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domingo, 14 de outubro de 2012

Azeitona


As azeitonas são o fruto da árvore conhecida como Oliveira, ou Olea Europaea. “Olea” é a palavra latina para “petróleo”, refletindo o alto teor de gordura das azeitonas, das quais 75% é ácido oleico, uma gordura monoinsaturada que consegue baixar os níveis de colesterol no sangue. “Europaea” lembra-nos que as azeitonas são nativas da zona mediterrânica da Europa.

As azeitonas não podem ser comidas diretamente a partir da árvore, visto ser necessário um tratamento especial para reduzir a sua amargura natural. Estes métodos de tratamento variam de acordo com a zona de cultivo, o sabor desejado, textura ou mesmo a cor a ser obtida.

Algumas azeitonas são colhidas ainda verdes, enquanto que outras amadurecem plenamente na árvore até atingirem uma cor negra. Contudo, nem todas as azeitonas pretas que consumimos amadureceram na árvore, visto a exposição de azeitonas verdes ao ar, através de métodos específicos, e a consequente oxidação transformarem a cor verde para preta.

Para além da cor original da azeitona determinar as suas características finais, a cor é afetada por uma variedade de métodos de transformação a que as azeitonas são submetidas, incluindo fermentação, serem curadas em óleo ou água ou salmoura. Estes métodos podem causar não só que a azeitona adquira uma cor preta, marrom, vermelha ou mesmo amarela, como também afetam a textura da pele, causando-a lisa e brilhante ou enrugada.


O azeite está disponível numa grande variedade de qualidades que refletem o grau a que a azeitona foi processada. O azeite extra-virgem é obtido a partir do óleo não refinado da primeira prensagem. O azeite virgem também é derivado da primeira prensagem, mas tem um maior nível de acidez que o extra-virgem (bem como menos fitonutrientes e um sabor menos delicado).

Quimicamente, a diferença entre o azeite extra-virgem e o azeite virgem está relacionada com a quantidade de ácido oleico livre, um dos marcadores para a acidez total. De acordo com as normas aprovadas pelo Conselho Oleícola Internacional, “virgem” pode conter até 2% de ácido oleico livre, enquanto que o “extra-virgem” pode conter até 0,8%. O azeite puro tem uma menor qualidade e é obtido a partir de prensagens posteriores.

Tabela Nutricional
134.50 grs / 154.45 Calorias
NUTRIENTES
qUANT.
DDR (%)
dENSIDADE DO NUTRIENTE
CLASS.
ferro
4.44 mg
24.7
2.9
bom
vitamina E
4.03 mg
20.1
2.3
bom
fibras
4.30 g
17.2
2.0
bom
cobre
0.34 mg
17.0
2.0
bom
Benefícios para a Saúde
A azeitona é rica em vitamina E, que é um poderoso antioxidante, ajudando a combater os radicais livres e inflamações.
● Inapetência
● Afecções da Vesícula Biliar
● Prisão de Ventre
CURIOSIDADES SOBRE O AZEITE

O azeite, semelhante ao vinho, apresenta diferenciações de sabor e características em grande parte devido aos diferentes tipos de variedades de azeitonas usadas na sua elaboração. Há mais de mil variedades de azeitonas catalogadas no mundo inteiro.

O azeite pode conter apenas uma variedade de azeitona, denominado “monovarietal”, ou ser resultado da combinação harmoniosa de diversas variedades, denominado como “blend de varietais” ou “multivarietal”. As grandes empresas de azeite utilizam geralmente um “blend de varietais”, de tal forma que as suas marcas tenham características e personalidade própria.

Entretanto, ultimamente vem se observando entre estas empresas um crescente número de lançamentos de azeites “monovarietais”, bem como de outras apresentações diferenciadas, como versões orgânicas (obtidos de olivais com práticas de cultivo orgânico), “reserva especial” (feito de azeitonas selecionadas ou de regiões específicas) e “azeite novo” ou de “primeira colheita” (produzido a partir de azeitonas colhidas na etapa inicial de colheita).

