Mostrando postagens com marcador Lúpus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lúpus. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de dezembro de 2014

Glutationa


A glutationa é uma proteína encontrada em todas as células do corpo humano, especialmente nas células do fígado, e também pode ser ingerida através de frutas, vegetais e carnes.

A glutationa pode ser tomada de forma oral para tratar catarata, glaucoma, prevenir envelhecimento, tratar ou prevenir o alcoolismo, asma, câncer, doença cardíaca, hepatite, doença hepática, doenças que atacam o sistema imune, incluindo a AIDS, perda de memória, Mal de Alzheimer, osteoartrite, mal de Parkinson e para combater envenenamento por drogas e metais pesados. Também pode ser usada de forma inalada para tratamento de doenças pulmonares, incluindo fibrose cística.

Profissionais de saúde podem aplicar a glutationa como injeção no músculo para prevenir os efeitos colaterais do tratamento do câncer e para tratar infertilidade masculina, e diretamente na veia para prevenir anemia em pacientes renais sob tratamento com hemodiálise, prevenção de problemas renais após cirurgia de marca-passo, tratamento do mal de Parkinson, melhora da corrente sanguínea, diminuir a coagulação em pacientes com arteriosclerose, tratar diabetes e prevenir os efeitos colaterais da quimioterapia.

O que é a glutationa?

A glutationa é uma proteína, um tripeptídeo sulfúrico, que consiste nos aminoácidos: ácido glutamínico, l-cisteína e l-glicina.

A glutationa é um poderoso antioxidante e desintoxicante que protege as células contra radicais livrs e melhora o sistema imune. Os níveis de glutationa no corpo humano diminuem com a idade, começando a decair a partir dos vinte anos. A suplementação com l-cisteína pode ajudar o corpo a produzir mais glutationa.

Para que serve a glutationa? Quais são seus benefícios?

Antioxidante: Enquanto não é um dos antioxidantes mais conhecidos, a glutationa possui uma vantagem por estar dentro de todas as células do corpo humano, inclusive as do sistema imune. Ela ajuda a combater doenças, que é a razão de seus defensores sugerirem seu uso contra o câncer e outras doenças. Apesar de não ser capaz de curar o câncer, estudos sugerem que a glutationa pode reduzir o crescimento de novas células cancerígenas, além de aumentar a eficácia da quimioterapia e reduzir a toxicidade dos medicamentos.

Melhora a qualidade do esperma: A glutationa é capaz de melhorar a qualidade do esperma em homens ao baixar a pressão sanguínea em pacientes diabéticos ou diminuir o estresse oxidativo nas células do esperma, fazendo com que elas fiquem mais saudáveis e sem danos na carga de DNA. Assim, a glutationa pode ser uma boa ajuda para casais que querem engravidar.

Doenças respiratórias: A glutationa é usada para tratar asma e obstrução da passagem de ar quando inalada. Um estudo da Universidade de Utrecht descobriu que ela previne reações asmáticas e hipersensibilidade das vias aéreas.

Doenças psiquiátricas: Doenças psiquiátricas como transtorno bipolar, esquizofrenia e depressão são ligadas a níveis baixos de glutationa. Uma possível razão é que sem suas habilidades antioxidantes no cérebro, o estresse oxidativo pode ocorrer.

Doenças do sistema imune: As células do sistema imune dependem da glutationa. Em vários estudos, quando os níveis de glutationa são diminuídos de forma proposital, as células do sistema imune também reduzem seu funcionamento. Portanto, os níveis de glutationa estão ligados de forma importante ao funcionamento das células do sistema imune. Dois exemplos de doenças relacionadas a baixos níveis de glutationa são lúpus e artrite reumatoide.

Alimentos ricos em glutationa

Alguns alimentos contêm glutationa, enquanto outros estimulam sua produção. A seguir você encontra alguns alimentos que podem ajudar a aumentar os níveis de glutationa.

Frutas e vegetais: vegetais ricos em enxofre, como alho, cebola, salsa e vegetais crucíferos, como brócolis, couve, couve-flor, espinafre, além de abacate, aspargo, batata, pimenta, cenoura, abóbora, toranja, maçã, laranja, pêssego, banana, melão e tomate. Cozinhar os vegetais reduz os níveis de glutationa em 30 a 60%, e o enlatamento elimina completamente a glutationa.

Produtos de origem animal: a glutationa alimentar é encontrada em grandes quantidades em carnes frescas e cruas, e em quantidades moderadas em laticínios e ovos.

Alimentos ricos em selênio: alimentos ricos em selênio incluem castanhas, nozes, castanha do pará, legumes, atum, carne de vaca, aves, queijo e ovos.

Alimentos ricos em ácido alfa lipóico: espinafre, tomate, ervilha, couve de Bruxelas, farelo de arroz e maionese.

Suplementos de glutationa

Embora haja suplementos de glutationa no mercado, eles não parecem aumentar os níveis dessa substância no corpo, já que geralmente é metabolizado e transformado em aminoácidos durante a digestão, fazendo com que a absorção de glutationa seja mínima.

Por outro lado, o aminoácido l-metionina parece ser eficaz para aumentar os níveis de glutationa no corpo. Isso acontece porque esse aminoácido é convertido em cisteína, um dos componentes da glutationa. Outra boa sugestão é o N-acetilcisteína, um precursor da cisteína que é bem absorvido pelo intestino. Ele não aumenta os níveis de glutationa se já estiverem normais, mas ajuda a elevá-los quando estão muito baixos, levando-os de volta a um nível normal.

Suplementos que promovem a l-cisteína não devem ser tomados, já que a cisteína sozinha é oxidada facilmente e pode afetar o cérebro, retina e outras partes do corpo. Portanto, a suplementação deve ser feita com precursores da cisteína, e não com a própria.

Outras formas de aumentar os níveis de glutationa são a prática de exercícios regulares e a redução do estresse.


