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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Manteiga de Coco



Eu faço a manteiga de coco batendo no liquidificador ou processador 100 g de coco ralado, sem adição de açúcar, por 15 minutos ou até que fique pastoso. Guardo em recipiente fechado e armazeno em temperatura ambiente se for consumir no mesmo dia do contrário guardo na geladeira.

Encontrar manteigas vegetais em lojas de produtos naturais ou em supermercados não é uma tarefa fácil, e quando se tem a sorte de encontrar o preço não é nada convidativo. Por este motivo faço a minha em casa, pode parecer impossível ou difícil fazer, mas não é nada disso. Basta ter um processador de alimentos, ou um liquidificador, e um pouquinho de tempo e paciência que logo logo você terá uma manteiga fresca, natural e muito saborosa.

Para fazer esta manteiga de coco você só precisa de apenas um ingrediente, coco ralado seco, sem açúcar e não desengordurado. Facilmente encontrado em lojas de produtos naturais, vendido a granel, e em supermercados, vendido em pacotinhos fechado. O processo para fazer é basicamente o mesmo que a pasta de amendoim que já ensinei aqui, basta triturar no processador até o coco ralado soltar o óleo e ficar cremoso, simples assim.

Tem que ser coco ralado seco porque se tiver água, como a polpa fresca, ele não irá virar manteiga. Sem açúcar porque ao processar o coco por muito tempo, ele irá esquentar e caramelizar o açúcar. E não desengordurado porque é graças ao óleo de coco que temos a manteiga, sem ele é impossível ter uma textura cremosa.

Só para deixar claro, a manteiga de coco é diferente do óleo de coco, a primeira contém a polpa do coco seco, rico em fibras e proteínas. Enquanto que o óleo é apenas a gordura extraída da polpa.




Não se preocupe se a manteiga parecer muito líquida quando você terminar de fazer, ela ficará mais consistente ao esfriar.

Em temperaturas abaixo de 25ºC a manteiga se solidifica por causa do óleo de coco. Para amolecer basta esquentar por alguns segundos no micro-ondas ou na panela e usar normalmente.


Você pode consumir passando sobre torradas, pães, waffles, panquecas e tapiocas, por exemplo. Adicionar em smothies para deixar mais cremosos, salpicar sobre frutas ou granolas, misturar no café, e até bater com água no liquidificador para fazer leite de coco caseiro, as possibilidades são muitas.


Você vai precisar de…
Coco ralado seco, sem açúcar, não desengordurado – 3 xíc. = 250 g

Como fazer…
1- Coloque o coco ralado em um processador de alimentos e triture em velocidade máxima até obter uma pasta líquida e cremosa. Este processo pode demorar entre 15 a 30 minutos, dependendo da potência do seu processador, o meu demorou 25 minutos. Não desanime se o coco ralado não virou manteiga nos primeiros 10 ou 15 minutos, tenha paciência e persistência.
2- Pare de processar de vez em quando para raspar a lateral do processador.
3- Despeje a manteiga em um frasco de vidro e deixe esfriar em temperatura ambiente para ficar mais consistente.

Você pode armazenar fora da geladeira por cerca de 1 mês, ou sob refrigeração por até 2 meses.

Esta receita rende 200 ml.

ATENÇÃO: Utilizei um processador com potência de 700 watts, caso você estiver usando um menos potente pode ser que o coco não vire manteiga.

DICA: Você pode adicionar alguns ingredientes extras para incrementar o sabor ou a textura da manteiga. Por exemplo, algum adoçante de sua escolha, como açúcar demerara, melado ou estévia. Especiarias como canela em pó ou noz-moscada, e cacau em pó ou raspas de chocolate no final do preparo. Os que mais indico são:

– Óleo de coco: adicione 1 colher de sopa derretido quando o coco ralado começar a virar manteiga, como resultado você terá uma textura mais cremosa e aveludada.
– Extrato de baunilha: adicione 1/2 colher de chá no final do preparo, ainda com a manteiga quente, para dar um toque adocicado extra.
– Sal: adicione um pitada também no final do preparo para intensificar o sabor da manteiga.





