sexta-feira, 20 de março de 2020

Cobalamina


As vitaminas e minerais são substâncias essenciais para a nossa vida. Elas trabalham em conjunto para a realização de uma infinidade de reações cruciais para a manutenção do metabolismo, além de participar da produção de outros compostos importantíssimos. Porém, afinal, para que serve a vitamina B12?

Normalmente, ouvimos falar de uma grande variedade de vitaminas essenciais para o nosso organismo, mas nem sempre conseguimos distinguir uma da outra. Muitos dizem que a B12, por exemplo, é uma das mais importantes — mas não sabemos exatamente para quê ou o porquê.

Ela é alvo de uma série de polêmicas, especialmente entre vegetarianos e veganos, e a sua deficiência é extremamente comum, mesmo entre pessoas que consomem carnes com uma certa frequência. Por isso, saber identificar as suas particularidades e conhecer a sua importância é fundamental para a manutenção da saúde.

Para conhecer melhor sobre o assunto e poder ter mais atenção na hora de montar sua dieta, confira o post a seguir e aprenda mais sobre a vitamina B12 e todos os seus benefícios!

O que é a vitamina B12?

A vitamina B12, como o próprio nome indica, faz parte do complexo B. Ela também é conhecida como cobalamina ou cianocobalamina — isso pois conta com o mineral cobalto em sua composição, além do cianeto. Ela tem uma cadeia muito longa e é a mais complexa de todas.

Ela é uma vitamina extremamente biodisponível, ou seja, que é facilmente metabolizada e absorvida pelo nosso organismo. Essa absorção, por sua vez, ocorre no íleo, uma das porções do intestino delgado. A metabolização dessa substância, no entanto, se dá no fígado, enquanto a sua excreção é feita pelos rins.

A B12, além de agir como uma vitamina, também atua como coenzima. Ou seja, ela participa de uma série de reações como catalisadora, alterando a velocidade de tais reações e tornando-as muito mais ágeis.


Como muitos outros exemplares do complexo B, a vitamina B12 tem importantes funções biológicas. Entre elas, podemos citar a saúde dos sistemas nervoso e cardiovascular. Ela é, portanto, essencial para uma vida saudável e com muita qualidade.

Como ela é sintetizada e absorvida?

Ao contrário de algumas vitaminas, como a D, a B12 não é sintetizada pelo organismo dos animais ou dos seres pertencentes ao reino vegetal. Ela é produzida com a ajuda de microrganismos, como bactérias, que a produzem e a partir daí, ela se torna biodisponível para os outros seres vivos a partir da alimentação.

Nos seres humanos, a absorção dessa substância é iniciada na mastigação, com a atuação direta da saliva na quebra de suas moléculas. A partir daí, ela vai sendo quebrada até chegar ao intestino delgado, onde a maioria da B12 é absorvida graças ao rompimento das ligações pelo líquido secretado pelo pâncreas.

Lá, outras proteínas se unem a essa vitamina, formando as coenzimas e outras formas utilizáveis da substância, que seguirá o seu caminho na formação de estruturas responsáveis pela realização de reações e do funcionamento do organismo.

Qual é, afinal, a importância da vitamina B12?

Como outras vitaminas do complexo B, boa parte da importância da B12 está justamente na sua atuação direta sobre o sistema nervoso, protegendo estruturas importantes para o funcionamento de nossos neurônios.


Apesar disso, a sua importância está diretamente relacionada ao bom funcionamento do organismo como um todo, sobretudo ao sistema sanguíneo e cardiovascular. Portanto, é recomendável que o seu consumo não seja deixado de lado: tais funções são vitais.

Além disso, tais vitaminas participam da transformação da glicose consumida pelos seres humanos em energia. Por isso, a falta dessa substância no organismo é responsável por deixar as pessoas improdutivas e com uma sensação frequente e constante de cansaço.

Quais são as funções dessa vitamina em nosso organismo?

Algumas funções da vitamina B12 no corpo humano ainda estão sendo estudadas, como a possibilidade de atuar na prevenção da depressão e da degeneração cerebral. Contudo, existem muitos outros benefícios já comprovados. Veja alguns deles a seguir:

Formação das células vermelhas do sangue

O nosso sangue é formado por diversas estruturas, entre elas o plasma e os glóbulos vermelhos. Esses, por sua vez, são responsáveis pela oxigenação de nossos tecidos, graças à aderência do oxigênio ao pigmento que confere a coloração vermelha ao sangue: a hemoglobina.

As células vermelhas — ou hemácias — dependem muito da vitamina B12 para que se formem e maturem. Caso contrário, há uma disfunção, elas aumentam indefinidamente e ficam com um volume desproporcional.

Desenvolvimento e manutenção do sistema nervoso central

Nosso sistema nervoso é um dos mais complexos e admiráveis de todo o organismo. Nele, ocorrem milhões de reações por segundo, que fazem com que possamos realizar as nossas atividades cotidianas. Ele é composto por estruturas como os neurônios, que contêm a bainha de mielina, fundamental para o funcionamento de nosso corpo.

Sem a cobalamina, é bem provável que ocorra o processo de desmielinização: o desgaste da mielina. Esta substância é quem cobre e protege os nervos, assim, eles ficam mais vulneráveis e podem ter suas atividades comprometidas.

Preservação e reparação do DNA

Todas as estruturas de nosso organismo são formadas com a atuação do código genético. O DNA é traduzido e a partir das informações obtidas, são produzidas proteínas essenciais para a formação e execução de reações que mantém a vida.

O consumo da vitamina B12 leva a um risco de quebra dos cromossomos que compõem todo o DNA de uma pessoa. Esse fato é diretamente relacionado ao câncer, além de muitos outros problemas potencialmente graves.

Absorção e ativação de vitaminas

As vitaminas e minerais são fundamentais para o funcionamento de nosso corpo. Afinal, é a partir deles que as reações químicas e físicas ocorrem no organismo, garantindo o seu equilíbrio (processo também conhecido pelo nome de homeostase).

A vitamina B12, além de ser ela mesma essencial, ajuda diretamente na absorção de muitos nutrientes e na ativação de outras substâncias, que garantem o funcionamento adequado de todos esses compostos.

E então, para que serve a vitamina B12?