Leia mais http://www.mundoboaforma.com.br/glutationa-o-que-e-para-que-serve-alimentos-ricos-e-suplemento/#pEOyflAPoFZrExUy.99

http://blog.desafiandoaobesidade.com.br/glutationa/

domingo, 30 de maio de 2010

Tratamento de Lúpus

É, portanto, muito importante a ideia de manter controlada uma doença
que amanhã pode ser curável...

O Lupus apresenta como sintomas artrite, febre sem explicação, fadiga muscular, feridas vermelhas na pele que podem aparecer no nariz, na bochecha ou na face, orelhas, braços, ombros, peito e mãos. As pessoas com esta enfermidade são sensíveis à luz solar, as feridas na pele geralmente aparecem primeiramente ou pioram depois da exposição ao sol.

Esta doença promove grandes mudancas no sistema imunológico, pois ela produz anticorpos que reagem contra às células normais, podendo afetar a pele, articulaões, rins e outros órgãos. Em geral, a pessoa desencadeia uma reação alérgica a si própria. Por isso o lúpus é considerada uma doença auto-imune.

Descoberta de cientistas americanos abre portas para o tratamento de lúpus

Cientistas dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos descobriram que a ativação de basófilos, um tipo de leucócito do sistema imunológico, causa danos aos rins de ratos, em um experimento que pode ajudar a desenvolver novos tratamentos para o lúpus.

O lúpus é uma doença que afeta vários órgãos do corpo e para a qual não existe cura. A pesquisa dos institutos foi divulgada hoje pela revista "Nature Medicine" e foi dirigida pelo doutor Juan Rivera, diretor do Instituto Nacional de Artrites e Doenças Músculo- Esqueléticas e da Pele dos EUA (Niams, na sigla em inglês).

Rivera disse à Agência Efe que cerca de 1,5 milhão de americanos sofrem de lúpus e aproximadamente entre 60% e 70% apresentam sua forma mais grave. O doutor afirmou que as estatísticas sobre mortalidade são menos exatas, mas calculou que o número de mortes causadas pelo tipo mais grave chegue a "milhares" por ano.

"De 10% a 15% dos pacientes com o tipo mais grave morre de forma prematura devido a falhas renais, cardíacas ou de outros órgãos", disse Rivera. Sua equipe descobriu que ratos criados geneticamente para ter deficiência de uma proteína chamada Lyn kinase mostravam respostas exageradas a alérgenos e desenvolviam uma doença parecida ao lúpus de rim.

O estudo demonstra pela primeira vez neste tipo de rato como os basófilos ativados pelos anticorpos chamados imunoglobulina E (IgE) autorreativos podem melhorar os danos associados ao tipo mais grave de lúpus. A pesquisa mostra que os IgE autorreativos se colam à superfície dos basófilos, o que faz com que eles se concentrem nos nódulos do baço e da glândula linfática dos ratos e gerem mais anticorpos autorreativos.

Posteriormente, os pesquisadores examinaram mostras de sangue de 44 pessoas com o tipo mais grave da doença e descobriram a presença de IgE autorreativos, assim como um aumento dos basófilos, o que sugere potenciais benefícios terapêuticos.

Rivera disse que embora a descoberta de sua equipe "não sugira uma cura" para o tipo mais grave do lúpus, o estudo determinou "um processo não reconhecido no desenvolvimento da doença, o que abre uma nova área de pesquisa com potencial terapêutico".

"Prevemos que os possíveis tratamentos que podem resultar deste trabalho possam ajudar os pacientes a aproveitar suas vidas totalmente. Estes tratamentos devem reduzir a produção de anticorpos para atrasar ou prevenir a aparição do lúpus nephritis", acrescentou Rivera.

EFE

http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2010/5/descoberta_de_cientistas_americanos_abre_portas_para_tratamento_de_lupus_84899.html

O Tratamento do Lúpus Eritematoso Sistêmico

Para a grande maioria das pessoas, um tratamento efetivo pode minimizar os sintomas, reduzir as inflamações e manter as funções do corpo normais.

Medidas preventivas podem reduzir os riscos de uma crise. Para pacientes fotossensíveis, evitar (excessiva) exposição ao sol e/ou o uso regular de protetor solar, evita o aparecimento de erupções cutâneas. Exercícios regulares ajudam a prevenir a fraqueza dos músculos e fadiga. A imunização protege contra infecções específicas. Grupos de apoio, aconselhamento, conversas com familiares, amigos e médicos, podem ajudar a aliviar os efeitos do estresse. Não é necessário dizer que maus hábitos podem ser terríveis para pacientes com lúpus. Isso inclui fumar, consumo excessivo de álcool, tomar a medicação em excesso ou em dosagens abaixo da prescrita, além de adiar visitas regulares ao médico.

A focalização do tratamento é baseada em necessidades e sintomas específicos de cada pessoa. Pelo fato das características e do curso do lúpus variar significativamente de pessoa para pessoa, é importante enfatizar que uma avaliação médica constante é essencial para assegurar um diagnóstico e tratamento adequados.

Alimentação:

Apesar de não se ter muitos conhecimentos sobre os fatores nutricionais nos vários tipos da doença, ninguém questiona a necessidade de uma dieta bem balanceada. Dietas da moda, que pregam um excesso ou uma exclusão total de certos alimentos, trazem mais malefícios do que benefícios para qualquer doença, inclusive o lúpus. Os cientistas têm mostrado que os anticorpos e outras células do sistema imunológico podem ser seriamente afetadas por deficiências nutricionais. Assim sendo, desvios significativos de uma dieta balanceada podem provocar efeitos em uma rede tão complexa quanto o sistema imunológico. Têm surgido várias sugestões sobre alimentos no tratamento do lúpus, um exemplo é o óleo de peixe. Entretanto, essas dietas têm sido usadas apenas em cobaias com sucessos limitados e não devem ser considerados como fundamentais para uma pessoa.