Leia aqui outras postagens sobre o uso do coco e seus benefícios
Cura através do uso de óleo de coco.


outras receitas



fonte

http://temperoalternativo.com.br/2016/09/26/como-fazer-manteiga-de-coco/

https://www.curapelanatureza.com.br/post/06/2015/manteiga-de-coco-e-saborosa-saudavel-economica-e-facil-de-fazer

sábado, 28 de janeiro de 2017

Alimentação Saudável



Suco verde detox, salsão e chá branco são coisa do ano passado. De acordo com um levantamento da Whole Foods Market, a empresa mais famosa de alimentação saudável nos Estados Unidos, os alimentos que “vão pegar” este ano incluem uma velha amiga dos brasileiros no verão, a água de coco, e comida japonesa que vai muito além do sushi.

Os especialistas apontam que, além dos próprios alimentos, a postura pessoal também ganha destaque. A preparação das refeições leva em conta “comer melhor” e evitar desperdício, utilizando bem os alimentos para que rendam vários almoços ou jantares.

Em alta está o termo “flexitariano”, que seria aplicado a alguém que é semi-vegetariano. É uma maneira de definir alguém que não se encaixa em uma determinada dieta, como sem glúten ou vegano, por exemplo. Para quem prefere mesmo carne, o “carnívoro” de antigamente, pode-se dizer que é um “paleo”.

Veja aqui algumas das tendências de alimentação que devem bombar no ano, listadas pela Time.

Bebidas com superalimentos

A onda das bebidas nutritivas está muito longe de acabar. Mas em lugar do suco verde, a tendência agora é usar alimentos e temperos como cúrcuma, maca (raiz peruana) e vinagre de maçã. A cúrcuma possui propriedades anti-inflamatórias; a maca traz vitaminas, minerais, aminoácidos e fitonutrientes; e o vinagre de cidra de maçã pode ajudar a regular os níveis de açúcar no sangue e melhora a digestão.

Produtos derivados

Uma tendência forte em alimentação é a criação de novos alimentos a partir de outros que se tornaram bem conhecidos. É o caso da proteína whey, que veio da produção de iogurte, e deverá ser acrescida a bebidas probióticas. Outro caso é o líquido que fica a partir do cozimento de grão-de-bico, chamado aquafaba, que será usado para produzir “maionese” vegana.

Coco em tudo

O óleo de coco já está servindo para produzir tortilha de coco. E agora aparece como ingrediente para wraps, chips e produtos que a maioria nem imaginava. Tapioca de coco? Pode ser.

Muito além do sushi

A dieta japonesa continua sendo louvada por suas características nutritivas, como uma dieta balanceada (basicamente uma combinação de peixe, vegetais, plantas) responsável pela longevidade. Além do sushi e sashimi, a Whole Foods prevê a popularização de condimentos típicos da culinária japonesa, como ponzu, miso e óleo de gergelim.

Temperos, temperos, temperos

Com a expansão de diferentes cozinhas pelo mundo, as pessoas estão dispostas a testar “novos gostos”, o que, na prática, significa novos temperos. Isso inclui salsa de beterraba, geleia de pimenta habanero, tahini de gergelim preto e ghee (manteiga clarificada que é popular em alguns países da Ásia e Oriente Médio).

Macarrão diferenciado

Além do macarrão sem glúten, feito de grão-de-bico, quinoa e lentilha, que estão se tornando mais populares, a nova tendência é o espaguete feito de abobrinha. Trata-se de tirar bem fios de abobrinha que lembram espaguete e são servidas com molhos variados. Quer ir mais longe? Espaguete de algas é a pedida.

A cor púrpura

Receitas e embalagens de alimento em geral estão adotando os tons próximos ao púrpura, incluindo aspargo, couve-flor, batatas doces (as rosadas, claro), arroz negro e açaí.

