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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Capim invasor: matéria-prima para antiviral


Planta considerada daninha em muitas pastagens pode ser uma rica fonte de matéria-prima para a indústria farmacêutica. Trabalho inédito desenvolvido pela Embrapa Meio Ambiente (SP) e pelo Instituto Biológico (IB) conseguiu obter do capim-marmelada (Brachiaria plantaginea) boas concentrações de ácido chiquímico usado na produção do fosfato de oseltamivir, medicamento usado no tratamento da gripe aviária H1N1 e conhecido pelo seu nome comercial: Tamiflu.

A pesquisa foi desenvolvida no âmbito do projeto “Extração e purificação do ácido chiquímico em Brachiaria sp. tratada com subdoses de glifosato” que buscou induzir o acúmulo do ácido no capim por meio de aplicações menores do herbicida glifosato.

Em baixa dosagem, o glifosato atua como hormônio de crescimento e promove maior concentração do ácido chiquímico. Ao bloquear a via metabólica desse ácido, o herbicida aumenta a sua produção. Com esse método, os pesquisadores promoveram aumento dos teores do composto embora ainda menor que do anis-estrelado, em torno de 0,3% para a Brachiaria, o anis concentra 3,05%. “A extração do ácido chiquímico do capim-marmelada, abundante em todo o território brasileiro pode ser uma alternativa econômica viável”, enfatiza o pesquisador da Embrapa Antonio Luiz Cerdeira, coordenador do projeto. 

A diversificação de espécies para obtenção desse composto farmacêutico é particularmente importante porque as fontes tradicionais estão se esgotando, de acordo com Cerdeira. Quase toda a produção do fosfato de oseltamivir (Tamiflu) está concentrada na extração das cascas, folhas e flores do anis-estrelado (Illicium verum), planta cada vez mais rara no mundo e que se encontra sob risco de extinção. A planta é cultivada principalmente na China.

Do ponto de vista industrial, o ácido chiquímico é o composto-chave para a síntese de cosméticos e medicamentos como o Tamiflu, único medicamento efetivo contra a gripe aviária. “O ácido chiquímico é um importante componente da via do chiquimato encontrada nas plantas e microrganismos, principal precursor na biossíntese dos aminoácidos fenilalanina, triptofano e tirosina, além de outros compostos aromáticos”, explica o pesquisador da Embrapa.

Pesquisa

Nos experimentos, implantados durante o período de 2013 a 2016, em conjunto com o Laboratório de Ciências das Plantas Daninhas (LCPD) do Centro Experimental do Instituto Biológico (CEIB) situado em Campinas (SP), chegou-se a uma melhor dose de glifosato: 36 gramas por hectare de ingrediente ativo. Segundo o agrônomo do Instituto Biológico, Marcus Matallo, seis a sete dias após a aplicação em planta adulta com dois meses de idade, já aparece o composto.

O projeto foi desenvolvido em duas partes. A primeira conduzida no LCPD combinou-se estudos de campo e de laboratório, nos quais se procurou determinar o estádio de desenvolvimento da planta, a sub-dose e a época pós-aplicação com as quais haveria maior acúmulo do ácido chiquímico. Posteriormente, foram feitas a purificação do composto e a sua extração, baseadas no mesmo procedimento de extração do anis- estrelado, nos laboratórios da Embrapa Meio Ambiente. Todo o processo envolveu desenvolvimento de método original partindo de outra matriz vegetal, a Brachiaria. 

Posteriormente, a equipe de pesquisa desenvolveu um método de purificação e cristalização do ácido utilizando-se de coluna de resina Amberlit e carvão ativado, processo adaptado de vários trabalhos científicos.

O projeto demostrou que o capim-marmelada tem potencial para produzir ácido chiquímico e que sub-doses de glifosato estimularam sua produção pela planta, havendo porém a necessidade de se refinar o método de extração e purificação para se obter melhor aproveitamento, embora não seja, ainda, competitivo com o anis- estrelado. Os pesquisadores também procuram o ácido chiquímico em outras fontes que dispensem a aplicação de glifosato.

Tamiflu

O antiviral oseltamivir (fosfato de oseltamivir), de nome comercial Tamiflu, reduz a proliferação dos vírus da gripe, influenza A e B, por meio da inibição da liberação de vírus de células já infectadas, da entrada do vírus em células ainda não infectadas e da propagação do vírus no organismo. Com isso, o medicamento promove a redução da duração dos sinais e sintomas da gripe, da gravidade da doença e da incidência de complicações associadas à gripe.