Prognósticos:

A idéia de que o lúpus é uma doença fatal é uma das mais graves concepções errôneas sobre a doença. De fato, os prognósticos a respeito do lúpus são melhores do que nunca. Hoje, com um diagnóstico precoce e as atuais terapias, 80 a 90% das pessoas com lúpus podem esperar por uma vida normal se eles seguirem as instruções do seu médico, tomarem todos os medicamentos conforme prescritos, e souberem quando procurar por ajuda quando efeitos colaterais ou novas manifestações da doença aparecerem. Apesar de alguns pacientes terem duras recaídas e serem freqüentemente hospitalizados, muitas pessoas com lúpus jamais precisam de cuidados hospitalares.

As novas pesquisas trazem resultados inesperados a cada ano. Os progressos feitos no tratamento e no diagnóstico durante a última década são os maiores dos últimos cem anos! É, portanto, muito importante a idéia de manter controlada uma doença que amanhã pode ser curável.

Medicamento contra lúpus chega à fase final de testes; é o 1º em 50 anos

O laboratório farmacêutico britânico GlaxoSmithKline (GSK) e o americano Human Genome Sciences (HGS) anunciaram resultados positivos de ensaios clínicos de um tratamento contra o lúpus eritematoso, doença inflamatória crônica. Há 50 anos não é lançado no mercado um medicamento contra o lúpus. A doença atinge cerca de 5 milhões de pessoas, provoca dores intensas nas articulações, lesões na pele do rosto e problemas renais. Pode chegar aos sistemas nervoso e circulatório.

Depois de passar com sucesso a fase três dos ensaios clínicos, prévia à comercialização, o Benlysta (cujo nome científico é belimumab) pode ser o primeiro tratamento autorizado em décadas para os doentes de lupus, segundo a GSK e a HGS.

"Os resultados dos estudos mostraram que o belimumab, associado a um tratamento padrão, após 52 semanas tinha melhorado o estado dos pacientes, em comparação com os pacientes que tomaram só o tratamento padrão", afirmaram os dois laboratórios em um comunicado conjunto.

A eficácia do belimumab, geralmente bem tolerado pelos doentes, ocorre por causa de uma diminuição dos anticorpos típicos do lúpus e dos sintomas da enfermidade. A associação entre os dois laboratórios começou em 2006.

Será realizado um segundo ensaio de fase três em novembro. Depois, as empresas pretendem solicitar autorização das autoridades sanitárias para comercializar o medicamento nos Estados Unidos, na Europa e em outras regiões, no primeiro semestre de 2010.

"Benlysta é o primeiro medicamento desenvolvido especificamente para o lúpus que chegou à última etapa de testes clínicos com resultados positivos", sublinhou Carlo Russo, vice-presidente da unidade Biopharm da GSK.

O Estado de São Paulo

Fontes:
http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2010/5/descoberta_de_cientistas_americanos_abre_portas_para_tratamento_de_lupus_84899.html
http://www.camarpho.hpg.com.br/LOBO/tratamento.htm
http://www.panarello.com.br/site/pt/content/news/?id=39

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Fórum de Lúpus



Minha amiga Daniella Pessoni criou um Fórum para falar sobre lúpus. (Conheço ela do nosso espaço virtual, mas ela é real de sentimentos, emoções, reações e atitudes)
Dê uma passadinha por !

Lúpus é uma doença rara, mais freqüente nas mulheres do que nos homens, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico, exatamente aquele que deveria defender o organismo das agressões externas causadas por vírus, bactérias ou outros agentes.

Segundo o Dr. Samuel Kopersztych, médico reumatologista, que trabalhou no Hospital das Clínicas da USP e no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo. (Faleceu em 08/12/2006). No lúpus, a defesa imunológica se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, confundem o diagnóstico.

Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especialistas. Pessoas tratadas adequadamente têm condições de levar vida normal. As que não se tratam, acabam tendo complicações sérias, às vezes, incompatíveis com a vida.

Segundo o reumatologista Ricardo Fuller, estes são os sintomas:
- fadiga
- mal-estar
- cefaléia
- febre
- falta de apetite
- indisposição
- emagrecimento
- lesões avermelhadas na pele
- inflamação nas juntas
- queda anormal dos cabelos
- urina espumosa
- convulsões epilépticas
- distúrbios psiquiátricos
- arroxeamento dos dedos das mãos e pés
- dormências e paralisias regionais
- tromboses em membros
- derrame cerebral
- dor torácica
- palpitação
- falta de ar
- úlceras na pele
- necrose nas pontas dos dedos



Apesar de não ter cura, a doença tem tratamento e o paciente tem a perspectiva de uma vida longa e de qualidade. O lúpus evolui em períodos de atividade, quando necessita de tratamento contínuo, e de inatividade, quando o tratamento é cuidadosamente retirado. Ele comenta ainda que alguns pacientes podem apresentar uma única crise em toda a sua vida. Em casos mais avançados, o tratamento medicamentoso é o mais indicado. Pacientes que não precisam de remédio costumam seguir uma rotina de uso de bloqueadores solares, exercícios físicos, sono adequado e uma dieta balanceada.

Passe o endereço do Fórum aos seus amigos.
Obrigada!



É no tempo de Deus...

     "Nas lutas diárias da vida,
   lembre-se de que tudo tem um
   tempo próprio para realizar-se
    A árvore mais alta do mundo
       um dia foi semente.
    O mar gigantesco é formado
       por pequenos rios,
     que despejam suas águas
     em um encontro marcado.
    A hora do relógio é formada
   por segundos que se juntam
      para formar o minuto.
     A casa mais bela e rica,
    um dia foi apenas projeto.
 Assim, tudo segue um cronograma.
 E na lei divina nada segue aos pulos,
 ou com privilégios, tudo é justiça pura."