FONTE

sábado, 17 de setembro de 2016

Sorvete de Carvão Vegetal (coco queimado)


Apresentamos um pequeno prazer que irá deliciar o seu paladar. Os sorveteiros nova-iorquinos da Morgenstern's Finest Ice Cream criaram um sorvete preto! Uma tonalidade inesperada, que já está dando o que falar entre os amantes de doces do mundo todo. O "Black Coco Ash" (traduzido literalmente como "cinzas de coco queimado") da Morgenstern's Finest Ice Cream de Nova Iorque é a nova moda do Instagram.

O motivo: ao mesmo tempo monocromático e super escuro, este sorvete preto é feito de cascas de coco queimado misturado com leite de coco, flocos, nozes e creme de coco. Para chegar nessa cor verdadeiramente original, o criador da receita não usa nenhuma coloração artificial. Na verdade, o tom do sorvete se deve ao carvão vegetal das cascas de coco. Esse pó, totalmente natural, dá à preparação um sabor de coco e uma aparência escura. Uma novidade na indústria de sorvetes, que até hoje utilizava alcaçuz, Oreo ou tinta de lula para reproduzir a cor com sucesso.


Cinzas de coco queimado: o carvão vegetal detox

Você sabia que as cascas de coco queimado utilizados no "Black Coconut Ash" não são nada mais que carvão vegetal? Sim, ideal na dieta detox, é também o tratamento fitoterápico sob medida contra o inchaço intestinal, as dores abdominais, e outros distúrbios digestivos. Ele ajuda a diminuir a barriga e aumentar o conforto intestinal. A dose recomendada é de 1 grama de carvão vegetal por dia, dividido entre 4 e 6 doses, e agora pode ser apreciada na forma de sorvete. A nova sobremesa para saborear sem moderação!

A sorveteria Little Damages produz casquinhas de sorvete com carvão ativado, utilizado para absorver as impurezas do organismo.



Descobrimos como fazer carvão sorvete em casa. Sim, somos mesmo bons... Via Spoon University.



Este sorvete é bem popular no Japão.


Consumidores britânicos testam sorvete preto "que muda a cor da língua"

A Rossi Ice Cream está testando o Black Vanilla Ice Cream, que tem sabor de baunilha, mas é preto e muda a corda língua. A fabricante de sorvetes de Southend, Essex, Reino Unido, lançou a ideia após um feedback dos consumidores que demandaram esse produto após terem conhecido um semelhante em Nova York.


O diretor de eventos e promoções da Rossi Ice Cream, Matt Davis, disse que o sorvete é feito 100% com carvão ativado a partir de cascas de coco e será elaborado usando o Tetra Pak Hoyer Frigus Continuous Freezer, que pode produzir um máximo de 600 litros de sorvete por ano.


“No momento, nosso sorvete preto é um teste piloto que faremos em um sábado [30 de julho 2016] com todos os nossos novos sabores. Entretanto, sendo ele preto é completamente diferente de tudo o que já fizemos antes. Achamos que somos os primeiros no Reino Unido a produzir isso, o que é muito legal. É algo diferente, mas com relação à produção permanente, isso dependerá do feedback dos consumidores, de forma que atualmente não podemos tomar uma decisão”.

Davis disse que não foi necessário fazer nenhuma mudança nas máquinas da Tetra Pak, mantendo a mesma forma de fazer do sorvete de baunilha, mas adicionando corante para mudar a cor. Ele disse que só foi produzido um lote pequeno e que a cor engana, porque o sabor não é o que parece. “Ele deixará sua língua preta quando comer, mas isso durará por uma hora ou mais apenas”.


Ele acha que o produto será oferecido por tempo limitado, devido ao seu preço, mas se houver demanda dos varejistas, poderá ser aumentada sua produção.