Esta movimentação dos fabricantes sinaliza claramente uma busca de diferenciação de produtos para um consumidor que está ávido por novidades. Os azeites “gourmets”, normalmente produzidos por pequenos proprietários ou cooperativas de pequenos produtores, geralmente produzem “monovarietais” ou blends de variedades de sua região produtora.

D.O.P - selo de qualidade de origem

Nos países da União Européia há uma regulamentação para regiões produtoras de azeites, que certifica os produtores com selos de qualidade de origem, denominados de “D.O.P” (Denominação de Origem Protegida), prática semelhante a empregada em vinhos. 

Um azeite com certificado “D.O.P.” assegura que aquele produto além de ter sido produzido em uma região geográfica delimitada, utilizou variedades específicas de azeitonas, com práticas regulamentadas de cultivo e processamento, bem como o produto final tem determinadas características avaliadas e aprovadas por análises laboratoriais e painéis de degustadores especializados.

Adicionalmente ao fato destes produtos terem qualidades e características de sabor e aroma, que tendem a se repetir ao longo das sucessivas safras, os produtos “D.O.P.” geralmente tem preços superiores aos demais azeites.

Algumas marcas de azeites informam em seus rótulos as variedades de azeitona que compõe o produto, mas esta prática ainda não é muito usual. Produtos no qual não se mencionam as variedades em seus rótulos, normalmente são multivarietais.

Variedade de azeites em países exportadores

Há ainda entre os consumidores brasileiros uma forma errônea de “classificar” as características de sabor, aroma e intensidade de um azeite pelo país de origem, como se fosse único. Isto se deve ao fato de que a “memória sensorial” do brasileiro ter sido desenvolvida ao longo dos anos por marcas/empresas, principalmente portuguesas e espanholas, que durante muito tempo ofereceram apenas uma ou poucas variedades de produtos, criando uma percepção incorreta nos consumidores, como se houvesse apenas uma característica marcante que definisse o azeite de Portugal, o azeite da Espanha, o azeite da Itália, ou o azeite da Grécia.

Como no vinho, cada país possui centenas de variedades de azeitonas produzidas em regiões com características específicas de micro clima e solo, que podem ser combinadas de diversas maneiras, produzindo azeites com características sensoriais próprias e distintas. Seria o mesmo que afirmar, erroneamente, que todo vinho francês tem apenas uma determinada característica de sabor e aroma.

Para melhor compreendermos as grandes variações que podemos encontrar nos azeites de uma determinada nacionalidade, observe no quadro abaixo o grande número variedades de azeitonas existentes nos principais países produtores e suas principais variedades:

PAÍS
NÚMERO APROXIMADO DE VARIEDADES
PRINCIPAIS VARIEDADES
ESPANHA
300
Picual, Arbequina,Hojiblanca e Cornicabra.
ITÁLIA
500
Frantoio, Moraiolo, Leccino, Coratina, Ogliarola, Biancolila, Nocellara e Taggiasca.
GRÉCIA
65
Koroneiki, Kalamata e Tsounati.
PORTUGAL
15
Galega, Cordovil, Madural, Cobrançosa e Verdeal Trasmontana.

Para exemplificar, se degustarmos dois azeites espanhóis produzidos a partir de variedades diferentes de azeitonas iremos notar características totalmente distintas: o azeite feito de azeitona picual terá sabor intenso e amargo, enquanto o azeite obtido de hojiblanca terá sabor suave.


FONTE
*
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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Azeite e seus superpoderes


O azeite é um produto alimentar, usado como tempero, produzido a partir da azeitona, fruto advindo das oliveiras. Trata-se, pois, de um alimento antigo, clássico da culinária contemporânea, regular na dieta mediterrânea e nos dias atuais presente em grande parte das cozinhas.

Além dos benefícios para a saúde o azeite adiciona à comida um sabor e aroma peculiares. A região mediterrânea, atualmente, é responsável por 95% da produção mundial de azeite, favorecida pelas suas condições climáticas, propícias ao cultivo das oliveiras, com bastante sol e clima seco.