Que Deus te cubra de bençãos e te encha
de amor que é o mais precioso tesouro!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)


A logomarca da Associação Brasileira SUPERANDO O LÚPUS simboliza um dos sinais de atividade do Lúpus em alguns pacientes, ou seja, a mancha denominada “Asa de Borboleta”, a união dos diferentes povos, a unidade homem e mulher, a importância de se trabalhar de maneira integrada.

Mesmo havendo protocolos internacionais para o tratamento de doenças complexas como o Lúpus, cada paciente tem a sua história.

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória de causa desconhecida.

Para que se desencadeie a doença, agentes externos desconhecidos (vírus, bactérias, agentes químicos, radiação ultravioleta) entram em contato com o sistema imune de um indivíduo que está com vários genes erradamente induzindo produção inadequada de anticorpos. Estes anticorpos são dirigidos contra constituintes normais (auto-anticorpos) provocando lesões nos tecidos e também alterações nas células sangüíneas.

É uma doença razoavelmente comum no consultório dos reumatologistas. Melhor conhecimento médico e avanço em métodos diagnósticos devem ser os motivos pelos quais o LES tem sido diagnosticado com mais freqüência e seu prognóstico é muito melhor do que há 15 anos atrás.

Atinge principalmente mulheres (9:1) em idade reprodutiva, iniciando-se mais comumente entre 20 e 40 anos. Pode ser bastante benigno até extremamente grave e fatal.

O que se sente?

As manifestações clínicas são muito variáveis entre os pacientes. As queixas gerais mais freqüentes são mal-estar, febre, fadiga, emagrecimento e falta de apetite, as quais podem anteceder outras alterações por semanas ou meses. Os pacientes já poderão estar sentindo dor articular ou muscular leve e apresentando manchas vermelhas na pele que passam por urticária.

As alterações mais freqüentes ocorrem na pele e articulações:

Pele e mucosas
Há muitos tipos de lesão cutânea no LES. A mais conhecida é a lesão em asa de borboleta que é um eritema elevado atingindo bochechas e dorso do nariz. Manchas eritematosas planas ou elevadas podem aparecer em qualquer parte do corpo.

Muitos pacientes com LES têm sensibilidade ao sol (foto-sensibilidade). Assim, estas manchas podem ser proeminentes ou unicamente localizadas em áreas expostas à luz solar. Outras vezes, as lesões são mais profundas e deixam cicatriz (lúpus discóide).

Começam com uma escamação sobre a mancha eritematosa. Com o passar do tempo a zona central atrofia e a pele perde a cor, ficando uma cicatriz que pode ser bastante desagradável.

Há casos de lúpus discóide em que nunca haverá outros problemas, isto é, não haverá lúpus sistêmico. Estes pacientes devem ser seguidos com atenção pois não há como acompanhar a evolução sem exame físico e laboratorial.

Queda de cabelo é muito freqüente. Os fios caem em chumaços e muitos são encontrados no travesseiro. É sinal de doença ativa.

Apesar de não serem freqüentes, são úteis para o diagnóstico o aparecimento de feridas dentro do nariz, na língua e na mucosa oral.

Aparelho locomotor

A grande maioria dos pacientes tem artrite. Esta costuma ser leve e melhorar rapidamente com tratamento. Entretanto, há poucos casos em que aparecem lesões destrutivas que podem ser bastante graves.

O uso de corticóide por longo tempo (que muitas vezes é indispensável) pode provocar, em cerca de 5% dos pacientes, necrose em extremidade de ossos longos, principalmente fêmur.

Tendinites ocorrem com freqüência e podem acompanhar as crises de artrite ou se manifestarem isoladamente. Regiões não habituais como tendão de Aquiles podem incomodar por bastante tempo. Poucas vezes há lesões graves.

Lúpus crônico pode provocar deformidades nas mãos que lembram artrite reumatóide.

Miosite (inflamação das fibras musculares) não é um evento comum, mas pode ser grave e confundir com outras doenças musculares. Dor muscular discreta pode ocorrer e não é preocupante.

Rins

É muito freqüente haver glomerulonefrite lúpica. Felizmente, a maioria dos pacientes sofre de lesões leves e não progressivas, sendo sua única evidência discretas alterações no exame de urina, ou apresentam lesão renal que responde muito bem ao tratamento.

Quando há proteínas, hemácias, leucócitos e vários tipos de cilindros no exame de urina e aumento da creatinina no sangue estamos diante de uma situação grave mas de modo algum sem solução.

O aumento da pressão arterial é indicativo de gravidade.

Sistema nervoso

Raízes nervosas periféricas e sistema nervoso central (SNC) em conjunto estão comprometidos em mais da metade dos pacientes com LES.

Dor de cabeça, mais do tipo enxaqueca, é a manifestação mais comum quando há inflamação do sistema nervoso central. Como é uma queixa muito freqüente na população normal, muitas vezes não é valorizada.

Não raramente outras manifestações que podem aparecer são:

Neurite periférica (ardência, formigamento, queimação, perda de força)
Distúrbios do comportamento como irritabilidade, choro fácil, quadros mais graves de depressão e mesmo psicose.
Convulsões (pode ser a primeira manifestação em crianças).
Coréia (movimentos involuntários e não coordenados de membros superiores e inferiores), muito mais raro.

Há uma regra que deve ser seguida obrigatoriamente em "neurolúpus": descartar a possibilidade de haver infecção

Outro detalhe que deve ser observado é ansiedade e depressão que ocorrem em pessoas com doença crônica (e que pode ser grave) e com problemas estéticos provocados pela dermatite ou uso de corticóide.

O síndrome anti-fosfolípide pode ser uma entidade isolada ou acompanhar o LES. Ocorrem trombos em veias e artérias de qualquer tamanho, provocando embolias. A ocorrência de microtrombos no cérebro provoca infartos pequenos com manifestações pouco observáveis de início. Pode ser uma causa de grave repercussão do LES no SNC.