Agora que já conhecemos, de modo mais técnico, algumas das atuações da vitamina B12 no organismo, fica a pergunta: para que, afinal, ela serve? A seguir, conversaremos sobre as suas funções diretas e consequentes para o dia a dia de nosso corpo. Vamos lá?

Melhora do condicionamento físico

A vitamina B12 ajuda diretamente na oxigenação do corpo a partir da produção de hemácias e também favorece a saúde dos neurônios. Por isso, ela é responsável por auxiliar na melhora do condicionamento físico dos seres humanos.

Auxilia na saúde do sistema circulatório

Como vimos anteriormente, a B12 trabalha diretamente sobre o sistema circulatório, atuando de muitas maneiras diferentes. Ela auxilia na produção de hemácias e faz com que as artérias e veias se tornem muito mais saudáveis.

Ajuda na produtividade e na disposição

Além de ajudar na melhora do condicionamento físico, a oxigenação e o melhor funcionamento dos neurônios faz com que os indivíduos que têm bons níveis de B12 sejam muito mais produtivos e tenham uma disposição superior para enfrentar os obstáculos do dia a dia.

Aumenta os níveis de colesterol bom

Há dois tipos de colesterol em nosso organismo, o bom (HDL) e o ruim (LDL). Essa substância é crucial para a nossa vida e a boa notícia é que níveis adequados de B12 ajudam na manutenção do equilíbrio do tipo HDL (de alta densidade).

Melhora o sono

Infelizmente, uma boa parte da população lida diariamente com problemas para dormir bem. Por isso, para os que sofrem com insônia e outros problemas, é recomendado caprichar no consumo de produtos ricos em B12 e sempre fazer exames para acompanhar de perto os seus níveis.

Estabiliza o humor

Por fim, todos esses benefícios e funções contribuem para um fim: ajudar os seres humanos a terem uma vida muito mais saudável. Com isso, é possível conseguir a estabilização do humor, evitando oscilações constantes ao longo do dia.

A deficiência da vitamina B12 traz riscos para a saúde?

Você se lembra da palavra homeostase? Esse termo é responsável por designar o equilíbrio de nosso organismo. Quando se encontra nesse estágio, o corpo está funcionando da melhor maneira possível: ou seja, todas as reações ocorrem tranquilamente e se completam, garantindo a saúde e qualidade de vida necessária para o ser humano.

No entanto, quando há a falta de alguma das vitaminas essenciais, esse equilíbrio pode ficar severamente comprometido. Com a B12, evidentemente, isso não é diferente. A seguir, veremos algumas das consequências mais comuns dessa deficiência:

Demência

Embora muitas pessoas associem a demência à perda de memória, essa doença traz outros sinais muito características, como: falta de coordenação motora, dificuldades de locomoção e na fala etc.

Esse problema é causado por uma série de fatores. Apesar de a deficiência não ser o principal deles, é inegável que a degeneração de estruturas como a mielina pode comprometer severamente as habilidades cognitivas.

Depressão

Os problemas com a oxigenação cerebral e a má formação de suas estruturas pode fazer com que os pacientes com deficiência de B12 tenham uma tendência maior a desenvolver um quadro depressivo.

Além disso, a falta de energia causada pelo déficit pode ser facilmente confundida com essa doença ou até mesmo causá-la, já que o indivíduo não consegue realizar as suas atividades e passa a se sentir incapaz e a se isolar.

Anemia

As anemias causadas por deficiências vitamínicas são conhecidas como megaloblásticas. No caso da originada a partir da deficiência de B12, ela é chamada de anemia perniciosa.

Ela ocorre graças à baixa na produção de hemácias, o que leva a uma diminuição drástica dessa estrutura no organismo. Assim, há sintomas como a falta de ar, unhas e lábios roxos, diminuição da capacidade de concentração e outros.

Acidentes

Os problemas na coordenação motora e o mal-estar causado pela deficiência de B12 podem facilitar a ocorrência de acidentes dos mais variados graus, desde quedas até problemas mais sérios, como acidentes na estrada.

Isso é causado principalmente pelo desequilíbrio e a sensação de visão turva, mas fatores como a desatenção causada pela deficiência também podem ser determinantes nesse caso.

Trombose

A trombose é um problema causado pelo entupimento de veias e artérias. A sua relação com a B12 está na falha da produção de metionina, causando um excesso de homocisteína no organismo.

Essa substância faz com que as paredes das veias e artérias fiquem rígidas, perdendo a elasticidade natural. Assim, o acúmulo de placas (causadas, por exemplo, pelo colesterol ruim) pode fazer com que coágulos surjam.

Assim, é fácil perceber que manter os níveis de B12 saudáveis é uma forma de prevenção de todos esses problemas. Além desses, a falta dessa vitamina pode ocasionar o infarto do miocárdio, problemas na medula óssea (que podem até mesmo levar ao fim de seu funcionamento) e também ao enfraquecimento progressivo do sistema imunológico.


Quais são os sinais mais comuns da deficiência dessa vitamina?

Como vimos, muitos problemas podem ser causados pela falta de B12 no organismo. Cada um deles trará sintomas muito específicos, mas, ainda assim, alguns sinais são bastante comuns até mesmo às deficiências mais leves.

Outro ponto muito importante é o fato de que, infelizmente, essa deficiência pode ser silenciosa muitas vezes, especialmente no começo do problema. Por isso, é fundamental estar sempre atento aos sinais mais comuns, que podem se manifestar de forma sutil. Entre os mais conhecidos, estão:

anemia;
fadiga e indisposição;
tonturas frequentes ao fazer algum esforço;
dificuldade de concentração e memorização;
alucinações e desordens mentais;
problemas na coordenação motora;
icterícia (pele amarelada);
formigamento;
inflamações na boca, estômago e intestino;
falta de ar;
mucosas e unhas arroxeadas;
pele pálida;
dificuldades motoras, de equilíbrio e coordenação;
depressão.

A falta desta importante vitamina, portanto, altera a nossa qualidade de vida — tanto no aspecto físico quanto no psicológico. Há a possibilidade de outros problemas ainda mais graves apareceram, como ataques cardíacos, infartos e até paralisia.

Na verdade, esta deficiência é uma realidade bastante comum na população. Portanto, vale a pena manter o acompanhamento médico e os exames em dia, para evitar que as carências nutricionais possam afetar o seu bem-estar no dia a dia.

Há algum risco no excesso de vitamina B12 no organismo?