Eliana Lima (MTb 22.047/SP) 
Embrapa Meio Ambiente 
meio-ambiente.imprensa@embrapa.br 
Telefone: (19) 3311.2748

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

O Simpósio Agricultura e Meio Ambiente, realizado em 26 a 27 de setembro, no auditório da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), abordará um rol de tecnologias, processos e produtos validados.

Conforme Nilce Gattaz, uma das coordenadoras, o Simpósio é uma oportunidade para apresentar aos diversos segmentos da sociedade as tecnologias, os processos e os produtos desenvolvidos e validados na Embrapa:

- o rendimento corporal de juvenis de pacu a partir da substituição da proteína do farelo de soja pelo glúten de milho, sem alterar os parâmetros sanguíneos e afetar a qualidade dos filés, e melhor desempenho dos animais;

- o sistema informatizado para a gestão ambiental da aquicultura com base em Boas Práticas de Manejo (BPM) com foco em tilapicultura – Aquisys v.1.3;

- a tecnologia sustentável para tratamento pós-colheita de frutas - combinação de processos físicos com o uso de água quente aspergida em temperaturas mais elevadas que as atuais, seguido do resfriamento em jatos de água fria ozonizada para interromper o processo térmico e a aplicação da irradiação com luz UV-C, sem deixar resíduos tóxicos e com maior prazo de validade e comercialização, e para prolongar o efeito, pulveriza-se extratos naturais de plantas e de biocontroladores à base de leveduras isoladas de frutas;

- recuperação de novas enzimas a partir de comunidades microbianas naturalmente enriquecidas com degradadores de biomassa como estratégia promissora para superar a ineficiente destruição enzimática de plantas na produção industrial de biocombustíveis;

- a extração e purificação do ácido chiquímico em Brachiaria sp. tratado com subdoses de glifosato, trabalho inédito desenvolvido em parceria com o Instituto Biológico (IB) para obter do capim-marmelada, (Brachiaria plantaginea) tratada com subdoses do herbicida glifosato, boas concentrações de ácido chiquímico usado na produção do fosfato de oseltamivir, medicamento usado no tratamento da gripe aviária H1N1 e conhecido pelo seu nome comercial: Tamiflu;

- aperfeiçoamento de bico de pulverização pneumática eletrostática para aumento da eficiência de deposição de agrotóxico, onde se reduziu em torno de 90% do volume de calda e do ingrediente ativo usados nas aplicações;

- identificação de fungos fitopatogênicos para o controle biológico de Ipomoea spp. (cordas-de-viola), sua potencialidade como agente de controle biológico;

- avaliação da toxicidade e acúmulo em peixes pela exposição a herbicidas da cana e suas misturas;

- análise de impacto ecológico na escala da fazenda para abranger política macroeconômica sob uma perspectiva de paisagem rural, com práticas associadas à produção agrícola intensiva, em especial em novas áreas de expansão, alteradas para a produção agropecuária pela abordagem metodológica de indicadores de sustentabilidade Apoia-NovoRural;

- adaptação metodológica da avaliação dos riscos ambientais e sociais das agrinanotecnologias e subsídios para sua regulamentação, com a formulação da Metodologia Nanotec-RAM (Nanotechnology – Risk Assessment Method), que permitirá a avaliação de risco, caso a caso, das nanotecnologias aplicadas à agricultura;

- sistema de monitoramento para gestão ambiental da aquicultura no Reservatório de Furnas (MG), pioneiro em analisar parâmetros limnológicos em alta frequência em benefício do desenvolvimento sustentável;

- avaliação da sustentabilidade de sistemas de produção da cana-de-açúcar e soja na região Centro-Sul, com desenvolvimento de métricas desses sistemas - Método SustenAgro;

- intercâmbio em Agroecologia entre França e Brasil no intuito de promover pesquisas para o conjunto da produção científica e interação entre as redes científicas, organizações sociais e a construção de políticas públicas para o setor;

- práticas conservacionistas no manejo da cana-de-açúcar: produtividade e qualidade ambiental com avaliação dos aspectos de planta, solo, água, gases e de desempenho ambiental (ACV), como plantio direto reduzido, FBN e recolhimento variável de palha, que podem ser recomendadas quanto ao retorno produtivo e qualidade ambiental;

- efeito do aumento da concentração de dióxido de carbono atmosférico sobre a cultura do café em experimento Face (Free Air CO² Enrichment), considerando as variáveis fitossanidade, solo, fisiologia e crescimento da planta;

- construção da confiança na biotecnologia moderna para compartilhar experiências na criação e uso de estratégias de planejamento de comunicação sobre biossegurança de OGM;

- metabólitos secundários de plantas com potencial uso no manejo de lepidópteros- praga, com avaliação de compostos naturais sobre o comportamento e o desenvolvimento biológico de Helicoverpa armigera e Anticarsia gemmatalis, importantes lepidópteros-praga de culturas como soja, feijão, algodão, milho e outras.