Quando os trombos se instalam na placenta são causa de abortamento.

Coração

Inflamação isolada da membrana que envolve o coração (pericardite) não é rara e é facilmente resolvida. Lesões graves em válvulas, inflamação do miocárdio e das coronárias não são freqüentes.

Palpitações, falta de ar e dor no precórdio são sinais de alerta. Podem estar presentes desde o início da doença.

Pulmões

Mais da metade dos pacientes sentem dor nas costas ou entre as costelas devido à inflamação da pleura. Quando é leve, só aparece ao respirar fundo e a radiografia pode ser normal, isto é, sem derrame. Piorando, a dor fica mais forte e a respiração mais difícil e acompanhada de tosse seca.

Também ocorrem inflamação nos alvéolos (cuidado com infecção ao mesmo tempo) e nas artérias (raro e muito grave).

Vasos

É muito freqüente no LES os pacientes estarem com mãos frias que, quando em contato com superfície gelada ou quando a temperatura ambiente é baixa, passam de pálidas para roxas (cianose) e por vezes com dor na ponta dos dedos. Chama-se fenômeno de Raynaud. Pode ocorrer em pessoas que nunca terão a doença mas pode preceder por anos as outras manifestações de LES ou outras doenças inflamatórias auto-imunes.

Inflamação de vasos chama-se vasculite. Dependendo da intensidade da inflamação haverá de manchas eritematosas até pontos de gangrena na região irrigada pelos vasos comprometidos.

Olhos

Conjuntivite ou outras manifestações são pouco comuns. Uma complicação grave são trombos no fundo do olho na presença de síndrome antifosfolípide.

Aparelho digestivo

Complicações graves são muito raras. Os medicamentos são a causa mais freqüente das queixas tipo azia, dor abdominal e falta de apetite.

Em poucos pacientes aumentam as enzimas hepáticas, mostrando haver inflamação no fígado. Nesta situação, deve-se sempre descartar a concomitância de duas doenças e procurar infecção viral.

Sangue

Anemia leve é muito comum e é controlada com o tratamento habitual da doença. Piora em pacientes mais graves e quando há insuficiência renal.

Anticorpos dirigidos diretamente contra glóbulos vermelhos podem ser de difícil controle; ocorre em menos de 20% mas pode ser uma forma de início do LES e, como o tratamento com corticóide em dose alta mascara outras manifestações, o diagnóstico pode não ser percebido.

Pode haver queda importante de glóbulos brancos (risco de infecção) e de plaquetas (risco de sangramento).

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do LES é feito através da associação de dados clínicos e laboratoriais.
O médico precisa lembrar-se do lúpus e há algumas pistas que auxiliam bastante mesmo quando as manifestações clínicas são pobres. Mulher em fase de reprodução (crianças também têm lúpus; mulheres depois da menopausa também têm lúpus) com dor articular, sensação de estar doente, emagrecimento, "urticárias" de repetição, queda de cabelo, fenômeno de Raynaud, exames antigos com alterações tipo glóbulos brancos baixos, alterações na urina, anemia não explicada podem ser manifestações de início da doença.

A pesquisa dos anti-anticorpos é utilizada para diagnóstico e alguns deles para acompanhamento da doença:

FAN (fator antinuclear) é o mais freqüente.
Anti-dsDNA é sinal de doença ativa e geralmente com doença renal.
Anti-Sm não é muito freqüente mas, quando presente, confirma o diagnóstico.

A utilização clínica da presença destes auto-anticorpos e de vários outros é extremamente útil. Deve ser feita pelo reumatologista pois não são específicos, isto é, aparecem em mais de uma doença e a combinação da presença de um ou mais auto-anticorpos com a clínica é que permite que se chegue a um diagnóstico.

Critérios diagnósticos do LES

Na tabela a seguir estão os critérios do Colégio Americano de Reumatologia de 1982 modificados. Deve ser utilizada por médicos:

1. Erupção malar: Eritema fixo plano ou elevado sobre as regiões malares e dorso do nariz.
2. Lesão discóide: Placas eritematosas com escamação aderente,comprometimento dos pelos e cicatrização com atrofia.
3. Foto-sensibilidade: Erupção cutânea que aparece após exposição à luz solar.
4. Úlceras orais: Ulceração de nasofaringe ou boca vista por médico.
5. Artrite: Não erosiva comprometendo duas ou mais articulações periféricas.
6. Serosite: Pleurite documentada por médico; pericardite documentada por ECG ou médico.
7. Desordem renal: Proteína na urina maior do que 500mg por dia ou +++ em exame comum; cilindros de hemácias, granulosos, tubulares ou mistos.
8. Desordem neurológica: Convulsões ou psicose na ausência de outra causa.
9. Desordens hematológicas: Anemia hemolítica, menos de 4000 leucócitos/mm3 em 2 ou mais ocasiões, menos de 1500 linfócitos/mm3 em 2 ou mais ocasiões, menos de 100.000 plaquetas/mm3 na ausência de outra causa.
10. Desordens imunológicas: Anti-DNA positivo ou anti-Sm positivo ou falso teste positivo para lues (sífilis) por mais de 6 meses com FTA-ABS normal.
11. FAN positivo: Na ausência de uso das drogas que podem induzir lúpus.

Para que se faça diagnóstico de lúpus são necessários quatro critérios ou mais. Para utilizarmos pacientes em um trabalho de pesquisa devemos seguir à risca a soma dos critérios. Na prática, se tivermos dois ou três critérios "fortes" como artrite, dermatite e FAN e não encontrarmos outra doença fazemos o diagnóstico e tratamos pois tratamento eficaz e precoce sempre leva a melhor prognóstico.

Como é o tratamento?