FONTE



sábado, 16 de abril de 2016

Coco



Coco é o nome do fruto da palmeira. Existem muitos tipos de palmeiras e, portanto, diversos tipos de cocos, entre eles, os mais conhecidos, a carnaúba, o babaçu, o dendê, a tâmara e o coco-da-baía, o fruto do coqueiro.

Origem controversa

O coqueiro (Cocos nucifera L.), é um membro da Família Arecaceae (família das palmeiras). É a única espécie classificada no gênero Cocos e a palmeira de maior importância econômica. Sua origem é controversa. Enquanto uns afirmam que é originário da Costa Ocidental da América Central e dali disseminou-se pelo Sudeste asiático, outros afirmam que é nativa da Indonésia, da Nova Zelândia ou da Índia. Existe uma teoria de que o coqueiro espalhou-se pelo mundo através das correntes marítimas que levaram os frutos mar afora e estes chegaram às praias, inclusive por aqui, na região litorânea entre a Bahia e o Rio Grande do Norte, onde, até hoje, existem em profusão.

Mas, o mais certo, é que, no Brasil, tenha sido introduzido em 1553, procedente da Ilha de Cabo Verde que, por sua vez, recebeu-os originários da Índia. Da região do Recôncavo Baiano, espalhou-se por toda a costa brasileira, levado, provavelmente, por dispersão natural, através das correntes marítimas.

Na "terra brasilis", o coqueiro não revelou, imediatamente, ao indígena que habitava aquela área, todas as suas potencialidades alimentares. Segundo Câmara Cascudo, pouco mais de 50 anos após sua introdução no País, frei Vicente do Salvador já observava que, por aqui, cultivavam-se em quantidade as grandes palmeiras que dão o coco, mas acrescentava também, que o habitante da terra apenas aproveitava a água e a fina polpa, nutritivas e refrescantes de seu fruto verde, desconhecendo o uso do fruto seco.

Ainda segundo o autor, foi apenas com a chegada dos escravos africanos, especialmente aqueles originários de Moçambique - onde a extração e o aproveitamento do leite de coco já eram práticas comuns, herdadas da longínqua Índia - que iniciou-se a perfeita alquimia que culminou com a criação dos deliciosos e únicos pratos da original culinária afro-brasileira.

O termo "coco" foi criado pelos portugueses no território asiático de Malabar, na viagem de Vasco da Gama à Índia (1497-1498), a partir da associação da aparência do fruto, visto da extremidade, em que o endocarpo e os poros de germinação assemelham-se à face de um "coco" (monstro imaginário com que se assusta as crianças; papão; ogro). Do português, o termo passou ao espanhol, francês e inglês "coco", ao italiano "cocco", ao alemão "Kokos" e aos compostos inglês "coconut" e alemão "Kokosnuss".

Planta Tropical

Sendo por excelência uma planta de clima tropical, encontrou ao longo da costa litorânea da região Nordeste um "habitat" adequado para o seu pleno desenvolvimento. Mas pode também ser cultivado em outras regiões distantes do mar. Gosta de clima quente e úmido. Para o bom desenvolvimento da planta não pode ocorrer falta de água, necessitando cerca de 2000 mm de chuvas bem distribuídas durante o ano. A temperatura média anual não deve ser inferior a 22 graus C, fator muito importante para a floração do coqueiro. Além disso, a planta não tolera ventos fortes e frios e necessita boa insolação. Quanto ao solo, deve ser leve, profundo, permeável e arejado. O pH ideal situa-se na faixa de 6,0 a 6,5. A propagação do coqueiro se dá por meio de sementes que devem ser obtidas de plantas produtivas, de estipe reto e vigoroso; boa distribuição de copa e grande número de folhas e, é claro, livre de pragas e doenças. Os frutos escolhidos devem apresentar tamanho médio, formato arredondado e estarem perfeitamente maduros (11 a 12 meses de idade).

