do Peeling Químico


Poderão ser mínimas através do preparo pré-peeling e recomendações pós-peeling, principalmente no tocante a fotoproteção.

Algumas complicações que poderão ocorrer:
Hiperpigmentação pós-peeling (pós-inflamatória) - pela falta de cuidados com exposição solar nas primeiras semanas, para tratar esta situação deverá ser utilizado substâncias despigmentantes diariamente à noite e às vezes realização de um novo peeling de resorcina.

Queimaduras (pouco freqüentes, e mais observadas ao uso do fenol, podendo gerar sequelas hipocrômicas)

Cicatrizes - Deve-se postergar ao máximo a retirada das crostas nos dez primeiros dias pós-peeling, evitando-se desta forma escoriações, feridas e consequentemente manchas ou cicatrizes. A crosta inicial protege nos primeiros dias a pele nova e só deve ser retirada pele médico nunca pelo próprio paciente ou por seus familiares.

Dermatite de contato irritativa ou alérgica: prescrever antiinflamatórios tópicos a base de arnica, camomila ou Aloe vera, e nos casos mais intensos hidrocortisona 0,10%, raramente há necessidade de usar antibióticos.

Infecção. - pouco frequente
Linhas de demarcação.
Eritema persistente

Classificação do Peeling



Os peelings podem ser classificados segundo o agente indutor da descamação:

Mecânicos - variam desde receitas caseiras como cristais de açúcar com fubá, lixas, cremes abrasivos com microesferas de material plástico aos aparelhos de microdermoabrasão por fluxo de cristais ou as lixas de ponta de diamante.
Físicos - Laser, gelo seco.
Químicos - uso de substância(s) química(s) isoladas ou combinadas no intuito de se obter o agente mais adequado a cada caso para graus variados de esfoliação.

A profundidade do peeling:

Superficial: da camada córnea até a derme papilar

Médio: da derme papilar até a derme reticular superior

Profundo: com ação na derme reticular média e profunda

As complicações dos peelings aumentam de acordo com a profundidade, portanto quanto mais

profundo maior o risco das complicações; um peeling superficial é incapaz de causar hipo ou hiperpigmentação ou ainda cicatrizes, já os peelings profundos estas complicações podem ser observadas

Os médicos que utilizam o peeling pode utilizar diferentes veículos e concentrações e do tempo de contato com a pele para obter o resultado planejado.

Peelings Químicos



Desde a antiguidade o ser humano percebeu que após abrasões ou esfoliações, a pele possuia a surpreendente capacidade de renovar-se a partir de suas camadas mais profundas, mantendo a pele sã e com aspecto jovial; Cleópatra utilizava "leite azedo" para manter sua pele limpa, suave e livre de impurezas; já na Idade Média as mulheres utilizavam o "vinho velho" repetitivamente em seus rostos para obterem os mesmos resultados.


Com estudos e resultados positivos pelo Dr. Stütgen na Alemanha em 1959, da dermoabrasão no tratamento de algumas doenças da pele como a psoríase, utilizando o ácido retinóico, até os dias atuais, muitos foram os agentes de peelings pesquisados e utilizados, gerando uma gama de possibilidades terapêuticas nos diversos casos de lesões cutâneas.

A palavra peeling vem do inglês que significa tirar a pele, despelar, descamar.

Os peelings constituem uma forma acelerada de esfoliação induzida por diversos agentes, resultando na destruição controlada de porções da epiderme e/ou derme com subsequente regeneração de novos tecidos.

A descamação superficial das camadas mais externas ativa um mecanismo biológico que estimula a renovação e o crescimento celular resultando na aparência externa mais saudável e bonita, pelas alterações profundas na arquitetura celular tais como:

*hiperplasia dos queratócitos
*aumento da espessura da epiderme
*diminuição da quantidade de melanina depositada
*aumento na produção de fibras colágenas, na irrigação sangüínea e na compactação do estrato córneo.

Além dos fatores acima relacionados a dermoabrasão aumenta a permeabilidade cutânea, favorecendo a penetração de princípios ativos coadjuvantes no tratamento pós peeling necessários a reepitelização completa.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mas que é Peeling?

No Antigo Egito e Índia já se faziam peelings. Atualmente, o peeling é um dos primeiros tratamentos de beleza indicados para a maioria das pessoas.



Desde a Antigüidade se conhecem os bons efeitos de “lixar” suavemente a pele, ou aplicar sobre a face produtos, na maioria ácidos – como o soro do leite – que contém ácido lático – e urina – que contém uréia e também é ácida – para se conseguir o clareamento e o rejuvenescimento da pele.

Como o brilho, a “claridade” e toque sedoso da pele sempre estiveram associados à beleza e juventude, muitos produtos caseiros e industrializados foram usados com essa finalidade.

Afinal, com um peeling se consegue o efeito de pelo menos 6 meses – ou mais - de uso contínuo de cremes.

Mas foi logo após a II Grande Guerra que surgiu a primeira motivação para se usar o fenol como tratamento de pele, e nos anos 60 o peeling de Baker & Gordon, à base de fenol, foi um marco para o início dos peeling médicos.

Diferenças:

Os peelings podem ser muito superficiais, médios e profundos. Isso depende da quantidade de pele que foi retirada pelo ácido.

Esfoliações:

Quando usamos um sabonete “esfoliante”, na verdade realizamos um peeling muito superficial. Outros métodos caseiros incluem: aplicar óleo de amêndoas com fubá (peeling corporal para desincrustar pêlos encravados); aplicar soro de leite azedo na face, esfregar a face com açúcar refinado, e muitas outras “receitas” caseiras que, em maior ou menor grau, acabam melhorando o aspecto da pele.

O peeling médico

A diferença entre realizar uma esfoliação em casa e um peeling médico está baseada em 2 dados importantes:

- a segurança do produto usado pelo médico é comprovada por várias pesquisas
- a profundidade da descamação da pele é controlada, de acordo com os resultados desejados, podendo ser tratadas lesões da pele além do embelezamento.