O Brasil é o sétimo maior importador mundial de azeite de oliva e o segundo de azeitonas. A principal causa é que o país não planta oliveiras, e por isso mesmo, não produz azeitonas e muito menos, o azeite. Mas esta realidade está mudando. A EPAMIG - Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais é pioneira nas pesquisas sobre à oliveira desde 1986, especialmente na seleção de variedades mais adequadas às condições brasileiras de clima e na produção de mudas de qualidade.

As pesquisas sobre as oliveiras estão concentradas na Fazenda Experimental de Maria da Fé, uma pequena cidade do Sul de Minas Gerais, com resultados muito promissores para o desenvolvimento da cultura no Brasil. No dia 29 de Fevereiro de 2008, foi realizada com sucesso a primeira extração de azeite de oliva em terras brasileiras, e na análise de laboratório, o óleo extraído foi classificado como extra-virgem, comparável aos melhores do mundo, com índices de acidez entre 0,3 a 0,7.

Há dois anos iniciaram-se as safras em SC com capacidade de produção de óleo. A EPAGRI estima a produção de óleo industrializado em grande escala até 2011. Várias regiões do estado são propícias ao cultivo de azeitonas, principalmente o Oeste e Sul.

O óleo de oliva possui várias substancias benéficas à saúde. Ele pode reduzir a quantidade de LDL (mau colesterol) do organismo, devido a sua grande quantidade de gordura monoinsaturada, o fator importante é que essa gordura não se transforma em colesterol. Esse fator reduz o risco de infarto ou AVC, uma vez que o consumo regular do óleo de oliva reduz a formação de placas de ateroma nas paredes dos vasos sanguíneos.

Outro fator importante para a saúde é que o óleo de oliva previne oxidações biológicas porque é rico em polifenóis, que reduzem a formação de radicais livres. Os radicais livres são muito nocivos à saúde pois são responsáveis pelo envelhecimento, e doenças degenerativas, como o câncer por exemplo.

Cientistas observaram que os povos das regiões do mediterrâneo tem vida mais saudável com baixo nível de infarto e câncer, por esses povos serem os maiores consumidores do óleo de oliva, e outras substâncias de uma dieta saudável, como peixe e verduras.

A salada de bacalhau, aquela massa al dente, os frutos do mar e até mesmo a pizza não teriam um sabor tão especial sem ele: o sagrado azeite de todo dia. E não é só na mesa que essa famosa iguaria faz uma social. De médicos a curandeiros, há tempos que o azeite de oliva é apontado como um ingrediente precioso para a nossa saúde. Até na Bíblia podemos encontrar citações sobre o uso do óleo da azeitona no tratamento de doenças.


O azeite de oliva ajuda a amenizar a dor causada por infecções na bexiga... Apesar da fama, não é particularmente rico em ômega-3, porém seu conteúdo de lipídos monoinsaturados, principalmente o ácido oléico faz com que o mesmo seja um ótimo protetor contra doenças coronarianas.

O azeite de oliva também contém fitonutrientes, substâncias que mantém fígado, vesícula e os sistemas imune, digestivo e cardiovascular em dia.

Foi lembrando disso que a jornalista e escritora americana Cal Orey decidiu escrever o livro “O poder de cura do azeite de oliva” (R$ 29,90), editado pela Larousse e distribuído recentemente no Brasil. Entre outras boas notícias, a obra reforça que uma dieta à base de azeite de oliva extra-virgem (aquele extraído da primeira prensagem a frio das azeitonas) é o segredo da longevidade.

Combater o colesterol, prevenir o Acidente Vascular Cerebral (AVC), reduzir a pressão arterial, aliviar dores e afastar a diabetes são alguns dos heroísmos desse benfeitor. E, como Cal Orey reitera, o azeite ainda pode ser grande praceiro na hora de cuidar da beleza e manter a forma.