É possível, na ciência, separar as principais vitaminas em grupos distintos, levando em consideração as suas características mais marcantes. Uma das divisões mais comuns é em lipossolúveis (solúveis em gordura) e hidrossolúveis (solúveis em água).

Quando em excesso, algumas substâncias podem trazer uma série de malefícios para o organismo, devido ao seu potencial tóxico. Esse problema é muito mais comum e recorrente quando falamos sobre aquelas do grupo das vitaminas lipossolúveis. Isso ocorre porque o excesso de substâncias fica armazenado nos lipídeos e não dificilmente metabolizados e excretados.

As vitaminas lipossolúveis são: A, D, E e K. Por conta disso, podemos incluir todos os exemplares do complexo B no segundo grupo, o das substâncias que são solúveis em água.

Dessa forma, é possível afirmar que o excesso de B12 é mais improvável, pois o próprio organismo trata de remover as quantidades não utilizadas. O exagero será um problema para pessoas com problemas renais — devido à sobrecarga dos rins — ou em caso de alergias.

Para a maioria das pessoas, o excesso não será um problema. A vitamina B12 ou é excretada pelos rins ou armazenada na região do fígado, sendo posteriormente utilizada quando o corpo julgar que é necessário.


Quais são as principais fontes de vitamina B12?

Normalmente, é recomendável que o consumo dessa vitamina seja de cerca de 3 microgramas por dia. Contudo, certamente, essa quantidade pode variar de acordo com cada pessoa — e fatores como idade ou condição física.

As principais fontes da B12 são os alimentos de origem animal e, por isso, há maiores chances dos vegetarianos precisarem de suplementação.

Algumas opções ricas no nutriente são:
peixes de águas frias (salmão, atum, truta etc.);
carnes bovinas e suínas (com destaque para o fígado de boi);
ostras;
ovos;
leites e derivados.

É importante que a dieta seja o mais variada e saudável possível, para evitar os sintomas e complicações das carências nutricionais. Inclusive, mesmo consumindo os alimentos indicados, podem ocorrer problemas de má absorção — que também dificultam o funcionamento pleno do organismo.

Algumas das interações que prejudicam sua absorção são, por exemplo, o álcool e o tabaco. Em vista disso, é fundamental que um profissional da saúde possa acompanhar cada caso para indicar as melhores soluções para o paciente em questão!


Qual é a relação dessa vitamina com o vegetarianismo?

Como vimos anteriormente, as principais fontes de vitamina B12 na natureza são aquelas provenientes do reino animal, como as carnes e os laticínios. Por conta disso, é muito comum que vegetarianos (e também os veganos, aqueles que não consomem qualquer tipo de ingrediente de origem animal) sejam os mais atingidos pela deficiência de B12 no organismo.

Isso, é claro, não é uma regra. Há muitos veganos que apresentam excelentes níveis dessa substância na corrente de sanguínea, enquanto inúmeras pessoas que consomem ingredientes animais com frequência sofrem com a deficiência de B12.

No entanto, é inegável que vegetarianos precisam ter uma atenção extra com essa vitamina. Para isso, exames periódicos devem ser realizados para garantir que os níveis estão dentro dos considerados adequados. Além disso, é necessário afirmar que esses níveis podem variar muito de pessoa para pessoa.

Por conta disso, é sempre recomendado que pessoas que seguem dietas restritivas busquem o auxílio de profissionais realmente qualificados e que saibam interpretar corretamente os exames laboratoriais e prescrever o melhor tratamento para esse problema.

Normalmente, a suplementação é feita a partir de injeções de B12, especialmente nos casos mais graves de deficiência. A manutenção e o controle do déficit podem ser feitos com o consumo diário (ou em frequência mais espaçada, de acordo com o critério médico) de cápsulas.

Agora que você já sabe para que serve a vitamina B12, conhece toda a sua importância e sabe onde encontrá-la, não deixe de monitorar de perto os níveis dessa substância em sua corrente sanguínea. Afinal, esse cuidado é crucial para que você esteja sempre saudável e esbanje produtividade e energia em todos os setores de sua vida!

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quinta-feira, 19 de março de 2020

Ácido Fólico


Conhecido como folato ou vitamina B9, ele não é só indicado às gestantes para prevenir a malformação fetal. Na verdade, suas propriedades beneficiam a todos:

Faz bem ao cérebro

Idosos tendem à deficiência de folato que se relaciona à demência e problemas cognitivos. Estudos em fase inicial associam níveis elevados de homocisteína e Alzheimer, além de correlação entre baixa concentração da substância e a função cognitiva prejudicada e maior risco de desenvolver demência e doença de Alzheimer. Uma dieta equilibrada e eventual suplementação poderiam reduzir o risco dessas doenças.


Cabelos, unhas e pele saudáveis

Todas as vitaminas do Complexo B, incluindo o folato, têm papel essencial na saúde de pele, unhas e cabelos. A vitamina estimula o crescimento de unhas e cabelos, combate a acne e a dermatite. A pele responde positiva mente apresentando mais brilho. A oleosidade também fica sob controle. O folato ainda protege contra o câncer de pele causado pela radiação ultravioleta.


Protege o sistema circulatório

O folato se combina com as vitaminas B6e B12 formando uma coenzima que reduz os níveis de homocisteína, um aminoácido presente no organismo que, em excesso, afeta o sistema circulatório e coração de forma negativa. Altos níveis do aminoácido endurecem os vasos, elevando a pressão arterial. Há evidências de que a vitamina B protege contra o acidente vascular cerebral (AVC).

Blinda contra o câncer

A Sociedade Americana de Câncer declarou que a vitamina previne a progressão da doença. O estudo forneceu dados para apoiara hipótese de que a insuficiência de ácido fólico seja um fator de risco para a ocorrência de tumores malignos.


Afasta a depressão

Pouco folato no organismo tem sido associado ao problema e à pouca resposta aos antidepressivos. O ácido fólico não substitui a terapia antidepressiva tradicional, mas pode ser útil como coadjuvante. Há indícios de que ele age como cofator na produção de serotonina, um Neurotransmissor que garante o bom humor.

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sexta-feira, 6 de março de 2020

Benefícios medicinais e alimentares do chichá


Uma pesquisa apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) identificou potenciais funcionais na fruta chichá (Sterculia striata), uma espécie de amendoim mais conhecida como amendoim-de-pau ou amendoim-de-macaco.