Características do Coqueiro

Planta arbórea perene, o coqueiro tem grande longevidade, podendo viver além dos 150 anos. Palmeira de raiz fasciculada (vai a 1,8m para lados e até 0,6m para baixo), tem um caule indiviso (único) liso, chamado de estipe ou espique, que pode atingir até 30 m de altura e 30 a 50 cm de diâmetro (coqueiro gigante). Há, porém, variedades anãs que não ultrapassam 2 ou 3 metros. As folhas, em tufo de 30/35 unidades, localizam-se na extremidade superior da árvore. São bem verdes, pinadas e arqueadas, largas e compridas - de 3 a 6 metros de comprimento, podendo chegar a ter quase 1 metro de largura (duram de 1 a 2 anos). O coqueiro é uma planta monóica (órgãos masculinos e femininos na mesma planta), produzindo flores unissexuadas em uma inflorescência ramificada em forma de cacho com pequenas e numerosas flores femininas globosas (normalmente, de 12 a 15 inflorescência por ano em intervalos de 24 a 30 dias). Seu fruto é o coco, popularmente conhecido como coco-da-baía.

As variedades de coqueiro

Gigante - também chamado de típico, é predominante, tem grande altura, polinização cruzada, fruto verde, cocos destinados à industrialização. Dos 6 aos 9 anos de idade o coqueiro inicia a produção de frutos, que se estabiliza quando chega aos 12 anos, alcançando uma média de 70 cocos por pé ao ano. Esta é a variedade mais comum em todo o Nordeste brasileiro, região responsável por cerca de 85% da produção nacional e mais de 90% da área plantada, ocupando principalmente os Estados de Alagoas, Sergipe e Bahia.

Anão - representado por tipos com frutos verdes, vermelhos e amarelos, tem auto fecundação e frutos destinados ao consumo da água-de-coco. Não alcança mais do que 10 metros de altura, o que facilita bastante a coleta dos frutos. É mais precoce do que a variedade gigante, iniciando sua frutificação no segundo ano após o plantio, também apresentando maior produtividade, cerca de 200 frutos por pé ao ano. Em compensação, vive apenas 20 anos, ou seja, bem menos tempo do que o centenário coqueiro comum. No Brasil, a variedade anã foi introduzida pelos doutores: Artur Neiva e Miguel Calmon em 1925, quando retornavam de uma viagem ao Oriente estimulados pela precocidade na produção e facilidade de colheita dos frutos.

Híbrido - proveniente do cruzamento natural ou artificial gigante x anão.

O Coco

Botanicamente falando, um coco é um fruto seco simples classificado como drupa fibrosa (não uma noz). A casca tem uma superfície relativamente fina e lisa (exocarpo ou epicarpo - 1) por baixo da qual vem uma espessa capa fibrosa com aproximadamente 5 cm de espessura dependendo da variedade (mesocarpo - 2) ), que envolve um "caroço" interno muito duro (endocarpo lenhoso - 3), popularmente chamado de casquilho ou quenga.

Antes de amadurecer, os frutos estão quase que completamente cheios de líquido esbranquiçado (albume) - a água de coco. A medida que o coco amadurece, a água vai diminuindo e espessando a parte carnosa branca (endosperma sólido), que de início assemelha-se a uma geléia mas que ,quando os frutos estão completamente maduros, chega a 1 cm ou mais. 

Para a germinação do fruto é necessário pequena quantidade de água de coco: um coco seco não germina.

Fases de Amadurecimento

Na primeira fase de amadurecimento do coco, (4 a 5 meses), ocorre o desenvolvimento da amêndoa, da casca, casquilho e a água de coco que enche totalmente seu interior. Na segunda fase (de 6 a 8 meses), a casca e o casquilho se endurecem e engrossam. Na terceira fase, o endosperma (polpa) se desenvolve e amadurece. Em geral, quando o fruto tem uns 160 dias, alcança seu tamanho máximo e começa a formar a amêndoa. Quando tem 220 dias, começa a madurecer o casquilho. O endosperma sólido, está completamente formado em torno de 300 dias e em 12 meses, o casquilho, está completamente maduro, juntamente com o fruto. A casca, que se forma ao mesmo tempo que o embrião, em seu período inicial é tenra e logo se enrijece e escurece. O fruto chega a alcançar o peso médio de 3 a 4 Kg.