Fonte: Embrapa Meio Ambiente

paginarural

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Anis Estrelado



Lembre-se o estresse provoca o enfraquecimento do sistema imunológico então escute música; Sorria mais; dedique mais tempo a você...

Alimentação equilibrada, com vitaminas e minerais, é uma das principais armas para reforçar o sistema imunológico. Sempre alguém indica: Faça ginastica; Coma frutos do mar; Tome mais iogurte e outros tipos de leite fermentado; Coma carne; capriche no alho e na cebola; beba chá...


Cientistas norte-americanos descobriram que o chá pode ajudar a aumentar a capacidade do sistema imunológico, ajudando no combate de infecções bacteriológicas, por exemplo. E ultimamente tem se falado muito nos chá de anis estrelado.

O chá de Anis estrelado é indicado para: gripes, cólicas, náuseas, doenças da bexiga, gastrites, tosses, bronquite, calmante, expectorante, fluidificante das secreções brônquicas, anti-séptica, aromática, calmante, carminativo, digestivo, diurético, estimulante, estomáquico.... estimula o sistema imunológico.

Sempre tenho vários chás em casa e outro dia comprei uma caixinha desse chá, gostei e depois disso andei comprando outras... Então, pensei: "[...] preciso conhecer esse chá mais de perto [...]". Principalmente, porque acredito, por experiência própria, que ainda a ciência irá descobrir que esse chá reduz a gordura abdominal... =)

PRINCIPIOS ATIVOS:

Muito rico em óleos essenciais, que são utilizados principalmente como aromatizantes. Este é constituído principalmente de anetol, felandreno, safrol, terpinol, 1,4 cineol. Esta planta é rica em ácido shikimico (shikimino-ki; xiquimico, chiquimico), um potente antiviral.

O laboratório Roche possui a tecnologia para extração deste ácido do anis estrelado, e a partir desta substância isolada elabora o medicamento Tamiflu, um antiviral potente que ficou muito famoso e teve um grande crescimento de vendas no período da "gripe aviária" e agora mais recentemente na "gripe suína".

A especiaria, originária da China e Japão, é usada na composição do antiviral Tamiflu (oseltamivir), apontado como um dos únicos medicamentos capazes de aliviar os sintomas da gripe suína ao impedir que o vírus se multiplique e invada outras células do organismo.

MEDICINA POPULAR

Na medicina popular a espécie é empregada há séculos para tratar problemas de falta de apetite, dispepsias, gastrites, espasmos gastrointestinais e problemas respiratórios, sendo que a atividade expectorante já foi comprovada cientificamente. Bebês e mulheres grávidas devem consumir com cautela.


ANIS ESTRELADO

O “Anis Estrelado” nasce numa árvore da mesma família da Magnólia,que pode alcançar cinco metros de altura e é a partir do seu “fruto” acastanhado em forma de estrela que se produz o, até agora, mais potente fármaco capaz de travar a propagação da terrível estirpe do vírus da gripe aviária – H5N1. A Planta existia apenas em quatro províncias chinesas, mas a sua cultura generalizou – se no mundo ocidental quando chegou a Europa pela mão dos ingleses.

Conhecido por ter um efeito antisséptico, anti – inflamatório, calmante, digestivo e diurético, o “Anis Estrelado” foi utilizado durante milhares de anos na Ásia Ocidental como tempero para alguns pratos e mais tarde como tratamento medicinal, e em recentes pesquisas apontam como a nova arma contra a Gripe H1N1 (Gripe Suína).

BENEFÍCIOS DO CHÁ DE ANIS ESTRELADO

O chá de Anis estrelado é indicado para: gripes, cólicas, náuseas, doenças da bexiga, gastrites, enterites, gases, espasmos gastrintestinais, tosses, bronquite, calmante, expectorante, fluidificante das secreções brônquicas, anti-séptica, aromática, calmante, carminativo, digestivo, diurético, estimulante, estomáquico....