Sabemos qual o melhor medicamento para cerebrite, nefrite, dermatite, mas os resultados são individuais. O tratamento do lúpus não é um esquema pronto para ser executado e as características de cada caso ditarão o que se deve fazer, tornando-o artesanal.

Os medicamentos utilizados podem provocar efeitos colaterais importantes e devem ser manejados por profissionais experientes.

Os pacientes devem estar alertas para os sintomas da doença e para as complicações que, embora raras, podem aparecer. Se forem prontamente manejadas é muito mais fácil solucioná-las.

Naturalmente, não é nossa intenção instruir o tratamento do LES. Este deve ser feito por médicos experientes e os pacientes não devem modificá-los sem orientação.

10 de maio - Dia dos Portadores de Lúpus


O Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica de causa desconhecida, onde acontecem alterações fundamentais no sistema imunológico da pessoa, atingindo predominantemente mulheres. O sistema imunológico é uma rede complexa de órgãos, tecidos, células e substâncias encontradas na circulação sanguínea, que agem em conjunto para nos proteger de agentes estranhos.

Uma pessoa que tem LES, desenvolve anticorpos que reagem contra as suas células normais, podendo consequentemente afetar a pele, as articulações, rins e outros órgãos. Ou seja, a pessoa se torna "alérgica" a ela mesma, o que caracteriza o LES como uma doença auto-imune.

Mas não é uma doença contagiosa, infecciosa ou maligna. A maioria dos casos de LES ocorre esporadicamente, indicando que fatores genéticos e ambientais tem um papel importante na doença.

O Lupus varia enormemente de um paciente para outro, de casos simples que exigem intervenções médicas mínimas, à casos significativos com danos à órgãos vitais como pulmão, coração, rim e cérebro. A doença é caracterizada por períodos de atividade intercaladas por períodos de remissão que podem durar semanas, meses ou anos. Alguns pacientes nunca desenvolvem complicações severas.

Histórico
Em 1851, o médico francês Pierre Lazenave observou pessoas que apresentavam "feridinhas" na pele, como pequenas mordidas de lobo. E em 1895, o médico canadense Sir William Osler caracterizou melhor o envolvimento das várias partes do corpo e adicionou a palavra "sistêmico" à descrição da doença.
Lupus=lobo eritematoso=vermelhidão sistêmico=todo

Definição
O "American College of Rheumatology", uma associação americana que reune profissionais reumatologistas, estabeleceu em 1971 e revisou em 1982, 11 critérios que definem o quadro de Lupus. Estes critérios foram modificados em 1997. Uma pessoa pode ter LES se 4 critérios estiverem presentes:

Critérios de pele:1 - mancha "asa borboleta" (vermelhidão característica no nariz e face)
2 - lesões na pele (usualmente em áreas expostas ao sol)
3 - sensibilidade ao sol e luz (lesões após a exposição de raios ultravioletas A e B)
4 - úlceras orais (recorrentes na boca e nariz)

Critérios sistêmicos:
5 - artrite (inflamação de duas ou mais juntas periféricas, com dor, inchaço ou fluído)
6 - serosite (inflamação do revestimento do pulmão - pleura, e coração - pericárdio)
7 - alterações renais (presença de proteínas e sedimentos na urina)
8 - alterações neurológicas (anormalidades sem explicações - psicose ou depressão)

Critérios laboratoriais:
9 - anormalidades hematológicas (baixa contagem de células brancas - leucopenia, ou plaquetas - trombocitopenia, ou anemia causada por anticorpos contra células vermelhas - anemia hemolítica)
10 - anormalidades imunológicas - (células LE, ou anticorpos anti-DNA, ou anticorpos SM positivos, ou teste falso-positivo para sífilis)
11 - fator antinúcleo positivo (FAN)

O diagnóstico correto é feito a partir do histórico do paciente associado ao exame clínico e exames laboratoriais. Algumas perguntas feitas ao paciente podem ajudar bastante no diagnóstico.
1 - você teve dor ou inflamação das juntas por mais de 3 meses?
2 - você teve feridinhas em sua boca ou nariz por mais de 2 semanas?
3 - os seus dedos mudam de cor, ficando pálidos ou roxos, quando o tempo está frio ou quando estão em contato com água fria?
4 - alguma lesão de pele, vermelha, surgiu no seu rosto, sobre o nariz e bochechas, por mais de um mês?
5 - durante algum exame de sangue alguém lhe disse que a contagem de células vermelhas, brancas ou plaquetas estava baixa?
6 - sua pele fica muito vermelha e irritada, principalmente no rosto, depois que você toma sol? É pior em comparação com outras pessoas?
7 - você sentiu dificuldade ou dor para respirar durante alguns dias?
8 - você tem perdido muito cabelo ultimamente? Mais do que o normal?
9 - você já teve alguma convulsão?
10 - alguma vez você fez exame de urina onde foi constatada muita proteína?

Se 3 ou mais destas perguntas forem respondidas com um "sim" é recomendável um exame de sangue para testar a possibilidade de LES.

Exames Laboratoriais

Hemograma - é o exame onde são contadas as células vermelhas (hemácias ou eritrócitos) e brancas (leucócitos) do sangue, assim como as plaquetas, responsáveis pela sua coagulação. 40% dos pacientes de Lupus apresentam anemia (queda de células vermelhas), 15 a 20% apresentam leucopenia (queda de células brancas), e ainda 25 a 35% apresentam trombocitopenia (queda de plaquetas).

Teste de Coombs - exame sanguíneo que comprova que a anemia é resultante da produção de anticorpos contra as hemácias - anemia hemolítica.

Urina - os pacientes de Lupus podem apresentar aumento de células vermelhas (hematúria), aumento de estruturas cilíndricas (cilindrúria) e aumento de proteína (proteinúria) na urina.

FAN (fator anti-núcleo) - procura-se um anticorpo dirigido contra uma substância do núcleo da célula. No núcleo localizam-se algumas proteínas e também o DNA.
Qualquer anticorpo contra o DNA ou contra as proteínas do núcleo determina um FAN positivo, o que ocorre em 95 a 100% dos casos.