A Polpa

A massa albuminosa do coco, a polpa, é rica em proteína e vitaminas e pode ser consumida crua, em seu estado natural, ou processada como gordura vegetal, coco ralado e leite de coco, obtido através da prensagem da polpa ralada. Em todas as suas formas, tem vasta utilização culinária e está presente em pratos salgados e doces da cozinha de muitos países, do Oriente ao Ocidente, como Índia, Indonésia e todo o Sudeste asiático; praticamente toda a África e Brasil, principalmente na culinária baiana.

A água é saborosa, hidratante e considerada um isotônico natural por ser rica em sais minerais. A presença do sódio e potássio em sua composição possibilita a recuperação destes minerais perdidos através da urina e, sobretudo, do suor. Sua composição é semelhante a do soro fisiológico, o que a torna eficiente para hidratar a pele, reduzir o colesterol, combater a desidratação, enjoos e também a retenção de líquidos no organismo.

Propriedades Nutricionais

Alimento completo, o coco é excelente substituto da carne, do queijo, do ovo e do leite, aos quais é superior. É rico em proteínas, gorduras, calorias, sais, hidratos de carbono e vitaminas A, B1, B2, B5 e C.

Propriedades Medicinais

A água de coco tem várias aplicações na terapêutica caseira. A água e o leite de coco são apropriados nos casos de rugas da pele. Prestam-se também como calmantes, diuréticos, anti-térmico, estimulante do apetite, depurativos do sangue, etc.

O coco verde possui as mesmas propriedades do leite materno, segundo experiências realizadas nos Estados Unidos. No Havaí, as mães costumam alimentar os bebês com leite de coco. Uma colherada de coco pela manhã, é excelente remédio contra vermes intestinais. E a polpa age como adstringente nas hemorroidas.

Árvore da Vida

Considerado mundialmente como a "árvore da vida" por seus múltiplos usos e finalidades, o coqueiro é uma rica fonte de alimento e de energia utilizado na habitação, na movelaria, nas indústrias de cosméticos, de margarinas, de sabões e de fibras, e no artesanato. No coqueiro, praticamente tudo é utilizado: raiz, estipe, inflorescência, folhas, palmito e principalmente o fruto que, mediante uma transformação geralmente simples, gera diversos subprodutos ou derivados

Variedade de Usos

O casquilho é utilizado para a produção de carvão, carvão para gasogênio, carvão desodorizante e carvão ativado. O coque metalúrgico, pelo seu alto valor calorífico e baixo teor de cinzas, viabiliza seu uso na ourivesaria, metalurgia e indústria artesanal, em substituição ao carvão mineral.

No processamento industrial, seja para extração de óleo de coco, ou seja para a produção de leite de coco, obtém-se um resíduo de grande importância na alimentação animal - a torta de coco - que pode ser ministrado ao rebanho como fonte de proteínas e energia. Outro subproduto, geralmente desperdiçado pela indústria, é a água do coco seco, que poderia ser utilizada para fornecer açúcares e sais minerais, principalmente potássio. Segundo R. Child, cada litro de água de coco maduro contém, aproximadamente, 20g de extrato seco de sais minerais

Da casca do coco são extraídas fibras de diferentes comprimentos que servem na fabricação de uma diversidade riquíssima de artigos como vestuário, tapetes, sacaria, almofadas, colchões, acolchoados para a indústria automobilística, escovas, pincéis, capachos, passadeiras, tapetes, cordas marítimas, cortiça isolante, cama de animais. Os resíduos de matéria vegetal resultante da extração das fibras das cascas possuem, geralmente, uma grande umidade que, após uma secagem natural e queima podem retornar ao coqueiral em forma de cinzas que contêm, segundo Y. Frémond (1969), 30% em K2O (óxido de potássio). Caso as cascas não sejam queimadas, pode o produtor incorporá-las ao solo como adubo orgânico fornecendo nesse caso, 3,5% em K2O.