É sonífero, abre o apetite, acalma inflamações do estômago e é um antídoto contra mordeduras de escorpiões e, além disso, tonifica o coração, é expectorante, anti-séptico, cura os soluços, elimina o mau hálito. Tomado em infusão (30 gramas de sementes para um litro de água) combate os gases, aumenta a secreção láctea da mulher e regula as funções menstruais.

O anis é uma planta digestiva e estimulante. Evita náuseas, enjoos e vômitos. Alivia cólicas, combate o reumatismo, é diurético, digestivo e estimulante. Usa-se contra dores nervosas, catarros, tosse crônica e digestões lentas.

As sementes, em infusão, abrem o apetite, eliminam gases e cólicas infantis e aumentam a secreção de leite nas mães grávidas. Melhora a memória e acalma a tosse.

ATENÇÃO***É muito comum o uso do CHÁ DE ANIS para cólicas intestinais de recém nascidos, mas deve-se tomar cuidado com os EXCESSOS, pois pode INTOXICAR.

ANIS ESTRELADO (Illicum Verum) (planta)

O anis estrelado é o fruto. É originário da China. Tem um sabor forte, picante e algo doce.


Outros nomes dados ao anis estrelado

O anis-estrelado é também conhecido como anis-da-China, anis-do-Japão, anis-da-Sibéria, funcho-da-China.

Em Portugal: badiana, anis-estrelado;
Espanha: anis estreliado, anis de estrella, anis de China;
França: badiane, anis de la Chine;
Inglaterra: star anise, Chinese anis.

Existe uma grande confusão com o nome anis. No Brasil refere-se ao anis estrelado, só que no resto do mundo o termo “anis” ou “anis-verde” é empregado quando se refere à planta Pinpinella anisum, que aqui no Brasil é chamada de “erva-doce”.

UM POUCO MAIS DE HISTÓRIA

O anis-estrelado é uma árvore de pequenas flores amarelas; suas folhas são largas e de verde muito intenso, e o que mais caracteriza esta planta são seus frutos na forma de estrela, sendo que no interior de cada “ponta” existe uma semente.

Esta árvore parece com o pé de eucalipto, e pode produzir até 4.000 frutos por colheita. Possui coloração marrom e forte aroma característico, sendo muito mais forte que a erva-doce ou o funcho. É muito empregado pela indústria farmacêutica, de bebidas e perfumaria.

O nome de Illicium vem do radical latino illicere, que quer dizer “atrair e seduzir”, daí vem o termo em português aliciar. E foi dado este nome devido ao aroma forte e agradável que exala, realmente seduzindo as pessoas.

Sua origem é tida como chinesa. No século XIX Lord Cavendish foi o primeiro a conhecê-la na China, e foi a pessoa que o introduziu na Europa. A parte do vegetal que se utiliza são os frutos com suas sementes. Muito rico em óleos essenciais, são utilizados principalmente como aromatizantes.

O uso do anis-estrelado

Os maiores produtores de anis-estrelado são a China, a Jamaica e as Filipinas. Mas o uso é no mundo. No Vietnã é tempero de sopas à base de carne.Já os chineses empregam o anis-estrelado em preparações picantes de pato e carne de porco. Ou, ainda, para aromatizar o café e para realçar o sabor do chá.

No Ocidente, o uso mais comum é na aromatização de licores, como o Anisete (tipo de licor francês) e o Absinto. Para manter o sabor e o aroma do anis é preciso acondicioná-lo em recipientes hermeticamente
É muito parecida com as ações da “erva-doce”, sendo muito empregado como digestivo e principalmente como carminativo, ou seja facilita a eliminação de gases estomacais e intestinais, além de ser um excelente anti-espasmódico. Indicado na Malásia para dores de cabeça, isto pode nos levar a pensar que também possui uma ação no fígado, desintoxicando-o.

Alguns trabalhos científicos mostraram um efeito semelhante à penicilina. Possui ação diurética e promove a vitalidade.

Não temos muitas aplicações do anis estrelado em nossa cultura, mas pode-se preparar um delicioso chá que pode ser tomado tanto quente quanto gelado. Pode-se ferver leite com alguns frutos do anis e empregar este leite na produção de bolachas, pães ou outros produtos. Usa-se também para a produção de licores ou outras bebidas alcoólicas...

FONTE:
Plantas que Curam

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81cido_xiqu%C3%ADmico