Células LE - os neutrófilos são capazes de "engolir" núcleos de outras células atacadas pelo anticorpo anti-núcleo, formando as células LE positivas. Cerca de 80% dos pacientes de Lupus apresentam este teste positivo.

Anticorpo anti-DNA - existem dois tipos de DNA, nativo (dupla hélice) e mono-hélice, sendo que 60 a 80% dos pacientes com LES produzem anticorpos contra ambos. A presença do anticorpo anti-DNA sugere a possibilidade de nefrite - inflamação dos rins.

Anticorpo anti-SM - anticorpo dirigido contra uma proteína do núcleo no sangue, mas apenas 30% dos pacientes produzem esse anticorpo.

Dosagem de complemento - quando o anticorpo se liga ao antígeno forma-se uma estrutura chamada imunocomplexo. Quando este se deposita, atrai uma substância chamada complemento, responsável pela inflamação. A dosagem de complemento total (CH50) e das frações C3 e C4 são medidas, avaliando-se envolvimento renal e atividade da doença.

CAUSAS:
Porque o sistema imunológico de uma pessoa que tem Lupus se perde deixando de reconhecer constituintes do seu próprio corpo, passando a atacá-los como se fossem estranhos? Ainda não temos a resposta, mas evidências.

Imunidade
O sistema imune é regulado por uma combinação de células brancas do sangue e por algumas substâncias solúveis produzidas por elas. Existem basicamente 3 tipos destas células envolvidas no controle da resposta imune: linfócito B (produtores de anticorpos), linfócito T e o macrófago (reguladores da produção). Os linfócitos T, que estimulam a produção de anticorpos são chamados T auxiliadores, e os que reprimem a produção são chamados de T supressores.

Normalmente, o sistema imune tolera seu próprio organismo, não produzindo excessivamente anticorpos contra seu corpo. O que diferencia o paciente de LES é a enorme quantidade de auto-anticorpos dirigida contra seus constituintes próprios. Alguns estudos mostram que nos pacientes de Lupus, ocorre uma diminuição da atuação do linfócito T supressor, ou mesmo uma intensa estimulação de produção de linfócito T auxiliadores.

Genética
Alguns cientistas acreditam em uma predisposição genética à doença, mas ainda não se conhece os genes causadores. Apenas 10% dos pacientes de LES tem parentes próximos que desenvolveram a doença. E as estatísticas mostram que apenas 5% de crianças de pais que tem Lupus desenvolvem a doença.

Hormônio
90% dos pacientes de Lupus são mulheres, entre 15 e 40 anos de idade. Por isso, o Lupus parece ter alguma associação com o estrógeno, um hormônio produzido pelas mulheres em seus anos reprodutivos.

Experiências com camundongos revelaram que o estrógeno tem um efeito acelerador da doença. Fêmeas que tiveram seus ovários retirados antes da puberdade, e que receberam altas doses de hormônio masculino, tiveram a doença menos intensa. E aqueles que receberam altas doses de estrógeno, tiveram a doença exacerbada. Os estrógenos provavelmente aumentam a produção de anticorpo anti-DNA, dentre outras consequências.

Stress
O stress é comprovadamente um disparador do LES. Os cientistas pesquisam a possibilidade da adrenalina ou cortisona influenciarem o desenvolvimento da doença.

Luz Ultravioleta
Cerca de 30 a 40% dos pacientes de Lupus apresentam sensibilidade ao componente ultravioleta vindo da luz solar ou artificial, em função de:
- alteração no DNA estimulando a produção anormal de anticorpos contra ele;
- células da pele (queratinócitos) quando expostas à luz ultravioleta estimulam os linfócitos a produzirem anticorpos;
- a luz UV dificulta a retirada dos imunocomplexos da circulação, que podem se depositar em alguns tecidos provocando inflamação.

VírusÉ possível que linfócitos B sejam infectados por vírus e provoquem a produção de anticorpos em pacientes susceptíveis.

Substâncias Químicas
Alguns remédios como procainamida (para distúrbios do coração), hidrazida (para tuberculose), difenilhidantoína (para epilepsia), hidralazina (para pressão alta), podem produzir um conjunto de sintomas semelhante ao LES em pacientes predispostos. Descobriu-se que os pacientes demoram mais para metabolizar essas drogas, bastando a suspensão do uso para a regressão dos sintomas.

TRATAMENTO
Em qualquer tratamento de uma doença, individualizado e prolongado, é preciso desenvolver um ambiente de confiança e honestidade entre o médico e o paciente, a partir de um diálogo franco e aberto. É preciso obter todas as informações sobre o Lupus e os recursos da medicina atual para tratar e controlar suas manifestações.

Não há um remédio para o Lupus que funcione da mesma forma como um antibiótico funciona para acabar com uma infecção. O tratamento do LES engloba uma série de medidas, entre medicamentos e normas para que se viva bem.

SolOs pacientes com fotossensibilidade ou manchas, devem evitar a exposição ao sol, fazendo sempre o uso de filtros solares.

DietaSabe-se que, quando os pacientes usam corticosteróides, a retenção de água no organismo acontece provocando inchaços, devendo-se então diminuir o sal na dieta normal. Quando o peso está acima do normal, deve-se reduzir calorias.
Há estudos sobre a eficácia de óleo de peixe na redução de inflamação. Além disso, cientistas suspeitam que o aminoácido l-canavanina presente na alfafa, provoca sintomas de Lupus, o que foi comprovado em pesquisas com macacos. Deve-se então evitá-la.

Drogas, Álcool e Fumo
Sulfas, anticoncepcionais orais e penicilinas podem disparar a doença e devem ser evitados. O álcool e o fumo são prejudiciais a qualquer pessoa, mas no caso de LES deve-se principalmente evitar a interação do álcool com sedativos e antialérgicos, e do fumo no caso de acometimento pulmonar.