Um dos produtos derivados do coco de grande comercialização no mundo inteiro é a copra ou amêndoa do coco, pela facilidade e economia de transporte para países interessados nessa matéria prima. É obtida partindo-se o coco maduro em 3 partes, que são postas a secar. A seguir, retira-se, em fragmentos, a polpa branca, continuando a secagem. Do produto assim obtido, a copra, de odor desagradável, usada, principalmente, para a extração do óleo de coco, empregado como alimento há milhares de anos

Também é empregado como combustível, matéria-prima na fabricação de borracha sintética, margarina, cosméticos, fluidos para freios hidráulicos de aviões, resinas sintéticas, inseticidas e germicidas, agente plastificador de vidros de segurança, adesivo no processamento de lubrificantes, na fabricação de glicerina e, principalmente, nas indústrias de sabões e detergentes que preferem o óleo de copra (polpa seca do coco) pelas suas características próprias como espumante, bactericida, germicida, e, principalmente, por ser biodegradável, portanto, não poluidor do meio ambiente, como acontece com outros tipos de detergentes e saponáceos.

A produção mundial de copra de coco está concentrada em 3 países asiáticos: Filipinas, Indonésia e Índia, que produzem 76%, levando o continente a responder por 85% da produção mundial de copra.

Nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos que ainda dispõem de outras matérias primas para obter óleos comestíveis (soja, algodão, girassol), o óleo de coco é altamente utilizado na fabricação de álcool graças ao teor de ácidos láuricos e ácidos saturados de menor peso molecular. Ele serve, especialmente, na fabricação de detergentes, como os sulfatos de álcool não poluentes, devidos às suas propriedades biodegradáveis. A indústria de plásticos utiliza-se também dos álcoois derivados do óleo de coco.

A inflorescência do coqueiro serve de fonte alternativa para a produção de açúcar, já que, a seiva da inflorescência "Toddy", em estado fresco (não fermentado), contém de 12 a 15% de sacarose, similar ao teor de caldo de cana-de-açúcar usado na preparação do açúcar. Considerando-se, segundo estudos de Frémond, que a colheita gera por planta, aproximadamente, 227 litros de seiva, ou seja, 36 Kg de açúcar nos oito meses de colheita por ano. A quantidade possível de açúcar produzida por hectare vai depender, naturalmente, do espaçamento adotado na plantação.

A seiva que exsuda dos pedúnculos cortados é adocicada e pode ser tomada ao natural, como refresco, ou se deixa fermentar para a fabricação de uma bebida alcoólica, o arrak. Com a seiva, pode-se fazer também o vinagre de palma, além do açúcar, como foi anteriormente mencionado.

Importância econômica

O coqueiro é cultivado em aproximadamente 11,6 milhões de hectares em 86 países localizados na zona intertropical do globo terrestre, Cerca de 96% da produção mundial é proveniente de pequenos agricultores, com áreas de 0,2 a 4 hectares, sendo 70% dessa produção consumida internamente nesses países, constituindo-se na principal fonte de gorduras e proteína. A sua importância, na grande maioria dos países, se deve ao seu papel na produção de óleo, como geradora de divisas e como cultura de subsistência para os pequenos agricultores, fornecendo alimentos, bebidas, combustíveis, ração para animais e abrigo. O coqueiro tem um papel muito importante na sustentabilidade de ecossistemas frágeis.

Os maiores produtores mundiais de coco são as Filipinas, Indonésia, Índia, Sri Lanka e Tailândia. México, Brasil e Venezuela lideram a produção latino-americana. Quase todos os países da América Central cultivam o fruto.