O estudo foi desenvolvido pela pesquisadora Sarah Prates, durante o seu mestrado no Programa de Pós-graduação em Ciência de Alimentos da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenado pela professora Maria das Graças Lins Brandão.

O objetivo foi avaliar o potencial bioativo das amêndoas do chichá, com intenção de aproveitar o fruto como alimento funcional e disponibilizar mais informações e conhecimentos para a sociedade.

A planta estudada foi coletada na região de Januária, no Norte de Minas Gerais, área de proteção Ambiental Rio Pandeiros. Já os experimentos foram realizados na própria UFMG. Durante o desenvolvimento do estudo, os pesquisadores encontraram no chichá a presença de rutina – um composto bioativo que está entre os antioxidantes naturais mais eficazes.

“A rutina possui ação oxidante, anti-inflamatória, antiviral e anticancerígena. Algumas análises já demonstraram seus efeitos benéficos no tratamento de várias doenças, incluindo hepatotoxicidade, doenças gastrointestinais e diabetes”, afirma Sarah.

A pesquisadora ainda lembra que há estudos em animais que sugerem que a rutina é um fármaco eficiente no tratamento da isquemia encefálica e da doença inflamatória intestinal.


Além dessa substância, no óleo extraído da amêndoa do chichá também foi encontrada uma predominância de ácidos graxos insaturados, que, ao serem consumidos, podem ser convertidos em energia para o corpo humano.



Sarah Prates reforça que a pesquisa é significativa porque, além de disponibilizar informações importantes sobre a fruta, que é pouco conhecida, foi possível caracterizá-la como um alimento com potencial funcional. Além disso, pode ser uma maneira de resguardar a planta.

“O mais importante deste estudo é poder, através dos resultados alcançados, disponibilizar informações e conhecimento que possam contribuir para a preservação e conservação desta planta. Considerando, principalmente, que é uma nativa do nosso País e, infelizmente, está ameaçada de extinção”, afirma. No entanto, mais estudos devem ser realizados com a fruta e com o seu óleo para avaliar os efeitos do seu consumo e o impacto nutricional.

A fruta – O chichá é uma árvore que pode chegar a até 20 metros de altura, tendo flores vermelhas. Seus frutos são uma espécie de cápsula verde, que fica vermelha quando madura. Ao amadurecer, esse invólucro se abre e expõe partes comestíveis, são semelhantes a amêndoas de cor preta.



A fruta está distribuída em todas as regiões do Brasil, principalmente na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica e com exceção da região Sul. Segundo a pesquisadora, os moradores da região em que foram coletadas amostras relataram consumir a amêndoa in natura e torrada, mas ainda não há um cultivo agrícola da planta na área. (Com informações da Agência Minas)

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Colina


A colina é uma das vitaminas do complexo B. As duas principais funções da colina envolvem o cérebro. Ela é importante para a formação do neurotransmissor acetilcolina, que regulariza de maneira indireta a memória, a cognição e entra no controle da frequência cardíaca, da respiração e da atividade dos músculos.

Outra função da colina é entrar na formação da esfingomielina que forma a capa dos nervos que chamamos de bainha de mielina. A bainha de mielina tem que existir para que o impulso nervoso caminhe nos neurônios, ela é a capa dos neurônios, estrutura que envolve o neurônio.


Benefícios comprovados

Aliada do cérebro: A colina é importante para o cérebro de duas maneiras. Ela age na formação do neurotransmissor acetilcolina que regulariza de maneira indireta a memória e a cognição. Além disso, ela age na formação da esfingomielina que forma a capa dos nervos que chamamos de bainha de mielina. A bainha de mielina tem que existir para que o impulso nervoso caminhe nos neurônios, ela é a capa dos neurônios, estrutura que envolve o neurônio.

Boa para o coração: Por agir na formação do neurotransmissor acetilcolina, a colina também contribui para o controle da frequência cardíaca. A colina também ajuda na formação de uma enzima capaz de proteger o organismo contra a homocisteina, substância tóxica para o organismo, especialmente para o coração.

Benéfico para os músculos: Por agir na formação do neurotransmissor acetilcolina, a colina também contribui para o controle da atividade dos músculos.

Aliada do fígado: O fígado acumula um pouco da gordura que formamos dentro do corpo, toda a sobra de calorias o corpo reserva formando o triglicérides, combustível de reserva, uma parte vai para os músculos e outra para o fígado, e se houver acumulo neste órgão há problemas. O fígado precisa da colina para formar um transportador para retirar essa gordura e fazer com que o corpo a utilize como energia.

Importante para as gestantes: A colina é essencial para as gestantes, pois é nesta fase que o cérebro do bebê é formado e este nutriente é necessário para que isto ocorra.

Aliada dos ossos: A colina pode ajudar na formação óssea, pois contribui para a síntese do colágeno, que por sua vez, tem participação na elaboração dos ossos.
Deficiência de colina

Uma dieta deficiente em colina pode causar problemas cardiovasculares e degenerativos cerebrais e também favorecer o acúmulo de gordura no fígado. Os sinais de que há deficiência de colina são: déficit cognitivo, alteração na concentração, dificuldade de cognição e compreensão, alteração nos músculos, dores musculares, salivação excessiva, enjoo e náuseas.


Fontes de colina

As principais fontes de colina são: ovos, leite e derivados, carne, pode ser de boi ou de porco, soja, farelo de trigo e gérmen de trigo.
Suplemento de colina

A suplementação de colina não é comum, pois a carência desta substância é rara. O suplemento só pode ser ingerido após a orientação médica e pode ser indicado para algumas gestantes e para pessoas com dores musculares ou acúmulo de gordura no fígado. Idosos também podem ingerir este suplemento.

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Embaúba


A embaúba, também conhecida como árvore-da-preguiça ou imbaíba, é uma planta medicinal que possui alcaloides, flavonoides, taninos e glicosídeos cardiotônicos e, por isso, é normalmente utilizada com o objetivo de combater a pressão alta.

As folhas e frutos dessa árvore, cujo nome científico é Cecropia peltata L., pode ser encontrada em lojas de produtos naturais ou farmácias de manipulação, sendo importante que o seu consumo seja indicado de acordo com a recomendação do médico ou do fitoterapeuta.