Exercícios e Repouso
As articulações tem estruturas que devem ser bem cuidadas. Quando inflamadas precisam de períodos de repouso intercalados com os de atividade, evitando-se lesões. Também deve-se dar atenção à postura e posições de trabalho e lazer. Por isso, exercícios regulares podem ajudar a prevenir fraqueza muscular e fadiga.

MedicamentosNão existem programas de tratamento iguais para todos os pacientes. Considera-se o grau de evolução da doença bem como as queixas de cada paciente. Muitas vezes são utilizados vários remédios ao mesmo tempo para controlar os sintomas.

Corticosteróides - são hormônios sintéticos, cópia do hormônio cortisona produzido pela glândula supra-renal, extremamente potentes contra a inflamação. Mas apresentam efeitos colaterais em dosagens altas como ganho de peso, "inchaço", espinhas, pressão alta, catarata, devendo então ser usados com precaução e unicamente através de indicação médica. Os mais comuns são: prednisona, prednisolona, hidrocortisona, entre outros.

Antiinflamatórios não-esteróides - alguns sintomas como fadiga, febre e artrite podem ser tratados eficientemente com não-esteróides. Não apresentam os efeitos colaterais dos esteróides, mas registra-se a intolerância do estômago. O mais antigo é a aspirina.

Antimaláricos - são muito úteis para o controle da artrite e problemas de pele, usados também contra a malária. O maior problema com o seu uso se refere à visão, devendo-se estar atento à acuidade visual, o que sugere exames de controle junto ao oftalmologista. Os antimaláricos usados são cloroquina e hidroxicloroquina.

Imunossupressores - são usados para diminuir a ação do sistema imune, existindo controvérsias sobre o seu uso em função de grandes efeitos colaterais. É preciso avaliar muito seriamente os benefícios e riscos associados a este tratamento.

portadores de lúpus eritematoso sistêmico


Mais remédios...
Enquanto os governos lutam por menos remédios para o povo, a Justiça Federal determina a distribuição dos medicamentos excepcionais para os necessitados. Pode haver problema de caixa, mas a Constituição Federal precisa ser respeitada...

... hoje e sempre!...

Pois bem. A Justiça Federal julgou procedente ação civil pública proposta pelo Ministério Público (MP) federal contra a União, o governo do Paraná e o Município de Ponta Grossa, determinando a imediata aquisição do medicamento Micofenolato Mofetil 500mg para fornecimento gratuito a todos os portadores de lúpus eritematoso sistêmico residentes na Subseção Judiciária de Ponta Grossa.

Esse medicamento -ao contrário do que quer o ministro José Gomes Temporão- não consta da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). De acordo com a decisão, o remédio deve ser entregue no posto de saúde mais próximo da residência do portador da doença, mediante a apresentação da prescrição médica atualizada. Poderá ser fornecido o remédio genérico ou com variações do nome de fantasia.

O Juiz Federal destacou a obrigação do Poder Público de garantir o direito à vida, "fornecendo de forma gratuita e ininterrupta, um medicamento necessário ao seu tratamento, ainda que não conste da lista oficial".

O Lúpus eritematoso sistêmico é uma doença crônica, auto-imune, que causa inflamações em várias partes do corpo, especialmente na pele, juntas, sangue e rins. As causas do Lúpus não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que fatores ambientais e genéticos estão envolvidos. Alguns dos fatores ambientais que podem despertar a doença são: infecções, medicamentos, exposição a raios ultravioletas e o estresse.

O texto sobre Lúpus foi retirado de:
http://www.lupusonline.com.br/politica.asp#

Sociedade Brasileira de Dermatologia
http://www.sbd.org.br/
Fique por dentro do que acontece no universo da dermatologia.

Saúde Bucalhttp://www.saude.gov.br/sps/areastecnicas/bucal
Informações e publicações educativas sobre a saúde bucal.

Ministério da Saúdehttp://www.saude.gov.br
Traz informações (programas, aplicação de recursos, legislação, epidemiologia, etc) e links para outros órgãos vinculados ou não.

Dor e Inflamação
http://www.doreinflamacao.com.br
Informações sobre serviços, produtos e novidades no tratamento de dores, incluindo a artrite.

Bio Saúdehttp://www.biosaude.com.br
Informações diversas sobre a saúde destinadas ao público em geral.

Fundação Pró-Renalhttp://www.pro-renal.org.br/
Entidade criada pelo Dr. Miguel Riella, Curitiba, realiza campanhas, financia pesquisas e auxilia pessoas com problemas renais crônicos.

Portal da Osteoporose
http://www.osteoporose.org.br/
Informação, discussão, prevenção e novidades sobre a osteoporose.

Ergonet Online
http://www.ergonet.com.br
Portal temático sobre ergonomia - tudo sobre Lesões por Esforços Repetitivos (LER/DORT) e riscos ergonômicos presentes nos locais de trabalho.

Medicamento contra lúpus eritematoso


Medicamento contra lúpus eritematoso tem resultados promissores
PARIS (AFP) - Uma molécula injetável descoberta na França mostrou resultados promissores durante testes em pacientes com lúpus eritematoso, uma doença inflamatória crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, revelaram pesquisadores franceses.

A equipe dirigida por Sylviane Muller, do Instituto de Biologia molecular de Estrasburgo (leste da França), descobriu em 2001 um fragmento de proteína, o peptídio P140, capaz de tratar ratos afetados pelo lúpus.

Os testes foram realizados na Bulgária, com 20 pacientes, e os primeiros resultados são "bastante alentadores" e confirmam que esta molécula, batizada "peptídio P140", é um "muito bom candidato" para tratar desta doença, que causa invalidez e afeta adultos jovens, especialmente mulheres, segundo o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França.

Fonte: aqui