No Brasil

A introdução do coqueiro no Brasil e sua adaptação aos solos arenosos da costa brasileira, permitiram o surgimento de uma classe produtora, ocupando um ecossistema com poucas possibilidades de outras explorações comerciais, cuja cadeia produtiva é muito diversificada e de grande significado social. A cultura do coqueiro está disseminada numa área de 247 mil hectares com uma produção aproximada de 1,1 bilhões de frutos, concentrada no Nordeste do Brasil.

Antes restrita à região Nordeste brasileira, a cultura do coqueiro, nos últimos anos vem se expandindo muito nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e até mesmo Sul, principalmente, do coqueiro anão. Esta expansão se dá não só no litoral, mas também no interior dos Estados; este fato deve-se principalmente ao grande aumento da procura e do consumo da água de coco verde, ou seja, "in natura", comercializada em maior parte na região litorânea e nos grandes centros.

Curiosidade

Em algumas partes do mundo, macacos treinados são usados na colheita do coco. Escolas de treinamentos para macacos ainda existem no sul da Tailândia. Todos os anos são realizadas competições para identificar o mais rápido colhedor.
 
Aqueles fiozinhos que revestem o fruto prometem tratar dores e inflamações em geral. Pesquisadores brasileiros investigam as propriedades terapêuticas dessa fruta.

Há algum tempo, fibra de coco só servia pra fabricar corda, vaso e tapete. Mas isso virou passado. Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Instituto Vital Brazil, em Niterói (RJ), começaram a estudar o poder terapêutico do material. Em avaliações iniciais, eles descobriram que o produto, graças à sua ação anti-inflamatória, aplacou dores em cobaias.

E isso abriu as portas para testar a casca do coco como um fitoterápico. “O composto tem potencial, mas é preciso fazer pesquisas em seres humanos a fim de comprovar os resultados”, comenta a nutricionista Vanderli Marchiori, presidente da Associação Paulista de Fitoterapia. Agora os extratos da fibra estão em fase de padronização e a ideia é que já, já comecem os experimentos em gente como a gente.

Do coco tudo se aproveita

1. Fibra da casca

Análises recentes começam a destrinchar seu papel anti-inflamatório. Promessa de fitoterápico para os próximos anos.

2. Polpa

Tem muitas fibras e uma gordura um tanto saudável. Pode incrementar diversas receitas.

3. Óleo

Ele não faz milagres e não parece ser um grande emagrecedor. Mas pode compor alguns pratos doces.

4. Água

Hidrata e repõe uma série de sais minerais, como o potássio. É uma boa após a prática de atividade física.

FONTE

http://saude.abril.com.br/alimentacao/anti-inflamatorio-na-casca-do-coco/

terça-feira, 10 de junho de 2008

Água de Coco Um isotônico Natural


A ÁGUA DE COCO é considerada como potente hidratante, pois contém diversos sais minerais na sua composição, tais como potássio, sódio, fósforo e cloro.

Além destes minerais, ela apresenta também boas fontes de vitaminas : vitamina A, B1, B2, B5 e C.

Por todo este conteúdo nutricional, ela é recomendada nos casos de desidratação, principalmente em crianças, por ser um excelente soro vegetal, podendo inclusive substituir o plasma sanguíneo temporariamente.

Relação com o Diabetes, Hipertensão e Doença renal

Para quem tem diabetes, hipertensão ou deficiência renal o consumo de água de coco (verde natural) deve ser controlado devido à quantidade de sódio, potássio e também de outras substâncias, que podem agravar o quadro da doença.

Para os que pensam em emagrecimento, vale ressaltar que somente a água da fruta contém baixas calorias. O leite ou a polpa de coco (aquela parte branca interna) detém alto teor calórico. Um pedaço de 100g de coco é equivalente a 35 ks e 15 bolinhas vermelhas.

Referência: Sociedade Brasileira de Diabetes.

Valores da água de coco em ks:

• Porção: • Ks por porção: • Peso: • Bolinhas:
1 copo 6 ks 250ml