Para que serve a embaúba

A embaúba possui propriedade cardiotônica, vasodilatadora, diurética, anti-hemorrágica, adstringente, antiasmática, anti-inflamatória, analgésica, anti-séptica, cicatrizante, expectorante e hipotensora, o que é devido à presença de alcaloides, flavonoides, antraquinona, glicosídeos cardiotônicos e taninos em sua composição. Assim, essa planta poderia ser utilizada para ajudar no tratamento de:

Hipertensão;
Taquicardia;
Tosse;
Asma;
Infecções como tuberculose e coqueluche;
Feridas na pele;
Alterações renais, cardíacas ou do sistema nervoso;
Disenteria.


Apesar de ter várias indicações, ainda são necessários mais estudos que comprovem os benefícios da embaúba, bem como os seus efeitos colaterais. Por isso, o consumo da embaúba não é recomendado para mulheres grávidas ou que estejam no período de amamentação, já que ainda não se sabe se essa planta poderia ter efeitos durante a gravidez ou ter alguma consequência para o bebê.

Além disso, é importante que o consumo dessa planta seja orientado pelo médico, isso porque no caso de grandes quantidades serem consumidas, é possível que a pressão baixe muito, resultando em hipotensão.

Como usar

Todas as partes da embaúba podem ser utilizadas para preparar sucos, pomadas ou chás. Os sucos são normalmente indicados no tratamento da tosse e de problemas respiratórios, enquanto que a pomada, que é feita com os galhos, é indicada para favorecer a cicatrização de feridas.

A forma mais comum de usar a embaúba é através do chá feito com a folha, que deve ser colocada em água fervente e deixar por cerca de 10 minutos. Em seguir, coar, esperar amornar e beber uma xícara cerca de 3 vezes por dia.

1. Ajuda na cicatrização

Ferimentos e queimaduras podem ser tratados utilizando o chá da planta, pois ela possui uma substância chamada tanino. Isso faz com que ela forme uma película protetora na área afetada, consequentemente auxilia no crescimento de uma nova pele na região.

2. Protege a pele contra o envelhecimento

Outro benefício para a pele é a ação antienvelhecimento. Fatores como a radiação ultravioleta e a poluição podem acelerar o envelhecimento devido a ação oxidante dos radicais livres sobre as células.

Mas, ao ingerirmos alimentos e bebidas antioxidantes, como é o caso da embaúba, o corpo protege as unidades celulares contra a ação nociva das moléculas instáveis. Essa sequência de atividades favorece a integridade da pele, mantendo a juventude.

3. Combate doenças respiratórias

Por ser expectorante, as folhas da árvore amazônica auxiliam no combate à gripe e seus principais sintomas como tosse, congestão nasal e dores na garganta. Mas também funciona como um tratamento natural contra doenças respiratórias mais sérias a exemplo da bronquite e da asma.

4. Auxilia no tratamento do diabetes

Portadores do diabetes mellitus podem se beneficiar com o chá dessa planta, pois ele evita uma condição muito comum dessa doença a hipoglicemia.

Sensação de fome, fraqueza, confusão mental, sonolência e coração acelerado são alguns dos indícios desse problema. Essas são situações bem comuns para quem usa insulina ou medicação oral.

5. Combate micro-organismos e inflamações

Existem componentes químicos na embaúba que a tornam antisséptica e antimicrobiana. Na verdade, eles danificam a parede celular de agentes nocivos ao organismo como bactérias, fungos e protozoários, protegendo o corpo contra possíveis doenças, como as inflamações.

6. Ajuda no controle da hemorragia

Além de atuar na cicatrização, a planta também evita a perda de sangue, ajudando a estancar essa condição. Isso ocorre pois ela tem ação anti-hemorrágica, fazendo com que as proteínas do plasma se precipitem e ativem os fatores de coagulação sanguínea.

As folhas da árvore também são consideradas vasoconstritoras. Para quem não sabe, a vasoconstrição é um processo no qual artérias, veias e capilares se contraem, auxiliando no controle da hemorragia.

7. Protege os rins

Esse benefício é decorrente dos flavonoides, substâncias responsáveis por inibir uma enzima chamada arginase, que acaba agindo nos processos inflamatórios dos rins.

O extrato da planta tem potencial no tratamento de lesão renal e das mais diversas doenças renais crônicas.

8. Diminui a pressão arterial e beneficia o coração

O chá de embaúba é diurético, por essa razão auxilia no controle da pressão arterial. O que realmente acontece é que esse efeito aumenta o fluxo urinário, eliminando o sódio juntamente com a urina.

Ao mesmo tempo em que beneficia os hipertensos, essa bebida também consegue cuidar da saúde do coração. Devido ao efeito antioxidante, ela inibe o risco de doenças cardiovasculares.

Embaúba fruta

Finos e alongados, essas são as principais características físicas dos frutos. Eles surgem quase o ano todo e quando estão maduros apresentam uma polpa estufada e macia, além de serem ricos em fibras. Por tudo isso, são os alimentos preferidos de muitas aves e alguns mamíferos.

O chá feito com a fruta, o broto, a folha e a casca da planta é indicado para o combate da tosse, diabetes e ferimentos. Já o fruto verde é mais utilizado como cicatrizante.

Como fazer o chá das folhas?


Coloque para ferver 100 ml de água e assim que o líquido entrar em ebulição, adicione 4 gramas da planta. Desligue o fogo, tampe o recipiente e deixe em infusão por até 5 minutos.

Após o tempo determinado, coe o chá e tome quando estiver morno. Não é necessário e nem indicado adicionar açúcar, preferindo tomar a bebida o mais pura possível.

Características da planta



As folhas da embaúba apresenta formato estrela com até 13 segmentos e seu chá serve para tratar feridas (Foto: depositphotos)

O tipo de embaúba é definido pela cor das suas flores, sendo uma branca e outra vermelha. Já os respectivos nomes científicos dessas variedades são Cecropia pachystachya e Cecropia glaziovii.

Ambas pertencem à família Cecropiaceae e podem ser conhecidas por outros nomes dependendo da região onde são encontradas. Portanto, podem ser imbaúba, umbaúba e árvore-da-preguiça.

Nesse último caso, a planta ganhou esse codinome pois é uma das preferidas do bicho-preguiça. Além de viver sobre os galhos da árvore, o animal também se alimenta das folhas e dos frutos.