Há poucos meses, comecei a adicionar uma colher grande de azeite à minha refeição matinal e já perdi sete quilos — revela a autora.

Saúde

O azeite de oliva ajuda a amenizar a dor causada por infecções na bexiga, reduz danos de hematomas, diminui o pigarro da tosse, ameniza a dor de cabeça causada pela ressaca e relaxa a musculatura em casos de tendinite.

Beleza

Reduz o ressecamento das cutículas das unhas; é rico em ácido graxo, dá saúde, maciez e brilho ao cabelo; pode ser usado como demaquilante para a área dos olhos; misturado à água morna, torna-se um ótimo creme de barbear; e disfarça estrias se passado nas áreas mais afetadas pelo menos duas vezes ao dia.

Importante! Compre sempre a variedade extra-vírgem, os outros podem ter sido submetidos ao calor durante o processamento, o que incurta seus benefícios de saúde.
FONTE

EXTRA GLOBO

WIKIPÉDIA

terça-feira, 15 de abril de 2008

O Poder do Azeite de Oliva

O azeite pode acabar com a barriga?

Sim e não é milagre. É ciência! Pesquisa comprova que duas colheres diárias de azeite ajudam a eliminar a gordura abdominal!

Depois de apelidado de "ouro líquido" por seus benefícios à saúde, foi descoberta mais uma vantagem sobre o consumo de azeite: ele impede o acúmulo de gordura na barriga.

Incluir azeite extra virgem no dia-a-dia diminui os maiores fatores de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, gastrites, hipertensão, dores, osteoporose e até mesmo câncer.

Mas a novidade é que um estudo coordenado por cientistas europeus acaba de apontar esse novo benefício que fascina principalmente as mulheres, inimigas número um da gordura abdominal.

A pesquisa foi publicada na revista Diabetes Care, da Associação Americana de Diabetes, e comprovou que a ingestão diária de duas colheres das de sopa de azeite evita a formação de gorduras na região visceral, que resulta na indesejável barriguinha.

“Ao consumir o azeite extra virgem, estamos ingerindo 77% de gordura monoinsaturada, 14% de saturadas e 9% de polinsaturadas, o que torna o óleo mais saudável em relação aos outros”, disse o cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração, Dr. Daniel Magnoni.

O estudo foi realizado por especialistas do Hospital-Universidade Reina Sofia e Instituto Salud Carlos III, da Espanha, e Universidade de Cambridge, da Inglaterra acompanhou pacientes com gordura abdominal acumulada que receberam, por um período de 28 dias cada, três tipos de dietas: uma baseada em gordura saturada, a segunda com monoinsaturada e a última com carboidratos.

A conclusão da pesquisa foi que uma dieta rica em gorduras monoinsaturadas retrai a distribuição da gordura na região da barriga.

Os benefícios do azeite
O azeite extra-virgem é reconhecido pelo FDA - Food and Drug Administration, como um alimento com características funcionais que, pela presença de antioxidantes, fortalece o sistema imunológico. Enquanto os outros óleos são produzidos a partir das sementes, o azeite é o único óleo extraído da fruta (azeitona), que possui gordura monoinsaturada, vitaminas,
antioxidantes e minerais, além de ser fonte de vitamina E.

O azeite de oliva é rico em gorduras monoinsaturadas, que ajudam a elevar o HDL (colesterol "bom") e a reduzir o LDL (colesterol
"ruim"). Cerca de 20% das calorias diárias consumidas por uma pessoa devem vir da gordura monoinsaturada, 10%, da poliinsaturada e até 7%, da saturada.

No caso de diabetes, a substituição de gordura saturada e do carboidrato pelo azeite (gordura monoinsaturada) melhora a resistência à insulina e conseqüentemente diminui a glicemia do diabético. “Há muito tempo as dietas recomendadas pelo cardiologistas, endocrinologistas e nutrólogos utilizam o aumento de gordura monoinsaturada em substituição ao carboidrato”, conclui Dr. Magnoni.

Fonte: Uol