Já com relação a estrutura da embaúba, podemos destacar que ela é de grande porte, pois pode alcançar até 7 metros de altura.

Contraindicações da embaúba

Na literatura consultada não há nenhuma contraindicação para o uso dessa planta. No entanto, grávidas e lactantes devem ter um cuidado especial com relação a tudo o que consomem, principalmente se tratando de remédios, sejam eles naturais ou não.

Além disso, mesmo que a embaúba seja uma planta benéfica para o coração, rins e pele, e que trate doenças respiratórias, é indicado primeiro consultar um especialista e só depois usar o seu chá.

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domingo, 15 de dezembro de 2019

Yamamomo: Morango Chinês



Nativa do leste da Ásia, principalmente na China, onde tem sido cultivada há pelo menos 2000 anos, a Myrica rubra é também conhecida como Yangmei ou Yang Mei (China), Yamamomo (Japão) Bayberry Chinês, Bayberry Japones, Yumberry e morango chinês.

Seu cultivo esta concentrado ao sul do rio Yangtsé, vegetando em florestas nas encostas das montanhas e vales em altitudes de 100-1500 metros. Sua espécie não é exigente quanto ao solo, mas desenvolve-se bem em solos que retenha boa umidade e de boa drenagem, vegetando a sol pleno ou sombreamento parcial.


É uma árvore tradicionalmente usada na composição de jardins, podendo atingir de 10 a 20 metros. Tem casca cinzenta e lisa. Seu fruto, ácido, mas ao mesmo tempo doce, é esférico com superficie nodosa, de polpa macia contendo uma semente unica. São consumidos em natura, podendo ser secos, enlatados, ou fermentados em bebidas alcoólicas. O suco é comercializado sob a marca Yumberry. É encontrado também em geléia e conservas, doces e tortas.


Pesquisas dão conta que suas frutas possuem propriedades anti-bacterianas e anti-inflamatórias sendo ricas em antocianinas .

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Chia - Salvia Hispânica


A chia é o nome popular da Salvia Hispânica, uma planta herbácea da família das lamiáceas, de origem das regiões da Guatemala, do México e da Colômbia.

A planta é mais conhecida por sua semente, que é vendida integralmente, moída ou em forma de óleo. A palavra chia deriva da palavra – nahuatl chian, que significa “oleoso”.
Por que razão deve comer sementes chia

As sementes da chia são consideradas um alimento funcional dada as suas características, entre os seus principais componentes estão as fibras, cálcio, magnésio, potássio, proteína e ómega-3.

Seu efeito mucilaginoso (o de absorver e reter água) devido à alta concentração de fibras, torna a chia interessante para quem procura emagrecer, uma vez que pode intensificar a sensação de saciedade.

Como as sementes de chia absorvem tanta água (cerca de 12x seu próprio volume) e têm fibras altamente solúveis, que ajudam, na digestão de hidratos de carbono e, consequentemente, na libertação de energia para o organismo.




Junte sementes de chia ao seu pequeno almoço no iogurte ou batido, e terá uma sensação de conformo e saciedade por mais tempo.

Análise nutricional (100g):
Energia: 2471 KJ / 595 Kcal;
Proteínas: 16g;
Carboidratos: 44g;
Lípidos: 31g.

As sementes de chia, quando utilizadas de maneira integral, podem ter diversos usos na cozinha. Deste enriquecer os sumos ou iogurtes para pequeno almoço e lanches, incorporar em bolos e pão caseiro ou adicionar as saladas e massas.

Quais os benefícios das sementes chia

Para além de melhorar o trânsito intestinal, melhora também o colesterol e até produz uma diminuição do apetite, porque a chia é nutricionalmente muito rica em fibras e vitaminas.

Principais benefícios da chia

Controla a diabetes: devido ao elevado conteúdo em fibras, a chia é capaz de evitar o aumento rápido da glicemia, controlando a quantidade de açúcar no sangue;
Melhora a saúde intestinal: também devido ao conteúdo de fibras, pois tem a capacidade de aumentam os movimentos intestinais, evitando por exemplo, a prisão de ventre;
Ajuda a emagrecer: porque conseguem absorver uma grande quantidade de água e, por isso, formam um gel que ocupa algum espaço no estômago, diminuindo a vontade para comer;
Reduz o risco de doenças cardiovasculares: contém ómega 3 que é capaz de reduzir a inflamação no sistema cardiovascular, evitando o desenvolvimento de doenças como hipertensão, por exemplo;
Evita o envelhecimento precoce: devido aos seus antioxidantes que combatem os radicais livres, evitando o envelhecimento das células.

Advertência

Qualquer pessoa pode ingerir as sementes. Porém, devido ao alto teor calórico, o excesso pode levar ao ganho de peso. saiba que…. cada colher de sopa cheia possui aproximadamente 75 calorias. Principal atenção para as pessoas com síndrome do intestino irritável, que tevem ficar atentas com o consumo de sementes em geral.

As suas características e benefícios fazem desta semente um excelente complemento nutricional, natural e económico.

fonte

domingo, 8 de dezembro de 2019

Piridoxina



A importância da vitamina B6 para a saúde é conhecida desde 1934. Vitamina B6 é, na verdade, um termo genérico para uma família de compostos (piridoxina, piridoxal, piridoxamina, piridoxina-5-fosfato, ácido piridóxico, piridoxina-5-fosfato e piridoxal-5-fosfato, sendo os dois últimos as formas ativas da vitamina).


A vitamina B6 desempenha várias funções importantes no metabolismo de aminoácidos, na síntese de neurotransmissores (como serotonina, dopamina e GABA), como co-fator para produção de DHA e EPA (formas ativas do ômega-3), para a formação do grupamento heme da hemoglobina e no metabolismo da metionina. A deficiência impede a formação de cisteína, taurina, glutationa (antioxidante), bloqueia a degradação da homocisteína (inflamatória e neurotóxica).

Na verdade a literatura descreve o envolvimento da B6, especialmente a piridoxal-5-fosfato em mais de 100 reações. Assim, pessoas com carência de vitamina B6 possuem um maior risco de desenvolverem de doenças cardiovasculares, depressão, irritabilidade, insônia, compulsão alimentar, TPM, aumento da homocisteína.

A deficiência pode ocorrer devido a baixo consumo, eficiência na absorção (como ocorre na disbiose intestinal) ou uso de medicamentos. Drogas como ciclo-serina, hidralazina, fenilzina, gentamicina, penicilamina, isoniazida e L-dopa ligam-se à vitamina B6, diminuindo sua disponibilidade.


A B6 está presente em uma quantidade enorme de alimentos, tornando sua deficiência mais arriscada em pessoas com dietas extremamente monótonas, na gestação e lactação, na presença de hipertireoidismo, em dietas com quantidades excessivas de proteína e na velhice.

O consumo excessivo de álcool também atrapalha a absorção de B6 presente em alimentos como leite, queijo ricota, salmão, atum, batata doce, ervilhas e abacate.


Outras manifestações comuns da deficiência de piridoxina são:
  • dermatite seborreica (inflamação da pele que causa descamação e vermelhidão),
  • queilose angular (ferida dolorosa no canto da boca),
  • glossite (inflamação da língua),
  • neuropatia periférica (perda da sensibilidade de nervos, especialmente em pés e mãos)
  • e convulsões.
FONTE:

Consultoria nutricional com Andreia Torres, nutricionista com mestrado, doutorado e mais de 20 anos de experiência profissional.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Benefícios do Zimbro



O zimbro, também conhecido como junípero, é um condimento mais associado ao gim. O fruto é pequeno e redondo. Dentro de uma baga carnuda e resinosa há três sementes extremamente aromáticas de sabor marcante, picante e ao mesmo tempo levemente adocicado.

Há muitos séculos, o zimbro tem sido um tempero importante em inúmeros pratos europeus, particularmente nas regiões alpinas. Nesses locais, o zimbro é empregado para conferir sabor a uma grande variedade de alimentos, desde chucrute, patês vegetais e pratos de carnes de sabor forte, como as de caça ou mesmo de suínos, até bebidas como o chá.

O zimbro é empregado também para conservar presuntos e embutidos, tais como linguiça, mortadela, salame e salsicha, conferindo um sabor característico e agradável a esses produtos. As bagas de zimbro devem ser ligeiramente esmagadas para libertarem, de forma mais intensa, o seu sabor e aroma.

Mas também pode se dar bem ao complementar sabores mais delicados, como o do peixes, chutneys (molho agridoce) e caldas para sobremesa.


O USO MEDICINAL DO ZIMBRO

Do zimbro usam-se bagas, folhas, casca e raiz – é conhecido nas populações de toda a vasta região de origem desta planta como:
antisséptico das vias urinárias,
para o tratamento de cálculos renais,
nas febres e catarros,
nos processos inflamatórios diversos e
na instabilidade nervosa.

O seu uso em tratamentos para diabetes é uma referência da Medicina do Povo Navajo.

As bagas roxas, frutos do zimbro, são usadas para aromatizar o gim e a genebra. bebidas destiladas.


BENEFÍCIOS DO ZIMBRO

Na medicina popular são usados os frutos maduros, as folhas, a raiz, a casca e o óleo essencial de zimbro para diferentes formulações, cada uma dessas indicadas para determinadas situações de saúde.

As indicações que conhecemos no Brasil são as seguintes:
asma
acidez estomacal
bronquite
ciática (inflamação do nervo ciático)
doenças dispépticas (má digestão, má absorção)
doenças de pele
vebres
hidropisia (retenção de líquidos)
mau hálito
psoríase
reumatismo
vias urinárias

PROPRIEDADES MEDICINAIS DO ZIMBRO

Essas indicações acima são possíveis pois o zimbro tem as seguintes propriedades medicinais:
adstringente
anti-histérico
antimicrobiano
antisséptico
antitóxico
aromático
calmante
carminativa
digestiva
diurética
estomáquica
refrescante
sudorífera
tônica
urinária

COMO USAR O ZIMBRO

A maneira de usar o zimbro varia de cultura para cultura mas, em geral, usa-se a infusão, a tintura, a compressa de frutos e o óleo, nos seguintes casos:

“bagas, infusão ou tintura: diurético, moléstias renais, amenorréia, asma”.
“madeira e bagas em infusão, decocção: asma, bronquite, acidez, má digestão, hidropisia, diurético, mau hálito, reumatismo, febres, doenças da pele”.
“madeira e bagas em alcoolato: reumatismo”.
“óleo: asma, bronquite, acidez, má digestão, hidropisia, diurético”.
“frutos em compressa: psoríase, anti-séptico, ciática”.
Para o tratamento de asma, bronquite e catarro de peito também é indicado o zimbro em vinho medicinal

UM VINHO MEDICINAL

Veja uma receita para preparar um vinho medicinal feito de zimbro (Juniperus communis): esmague bagas de zimbro, no pilão de pedra, junto com uma fatia de limão complete o frasco com um vinho maduro até cobrir totalmente as bagas.
Deixe repousar por 7 dias, sem agitar o frasco, tomar sol, ser exposto à luz e sem estar tampado (cubra a boca do frasco com um pano para evitar mosquinhas do vinho).
Depois deste prazo, coe o conteúdo e tome até 2 copos ao dia.

CONTRA INDICAÇÕES PARA OS DERIVADOS DO ZIMBRO

O óleo essencial de zimbro é altamente tóxico e seu uso é contraindicado: na gravidez ou para pessoas com nefrite (inflamação dos rins).

As bagas de zimbro, assim como outras partes da planta, só devem ser usadas em doses moderadas para evitar reações negativas resultantes do óleo que o zimbro contém.

CONSULTE UM ESPECIALISTA

Para saber as doses recomendadas para caso em particular, o ideal é sempre consultar um médico, um fitoterapeuta ou um especialista em cura natural.


Parece uma pimenta, só que o bago é um pouco maior. Mais associado ao gim, o zimbro tem um sabor pungente e dá um excelente resultado em conservas, marinadas, carne de porco, aves e carnes de caça.

O zimbro vem do junípero, uma espécie de pinheiro nativo do norte da Europa, de regiões bem frias, que cresce até 5 m de altura. Suas folhas (como as do pinheiro) são pontiagudas, suas flores verde-amareladas e os frutos, de sabor entre o adocicado e o amargo, são redondos e escuros em formato de bagas, que nascem verdes e depois de três anos, período necessário para o amadurecimento, tornam-se arroxeados, quase pretos.

As bagas são carnosas, resinosas e dentro delas há três sementes extremamente aromáticas de sabor marcante. Bastante comum na culinária dos países escandinavos, o zimbro é mais conhecido por seu uso como aromatizante de bebidas, como o gim e a cerveja sueca. Mas pode ser empregado de várias formas.

As bagas frescas mais difíceis de serem encontradas – são mais indicadas para fazer conservas que acompanham carnes frias. As bagas secas (inteiras ou moídas) são usadas no preparo de patês e de marinados, em conservas, no chucrute (sauerkraut, o repolho fermentado dos alemães) e em pratos feitos com batatas. Mas, são as carnes de caça as maiores beneficiadas com a adição do zimbro, perdendo o sabor forte, muitas vezes rejeitado.


fonte



domingo, 10 de novembro de 2019

Alimentação Forte



Divulgada, em 2018, pelo Ministério da Saúde, a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) constatou que o hábito alimentar do brasileiro vem se tornando cada vez mais saudável. Conforme o levantamento, o consumo regular de frutas e hortaliças cresceu 5%, de 2008 a 2017, e o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas diminuiu 52,8%, no mesmo período.

Não obstante, o estudo revela que quase 18,9% dos adultos brasileiros estão obesos (um em cada cinco pessoas) e que 54,5% da população das capitais brasileiras estão com excesso de peso. Levando em conta que a obesidade e o sobrepeso facilitam o desenvolvimento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, ainda há muito o que fazer no sentido de melhorar a condição de saúde do brasileiro de um modo geral.

Rodrigo Polesso, idealizador do site emagrecerdevez.com, especialista em emagrecimento e certificado em Nutrição Otimizada e Saúde e Bem-estar pela Universidade Estadual de San Diego, vem trabalhando há anos no sentido de melhorar os hábitos alimentares da pessoas, difundindo o conceito de “alimentação forte”.

O conceito é definido por Polesso como “estilo de vida flexível e prazeroso, fundamentado nos maiores níveis de evidência científica, que se baseia no consumo de ‘alimentos de verdade’, com foco na qualidade do que se come e não na quantidade, de forma a se atingir e se manter a boa forma, fortalecer a saúde, ganhar liberdade alimentar e viver sendo o seu absoluto melhor”.


De acordo com Polesso, em uma dieta alimentar correta deve-se privilegiar a qualidade em detrimento da quantidade. “‘Alimentação forte’ é uma filosofia que dá liberdade às pessoas para comerem os alimentos corretos, até se saciarem, atingindo e mantendo o peso ideal, sem se preocuparem com quantidade, porções, calorias etc”, explica.

Para entender a base da ‘alimentação forte’, é preciso saber diferenciar “alimentos de verdade” daquilo que Polesso denomina “substâncias comestíveis”. “‘Alimentos de verdade são, basicamente, aqueles encontrados na natureza, os mais nutritivos e que sempre fizeram parte da história do ser humano. ‘Substâncias comestíveis’ são alimentos industrializados tipicamente refinados ou ultra processados e pouco nutritivos”, explica o especialista em emagrecimento.

Exemplos de “alimentos de verdade” são: carnes, peixes, gorduras naturais (azeite de oliva, óleo de coco), sementes, laticínios integrais, castanhas, legumes, folhas e frutas. Já “substâncias comestíveis” são como açúcar, adoçantes artificiais, farináceos, massas e óleos vegetais.

Conforme Polesso, pouco a pouco, o ser humano foi perdendo a conexão com os alimentos naturais, que embasaram sua evolução como espécie. “Não é por coincidência, nem por milagre, que as pessoas estão cada vez mais obesas, doentes, sofrendo toda a sorte de problemas que antes eram raros”, afirma. Nesse sentindo, passar a ter um estilo de vida baseado em uma alimentação saudável, “é uma forma de desintoxicar o corpo das ‘substâncias comestíveis’ e regular o organismo e seu sistema hormonal” diz.

Um dos grandes benefícios da “alimentação forte”, de acordo com especialista em emagrecimento, é a possibilidade de não restringir os alimentos a serem ingeridos no dia a dia, o que traz mais flexibilidade em relação às rotinas alimentares que podem ser implementadas. “Pode-se ter uma ‘alimentação forte’, mais baixa em carboidratos ou mais generosa neles. Tudo depende do seu objetivo”, esclarece.

Conforme Polesso, muitos acabam sendo atraídos para esse estilo de vida porque desejam emagrecer, perder gordura, atingir e manter o peso ideal sem controle de calorias ou porções. “Mas, a ‘alimentação forte’ também é recomenda por quem deseja fortalecer a imunidade, recuperar a saúde, ser uma pessoa mais positiva”, destaca.

Para as pessoas que buscam adentrar ao universo da “alimentação forte”, rica em nutrientes, gorduras boas e baixa em carboidratos, Polesso dá dicas a respeito de alimentos que devem ser ingeridos e outros que devem ser evitados a qualquer custo.


Entre os saudáveis estão:

– Salmão: rico em ômega 3, tipo de gordura poli-insaturada, benéfica para a saúde cardiovascular e cerebral;

– Azeite de oliva extra virgem e abacate: alimentos ricos em gorduras monoinsaturadas, que ajudam a reduzir o nível de colesterol ruim no sangue;

– Nozes e castanhas: ricos em fibras e gorduras boas;

– Ovo: conforme Polesso, é um dos alimentos mais completos da natureza. “Muitas pessoas não comem ovos por conta do colesterol, mas o colesterol da alimentação tem pouca ligação com o do sangue”, diz.

– Morango e frutas da mesma família, como amora e framboesa: representantes de frutas com baixo índice glicêmico são bem-vindas em uma alimentação nutritiva, mas baixa em carboidratos.

Entre os alimentos danosos à saúde, Polesso destaca:

– Pão: possui alto índice glicêmico, ou seja, estimula bastante a glicemia, hormônio que favorece o armazenamento de gordura. Contém glúten, composto de proteínas bastante prejudicial a muitas pessoas, podendo causar problemas digestivos e intestinais. É pouco nutritivo.

– Açúcar: grande vilão para quem deseja emagrecer, podendo ser encontrado em diversos alimentos como massa de tomate, sucos, doces, salgado e temperos;

– Óleo vegetal (óleo de soja, de camomila, de milho etc.). Segundo Polesso, é extremamente pró-inflamatório, fraco em nutrientes, oxidante e contém resquícios de gordura trans. “Trata-se de uma aberração industrial”, afirma.